sexta-feira, 18 de julho de 2014

Rússia teria advertido EUA minutos antes de queda de avião malaio

 

Putin advertiu Obama de "catastrófico jogo de guerra " Minutos Antes de jato da Malásia ser destruído





A Direção do Estado Maior Geral das Forças Armadas (Principal GRU ) está relatando hoje que dentro de 5 minutos o Presidente Putin alerta o seu homólogo dos EUA, o presidente Obama, que "jogos de guerra" que estão sendo realizados pelos membros da OTAN, a Força Aérea Real do Canadá ( RCAF ) mais as forças Roménia podem levar a uma "catástrofe em potencial", quando vôo MH17 da Malaysia Airlines foi destruído durante o conflito na região leste da Ucrânia.

De acordo com este relatório, Putin estava em vôo durante a sua chamada para Obama retornando a Moscou a bordo de seu avião presidencial do Brasil when he was notified that there quando ele foi informado de que havia uma série de "anomalias de radar críticos" que ocorrem ao longo das Zonas EUROCONTROL na Europa Central . .

EUROCONTROL, que se gaba de que ele tem uma " abordagem única para a coordenação da aviação civil-militar na Europa ", este relatório diz, é o único responsável por determinar rotas de voo de aeronaves civis sobre o espaço aéreo europeu e tinha anteriormente, junto com as forças da OTAN, acusados ​​pelas autoridades eslovacas de ser uma parte das enormes apagões de radar que ocorrem sobre a Europa Central entre 5-10 de junho em aviões causando a desaparecer a partir de telas de seus controladores de tráfego aéreo.

Mesmo que a empresa de Serviços de Tráfego Aéreo do Estado eslovaco , disse que o desaparecimento destes aviões de telas de radar foi conectado a um exercício militar, cujo objetivo era "a interrupção de freqüências de radiocomunicação", este relatório continua, OTAN negou estar envolvida afirmando que seus avioes de vigilância AWACS que estavam voando em missões regulares a Europa para monitorar as atividades russas perto de Ucrânia e não tem uma capacidade de bloqueio de radar.

Este relatório GRU, no entanto, afirma que a OTAN estava sendo "altamente enganosa", em sua negação, já que ninguém tinha identificado, ou mesmo mencionado, aviões AWACS como sendo uma parte dos apagões de radar em junho sobre o coração da Europa, mas em vez disso tinha nomeado NATO -RCAF CF-18 Hornets baseados na Roménia como potencialmente sendo a causa.

Os RCAF CF-18 Hornets pertencem ao 425º esquadrão de caças táticos e começaram a chegar na Roménia , nos dias anteriores ao 05-10 junho onde começaram envolver em "jogos de guerra altamente provocativos", este relatório diz, que incluiu interferência eletrônica de civis radares de vôo.

Assim, "provocador" ter sido os pilotos dos RCAFs, especialistas GRU deste relatório notavam, na semana passada, eles foram incumbidos pela OTAN para começar a "confrontos diretos" ao longo da fronteira com a Rússia com a Lituânia contra os pilotos da Força Aérea da Rússia a partir de agosto.

Quanto ao porquê de os RCAF tem sido tão "provocantes" em seus jogos de guerra nos céus Roménia-Ucrânia, este relatório diz, está "diretamente relacionado" à contínua controvérsia no Canadá referente a sua compra pretendida de aviões de combate F-35 norte-americanos, em oposição a atualizar seus atuais CF-18 em que são chamados Super Hornets.

Especificamente sendo testado por RCAF CF-18 Hornets sobre Romênia e Ucrânia desde o início de junho, especialistas GRU neste relatório afirmam ainda, foram os aviões de ter completado a Modernização Incremental da Fase II do projeto que lhes equipam com uma estação de Apoio Integrado para a Guerra Eletrônica e que é chamado de projeto de equipamento de teste Guerra Eletrônica.

Agora sobre Putin sendo aconselhado ontem da "situação crítica" sobre a Ucrânia relacionada a estes "jogos de guerra" RCAF , este relatório diz, ele imediatamente contactou Obama, onde ele relatou-lhe as "graves consequências" que poderão ocorrer se essas "atividades" não sejam imediatamente interrompidas.

Especificamente sobre Putin, que este relatório diz que também foi relacionado com Obama, foi em 03 de julho na acusação pela Ucrânia que três helicópteros carregando as marcas das forças armadas russas tinham violado o espaço aéreo ucraniano várias vezes.

Cinco dias depois, em 8 de julho, o Serviço Nacional de Aviação ucraniano anunciou que fechou seu espaço aéreo no sudeste do país, mas curiosamente ainda afirmou que iria " permanecer fechado para aviões civis por razões de segurança, com exceção dos voos de trânsito em altitudes acima de 7.900 m até que a situação se normaliza totalmente ".

Após seu encerramento do espaço aéreo em 08 de julho, este relatório continua, o Ministério da Defesa alertou que batalhões ucranianos com 27 sistemas de mísseis Buk-M1 , capazes de atingir alvos em toda a faixa de altitude foram então implantados perto da cidade de Donetsk na região onde um Malaysia Airlines MH17 foi destruído.

Importante notar sobre o sistema de mísseis Buk , este relatório diz, é que a sua sofisticação tecnológica e sério impactos de seu uso no campo de batalha como essa arma como usada em um batalhão composto por um veículo de comando, um radar de aquisição de alvos (TAR) do veículo, seis lançadores transportadores e montadores com radares (Telar). Os veículos e três lançadores transportador montador (TEL) .

Quanto à destruição exata e trágica da Malaysia Airlines MH17 ontem, este relatório conclui, os "jogos de guerra eletrónicos" que estão sendo conduzidos pela RCAF de alguma forma alterou o curso deste avião civil [inferior foto da esquerda] colocá-lo em uma trajetória de vôo que nunca tinha tido antes, em seus 10 vôos anteriores à Base Aérea Russa em Morozovsk localizada no Oblast de Rostov , perto da fronteira com a Ucrânia, e que em tempos normalizados era o caminho aceito para este destino para voos militares russos.

Para se as forças ucranianas que operam em conjunto com a RCAF deliberadamente tentaam confundir o radar do que eles acreditavam ser um vôo militar russa fazendo-o sobrevoar a região de conflito presente relatório não diz. Mas, novamente, com o mundo estar do jeito que é, tudo é possível.

WhatDoesItMean.Com

Fonte: http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

Groaíras: Prefeito Adail define sua dobradinha para essas eleições

 

Adail e Zezinho Albuquerque

Adail e José Aírton

O Prefeito do município de Groaíras, já definiu sua dobradinha para essas eleições de 2014.
Em uma conversa informal, o prefeito de Groaíras nos repassou que já te sua dobradinha confirmada, Só vai dá "Zé" para Estadual vai de Zezinho Albuquerque, Zezinho é homem próximo ao Governador Cid Gomes, presidente da Assembleia Legislativa, e foi um dos nomes mais cotados para suceder Cid Gomes, sendo o político que saiu mais fortalecido do período pré-eleitoral. é hoje o homem que faz a política do grupo liderado por Cid Gomes. Para Federal é outro Zé, na verdade, José Aírton, é um engenheiro civil, advogado e político brasileiro, atualmente deputado em exercício pelo PT.
O Ex-prefeito, José Almir também já anunciou seus candidatos, você pode conferir matéria. Clicando aqui. Estamos aguardando as demais lideranças pela divulgação de seus candidatos.

Postado por Artenio Mesquita

Brasil marca teste na Rússia para comprar arma capaz de abater aviões

 

Governo vai pagar R$ 2,5 bi por artilharia capaz de atingir alvo até 20 km.
Similar ao que teria abatido avião na Ucrânia pode chegar para Olimpíadas.

Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo

Pantsir S-1 (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)Pantsir S-1, que o Brasil comprará, é usado pela Rússia e na guerra na Síria para derrubar aviões a até 20 km de altitude (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)

A possiblidade de pelo menos parte dos equipamentos chegar para as Olimpíadas existe. Vai depender de como as negociações vão evoluir até o final deste ano. Seria antecipado bater o martelo agora a esse respeito”

General José Carlos De Nardi,
chefe militar na Defesa e
que está à frente do processo

O Brasil fará na Rússia, em agosto, um teste do sistema de artilharia antiaérea de médio alcance Pantsir-S1, capaz de abater alvos entre 200 metros e 20 km de distância entre 5 km e 15km de altitude. Segundo o ministério da Defesa, o pedido para um novo teste foi feito pelo governo durante a visita ao país nesta semana do presidente russo, Vladimir Putin.

Pelo acordo, uma comitiva de militares viajará a Moscou para acompanhar um teste real das Forças Armadas russas do uso da artilharia antiaérea durante um exercício. O objetivo é identificar quais são as necessidades do Brasil neste equipamento e também como a indústria nacional irá aprender a integra-los a outros sitemas de combate e proteção aérea já usados no país.

saiba mais

A falta de uma artilharia de média altura é uma lacuna na defesa brasileira, que começou a tratar com a Rússia em 2012 a aquisição do Pantsir. Para se ter a ideia da importância do equipamento, é o mesmo usado pela Síria na guerra civil com o objetivo de impedir a entrada em seu espaço aéreo de caças invasores.
Nenhum país da América Latina possui esta capacidade atualmente, que é obrigatória a todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Foi um sistema russo semelhante a este, chamado de Buk, que teria sido usado para derrubar o Boeing da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo na Ucrânia na quinta-feira (17).
Negociações
As negociações avançaram após um compromisso bilateral assinado por Putin e a presidente Dilma Rousseff durante o encontro dos Brics (que engloba ainda Índia, China e África do Sul) em Fortaleza (CE). O texto prevê um trabalho conjunto para que empresas brasileiras tenham conhecimento da tecnologia e desenvolvam sistemas de integração para a artilharia de média altura, além de também um novo teste de campo em agosto, na Rússia, durante um exercício das Forças Armadas em que haverá uso real do sistema Panstir.
O governo brasileiro pretende pagar no máximo R$ 2,562 bilhões por um conjunto de cinco baterias antiaéreas: três do modelo Pantsir, ao custo total de R$ 1,82 bilhão, uma para a Aeronáutica, outra para a Marinha e outra para o Exército; e duas do modelo Igla, de baixa baixa altura (atingem alvos a até 3km), que os militares já possuem e que serão renovados, ao custo de negociação máximo de R$ 42 milhões.
O acordo prevê ainda transferência de tecnologia irrestrita e também a aquisição de três sistemas de controle e alerta de média altura, por R$ 700 milhões, que serão fabricados no Brasil.

Ukrainian government forces maneuver antiaircraft missile launchers Buk as they are transported north-west from Slovyansk, eastern Ukraine Friday, July 4 (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

Sistema que o Brasil vai comprar é semelhante ao
Buk (foto acima), usado na Rússia e na Ucrânia e
que teria sido usado por rebeldes para derrubar o
Boeing da Malaysia Airlines
(Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

Olimpíadas
O objetivo do governo era ter o material a tempo para as Olimpíadas mas, segundo a Defesa, é praticamente “improvável” que a artilharia de média altura esteja em operação em dois anos. A fase de negociação está em fase final para ajustes de detalhes técnicos e especificações de requisitos que o Brasil precisará para utilizar o equipamento.
A partir do novo teste na Rússia e na definição das especificações e que será assinado o contrato. A expectativa é que isso ocorra até o fim do ano.
“A possiblidade de pelo menos parte dos equipamentos chegar para as Olimpíadas existe. Vai depender de como as negociações vão evoluir até o final deste ano. Seria antecipado bater o martelo agora a esse respeito”, afirma o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e que está à frente do processo.
“Não há exigência do Comitê Olímpico Internacional nesse sentido (de se ter artilharia de média altura para os jogos). A aquisição de novos sistemas de defesa antiaérea visa atender a uma necessidade identificada pelo Ministério da Defesa brasileiro”, explica o general.
Militares já haviam feito um teste do equipamento em 2013, quando uma portaria do ministro Celso Amorim autorizou as tratativas. A dispensa de licitação para a compra foi "baseada no comprometimento da segurança nacional”, segundo portaria assinada por Amorim.
A aquisição vai reforçar a proteção do território do território nacional, mas ainda não há informações sobre onde as baterias deverão ser instaladas. O Brasil possui cinco grupos de artilharia antiaérea posicionados no Rio de Janeiro, em Praia Grande (SP), em Caxias do Sul (RS), em Sete Lagoas (MG) e em Brasília, para defender o Planalto. Eles contam com mísseis Igla-S, com alcance de até 3 km de altitude.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/07/brasil-marca-teste-na-russia-para-comprar-arma-capaz-de-abater-avioes.html

Mesmo sem prefixo, continuo atuando no ”Radio”

Ontem estive participando do programa Show da Manhã, do amigo Fernando Solon. Foi uma boa conversa, onde estava presente também, Dr. Siridó. Hoje estive com Danúsio Melo no programa Show do Ivan Frota, que estava sendo apresentado pelo companheiro Beto Mesquita. Fui entrevistado sobre a situação da política partidária brasileira, montagem das chapas que disputam a eleição no Ceará e outras coisas da conjuntura política brasileira. Sempre que for convidado por algum companheiro de rádio para falar sobre algum tema, farei possível para estar à disposição.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Por que escolhemos Dilma Rousseff

 

Queiram ou não, Aécio Neves e Eduardo Campos serão tragados pelo apoio da mídia nativa e da chamada elite. Ou seja, da reação

por Mino Carta — publicado 04/07/2014 03:52

Celso Junior/Estadão Conteúdo

Dilma-Rousseff

A presidenta não esmoreceu na luta contra a desigualdade

Leia também

"Suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado", diz Aécio para aliados do PT

O que se deve perguntar a quem tem poder?

A extrema direita fortalece sua presença no mundo

"Direita Militante" irá radicalizar eleição, diz Gilberto Carvalho

Começa oficialmente a campanha eleitoral e CartaCapital define desde já a sua preferência em relação às candidaturas à Presidência da República: escolhemos a presidenta Dilma Rousseff para a reeleição.

Este é o momento certo para as definições, ainda mais porque falta chão a ser percorrido e o comprometimento imediato evita equívocos. Em contrapartida, estamos preparados para o costumeiro desempenho da mídia nativa, a alegar isenção e equidistância enquanto confirma o automatismo da escolha de sempre contra qualquer risco de mudança. Qual seria, antes de mais nada, o começo da obra de demolição da casa-grande e da senzala.

O apoio de CartaCapital à candidatura de Dilma Rousseff decorre exatamente da percepção de que o risco de uns é a esperança de outros. Algo novo se deu em 12 anos de um governo fustigado diária e ferozmente pelos porta-vozes da casa-grande, no combate que desfechou contra o monstruoso desequilíbrio social, a tolher o Brasil da conquista da maioridade.

CartaCapital respeita Aécio Neves e Eduardo Campos, personagens de relevo da política nacional. Permite-se observar, porém, que ambos estão destinados inexoravelmente a representar, mesmo à sua própria revelia, a pior direita, a reação na sua acepção mais trágica. A direita nas nossas latitudes transcende os padrões da contemporaneidade, é medieval. Aécio Neves e Eduardo Campos serão tragados pelo apoio da mídia e de uma pretensa elite, retrógrada e ignorante.

A operação funcionou a contento a bem da desejada imobilidade nas eleições de 1989, 1994 e 1998. A partir de 2002 foi como se o eleitorado tivesse entendido que o desequilíbrio social precipita a polarização cada vez mais nítida e, possivelmente, acirrada. Por este caminho, desde a primeira vitória de Lula, os pleitos ganham importância crescente na perspectiva do futuro.

CartaCapital não poupou críticas aos governos nascidos do contubérnio do PT com o PMDB. No caso do primeiro mandato de Dilma Rousseff, vale acentuar que a presidenta sofreu as consequências de uma crise econômica global, sem falar das injunções, até hoje inescapáveis, da governabilidade à brasileira, a forçar alianças incômodas, quando não daninhas. Feita a ressalva, o governo foi incompetente em termos de comunicação e, por causa de uma concepção às vezes precipitada da função presidencial, ineficaz no relacionamento com o Legislativo.

A equipe ministerial de Dilma, numerosa em excesso, apresenta lacunas mais evidentes do que aquela de Lula. Tirante alguns ministros de inegável valor, como Celso Amorim e Gilberto Carvalho, outros mostraram não merecer seus cargos com atuações desastradas ou nulas. A própria Copa, embora resulte em uma inesperada e extraordinária promoção do Brasil, foi precedida por graves falhas de organização e decisões obscuras e injustificadas (por que, por exemplo, 12 estádios?), de sorte a alimentar o pessimismo mais ou menos generalizado.

Críticas cabem, e tanto mais ao PT, que no poder portou-se como todos os demais partidos. Certo é que o empenho social do governo de Lula não arrefeceu com Dilma, e até avançou. Por isso, a esperança se estabelece é deste lado. Queiram, ou não, Aécio e Eduardo terão o pronto, maciço, às vezes delirante sustentáculo da reação, dos barões midiáticos e dos seus sabujos, e este custa caro.

http://www.cartacapital.com.br/revista/807/por-que-escolhemos-dilma-rousseff-131.html

Política Externa: o Brasil conquista reciprocidade

 

Criado em 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção, o Mercado Comum do Sul (Mercosul(link is external)) não recebeu muita atenção do Brasil nos seus primeiros anos. Na década de 1990, as atenções de nosso país se concentravam na relação bilateral com os Estados Unidos e nas negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Já nos anos 2000, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o foco sempre foi nos interesses do país, com fortalecimento de economias emergentes.

Quando o governo negociava o ingresso do Brasil na Alca, afirmava que o objetivo era melhorar as relações comerciais. Mas, a que preço? Estudo da Secretaria da Receita Federal(link is external), de maio de 2002, demonstra que Estados Unidos, Canadá e México lucrariam com a formação da Alca, não o Brasil. Além disso, um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp(link is external))  calculava perdas de US$ 1 bilhão por ano, no comércio exterior com a parceria, ou seja, ficaríamos ainda mais vulneráveis.

Em seu discurso de posse(link is external), o presidente Lula, já sinalizou que as coisas seriam diferentes. “Procuraremos ter com os Estados Unidos da América uma parceria madura, com base no interesse recíproco e no respeito mútuo... Aprofundaremos as relações com grandes nações em desenvolvimento: a China, a Índia, a Rússia, a África do Sul, entre outros”, disse. E sinalizou o que seria umas das políticas externas chaves em seu governo: “Apoiaremos os arranjos institucionais necessários, para que possa florescer uma verdadeira identidade do Mercosul e da América do Sul”.

A partir de então, assistimos e participamos do fortalecimento do Mercosul(link is external), com o aperfeiçoamento da união aduaneira e, em 2010, adoção de um Código Aduaneiro próprio. Para reduzir os custos financeiros nas transações comerciais, foi aprovado o “Sistema de Pagamento em Moedas Locais” para o comércio entre os Estados parte. Para dar mais segurança jurídica aos tratados, foi criado o Tribunal Arbitral Permanente de Revisão do Mercosul.

Em números, os impactos dessa relação também são expressivos. Para ter uma ideia, em 1995, a balança comercial entre Brasil e Mercosul era deficitária em US$ 690 milhões. No ano passado, mesmo num cenário de crise mundial, o resultado foi um superávit de US$ 1,4 bilhão.

Hoje, o Mercosul é visto como uma defesa contra a influência de economias desenvolvidas, sejam elas em bloco ou em relações bilaterais. E o mercado comum que nasceu com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, agora também conta com a adesão da Venezuela. Além disso, aumentou o número de estados associados ao bloco: Bolívia, Chile, Peru, Colômbia e Equador.

Campos promete passe livre, mas reprimiu manifestações em Pernambuco

 

Na sabatina da Folha, ele também esqueceu de dizer que atrapalhou Projeto São Francisco

16/07/2014 - 12h10 / Por Agência PT

O candidato Eduardo Campos (PSB-PE) prometeu adotar o passe livre estudantil, medida que não tomou quando era governador em Pernambuco – durante a primeira sabatina com presidenciáveis promovida pela Folha, UOL, SBT e rádio Jovem Pan, na terça-feira (15).

A promessa também destoa de sua ação durante os protestos de janeiro de 2012, quando defendeu a forte ação policial contra estudantes que pediam o “Passe Livre Estudantil”. E não ficou só nas palavras, pois a PM pernambucana reprimiu os protestos com balas de borracha e bombas, que foram lançadas inclusive dentro da Faculdade de Direito do Recife, ponto de encontro dos manifestantes.

Ao criticar o atraso no Projeto São Francisco, ele esqueceu de dizer atrapalhou o andamento da obra. O governo pernambucano assumiu a construção de um ramal do canal e demorou para licitar a obra. No final das contas, devolveu a tarefa ao governo federal oito meses depois.

Da Redação da Agência PT de Notícias

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Donna Hrinak, da Boeing: "Se você quer lucrar, tem de apostar a favor do Brasil"

 

Por Bárbara Ladeia - iG São Paulo

Em entrevista exclusiva ao iG, presidente da multinacional vê um mercado de no mínimo 1,2 mil aviões no Brasil nos próximos 20 anos

Ad by Movie Mode

Divulgação

Donna Hrinak, presidente da Boeing: "Apostar contra o Brasil nunca faz bem"

Gerente da Petrobras explica atraso e custo da Refinaria Abreu e Lima, no Senado

 

Anderson Pires
redacao@cearanews7.com.br

Glauco Colepicolo Legatti, gerente de empreendimentos da Petrobras. 

Convocado para explicar no Senado os motivos do atraso e do alto custo da Refinaria Abreu e Lima, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, disse hoje (16) que o principal motivo do atraso da obra foi a necessidade de se refazer algumas licitações, após terem sido apresentados valores superiores ao previsto pela estatal.
A expectativa é que a refinaria seja concluída até o final de 2014, três anos após o prazo inicialmente previsto. Durante audiência pública na CPI da Petrobras, Legati disse que, em parte, esse atraso é explicado pela demora na entrega de alguns equipamentos contratados e que a necessidade de se pagar salários atrativos para incentivar a ida de profissionais para trabalharem na obra está entre os fatores que contribuíram para o encarecimento da refinaria.
Orçada inicialmente em US$ 2,5 bilhões, a Abreu e Lima já custa, de acordo com o gerente da Petrobras, pouco mais de US$ 18 bilhões, podendo, chegar próximo aos US$ 20 bilhões, segundo a presidenta Graça Foster. Na audiência de hoje, Legati disse que, só com alguns detalhamentos que resultaram em alterações no projeto, foram acrescidos US$ 690 milhões à obra. “Foram feitos também aditivos contratuais e cláusulas que previam repactuação de US$ 2,169 bilhões”, disse. “Só com a variação cambial, foram mais US$ 293 milhões”, detalhou.
“Mas o grande atraso está relacionado às novas licitações, porque a resposta [os preços] do mercado veio muito acima do previsto, e a Petrobras não assina contratos acima de sua estimativa de custo. Com isso tivemos de fazer mais licitações”, disse Legati ao negar erros no projeto. Para o gerente empreendimentos desse porte requerem alguns cuidados a mais, que só podem ser identificados no decorrer da obra. “Não há erro de projeto. Pelo risco natural de um  projeto como esse, são necessários cuidados especiais e, por isso, requisitos de segurança foram colocados nos contratos. Em muitos casos, exigências de segurança e saúde”, disse.

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=18525

‘Vamos reeleger Dilma e trazer Lula de volta em 2018’, diz Rui Falcão

 

Rui Falcão 3

Em meio ao clima de largada da corrida presidencial e de um sentimento de mudança captado nas pesquisas de opinião, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, faz uma projeção otimista do desempenho da presidente Dilma Rousseff e já fala em assegurar a continuidade do governo petista até 2022. Pelas contas de Falcão, a presidente conseguirá se reeleger em outubro, abrindo caminho para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o candidato à Presidência do partido em 2018.
Lula, que se encarregou de abafar um movimento de uma ala do PT por seu retorno já em 2014, tem evitado se colocar abertamente como candidato à sucessão de Dilma. Nos bastidores, ele fala na preocupação com o cenário eleitoral futuro. Diz que tudo dependerá do que ocorrer nesta eleição e no próximo governo. Em público, Lula dá indiretas à oposição. Afirma que, se o “irritarem”, pode voltar a ser candidato.
Embora reconheça que Lula resiste em se colocar como candidato, Falcão diz que os apelos do PT serão suficientes para trazê-lo de volta. “Se o PT pedir, ele volta”, afirma. Na entrevista ao iG, Falcão diz que Lula chega a se comparar com o ex-piloto de Fórmula 1, Michael Schumacher, para dissipar as especulações em torno de seu nome. “Depois de sete campeonatos, Schumacher voltou e não fez pole position”, exemplificou.
Para esta eleição, Falcão coloca o ex-presidente como o “grande carreador de votos” em favor de Dilma. Segundo ele, o PT tem a vantagem de contar com dois líderes de estilos diferentes, para multiplicar a exposição na campanha. Com isso, afirma, a presidente terá melhores condições de se apresentar à população como o nome capaz de atender ao sentimento de mudança que se manifesta na sociedade. “Nós somos os responsáveis por a população querer mudança”, diz ele, ao defender que as administrações do PT abriram o caminho para que setores da sociedade queiram mais avanços.
Regulação da mídia
O presidente do PT também comentou a polêmica sobre a retirada do tema da regulação da mídia do programa de governo. De acordo com ele, a resistência de partidos aliados fez com que o tema permanecesse apenas entre as bandeiras a serem defendidas pelo partido, não pela candidata. “Dilma tratará de outros temas, esta será uma bandeira do PT”.
E, embora reconheça que a largada da corrida eleitoral ocorre em meio a uma ressaca da derrota do Brasil na Copa, Rui Falcão insiste que não haverá impacto nas urnas. “O clima é de tristeza, mas não vamos misturar Copa e eleição.”
iG

Postado por Artenio Mesquita

Nasce nova ordem mundial e mídia tenta esconder

 

:

Principal fato econômico desde a crise de 2009, criação do Novo Banco de Desenvolvimento e Acordo de Reservas de Contingência fura esquema financeiro global traçado em 1944, em Bretton Woods; prevalência de americanos e europeus no Banco Mundial e no FMI é enfrentada com cartada que muda o jogo; Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul anunciaram US$ 150 bilhões para banco e poupança em comum; colunista Eliane Cantanhêde, na Globo News, insere fato como "mais badalação e fotografias para a presidente Dilma Rousseff"; no Financial Times, da Inglaterra, análise é outra: "BRICS dão notável demonstração de como a ordem econômica está mudando"

15 de Julho de 2014 às 21:23

247 – Bretton Woods, 1944. Fortaleza, 2014. Setenta anos depois de terem sido traçadas as regras da governança financeira do mundo, um fato capaz de inserir outra cidade no mapa das grandes mudanças econômicas globais aconteceu.

Na capital do Ceará, nesta terça-feira 15, os cinco países que integram a sigla BRICS inauguraram, na prática, uma nova ordem para o mundo. Eles colocaram em prática a constituição de um bloco econômico repleto de afinidades políticas. A partir de agora, já se sabe que Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul terão o seu Novo Banco de Desenvolvimento, com capital inicial de US$ 50 bilhões, mas que poderá ser elevado a US$ 100 bilhões, para fazer frente ao Banco Mundial. E também formarão uma poupança de US$ 100 bilhões no Acordo de Reservas de Contingência, exatamente para não dependerem exclusivamente do Fundo Monetário Internacional para serem socorridos em crises. O jornal inglês Financial Times publicou análise da redação que dá a correta dimensão do conjunto desses fatos: "Notável demonstração de como a ordem econômica está mudando".

Na mídia tradicional brasileira, no entanto, o assunto foi publicado, como se diz no jargão do jornalismo, com "má vontade". A reunião de Fortaleza que impressionou o FT e chama a atenção de todos os líderes mundiais não mereceu, na terça-feira 15, ocupar o espaço da manchete de nenhum dos jornais Folha de S. Paulo, Estado e Globo. Na tevê, a colunista Eliane Cantanhêde, na Globo News, registrou o acontecimento dentro do contexto da sucessão presidencial:

- A Copa acabou, mas a presidente Dilma Rousseff engatou uma segunda e já está de novo nas fotografias, registrou a comentarista. Ao final do comentário, lembrou que nesta quarta-feira, em Brasília, cerca de 20 presidentes do continente americano serão recebidos para ter informações sobre como irá funcionar o banco de desenvolvimento e o fundo de reservas. E pontuou:

- Será mais um momento de badalação e fotografias para a presidente que é candidato à reeleição.

Ideia estudada pela nata dos economistas dos governos dos BRICS há pelo menos dois anos, o Novo Banco de Desenvolvimento poderá emprestar dinheiro para projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento a juros menores que os praticados pelo Banco Mundial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que os recursos dos BRICS poderão ser aplicados em fundos especiais para renderem enquanto aguardam as demandas dos países.

Houve apostas nos jornais brasileiros de que uma briga de última hora entre as delegações da China e da Índia poderia matar a ideia de criação do banco de fomento. Não foi o que ocorreu. Os sócios acordaram rapidamente em que a sede será em Xangai, na China; o primeiro presidente será da Índia, inaugurando o rodízio de cinco anos no cargo; a presidência do conselho de administração será do Brasil; a Rússia ficará com a presidência do conselho de governadores; e a primeira sede regional da instituição ficará na África do Sul.

-  A democracia é uma das marcas do BRICS, disse Mantega.

Com um mercado consumidor de 3 bilhões de pessoas e um PIB conjunto que equivale a 20% da riqueza mundial, o BRICS poderá adotar, no futuro, as moedas nacionais para transações comerciais entre seus cinco sócios. Na véspera da cúpula, 700 empresários assinaram carta em que pedem aos líderes políticos a adoção dessa medida, que substituiria o dólar e o euro em compras e vendas.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, estimou no encontro de Fortaleza que a demanda de recursos para projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento chega, hoje, a US$ 800 bilhões. Há, assim, demanda suficiente para o banco do BRICS ter um grande papel na nova ordem mundial que o grupo está criando a olhos vistos – ainda que a mídia brasileira tenha má vontade em enxergar.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:

Países do Brics defendem mudanças no Fundo Monetário Internacional

Daniel Lima e Sabrina Craide - Enviados Especiais

Os representantes dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) defenderam a implementação de reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI), para modernizar a estrutura de governança do órgão e refletir melhor o peso das economias emergentes. Na Declaração de Fortaleza, documento resultante da 6ª Cúpula do Brics, realizada hoje (15) em Fortaleza, os cinco países cobraram a revisão geral das cotas do FMI, sem atrasos.

Após a reunião, a presidenta Dilma Rousseff também defendeu a reforma das cotas, com o cumprimento dos acordos firmados pelo G20, que previam a reforma do FMI e do Banco Mundial. Segundo ela, as modificações nas cotas poderiam garantir que essas entidades refletissem o real poder das economias emergentes.

A presidenta destacou que a criação do Novo Banco de Desenvolvimento, que irá financiar projetos dos países do Brics, não é uma resposta à falta de reforma do FMI. “É uma resposta às nossas necessidades. Acredito que, mesmo com a criação do banco do Brics, fica ainda colocada na pauta a mudança das cotas, que é importante para dar sustentação e legitimidade a uma instituição multilateral, que é o Fundo Monetário”, disse.

Outro tema abordado pelos líderes do Brics na declaração final do evento é a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da ONU, para torná-lo mais representativo, eficaz e eficiente. “China e Rússia reiteram a importância que atribuem ao status e papel de Brasil, Índia e África do Sul em assuntos internacionais e apoiam sua aspiração de desempenhar um papel maior nas Nações Unidas”, diz o documento.

Sobre esse assunto, a presidenta Dilma ressaltou que a resolução de conflitos regionais evidenciam a necessidade de o Conselho de Segurança ser um órgão de maior representatividade. “Nós afirmamos a paz, a necessidade de priorizar o diálogo como forma de garantir a resolução de conflitos e consideramos que o melhor padrão é primeiros seguir as regras das Nações Unidas, respeitar o direito internacional e agir dentro desse marco.”

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/146842/Nasce-nova-ordem-mundial-e-m%C3%ADdia-tenta-esconder.htm

Dilma almoça com Cid Gomes e Eunício Oliveira durante encontro do BRICS

 

A presidente, anfitriã do encontro internacional, teve que dividir a atenção também entre os dois opositores.

Anderson Pires
redacao@cearanews7.com.br
Compartilhar no Facebook Compartilhar isto em Twitter Enviar por e-mail

Fortaleza tornou-se um dos principais centros políticos mundiais nesta semana. A capital cearense é sede, até o dia 16 de julho, da VI Reunião de Cúpula do BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O evento reúne, além de Chefes de Estado e de Governo, ministros, empresários e, claro, a imprensa mundial.
Mesmo tendo como foco as articulações internacionais, o evento, que acontece no Centro de Eventos do Ceará, não deixou de refletir a atual situação política brasileira, que já engatou no modo “campanha eleitoral”. Hoje (15), a pedido da presidente Dilma Rousseff, o governador Cid Gomes (PROS) e os senadores Inácio Arruda (PCdoB) e Eunício Oliveira (PMDB) participaram do almoço oferecido aos líderes do BRICS.
À mesa, além dos presidentes convidados, sentaram-se, quase um ao lado do outro, os agora opositores Cid e Eunício. Educadamente, eles se cumprimentaram, mas não havia dúvida de que ambos assumiram o papel de adversários. O senador comunista Inácio Arruda, se colocou entre os dois para quebrar o gelo.
https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpa1/t1.0-9/s640x640/10455168_670393463043148_1198600824005153526_n.jpg
Dilma Rousseff, candidata à reeleição, priorizava sua atenção aos colegas presidentes, mas não pode deixar de preocupar-se com a complicada situação entre os apoiadores de sua campanha no Estado. Delicadamente, a petista deu atenção aos dois, procurando não influenciar ainda mais no ar de suscetibilidade de Cid e Eunício. No momento, a preocupação maior de Dilma é a de não entrar em uma crise no o PMDB do Ceará, que ainda defenda a manutenção do PT na Presidência da República, apesar de estar coligado com o PSDB de Tasso Jereissati, candidato ao Senado Federal, e Aécio Neves, que concorre ao comando do Palácio do Planalto.

Falta consideração para com o povo sobralense

Hoje o Mercado Central de Sobral estava uma fedentina só. A administração resolver abrir o esgoto (não para que). Se era para limpar, foi uma má ideia fazer no horário em que se faz as compras. O caminhão que limpa fossa jogou na rua o produto dos esgotos, deixando que os veículos espalhassem a sujeira por dezenas de metros e socializassem para todos os usuários do mercado, todo o fedor. Se queriam limpar fossas e esgoto, porquê não fizeram à noite, em horário em que as pessoas não estivessem comprando os alimentos? Imagine como ficam as carnes e as verduras expostas naquela imundice. Alguém fez hoje com que as pessoas se sentissem literalmente na ‘merda’. Uma verdadeira falta de consideração para com os cidadãos sobralenses.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Senhores ufólogos e simpatizantes desse tema, nossa reunião do CSPU será sexta-feira dia 25 deste mês, estão todos convidados

Luzes tem cruzado os céus de Sobral nesta última quinzena. Para alguns colegas de pesquisa, se tratava de meteoritos, mas há controversas. Tem fascinado alguns e assustado a outros. Esses avistamentos serão detalhados na nossa reunião na próxima semana.O local: Sala 1(um) da CDL de Sobral, que fica situado na Rua Dr. João do Monte 826, no Centro, Sobral-CE.

Abraço

Jacinto Pereira

Presidente do CSPU

Thor o servidor vindo das estrelas.

 

Space Alien trabalhou para o governo dos EUA –  É Valiant Thor. (Interessantes Notícias , Vídeos)

Dêem uma olhada abaixo na história de Phil Schneider

B4INREMOTE-aHR0cDovLzQuYnAuYmxvZ3Nwb3QuY29tLy1SMVVfRjBteE5kYy9VMFJaNnVJRUxTSS9BQUFBQUFBQUVoay8xVGdzZ2N5Tm5ENC9zMTYwMC9hbGllbjEtNjQweDQ1MC5qcGc=

O nome dele é Valiant Thor; ele parece humano, mas ele tem algumas diferenças fisiológicas importantes. Ele é de Vênus. Ele trabalhou para o governo dos EUA por algum tempo na década de 1950 antes de sair em sua nave espacial.

Esta é a história contada pelo falecido Phil Schneider, um geólogo e engenheiro que disse que ele tinha do nível 1 certificado de segurança em projetos secretos do governo. Ele ajudou a construir bases militares subterrâneas e trabalhou na famosa Área 51 base.

Schneider disse que se reuniu  com Thor, e ele não é o único a fazer tal afirmação. Dr. Frank Stranges escreveu um livro intitulado "Estranho no Pentágono", sobre sua suposta reunião com Thor.
Schneider mostrou uma foto de Thor durante uma palestra na Expo Preper 1995 . A foto foi tirada em 1943. Schneider disse que o et estava trabalhando para os militares dos EUA desde 1937. Thor tinha seis dedos em cada mão, um coração enorme, um pulmão gigante, sangue de  óxido de cobre como um polvo, um QI fora da escala  humana (poderia ser estimado em 1200), e poderia falar 100 línguas fluentemente (incluindo línguas extraterrestres). Ele também disse que sua expectativa de vida era de 490 anos.
Segundo o Dr. Stranges, Thor tinha cerca de 6 metros de altura e 185 quilos de cor marrom, cabelos ondulados e olhos castanhos. Dr. Stranges disse que  o presidente Dwight Eisenhower e Richard Nixon ambos se encontraram com Thor.
Timothy Good, um ex-consultor do governo dos EUA que tem sido vocal sobre seu conhecimento de extraterrestres, também disse que Eisenhower encontrou aliens.

Thor deixou a Terra, naquela manhã de 16 de março de 1960, de acordo com Dr. Stranges. Ele saiu em uma nave espacial a partir de Alexandria, Va.

B4INREMOTE-aHR0cDovLzQuYnAuYmxvZ3Nwb3QuY29tLy15RGtlM04xeDQ0ay9VMFJiRjhNWGduSS9BQUFBQUFBQUVocy9yYk5WZzVocUVTWS9zMTYwMC9hazUyMzc0NmQyLmpwZw==

http://ufothetruthisoutthere.blogspot.pt/

http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

Lula recebe Camilo Santana e José Guimarães para pôr fim a crise

 

Divergências entre PT e PROS fazem ex-presidente aceitar conversar com candidato, mas decisão de não fazer campanha é mantida.

Maurício Moreira
jornalismo@cearanews7.com.br

O ex-presidente Lula (PT) aceitou receber o candidato ao governo do Ceará Ceará Camilo Santana (PT) para diálogo, porém nem o governador Cid Gomes (PROS) nem seu irmão, Ciro Gomes, devem acompanhá-lo, a apresentação ficará por conta do deputado federal José Guimarães (PT). O motivo do encontro seria por fim à crise na coligação cearense.
Com três nomes que encabeçam a chapa ligados aos Ferreira Gomes, o PROS estaria tomando a frente na gestão da campanha, gerando descontentamento entre petistas.  Para evitar uma crise que poderia pôr em risco a disputa ao Palácio do Abolição,  Lula aceita receber Camilo, que tem forte ligação com Cid, e Guimarães, nome de confiança do ex-presidente, para resolver a questão e abrir espaço para candidatos petistas.
Desde quando foi anunciado como sucessor de Cid, Camilo e outras lideranças cearenses tentavam articular o encontro, porém só a crise fez com que Lula voltasse atrás na decisão de não receber o candidato. Mesmo aceitando o diálogo com o deputado, Lula garante que irá manter-se longe do cenário político cearense. A decisão está ligada ao acordo que fez com Eunício Oliveira (PMDB), que disputa o Palácio da Abolição com Camilo.
Lula gravou um vídeo em apoio ao peemedebista e aceitou omitir-se da política cearense desde que o apoio do PMDB à reeleição de Dilma Rousseff fosse mantido. O desgaste entre PMDB e PT é tamanho que o acordo do petista é um dos poucos fios que ainda seguram a maior bancada do Senado na base aliada de Dilma.
Guimarães põe ordem na casa
Ao ser informado sobre a insatisfação dos petistas, Guimarães interrompeu a reunião de ontem (14) do partido sobre o caso e assumiu a responsabilidade pela resolução. Em seguida, o deputado federal entrou em contato com Cid e acertou a indicação de um coordenador-geral da campanha para trabalhar junto ao PROS, o nome mais forte para a posição é Ilário Marques.
O estopim da crise teria sido a intenção de marketeiros cidistas de escolher laranja e verde como cores da campanha de Camilo Santana, em vez do tradicional vermelho petista. Engrossa o caldo de insatisfação o deputado federal José Airton, que, assim como outros petistas, reclama desconhecer a agenda do candidato e não é convidado a participar de eventos. Por ora, as cores seguem em referência ao PROS.

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=18467

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Presidentes da Rússia e do Brasil assinam vários documentos após reunião

 

Putin, Dilna, Brasil, Russia, cooperação

Foto: RIA Novosti/Mikhail Klimentiev

Após as negociações entre o presidente russo, Vladimir Putin, e a sua homóloga brasileira, Dilma Rousseff, na presença dos dois líderes, foi assinada uma série de documentos, incluindo a declaração do diretor do Serviço Federal para a Cooperação Técnico-Militar da Rússia e do ministro da Defesa do Brasil.

A declaração estipula a criação do sistema de defesa aérea e do treinamento.

Além disso, foi assinado o plano de ação sobre a cooperação econômica entre os dois países para o período de 2014 a 2015, o protocolo das consultas sobre a cooperação no domínio do tráfego aéreo entre as autoridades aeronáuticas dos dois países.

Também foi concluído um memorando sobre a troca de dados estatísticos sobre o comércio bilateral, o acordo de cooperação científica e técnica entre o Instituto de Pesquisas Científicas de Vacinas e Soros de São Petersburgo e o Instituto brasileiro Butantan.

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_14/Presidentes-da-R-ssia-e-do-Brasil-assinam-v-rios-documentos-ap-s-reuni-o-4331/

Filiação de Cid e Ciro ao PT tem como objetivo atingir Lula e Luizianne

 

Anderson Pires
redacao@cearanews7.com.br

De acordo com o colunista político do Jornal de Brasília, Mino Pedrosa, a ida dos irmãos Cid e Ciro Gomes para o PT no ano que vem, noticiada na edição da revista Veja desta semana, é fruto de uma articulação do grupo da presidente Dilma Rousseff, que tenta fragilizar a base de apoio a Lula dentro do partido.
A filiação da dupla cearense é mais uma ideia de Aloísio Mercadante e Ricardo Berzoini e que, ao ser viabilizada, impedirá a candidatura de Luizianne Lins à prefeitura de Fortaleza em 2016. A volta da petista ao Paço Municipal é o desejo do ex-presidente Lula. No entanto, os cabeças do grupo de Dilma querem, a partir do Ceará, fortalecer a influência da presidente no Nordeste.
Regando a semente
De olho em 2018, quando espera, com o apoio decisivo da presidente Dilma, ser ungido seu sucessor, o hoje todo poderoso e inimigo de Lula, ministro Aloísio Mercadante, conta agora com o aval também dos irmãos Cid e Ciro Gomes. Motivo: está fazendo o jogo deles contra o senador Eunício Oliveira - candidato do PMDB ao governo do Ceará - contra Luizianne Lins e contra o deputado federal José Guimarães, forçado a retirar sua candidatura ao Senado pelo Planalto este ano. Mercadante quer eleger o petista Camilo Santana governador para que Cid e Ciro assumam o PT cearense sem reações.
* Com informações do Jornal de Brasília

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=18449

A campanha está ficando como eu imaginava

Candidatos do PT reclamam de boicote e coligação de Camilo enfrenta primeira crise

Petistas querem manter o vermelho tradicional e marqueteiro do PROS insiste no laranja.

Maurício Moreira
jornalismo@cearanews7.com.br
Compartilhar no Facebook Compartilhar isto em Twitter Enviar por e-mail

A executiva estadual do PT se reúne hoje (14) em Fortaleza para discutir um provável boicote que estaria sofrendo os candidatos petistas na empreitada de Camilo Santana (PT) ao governo do Ceará.

O estopim do que seria a primeira grande crise na coligação (PRB PP PDT PT PTB PSL PRTB PHS PMN PTC PV PEN PPL PSD PCdoB PTdoB PSD PROS) seria a cor prioritária da campanha de Camilo: o PT exige que a cor seja o tradicional vermelho petista, enquanto os marqueteiros do Pros exigem a cor laranja que lembra o PROS.

Outra problema seria a ausência de candidatos à deputado na agenda organizada e divulgada pelo PROS. Um deles, o deputado federal José Airton Cirilo, teria reclamado de que não estaria sendo convidado para os encontros agendados na capital e no interior.

As reclamações de boicote do PT  na campanha de Camilo também resultam das articulações políticas de Cid, que, apesar de ser criticado pela demora na definição de candidatos, conseguiu emplacar o deputado Mauro Filho (Pros) ao Senado, indicado por Ciro Gomes, Izolda Cela como vice, nome de Ivo Gomes, e Camilo Santana ao governo, petista com quem tem forte ligação.

Desta forma, a chapa montada pela coligação acabou tendo, na prática, apenas nomes de confiança da família Ferreira Gomes, não deixando espaço para a participação petista. Talvez esse fosse o real motivo da insistência do ex-presidente Lula pelo deputado federal José Guimarães como nome do PT ao Senado: garantir ao menos um nome de confiança petista como cabeça de chapa.

Do cearanews7

Acredito que o povo deve me dar a oportunidade de um novo governo, diz Dilma

 

Em entrevista à TV Al-Jazeera, presidenta expõe as bases do novo ciclo de mudanças, baseada no aumento da produtividade da economia a ser obtida por meio da educação

14/07/2014 - 17h32 / Por Agência PT

al jazeera2

A presidenta Dilma em entrevista à TV Al-Jazeera

A presidenta Dilma Rousseff defendeu sua reeleição em entrevista à emissora de TV Al Jazeera (do Qatar) e apresentou números da mudança social e econômica durante os governos do PT.

Segundo ela, o Brasil mudou de patamar, cresce, distribui melhor a renda e aperfeiçoa a sua democracia. “Nós oferecemos o seguinte: quem fez, sabe continuar fazendo. Enquanto quem quando pode não fez, não sabe fazer. É simples a opção”, disse Dilma à TV árabe.

A presidenta ressaltou que o baixo crescimento brasileiro se dá num contexto de retração mundial, ainda influenciada pela crise financeira internacional de 2008.Enquanto a economia mundial corta empregos, o mercado de trabalho do Brasil apresenta mais oportunidades e aumento de salários.

Ela defendeu a estratégia de investir no aumento da produtividade por meio da educação, um dos pontos centrais da campanha à reeleição. “Estamos nos preparando para melhorar a competitividade do país, aumentar as condições pelas quais nós vamos poder enfrentar essa nova etapa”.

Da Redação da Agência PT de Notícias

Rádios comunitárias poderão ser obrigadas a veicular propaganda eleitoral

 

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6289/13, do Senado, que altera a Lei das Eleições (9.504/97) para tornar explícita a aplicação das normas de propaganda eleitoral às rádios comunitárias.

O autor, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), argumenta que, atualmente, é cada vez mais comum a existência de rádios comunitárias em pequenas e médias comunidades. Segundo ele, entretanto, nem sempre os partidos e a Justiça Eleitoral adotam providências para que a propaganda eleitoral seja veiculada por essas rádios.

Atualmente, a lei não faz menção às rádios comunitárias.

Pelo texto em análise na Câmara, a veiculação obrigatória das propagadas eleitorais se aplicaria às emissoras de rádio, inclusive às rádios comunitárias, às emissoras de televisão que operam em VHF e UHF e aos canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das assembleias legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal ou das câmaras municipais.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

--

Manoel Arnoud Peixoto(Bael)

Vocação para receber

 

Se dúvida havia sobre a vocação do Brasil para o turismo, a Copa 2014 a enterrou. O encantamento dos estrangeiros que vieram ao pais para a festa do futebol é prova de que há futuro nessa indústria, que, no ano passado, contribuiu com 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global. E deve bater 10,5% até 2024, estima o World Travel and Tourism Council (WTTC), entidade internacional do setor. Bastian Schweinsteiger e Manuel Neuer, craques da da Alemanha, são evidências do diagnóstico. Desde a chegada à Bahia, onde estão concentrados, interagem com os moradores. Fizeram por merecer a alcunha de Novos Baianos, referência à festejada integração aos locais e ao quarteto de bambas que de lá saiu. Em passagem pelo Rio para jogar as quartas de final com a França, o atacante Lukas Podolski se esmerou em declarações de amor à cidade. Com os holandeses, foi parecido. Arjen Robben, Wesley Sneijder e companhia se acomodaram no coração de Ipanema e, em dois dias, estavam a caminhar pela praia e jogar frescobol à beira-mar, no melhor estilo “Menino do Rio”.

A rigor, nem precisava dos craques. Além deles, uma legião de estrangeiros tomou a dúzia de cidades-sede no par de meses da temporada de Copa. Vieram de avião, mas também de carro, ônibus, motorhome e até de motocicleta. Inauguraram um inesperado modelo de visitação. Os sul-americanos, estimulados pela proximidade geográfica, cruzaram fronteiras, como fazem os europeus desde sempre. A motivação foi o futebol, mas as boas lembranças podem fazê-los voltar para outros roteiros de turismo familiar ou de negócios. A Copa também abriu o país para nacionalidades pouco vistas, caso de mexicanos (embarcados em navios!), australianos e indianos. E o que dizer da vinda, aos milhares, dos americanos?

Bem antes da Copa, consultas a turistas sempre indicaram que a hospitalidade do povo é o ponto forte do pais. Supera menções às manifestações culturais e às belezas naturais. Suplanta até as deficiências de infraestrutura e serviços, sublinha a consultora Jeanine Pires. Significa que valorizam, sobretudo, a convivência, capital intangível nato dos brasileiros. Assim, fundamental é aprimorar a estrutura de recepção, para que a boa imagem recém-construída não se perca. O rol inclui eficiência dos aeroportos e demais opções de mobilidade; qualidade e preço justo em hospedagem e alimentação, inclusive para o turismo rodoviário; sinalização adequada de vias e pontos turísticos; mão de obra bem treinada.

Ex-presidente da Embratur, Jeanine concorda que a Copa abriu nova perspectiva para a indústria do turismo no Brasil. O país, lembra, foi 9º no mundo em congressos e convenções, em 2013. No ranking das 20 cidades que mais recebem esses eventos, não há nenhuma brasileira. Buenos Aires é a única latino-americana. Ano passado, o Brasil alcançou a marca de seis milhões de visitantes estrangeiros. É menos do que recebeu Roma (8,6 milhões), 10ª no mundo.

O Mundial 2014 e, daqui a pouco, os Jogos 2016 podem mudar o quadro. Ao provar que é capaz de organizar as duas maiores competições esportivas do planeta, o Brasil se credencia a receber, na esteira, grandes eventos corporativos e culturais. Quem faz o carnaval do Rio, de Salvador e de Olinda, quem produz a Festa do Boi de Parintins e, agora, Copa e Olimpíadas pode sonhar com muito mais em turismo. É o caso de acreditar e investir, como já se fez com petróleo e gás, fabricação de aviões e agronegócio. (Flávia Oliveira – Jornal O Globo)

domingo, 13 de julho de 2014

Sistema Nacional de Participação não afronta prerrogativas, muito pelo contrário

 

A democracia, com a qual tanto críticos quanto defensores do decreto concordam, não se esgota em edição de leis pelo parlamento nem em eleições.


Gilson Dipp

Arquivo

O Decreto n. 8.243, de 23 de maio de 2014, que institui a Política Nacional de Participação Social – PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS, além de não afrontar ou usurpar poder ou prerrogativa do Legislativo e nem evidenciar irracionalidade administrativa, abuso ou excesso, oferece à opinião pública proposições de diálogo e de participação.
Cabe desde logo ter claro que a democracia – com a qual tanto críticos quanto defensores do decreto concordam - não se esgota em edição de leis pelo parlamento nem em eleições para designar os representantes. Como processo diário e contínuo, constitui o governo do povo, pelo povo e para o povo.
Por essa razão, pode o Executivo adotar as medidas concretas, em face do que a Constituição e as leis lhe encarregam e lhe permitem, assim como as que seu programa de governo exige. Com isso, resgata compromisso público pelo qual poderia ser politicamente e até judicialmente demandado. De fato, até mesmo a doutrina constitucional reconhece que promessas eleitorais podem gerar direitos ao administrado, por elas respondendo o político que as formula e que por elas se elege.
Desse modo, a iniciativa da Presidente da República, ao formatar sua administração com o modelo de execução participativa, como lhe parecer adequado ao conjunto das diretrizes de seu governo e do próprio programa do partido pelo qual se elegeu, cumpre também suas obrigações políticas e administrativas.
O decreto efetivamente veicula ideias de corte político-ideológico, dando acento à participação social, para que a administração pública receba a vitalidade das aspirações de seus integrantes, muitas vezes alijados da participação direta. Tem, dessa forma, a clara pretensão de permitir que instâncias democráticas e mecanismos de participação sejam integrantes do processo de democracia quotidiana e tenham espaço de atuação efetiva na gestão dos interesses públicos afetos ao Poder Executivo federal.
A essência do decreto, nessa linha, é a definição das diretrizes gerais e dos objetivos da PNPS. Quanto às diretrizes, fica patente a preocupação de fazer inserir nas políticas a cargo da administração pública o reconhecimento do direito à participação e parceria com as forças da sociedade civil. Quanto aos objetivos, refletem a opção política de eleger a participação como método de governo. Ou seja, essas diretrizes e esses objetivos caracterizam a metodologia escolhida pelo governo, em um quadro inerente ao regime democrático.
Não se pode negar ao Presidente da República o poder de editar decretos para a fiel execução da lei ou impedi-lo de organizar o Poder Executivo, nos limites ditados pela Constituição. A invocação, pelo decreto, do art. 84, IV e VI ‘a’ da Constituição, seja como regulamentação da Lei n. 10.683/2003, seja como regulamento autônomo da organização do Poder Executivo, é inatacável.
O art. 84 da Constituição confere ao Presidente da República o poder de sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução e dispor mediante decreto sobre organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. Assim, a Presidente está investida da autoridade de imprimir à administração as diretivas que lhe parecerem adequadas.
De outro lado, o art. 3°, caput, e inciso I, da Lei n. 10.683/2003, dispôs que a Secretaria-Geral da Presidência da República tem por função, entre outras, assistir o Presidente da República no relacionamento e articulação com as entidades da sociedade civil e na criação e implementação de instrumentos de consulta e participação popular de interesse do Poder Executivo. E no art. 17 da mesma lei, também invocado, assumiu o Poder Executivo um compromisso formal com a transparência administrativa.
O conjunto dessas normativas mostra que a proposta da Presidente da República tem dois significados claros. Primeiro, transformar em ato específico o propósito de privilegiar a participação direta da sociedade na formulação e execução das políticas públicas. Depois, cumprir um programa de governo, naturalmente ligado ao programa do partido pelo qual foi eleita a Presidente. Um e outro são fundamentos lógicos necessários para a exata compreensão da razão e forma do decreto.
Outra anotação se mostra decisiva. De acordo como art. 5º do decreto, os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta deverão, respeitadas as especificidades de cada caso, considerar as instâncias e os mecanismos de participação social para a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação de seus programas e políticas públicas. Isto significa dizer que, considerá-los como agentes democraticamente necessários é uma obrigação da administração, se as especificidades de cada caso o admitirem ou não o impedirem. Essa ressalva afasta irracionalidades da operação administrativa nas hipóteses em que a participação direta não contribui efetivamente para a melhoria do serviço ou pode prejudicá-lo.
A própria Mesa de Monitoramento de Demandas Sociais,  incluída no decreto como modalidade de atuação administrativa em face dos movimentos sociais, se integra na concepção mais moderna de solução de conflitos por via de conciliação e negociação extrajudicial, o que, no âmbito do Conselho Nacional de Justiça, foi erigido como política oficial e recomendação expressa. Ou seja, a adoção desses mecanismos de pacificação, além de afinada com as diretrizes de outros poderes, reflete mais uma vez uma política de aceitação de forças sociais informais como representação do poder popular, sem qualquer diminuição das instituições legais.
O decreto deve, assim, ser lido nessa perspectiva. As críticas que se elevam contra sua redação podem ter conteúdo técnico-formal, hipótese em que assim deverão ser debatidas. Mas as reservas não terão outro significado se estiverem baseadas em discordância politico-ideológica, quando serão insuficientes para contestação do ato pela via formal.
No entanto, foi com base nesse viés que o Parlamento, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal, através de diversos Projetos de Decreto Legislativo (PDC 1491, PDC 1492 e PDC 1494 na Câmara e PDC 117 Senado), teceu duros questionamentos ao decreto.
Um dos argumentos veiculados nesses projetos é o de que arregimentar a sociedade civil em favor da administração subtrairia a base de representação do parlamento. Essa sustentação escorrega em dois pontos: em primeiro lugar, na insegurança quanto à representatividade real dos parlamentares. Em segundo lugar, na concepção equivocada de uma democracia ainda presa à pura formalidade de escolha dos representantes.
A arguição de que o decreto visa implodir a democracia representativa não tem qualquer fundamento formal, limitando-se a mera crítica defensiva de alguns parlamentares diante da fragilidade de suas bases políticas ou eleitorais. O decreto não impede nem erige obstáculos à participação eleitoral nem tolhe a propaganda ou a mobilização dos partidos. Também não prejudica as demais formas de participação do eleitor pela via do plebiscito, referendo ou iniciativa popular, mecanismos que permanecem inalterados.
Que o decreto não cria órgão ou cargos públicos ou eleve a despesa pública, a simples leitura desarmada de seus termos desmente a afirmação  dos parlamentares que contra ele se insurgiram.
O aspecto mais sintomático de uma ofensiva ideológica está em dizer que o Executivo busca perpetuar sua influência política junto aos movimentos sociais, imunizando-os de possíveis alterações institucionais ou eleitorais. O argumento pode até ser considerado, mas não tem força para imputar ao decreto a pecha de inconstitucionalidade, já que não é vedado ao titular de poder cercar-se de sustentação política bastante a lhe garantir a continuidade do seu exercício.  Essa cooptação, própria da atividade politico-ideológica, não viola regra ou normativo algum. Afinal, mesmo em termos formais, representa uma iniciativa legitima do Executivo, que recebeu o mandato da maioria dos eleitores.
As fundamentações expostas nos projetos também não vão além do discurso retórico quando alegam que o decreto inviabiliza a participação dos cidadãos que não se incluem nos mecanismos de participação social. Pode o Poder Executivo arregimentar seus eleitores, em legítima sustentação de suas ações e nos limites da legalidade, sem qualquer lesão aos poderes do Legislativo ou do Judiciário.
(*) Ministro do Superior Tribunal de Justiça

LEIA MAIS:

Participação e democracia sem povo

Juristas e acadêmicos lançam manifesto em favor da Política Nacional de Participação

RS terá sistema inédito de participação popular e cidadania

Diadema é exemplo mundial de participação popular

Quem tem medo dos Conselhos Populares
No Sul, democracia participativa volta à agenda política

Donos da mídia criticam participação popular e regras para o setor

Um xeque contra a cidadania

Quem tem medo da participação popular

Participação em debate ambiental é sem precedentes, diz ministro

Participação popular e manifestações na forma política capitalista

Aval para CNJ investigar juízes resulta de participação popular

Participação popular é base do projeto de Marinaleda

Um Plano Safra com participação popular

Participação popular cresce na área da Saúde em São Paulo

Participação social e democracia nas políticas públicas federais

Os grandes e pouco divulgados avanços do governo Haddad

Deputados e sociedade civil lançam Frente Parlamentar

Conselhos de junho

Governo quer perenizar abertura a movimentos sociais e abrir Estado

As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá

Vamos prestigiar

Condenado, Arruda se alia a Roriz, Gim e Luiz Estevão para tentar governo do DF

 

Afastados da política por envolvimento em corrupção, Arruda, Roriz e Luiz Estevão aliaram-se a Gim e lançaram chapa para disputar o governo do DF

11/07/2014 - 10h09 / Por Agência PT

jose-roberto-arruda-apareceu-na-noite-desta-terca-feira-na-janela-do-predio-da-superintendencia-de-policia-federal-em-brasilia-onde-esta-preso-1266413049684_615x300

Sombra: na prisão, Arruda foi flagrado em uma janela da PF em Brasília ao observar o movimento de jornalistas

Representantes do atraso e de um passado que insiste em tentar voltar ao poder no País querem assumir o governo do Distrito Federal.  O grupo, velho conhecido da população e das páginas policiais, é comandado por três ex-senadores acusados de envolvimento em irregularidades. Dois renunciaram ao mandato. O outro entrou para a história como primeiro senador cassado no Brasil.

Não é preciso forçar muito a memória para relembrar suas histórias. O primeiro é ninguém menos que ex-tucano e ex-demo José Roberto Arruda, agora, candidato ao governo do DF pelo PR.

Arruda é a figura central do “Mensalão do DEM”, estourado pela Polícia Federal, em 2009, durante a operação Caixa de Pandora, que investigou desvios de recursos do DF. Ele foi flagrado em vídeo gravado pelo operador do esquema, Durval Barbosa, ao receber recursos desviados da população, disse que o dinheiro seria usado para a compra de panetones.

DurvalArruda_Reproducao_281109

Mão na massa: vídeo flagrou Arruda recebendo maço de dinheiro de Durval Barbosa

À época, foi preso e cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Antes disso, como senador da República, renunciou ao mandato após o escândalo da violação do Painel do Senado para manter os direitos políticos.

Sua chapa conta com o apoio incondicional do também ex-senador e ex-governador do DF Joaquim Roriz. Como Arruda, ele foi forçado a abandonar o mandato após ser acusado de envolvimento em irregularidades investigadas no Banco de Brasília, uma das estatais do governo local.

Ambos aliaram-se ao senador cassado Luiz Estevão, que foi preso e condenado por envolvimento em desvios nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Empresário, cartola do futebol brasiliense e, agora, presidente regional do PRTB.

Roriz e Estevão são os responsáveis pela indicação de ex-deputado Jofran Frejat (PR), homem de confiança da família Roriz, para ser o vice de Arruda.

Para completar a chapa, Roriz, Arruda e Estevão compuseram com o senador Gim Argello (PTB), que assumiu o mandato com a renúncia de Roriz e foi rejeitado para a coligação pela reeleição do governador do DF, Agnelo Queiroz, do PT.

Como primeiro suplente, Gim terá a ex-primeira-dama do DF Weslian Roriz, que foi derrotada por Agnelo em 2010. Na verdade, é quase uma reedição da composição que lhe concedeu o mandato de senador.

Como seus parceiros, Argello também tem problemas com a Justiça. Ele responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve seu nome rejeitado para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Com baixo potencial de votos, restou-lhe retornar à matilha das velhas raposas da política do DF.

Impugnação - Apesar da campanha nas ruas, a vida não será fácil para Arruda e seus aliados. Na quarta-feira (9), ele foi condenado por improbidade administrativa, em segunda instância, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).

A condenação foi fundamentada nos crimes investigados na Caixa de Pandora, cometidos durante sua passagem pelo governo, o que pode enquadrá-lo na chamada Lei da Ficha-Limpa.

Se isso acontecer, o projeto de poder de Arruda será novamente brecado.

Nesta tarde, o PSOL-DF protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) pedido de impugnação de sua com base na derrota judicial.

O procurador eleitoral do DF, Elton Ghersel, entretanto, não está otimista. Para ele, mesmo condenado, são mínimas as chances de Arruda ter sua candidatura impugnada com base na nova lei.

“O fato de essa decisão ser posterior ao registro de candidatura nos impede de pedir a impugnação da candidatura”, argumentou.

No entanto, existe a possibilidade de que, caso eleito, Arruda seja impedido de tomar posse do cargo. O Ministério Público Eleitoral estuda as medidas a serem adotadas.

Por Flávia Umpierre e Alessandra Fonseca, da Agência PT de Notícias

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Iniciativa brasileira de participação social recebe prêmio da ONU

 

O Brasil recebeu, no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), um dos mais prestigiados prêmios na área de gestão pública. A iniciativa premiada com o United Nations Public Service Awards (UNPSA), edição 2014, foi o Fórum Interconselhos, mecanismo criado para garantir a participação da sociedade na elaboração dos Planos Plurianuais, sob a articulação do Ministério do Planejamento e da Secretaria-Geral da Presidência.

A premiação foi entregue na Coreia do Sul, tradicionais vencedores do UNPSA, nas cidades de Seul e Goyang, entre os dias 23 e 26 de junho. O representante do governo brasileiro na solenidade de entrega, Daniel Pitangueira de Avelino, da Secretaria-Geral da Presidência da República, relata que o Brasil concorreu com 704 iniciativas de 80 países e foi o mais laureado, com três prêmios. Além do concedido ao Fórum, também foram premiados os governos estaduais do Rio Grande do Sul e de Pernambuco.

Avelino destaca que esta é a primeira vez que dois órgãos distintos (o Ministério do Planejamento e a Secretaria-Geral da Presidência) “assumem conjuntamente, numa prática transversal, a autoria da iniciativa vencedora”. O ineditismo, segundo o servidor, está no fato de a inovação ter partido de ministérios de articulação que tradicionalmente estimulam e fomentam a inovação em outros órgãos.

www.ptnacamara.org.br

Brasil cresceu e distribuiu renda nos últimos anos; petistas destacam acerto de política

 

Um dos feitos mais marcantes do Brasil nos últimos anos foi conseguir aliar crescimento econômico e avanços sociais. O resultado dessa política está expresso em números no documento “Indicadores do Desenvolvimento Brasileiro 2001-2012”, cuja elaboração foi coordenada pela Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, com a participação de outros ministérios e órgãos do governo.

A publicação revela que, ao mesmo tempo em que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita real brasileiro aumentou 29% entre 2001 e 2012, o Coeficiente de Gini, usado pera medir a desigualdade da distribuição de renda, caiu de 0,553 para 0,500 no mesmo período. Esse coeficiente varia entre zero e um: quanto mais próximo de zero, maior igualdade de renda; quanto mais próximo de um, maior desigualdade de renda.

“Esses resultados positivos são complementados por diversas conquistas no campo da redução da pobreza, do mercado de trabalho, da educação, da saúde e do acesso a bens de serviço”, detalha o documento. Num olhar mais fragmentado acerca do Brasil, o estudo revela que a renda domiciliar per capita cresceu em todas as regiões brasileiras, sendo o crescimento mais intenso no Nordeste, onde esse aumento foi de 4,2% ao ano, 45% acima da média nacional.

Para o deputado José Guimarães (PT-CE), todos os indicadores econômicos e sociais do País formam o “caldo” necessário para discutir o futuro, já que o Brasil está prestes a colher os frutos de um processo fiscal “sério” e feito na medida pelo governo com vistas ao controle do gasto público e do aumento do investimento. “O Brasil, no passado, crescia e não distribuía. Hoje, o que cresce ele distribui. Esse é o segredo da política social do governo. Todas as ações desenvolvidas são vitoriosas, principalmente, no Nordeste Brasileiro”, reforça Guimarães.

Está comprovado também que o crescimento econômico dos últimos anos beneficiou, sobretudo, a população de menor poder aquisitivo, o que potencializou a redução da histórica desigualdade de renda entre os brasileiros. De 2001 a 2012, o rendimento dos 20% mais pobres aumentou em ritmo três vezes maior do que a dos mais ricos – 6,2% ao ano em média acima da inflação ante 2% de aumento para os mais riscos. “A renda média domiciliar per capita mensal dos 20% mais pobres passou de R$ 101 em 2001 para R$ 195 em 2012”, detalha a publicação do Ministério do Planejamento.

“É preciso lembrar que a crise de 2008 refreou toda a capacidade industrial e produtiva do mundo inteiro, dos grandes centros à chamada periferia da economia. E o Brasil acertou fortemente na distribuição de renda como indicador da sustentação do consumo nacional. E isso salvou a economia brasileira. Quando o mundo inteiro se contraiu, o nosso País conseguiu manter sua economia viva por conta do consumo interno. E a base disso estava na distribuição de renda”, explica o deputado Sibá Machado (PT-AC).

Coeficiente de Gini – Assim como o crescimento econômico, a melhora na distribuição de renda no Brasil, demonstrada a partir da redução do Coeficiente de Gini, foi identificada em todas as regiões do País. No Sul, Sudeste e Norte Urbano, esse coeficiente caiu para um patamar inferior a 0,5, que é um nível significativo em termos da reversão da trajetória ascendente desse indicador no País em décadas anteriores. “No Nordeste e Centro-Oeste, regiões de pior quadro distributivo em 2001, o Coeficiente de Gini convergiu para o patamar de 0,5”, ressalta o estudo.

Como resultado do aumento da renda das famílias mais pobres, a extrema pobreza diminuiu de forma muito significativa entre 2001 e 2012. Em 2001, 14% da população brasileira dispunha de renda domiciliar per capita até US$ 1,25/dia, linha internacional de extrema pobreza. Onze anos depois, a extrema pobreza havia sido reduzida para 3,5% da população. 

Fonte: Site do PT na Câmara

O melhor texto sobre a derrota da seleção!

 

Abílio Guerra

DECÁLOGO DA DERROTA ANUNCIADA

Sobriedade é o que precisamos ter neste momento pós pior derrota da seleção brasileira. Eis alguns argumentos:

1) a seleção alemã é excepcional; na Copa passada já era a melhor do mundo, mas a juventude e a inexperiência dos seus melhores jogadores levou à tremedeira e à derrota para o mais medíocre campeão do mundo de todos os tempos, a seleção espanhola;

2) a seleção brasileira é modesta, jogou mal todos os jogos (com exceção do primeiro tempo contra a Colômbia), situação que me parece natural para uma geração de transição, com pouquíssimos jogadores à altura de nossa tradição;

3) em todas Copas que já vi sempre ouve uma discussão acalorada na mídia e dentre os torcedores sobre as injustiças dos nomes esquecidos (Falcão, por exemplo, foi ignorado por Claudio Coutinho em 1978); na convocação para esta Copa, ninguém reclamou da lista do Felipão, o que nos leva a crer que os melhores foram convocados (eu detesto o Fred, mas não me lembro de ninguém que poderia substitui-lo com vantagens);

4) a Alemanha colheu os frutos da Copa passada, quando colocou em campo Muller, Khendira, Ozil e outros moleques para pegar tarimba; enquanto isso, Dunga se recusou a levar Neymar e Ganso, quebrando a tradição brasileira de levar jogadores novinhos para ganhar experiência;

5) o futebol brasileiro é semiamador, com uma estrutura medíocre, habitada por gente da pior espécie; consegue o feito sublime de substituir um corrupto por um sujeito ligado de corpo e alma ao regime militar; nenhum dos nossos melhores jogadores joga no Brasil e estamos chegando à situação onde nenhum dos nossos craques jogou algum dia no país (os melhores vão cada vez mais cedo para os grandes centros); enquanto isso, os outros ganhadores de Copas – Alemanha, Itália, Espanha, Inglaterra e França – contam com campeonatos pujantes, cheio de emoções e excelentes jogadores dos quatro cantos do mundo; ou seja, se o Brasil ganhasse a Copa teríamos acobertada a situação caótica do futebol brasileiro;

6) ao contrário de uma ou outra seleção brasileira anterior (são poucas), não é possível dizer que os jogadores atuais são desfibrados, sem amor à seleção, sem empenho. Entendo que eles estavam muito focados e após o jogo ficaram sinceramente abatidos com a derrota. Não jogaram bem neste e nos outros jogos, mas não podem ser acusados de “vendidos”, “traidores” ou epítetos equivalentes;

7) o resultado foi atípico e não pode ser explicado apenas com a evidente má escalação do time brasileiro, as ausências de Neymar e Thiago Silva, a força do time alemão e outros elementos presentes em cena. Todos eles colaboraram de alguma maneira para a derrota, mas tenho certeza absoluta que se o jogo fosse jogado mais uma dezena de vezes não teríamos em nenhuma dessas hipotéticas partidas um resultado tão acachapante. Ocorreu uma convergência inédita de fatores diversos, de difícil repetição;

8) David Luiz, que forma com Neymar e Thiago Silva o trio de craques do time brasileiro, simplesmente se alienou do jogo a partir do terceiro gol e não aparece nas fotos dos outros gols da Alemanha; ou seja, um apagão acometeu sem exceção a todos os jogadores, a começar do melhor brasileiro em campo; faltou experiência em campo, o que poderia ter sido amenizado com a presença de ao menos um dos “velhos” (Kaká, Robinho e Ronaldinho) descartados pelo técnico.

9) o técnico de nossa seleção, Luiz Felipe Scolari, é visivelmente ultrapassado e levou um show de tática dos técnicos adversários em todos os jogos. Não conseguiu formar um time convincente, não conseguiu modificar o time na hora certa, não conseguiu reverter situações ruins e sequer conseguiu manter no segundo tempo a boa atuação do primeiro tempo contra a Colômbia; enquanto isso, em diversos jogos pudemos observar atuações sensacionais de outros técnicos, em especial da Alemanha, Argentina, Bélgica, Chile, Costa Rica e Holanda. Felipão foi irresponsável ao tentar enfrentar de igual para igual a poderosa seleção alemã (com exceção de David Luiz, todos os jogadores brasileiros em campo hoje são muito inferiores em relação ao jogador alemão que joga na sua posição). Mas temos atenuantes: o técnico foi escolhido por gente que nada entende de futebol, temos pouquíssimos técnicos no Brasil melhores do que ele, Felipão conquistou uma Copa com sete vitórias.

10) ou seja, o resultado de 7X1 é atípico, mas a vitória da seleção alemã foi incontestável. Temos problemas estruturais gravíssimos e são eles que devem ser prioridade neste momento. Ficar culpando um ou outro, eleger novos “Barbosas”, seria não aprender nada com o passado. Vamos deixar baixar a poeira, os ânimos serenarem e, com calma mas determinação, colocar a casa em ordem, focando nas mudanças da estrutura do futebol brasileiro, que precisa afastar o amadorismo, a corrupção e o autoritarismo. Precisamos dos melhores jogadores brasileiros jogando no país e aprender a vender o espetáculo ao invés de vender os artistas. Precisamos fundamentalmente de técnicos estrangeiros atualizados atuando nos clubes brasileiros, ter a coragem da seleção de basquete que trouxe o técnico argentino medalha de ouro. Eu acredito que seja possível, mas...