segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dilma e Lula entram em campo. Ao lado do povo

 

“Está em jogo a apresentação de uma alternativa crível ao arrocho neoliberal, vendido como um misto de panaceia e fatalidade pelo conservadorismo brasileiro”

De Fernando Cabral, do twitter

O Conversa Afiada reproduz texto de Saul Leblon, extraído da Carta Maior:

A resposta ao arrocho


Contrapor-se ao discurso padrão de uma época nunca foi tarefa simples. A politização do embate econômico é a pedra de toque desta campanha.
Numa sequência de pronunciamentos encadeados entre a quinta e a sexta feira da semana passada, Lula e Dilma começaram exercitar a politização de um tema divisor da campanha presidencial de 2014.
Está em jogo a apresentação de uma alternativa crível ao arrocho neoliberal, vendido como um misto de panaceia e fatalidade pelo conservadorismo brasileiro.
Contrapor-se ao discurso padrão de uma época nunca foi tarefa simples.
Mais complexa ainda é a sua tradução para uma narrativa popular numa sociedade dominada por um oligopólio midiático de conhecido alinhamento ideológico com as causas dos endinheirados.
A politização do embate econômico é a pedra de toque capaz de romper a falsa aparência de consenso que reveste a defesa do interesse particular como se fosse o de todos os brasileiros.
Foi isso que Dilma e Lula começaram a fazer. É isso que precisa ser aprofundado até a boca da urna de outubro.
Trata-se de romper o jogo de espelhos que hipnotiza a sociedade impedindo-a de enxergar além da muralha que aprisiona seu potencial, sua criatividade e seus recursos.
O Brasil está no meio do caminho de se enxergar com os próprio olhos.
Reconhecida pelo FMI como a nação que mais reduziu o desemprego em pleno colapso mundial –11 milhões de vagas foram criadas desde 2008, enquanto o mundo fechava mais de 60 milhões de postos de trabalho– o país, todavia, é estigmatizado como a ovelha negra pelo padrão ortodoxo.
Assim tem sido tratado pelos candidatos do peito dos mercados nesta eleição.
Nos salões elegantes o lamento é unânime: ‘o quase pleno emprego vigente na economia impede que os ganhos de produtividade se façam pelo método tradicional’. Qual? A compressão dos holerites, também chamado arrocho, impulsionado pela rotatividade descendente da mão de obra assalariada.
A ‘purga’ trabalhista e social é acenada como elixir paregórico capaz de devolver ‘eficiência’ à indústria, moderação aos preços (pelo garrote sobre a demanda) e equilíbrio fiscal (com a depreciação do salário mínimo e, por tabela, dos benefícios aos aposentados da previdência).
Entre os doutores da ‘racionalidade’, a arrochoterapia é anunciada como um tratamento obrigatório após as eleições, ganhe quem ganhar.
O ‘consenso’ não conta com a anuência da candidata que lidera a disputa, nem do seu principal cabo eleitoral.
No evento na CUT, 6ª feira passada, Dilma flechou: ‘Nosso remédio para os males do Brasil não passa pelo desemprego’.
Falando ao seu lado no dia seguinte, em Montes Claros (MG), no primeiro comício da campanha, Lula reiterou: ‘Dilma sabe que a inflação prejudica exatamente a população que vive de salário. Ela quer provar que é possível controlar a inflação sem ter desemprego e sem ter arrocho salarial (como preconiza o PSDB)’.
A determinação encerra desafios apreciáveis.
Ao resistir à ‘destruição criativa’ promovida pela maior crise do capitalismo desde 1929, o Brasil tornou-se de fato um paradoxo.
Enquanto a participação do trabalho na renda esfarela em boa parte do mundo, aqui ela cresceu desde 2008.
Em boa parte, segundo o Ipea, por conta do ganho real de poder de compra do salário mínimo, que teve um aumento de 70% acima da inflação, desde 2003.
Sob governos do PT , a renda dos 10% mais pobres deu um salto de 91,2%. A parcela endinheirada ficou com um ganho da ordem de 17%.
Estamos falando do fluxo da riqueza, sem mexer ainda nos estoques acumulados.
Uma parte da distribuição promovida desde 2003, porém, tem vazado para os mercados ricos, através das importações baratas que sufocam a manufatura brasileira. Por tabela depreciam os salários ao gerar um número menor de vagas no setor industrial, que paga melhor e irradia produtividade a todo o sistema econômico.
25% do consumo atual de manufaturados no Brasil tem origem em mercadorias importadas.
O déficit comercial específico nessa área foi de US$ 105 bi no ano passado.
A solução conservadora é martelada sem trégua pelo seu aparato emissor.
O Brasil precisaria, segundo essa visão, de um choque de juros e de um aumento do desemprego; mais um arrocho de gastos públicos.
Finalmente, necessitaria de uma abertura comercial ampla, com cortes de tarifas, câmbio livre e mobilidade irrestrita para os fluxos de capitais.
O conjunto, assegura-se, permitiria desmantelar a couraça de ‘atraso’ e custo elevado –o ‘populismo lulopetista’ que impede o país de voltar a crescer com eficiência e a competitividade.
Não se explica crescer para quem, nem como a partir daí.
Trata-se, em síntese, de trazer para o país os desdobramentos da crise mundial que o PT tenta evitar desde 2008, e de faze-lo na forma de um grande arrocho em dose única – ‘no primeiro ano; se possível, no primeiro dia’, promete Aécio às plateias empresariais.
As intervenções de Dilma e Lula colocam um pé na porta que ameaça interditar o futuro da população com um longo ferrolho de arrocho e desemprego.
O desafio é convencer o eleitor de que desmontar a tranca não é tarefa exclusiva dos sábios da macroeconomia. O impulso da alavanca depende de um maior discernimento da sociedade, capaz de engajá-la na repactuação das bases do desenvolvimento.
Alimentar essa engrenagem é a tarefa progressista nesta campanha.
A aposta exige forte coordenação do Estado e a ampliação da democracia participativa para funcionar.
Mais que nunca vale o mandamento: política é economia concentrada.
Nas discussões em curso dentro e fora da academia, algumas estacas começam a delinear o caminho ainda a ser debulhado em linguagem popular nos palanques e na televisão; a saber:
1. Evitar a recessão evocada pelo conservadorismo — Preservar o mercado de consumo de massa ampliado desde 2003 é crucial para se ter um trunfo na reordenação do crescimento. Dispor de um mercado interno em expansão é o principal diferencial do Brasil num mundo em crise, capturado pelo binômio da demanda rastejante associada à baixa atividade produtiva. É isso que o conservadorismo quer importar para cá como lacto purga para restaurar o império dos livres mercados sobre os anseios da sociedade.
2. Não errar o diagnóstico da inflação –Arrochar salário e crédito para derrubar a inflação é um erro. A inflação de alimentos, bem como as pressões decorrentes do custo da energia, tem origem na seca, não na exacerbação da demanda. E os indicadores estão em queda.
3. O ajuste cambial possível — O dólar baixo que desequilibra a balança comercial reflete, em primeiro lugar, a fraca recuperação mundial e a inundação de liquidez nos mercados globais, que já ensaia novo ciclo de bolhas. É possível recuperar alguma margem competitiva com uma dose combinada de desvalorização cambial e redução do juro , a partir do próximo ano, quando a inflação climática perder seu ímpeto. Mas as projeções para o comércio mundial são pouco animadoras. As cotações das commodities, sobretudo grãos, segundo a FAO, tendem a recuar ainda mais nos próximos dois anos. Os superávits comerciais elevados da última década que ampliaram a margem de manobra do desenvolvimento brasileiro não devem se repetir. Daí a importância de se preservar o dinamismo interno como condição indispensável para reordenar o crescimento econômico.
4. Em vez de arrocho fiscal, corte de juros – A despesa fiscal que pode ser contida é o gasto com o juro da dívida pública, que devora cerca de 5% do PIB ao ano. As demais despesas são incomprimíveis. Há espaço para cortar juros em linha com um recuo da inflação de alimentos. A relação dívida bruta/PIB permanece estável no Brasil desde 2004, em torno de 57%. Não se justifica que o país tenha uma das três maiores taxas de juros do planeta. Nos países desenvolvidos, a relação dívida/PIB saltou de 80,4% para 108,5% desde 2004. A taxa de juro elevada impede operações de longo prazo: os bancos não emprestam para projetos de investimento de 20 e 30 anos. Criou-se um círculo de ferro: o desestímulo ao investimento produtivo serve, ao mesmo tempo, como incentivo à atividade rentista; que por sua vez deixa o crescimento na dependência exclusiva do consumo. Quebrar esse torniquete requer quebrar o dogma conservador do juro alto.
5. Controle de capitais – As linhas de passagem para um corte sustentado dos juros incluem: a) salvaguarda contra fugas de capitais na forma de uma regra de ingresso que estabeleça uma permanência mínima no país; b) forte incentivo à produtividade industrial para reduzir o peso dos importados no consumo interno. Porém, sem ilusões: o Brasil não será capaz de suplantar a competitividade asiática em boa parte das linhas de consumo já abocanhadas pela oferta oriental; a ênfase das políticas de desenvolvimento industrial deve recair sobre setores nos quais o fôlego manufatureiro ainda resiste. O equilíbrio entre importações e contas externas terá que ser modulado com a maturidade das exportações do pré-sal; o forte incremento na industrialização de commodities e saltos de inserção em cadeias globais nas quais a competitividade brasileira é real –caso da aeronáutica, por exemplo, emas também setor de energia e serviços (grandes obras). Arrochar o mercado interno como forma de equilibrar a balança comercial, ao contrário, sepultaria de vez o atrativo ao investimento representado pela pujança da demanda popular. Sobretudo, porém, não teria nenhum efeito positivo sobre a relação de troca desfavorável, fruto de um horizonte de queda nos preços das commodities. A receita ortodoxa simplesmente engessaria a economia de vez, privando-a de uma das poucas alavancas de comando endógeno que ainda restam ao país.

Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Saiu no Conversa Afiada

Aecioporto: Arrocho fala,
mas não explica

E o “vamos conversar ?”

Do Muda Mais:

Quer saber? Aécio Neves não responde


Entrevista estranha, com perguntas esquisitas. Dá pra resumir assim a sabatina de Aécio Neves ao G1, que aconteceu hoje (4/8) pela manhã.
Aécio falou mas não explicou direito sobre aeroportos, recriação de um ministério da era Collor e sobre uma estranha sensação de segurança jurídica que tem que reinar novamente sobre o Brasil.
O candidato acha que o número de ministérios é muito alto, e vem propondo sua redução – muito embora a gente já tenha contado aqui que reduzir ministérios não necessariamente reduz o custo Brasil. Ele deixou escapar hoje que pretende juntar uma série de pastas de perfil econômico e recriar o ministério da Infraestrutura, criação original do governo Fernando Collor – que não deu muito certo e foi logo extinto.
Aécio também teve que responder sobre os aeroportos de Cláudio e Montezuma. Voltou a repetir que a pista de Cláudio é muito importante, pois atende a várias indústrias de fundição locais. Mas como uma pista de avião de pequeno porte vai atender a um setor que trabalha com ferro fundido, material pesado por definição, ele não explicou – também, ninguém perguntou. O aeroporto serve à indústria ou aos empresários? Ninguém perguntou. Também não houve perguntas sobre as chaves do aeroporto de Cláudio que, segundo consta, ficam sob tutela dos donos do terreno e não da prefeitura.
Para o candidato, tudo o que ele fez está dentro dos conformes, não há nada irregular. O problema é a Anac, que não homologou o aeroporto. Outra vez, ele não respondeu como a Anac pode homologar um aeroporto sem que se apresente a documentação necessária para isso, caso da pista de Montezuma. E, outra vez, ninguém perguntou isso.
Aécio contou, ainda, que construiu um total de 29 pistas regionais durante seu governo. Não citou nenhuma. A uma pergunta do internauta sobre por que Minas estava tão endividada, Aécio respondeu que pôs as contas do estado em dia, mas a dívida pública é que é muito alta, e a culpa é da União, que cobra juros muito altos.
Mas o momento mais pitoresco dessa sabatina foi a seleção de uma pergunta de um internauta, que quer saber se Aécio vai reduzir o preço dos games no Brasil.
O candidato entabulou uma resposta sobre redução de impostos. Disse que é muito importante baixar impostos e isso tem que ser resolvido, e vai mandar proposta para o Congresso etc e tal.
O que Aécio não contou é que para se conseguir uma reforma fiscal é necessário que os governos federal, estaduais e municipais entrem em acordo para isso. Sem diálogo e acordo mútuo, não há reforma – e, na maioria das vezes, o gargalo está no governo estadual. Foi assim em 2003 e em 2008. Ele também não contou quais foram os governadores que não permitiram que a reforma tributária fosse levada adiante em 2008. Nós encontramos a resposta aqui, mas se você estiver com preguiça de clicar, a gente conta: foram os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves (terceiro parágrafo). Mas isso talvez ele explique melhor em outra ocasião, né?
Com relação aos Games, um dos primeiros posts do Muda Mais fala sobre isso. O problema não é a tributação, mas a margem de lucro. #fica dica.
Voltando à sabatina, Aécio citou várias vezes que é necessário reduzir a sensação de impunidade penal que reina hoje no Brasil. Não explicou o que é isso. Mas disse que o fim de tal sensação vai permitir a retomada do crescimento. Também falou de, no setor de segurança pública, estabelecer parcerias com as Forças Armadas, como se as Forças Armadas não fossem parte do Governo Federal.
Aí cabe a pergunta: Aécio realmente sabe do que está falando?


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“Dilma e Lula entram em campo. Ao lado do povo”
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“Arrocho, você fez quantos aecioportos ? “

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“Dilma tem o que mostrar. E o Arrocho Neves ?”

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“Incrível ! Aecioporto balança, balança e não cai !”

Retornando com o Rádio Debate para a Regional

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Reestreia na Rádio regional. Eu e Danúsio Melo fizemos o Programa Rádio Debate depois de quase seis anos na Rádio Pioneira.

Não deixe de ouvir

 

Daqui a pouco estarei apresentando mais um Programa Rádio Debate. Programa que vai ao ar de segunda a sexta pela Rádio Regional 1320 A M de 08:00 às 09:00hs.Fone: 88 611.7888. Site: www.radioregionalsobral.com.br
Apresentação : Jacinto Pereira e participação especial de: Danúsio Melo. de 08:00 às 09:00hs.

domingo, 3 de agosto de 2014

AGASSIZ ALMEIDA: ARIANO SUASSUNA E A CONDIÇÃO HUMANA

 

“Paulista foi senzala de escravos. Me tirem de lá.

Não façam da minha eternidade uma gargalhada universal”

clip_image002Na história da humanidade, certos vultos se fizeram fenômenos e vararam a vida como verdadeiros meteoros, alguns iluminando o mundo com suas criações, obras e ações, e outros a desencadear tragédias. Ariano Suassuna veio para a vida não como um desafiador ou contestador, mas um criador de mundos de frenéticas construções utópicas onde ele próprio se transvestiu no personagem-mor de um teatrão mambembe.

Não soube odiar e nem amar, sonhou.

clip_image004Geniais pensadores erigiram as suas obras com raízes fincadas na realidade, onde nela mergulharam, como Camões, Shakespeare, Victor Hugo, Leon Tolstoi, Romain Rolland, Dostoievski, Euclides da Cunha. Ariano Suassuna, não. Partiu do imaginário e nele fez desfilar os seus personagens. Lá estão eles, João Grilo, Chicó, Bispo, Pe. João, Vicentão, melancólicos, alegres, simplórios, tresloucados, quase todos fronteiriços à esquizofrenia. Na Ilíada, Homero parte de Ítaca para chegar ao universo fantasmagórico dos xiquexiques, macambiras e facheiros de Taperoá. No Auto da Compadecida, Ariano, com João Grilo e Pe. João se alçam a Cabaceiras e falam ao mundo.

No cenário das terras empedradas dos sertões nordestinos, Euclides da Cunha e Ariano Suassuna, gigantes da nossa literatura, confluíram e se contestaram, no imenso anfiteatro em que a realidade e o celestial se interagem. O ensaísta dos chapadões ressequidos de Canudos, no fanatismo místico de Antônio Conselheiro escancarou a selvagem distância abissal dos dois brasis: o dos oligarcas do café e do açúcar, e, contrastantemente, a assustadora miséria dos nordestinos condenados à ignorância e à fome.

E o dramaturgo paraibano como construiu a sua epopeia de risos? Antes de armar a sua tenda nas cortes angelicais, ele cavalgou no misticismo partindo dos rincões caririzeiros, e neles fez a sua Meca.

Voltaire fez a Europa rir da idiotia de Leibniz: Este é o melhor dos mundos possíveis. Chaplin gargalhou dos ditadores boçais. Ariano Suassuna entre a prepotência do poder e a tolice dos simplórios, riu dele próprio e renegou a estupidez humana. Criou uma nova forma de olhar a existência. Conduziu-se com indiferença face aos entrechoques das vaidades humanas.

Assim varou a ditadura Vargas (1937/45) e a ditadura militar (1964/85). Certa feita, indaguei-o sobre os ditadores. Respondeu-me: Meninões atrevidos brincando de armas. Bertolt Brecht vomitou nos abocanhadores do poder.

Ariano Suassuna olhou na alma humana num movimento de constante emoção entre o riso e a melancolia. Para tanto, fez-se bobo dele mesmo, e desta forma melhor conheceu a condição humana. As suas aulas- espetáculo retratam bem o seu permanente retorno às paragens desafiadoras dos sertões.

Em devaneios, embalava-se de Recife a Taperoá; destes dois polos navegava com os seus personagens em meio ao utópico e aos encontrões com a vida. Dois fenômenos na sua polivalente obra se encontram: o universal e o telúrico. Ariano não deixou apenas um legado literário. Descortinou uma visão cômica do mundo, argamassado no riso dos simples e no desencontro dos homens de boa-fé.

Viveu a vida na amplidão de um enorme anfiteatro.

Viajante incansável pelas paragens das solidões telúricas, ele arrancou do drama da vida os justos e simplórios e os lançou nos labirintos do misticismo.

Ao apagar das luzes da ribalta do genial utópico paraibano ele pranteou um enorme soluço a João Grilo e Pe. João: Oh, companheiros, eu queria ter me eternizado nos sete palmos de terras livres dos meus cariris de Cabaceiras e Taperoá. Paulista foi senzala de escravos. Tirem-me de lá. Rindo eu atravessei a vida. Não façam da minha posteridade uma gargalhada universal, não lancem contra mim esta maldição seculo seculorum, senão eu grito da tumba: Aleluia, aleluia, aleluia.

Por que Israel vai perder a guerra

 

Se vencer é poder viver em paz e segurança, então Israel vence todas as batalhas, mas perde a guerra

por Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais — publicado 02/08/2014 12:36

Abbas Momani / AFP

Palestina

Palestinos carregam o corpo de Udai Nafez, de 19 anos, morto em conflito com tropas israelenses na Cisjordânia. A violência da Faixa de Gaza vai chegando ao outro território palestino

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Por Salem H. Nasser

A evidente decisão israelense de alvejar preferencialmente os civis e de multiplicar de modo terrível o número de massacres nos últimos dias tem uma explicação e uma razão que se misturam.

Em um documentário chamado Os Guardiões, Ami Ayalon, que dirigiu o serviço de segurança interna de Israel de 1996 a 2000, se refere à noção de banalidade do mal para nos contar como matar intencionalmente grandes contingentes de civis vai se tornando, para os israelenses, algo banal, desprovido de importância, desprovido de peso psicológico, algo a que se acostumaram gradualmente.

Em outro momento, o mesmo Ayalon nos diz algo precioso: se vencer a guerra é poder viver em paz e segurança, então Israel vence todas as batalhas, mas perde a guerra.

A razão e a explicação são ao mesmo tempo a banalidade e a inevitabilidade da derrota. Os civis são alvejados em massa porque a coisa tornou-se banal, e eles são alvejados em massa porque Israel está perdendo a batalha, e, também porque eles são alvejados em massa, Israel perderá a guerra no sentido pensado por Ayalon.

Mas, antes da guerra, a batalha, esta última campanha contra Gaza. A esta altura, sabemos todos que, em meio à violência contínua contra os palestinos, Israel escolheu o episódio dos três colonos mortos como pretexto para um ataque massivo contra a Faixa de Gaza.

As razões reais para a nova campanha, no entanto, tornaram-se objeto de conjecturas para cujo esclarecimento Israel não contribui muito. É razoável supor que os ataques tivessem por alvo, num primeiro momento, a recém conquistada união nacional entre Fatah e Hamas. E é razoável pensar que, como acontece a cada 2 ou 3 anos, Israel estivesse tentando atingir as capacidades de resistência militar que desenvolvem os grupos armados palestinos.

Esses objetivos mais prováveis foram logo sendo envoltos numa sucessão de objetivos declarados e depois revistos: o bombardeio para a eliminação da capacidade de lançar foguetes, a incursão terrestre para acabar com os túneis, a continuidade da incursão até o desarmamento total da resistência e, logo mais, até a libertação do oficial capturado hoje.

A confusão dos objetivos é ajudada pelas descobertas desagradáveis que fez Israel desde que iniciou os ataques à Faixa: a surpreendente capacidade de lançamento de mais foguetes, mais precisos, de maior alcance, que tem a resistência; o perigo representado pelos túneis e o que estes dizem sobre o preparo dos grupos armados; a disposição e a qualidade dos combatentes palestinos no confronto de proximidade, uma vez iniciada a incursão terrestre; as altas perdas em número de soldados e equipamentos no campo de batalha da Faixa; a capacidade da resistência de levar a guerra até o território israelense.

Tudo isso mostrou que alguns dos objetivos possivelmente concebidos por Israel são simplesmente inatingíveis e que outros demandariam concessões importantes. Mostrou também que a continuidade da guerra traria custos que Israel não pode suportar. É por isso que Israel quer e os Estados Unidos tentam lhe fornecer um cessar-fogo.

Já a resistência, consciente de suas possibilidades no campo de batalha, pensa que não pode haver outro resultado final para esta rodada de violência que não seja o fim daquela violência, mais longeva e igualmente dolorosa, do cerco à Faixa. Qualquer outra resultante fará, em sua própria linguagem, com que o sangue das vítimas tenha corrido em vão.

É por isso que, para Israel, matar o maior número de civis apresenta-se como o melhor meio de levar os palestinos, população e resistência, à exaustão, e fazê-los aceitar um fim das hostilidades sem que Israel tenha que fazer concessões, é o que permitiria aos israelenses dizer que venceram esta batalha, que machucaram os grupos armados, reduziram suas capacidades, mataram vinte vezes mais do que morreram, e mantiveram o cerco.

Mas, apesar dos números, a batalha está sendo perdida por Israel. A partir de certo momento, os números que contarão a vitória serão outros: a resistência palestina poderá dizer que 95% dos que matou eram militares e morreram no combate direto, e Israel terá que explicar por que 95% dos que matou eram civis, mulheres, crianças, velhos. E as fábulas da legítima defesa, dos escudos humanos, do desejo de morrer, do desamor à vida já não servirão a estancar a verdade da banalidade de que falava Ayalon.

E a guerra também está sendo perdida. Ao menos desde o ano de 2000, a capacidade militar de Israel – sempre fenomenal – tem crescido em impotência. Naquele ano, pela primeira vez, o exército israelense se viu forçado a sair de um território ocupado, o sul do Líbano, por força das ações armadas de grupos de resistência. Isso aconteceu de novo na Faixa de Gaza em 2005. Em 2006, na guerra de julho, o Hezbollah libanês impôs os foguetes como instrumento de dissuasão e de equilíbrio – relativo – do poder de fogo, e assustou os israelenses com a sua proficiência na guerra de guerrilha. O resultado final foi a descoberta de que agora Israel já não conseguia operar uma ocupação terrestre, quanto mais manter uma. Algo parecido aconteceu em Gaza em 2008-2009 e em 2012. O que está trazendo este último episódio que testemunhamos agora é o anúncio de que os próximos, e inevitáveis, confrontos entre Israel e os grupos da resistência palestina e libanesa poderão acontecer no território israelense.

A profecia de Hannah Arendt de que Israel degeneraria em uma Esparta realizou-se há muito. Mas, o que acontece quando Esparta vai deixando de ser Esparta e vai deixando de assustar?

Muitos israelenses – e muitos de seus apoiadores – nos apresentam a sua Esparta como uma necessidade da auto-preservação: um Davi cercado por um Golias de muitas cabeças. Essa tese mereceria maior crédito se Israel não nos provasse, dia após dia, por mais de sete décadas, por ações – e por palavras que cada vez mais escapam entre as cortinas de fumaça da encenação da paz – que o seu projeto é de ocupação e domínio permanente sobre qualquer pedaço de terra que se pudesse candidatar a ser um Estado palestino, e ao gradual esvaziamento desses espaços da população palestina originária. Simplesmente, para não falar de mais nada, não há explicação plausível para os assentamentos na Cisjordânia e em torno de Jerusalém, que já abrigam perto de 700.000 colonos, que não seja essa apropriação e essa expulsão.

O que Israel vem ensinando, aos palestinos e a outros, é que não há processo negociador que possa por fim a essa gradual despossessão, especialmente quando o único mediador aceito por Israel é a superpotência que parece funcionar sob suas ordens, que não há esperança a ter na ONU quando ali também opera a mesma superpotência, que não há caminho senão a resistência armada, que nada fez Israel recuar senão a resistência armada.

Israel está perdendo a guerra não apenas porque não conseguirá, ao fim de sucessivas batalhas, viver em segurança, mas porque, à força de querer manter a todo custo a sua dominação colonial sobre um outro povo, corre o risco de realizar outra profecia, a de Henry Kissinger, de que em alguns anos já não haverá Israel.

*Salem H Nasser é professor de Direito Internacional na FGV Direito SP e membro do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI)

http://www.cartacapital.com.br/internacional/por-que-israel-vai-perder-a-guerra-6120.html

REFLEXÕES SOBRE O EFEITO-ESTUFA

 
Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD Instituto de Ciências Atmosféricas , Universidade Federal de Alagoas lcmolion@gmail.com
O  fenômeno  do  efeito-estufa,  como  descrito  nos  livros  de  Meteorologia,  é  questionável  e desafia as leis da Termodinâmica! Esse fenômeno nãoestá descrito nos livros de Física. A versão clássica o compara com o que ocorre nas casas de vegetação (estufa de plantas = greenhouse), nas
quais  a  radiação  solar  atravessa  os  painéis  de  vidro  e  aquece  o  chão  e  o  ar  interno.  A  radiação
infravermelha térmica (IV), emitida dentro da casa  de vegetação, não consegue passar pelo vidro, que a absorve por ser opaco a ela (vidro absorve comprimentos de onda superiores a 2,8 µm) e a impede de escapar para o ambiente exterior à casa de vegetação. Esse seria o fenômeno responsável pelo aumento de sua temperatura. Em princípio, ocorreria a mesma coisa na atmosfera terrestre. A radiação solar incide sobre a atmosfera, parte dela(30%) é refletida de volta para o espaço exterior
por  nuvens,  moléculas  do  ar  e  pela  própria  superfície  terrestre,  porém  boa  parte  atravessa  a atmosfera  e  é  absorvida  pela  superfície  terrestre,  que  se  aquece.  Aquecida,  a  superfície  emite radiação  IV  que,  por  sua  vez,  seria  absorvida  por  gases  constituintes  minoritários  da  atmosfera, como  vapor  d’água,  gás  carbônico  (CO2)  e  metano  (CH4),  os  chamados  gases  de  efeito-estufa (GEE), que atuariam de forma semelhante ao vidro. Os GEE emitiriam a radiação IV absorvida em
todas  as  direções,  inclusive  de  volta  à  superfície. Essa  seria  a  explicação  para  o  ar  adjacente  à superfície ser mais quente que as camadas superiores da atmosfera. Em princípio, quanto maior a concentração  dos  GEE,  maior  seria  a  absorção  da  radiação  pela  atmosfera  e  emissão  para  a superfície  e  mais  quente  ficaria  o  planeta.  Ou  seja,  maior  injeção  de  CO2 e  CH4 na  atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa.
A  primeira  vez  que  o  fenômeno  da  “casa  de  vegetação aquecida”  foi  mencionado  na literatura  foi  por  Joseph  Fourier  (o  mesmo  da  Matemática)  em  1826.  Depois,  em  1859,  John Tyndall descobriu que gases, como vapor d'água e CO2e CH4, absorviam radiação IV. Em 1896, Svante  Arrhenius  (da  Química)  afirmou  que,  segundo  seus  cálculos,  a  temperatura  global
aumentaria de 5°C a 6°C se a concentração de CO2
dobrasse. Arrhenius nem calculadora tinha e o
IPCC precisou de complexos modelos de clima, que rodam em supercomputadores, e gastar bilhões de  dólares  para  chegar  ao  mesmo  número  de  Arrhenius.  Entretanto,  em  1909,  Robert  W.  Wood construiu dois modelos de casa de vegetação, uma de vidro e outra de quartzo, que não absorve a radiação IV, e demonstrou que as temperaturas finais das duas eram semelhantes. Ou seja, a casa de vegetação se mantinha aquecida não por causa da propriedade do vidro absorver radiação IV, e sim
porque o ar, aquecido e menos denso, ficava confinado dentro da casa de vegetação e não conseguia
se  misturar  ou  subir  (convecção),  dando  lugar  a  ar  mais  frio,  proveniente  de  outras  camadas
atmosféricas,  conforme  ocorre  na  atmosfera  livre.  Portanto,  a  absorção  pelos  GEE  não  seria  o
mecanismo principal para aquecer o ar próximo à superfície. O assunto, porém, foi deixado de lado
porque o clima era muito frio naquela época. Foi só em 1938 que um técnico em máquinas a vapor da British Electric, Guy S. Callendar, escreveu um  trabalho, associando o aumento de temperatura entre  1925  e  1937  à  emissão  de  CO2 proveniente  do  aumento  de  geração  de  energia  por termelétricas.  Na  época,  ele  foi  amplamente  refutado  pelos  "papas"  da  Climatologia,  mas  não desistiu. Ora, sabe-se hoje que o aumento da temperatura entre 1925-1946 foi devido ao aumento da
atividade solar, maior transparência da atmosfera e aquecimento dos oceanos, portanto, natural! Em
1956,  Charles  Keeling  modificou  um  cromatógrafo  a  gás  a  fim  de  medir  CO2  utilizando  um
comprimento de onda de radiação IV que é absorvido pelo CO2, e passou a medir a concentração de CO2por absorção de IV e não por análises químicas como era feito até então. Keeling se associou a Callendar  para  defender o aquecimento  global  pelo  CO2.  Porém,  ninguém  se  importou  muito, porque ocorreu em resfriamento global entre 1946-1976, embora a concentração de CO2 estivesse
crescendo rapidamente devido ao aumento da atividade industrial pós-guerra. A partir de 1977, o clima  começou  a  se  aquecer  novamente  e,  em  1988,  Dr.  James  Hansen  astrônomo,  não meteorologista),  GISS/NASA,  deu  um  depoimento  no  Congresso  Americano  afirmando  que  o
aquecimento  era  devido  ao  aumento  de  CO2,  liberado  pelo  homem  por  meio  da  queima  de combustíveis fósseis: petróleo, carvão mineral e gás natural. Nesse mesmo ano, foi criado o IPCC, e daí a histeria global se instalou! Como pode ser percebido, o efeito-estufa nunca foi comprovado ou teve sua existência demonstrada. Ao contrário, há 100 anos, Robert W. Wood já demonstrara que seu conceito é falso! Porém, uma mentira repetida inúmeras vezes, torna-se verdade. Ao  medir  a  emissão  de  IV  pela  Terra  para  o  espaço  exterior  com  sensores  a  bordo  de plataformas  espaciais,  encontra-se uma temperatura  efetiva de  corpo negro igual a 255K  (18°C
negativos) pela Lei de Stefan-Boltzmann. A temperatura média do ar à superfície é cerca de 288K (15°C). Aí, é dito que “o efeito-estufa aumenta de  33°C (diferença entre 288 e 255) a temperatura na Terra e, se ele não existisse, a temperatura de superfície seria 18°C negativos”! Essa afirmação é falsa, pois, se não existisse atmosfera, não existiriam nuvens que são responsáveis pela metade do
albedo planetário. Assim, o fluxo de radiação solar seria 15% maior e a temperatura planetária igual a 268K  (-5ºC). Mas, o  mecanismo questionável é o processo de  absorção e  emissão de  IV pelos GEE. Se o CO2 for tratado como corpo negro, como ele absorve eficientemente radiação IV em 15 microns, sua emissão, que é máxima nesse comprimento de onda (Lei de Kirchhoff), corresponderia
a  uma  temperatura  de  aproximadamente  193K  (80°C  negativos)  decorrente  da  Lei  de  Wien.  Um corpo  frio  (CO2  no  ar)  aqueceria  um  corpo  quente  (superfície)?  Certamente,  isso  fere  as  leis  da Termodinâmica,  porque  o  calor  não  flui  do  frio  para o  quente!  Os  GEE  absorvem  radiação  IV seletivamente, em algumas poucas faixas ou bandas de comprimento de onda, por meio de rotação, vibração  e  mistas  de  rotação-vibração  de  suas  moléculas.   Uma  molécula  de  GEE,  ao  rodar  ou
vibrar, devido à absorção da radiação IV seletiva,  dissipa a energia absorvida na forma de calor ao
interagir com outras moléculas vizinhas (choque, atrito), aumentando a temperatura das moléculas
de ar adjacentes, e não “re-irradia” IV. Ou seja, a radiação IV absorvida pelos GEE é transformada
em  energia  mecânica  e  em  calor!  Existem  cerca  de  2.600  moléculas  de  outros  gases  [Nitrogênio (N
2=78%)  +  Oxigênio  (O2=21%)  +  Argônio  (Ar=0,9 =99,9%]  para  cada  molécula  de  CO2 (0,039%). Isso constitui a mistura gasosa denominada “ar” e suas moléculas (matéria) são aquecidas termodinamicamente quando se fornece calor a elas.  É mais aceitável, então, que as temperaturas próximas  da  superfície  sejam  mais  elevadas  devido  ao  contato  do  ar  com  a  superfície  quente (condução,  “chapa  quente”)  e  à  pressão  atmosférica  (peso  do  ar).  Ou  seja,  a  massa  atmosférica, submetida  à  aceleração  da  gravidade  (peso  por  área=pressão),  é  que  mantém  o  ar  confinado  na superfície  que  se  aquece  por  compressão  (  lei  dos  gases  perfeitos=temperatura  proporcional  à
pressão) e por condução de calor. Quando o ar se aquece, sua densidade diminui, a tal ponto que se o  empuxo,  ao  qual  fica  submetido,  superar  seu  peso  (1,29  kg  por  m3),  o  ar  é  forçado  a  subir (convecção = transporte de calor por meio do transporte vertical da massa de ar) e é reposto por ar mais  frio  que  vem  de  seu  entorno  e  das  camadas  superiores.  Portanto,  o  processo  físico  mais relevante  para  o  aquecimento  do  ar  parece  ser  a  condução  do  calor  da  superfície  aquecida  pela
radiação solar. Em adição, o ar é aquecido por liberação de calor latente (convecção úmida = calor liberado para a atmosfera quando o vapor d’água se  liquefaz, formando nuvens e chuva) e por um pequeno percentual de absorção direta de radiação solar. A emissão de radiação IV teria um papel secundário no controle da temperatura do ar próximo à superfície. E a emissão de radiação IV seria proveniente não dos GEE apenas, e sim da massa molecular que compõe a camada de ar como um todo. A camada de ar (matéria) absorveria calor pelos diversos processos descritos e, ao se aquecer, emitiria IV em todas as direções, como qualquer corpo material. Portanto, os GEE, em particular o CO2, como são constituintes minoritários, com muito pouca massa molecular presente na mistura gasosa,  dariam  muito  pouca  contribuição  à  essa  massa  gasosa  atmosférica  total  e, consequentemente, a sua emissão. Em outras palavras, se os GEE não existissem, a temperatura do ar próximo à superfície  atingiria valores semelhantes aos que ocorrem  atualmente. Portanto, se  a
concentração de CO2 dobrar devido às emissões antrópicas, o aumento de sua massa molecular seria ínfimo,  de  0,039%  para  0,078%,  e  sua  contribuição,  para  a  temperatura  do  ar,  desprezível, impossível de ser detectada com a instrumentação disponível atualmente.
Nos trópicos, a temperatura do ar próximo à superfície depende basicamente da cobertura de nuvens  e  da  chuva.  O  ciclo  hidrológico  é  o  “termostato”  da  superfície.  Quando  o  tempo  está nublado e chuvoso, a temperatura é baixa. Isso porque, a cobertura de nuvens funciona como um guarda-sol,  refletindo  radiação  solar  de  volta  para o  espaço  exterior  em  sua  parte  superior.
Simultaneamente,  a  água  da  chuva  é  mais  fria  e  sua  evaporação  rouba  calor  da  superfície, refrigerando o ar. Quando não há nuvens e chuva, acontece o contrário, entra mais radiação solar no sistema, aquece a superfície e, como não existe água para evaporar, o calor do Sol é usado quase que exclusivamente para aquecer o ar (calor sensível). Em adição, se o ar estiver úmido logo após
uma  chuva  de  verão,  a  sensação  térmica  é  intensificada,  pois  a  alta  umidade  do  ar  dificulta
transpiração da pele, que é o mecanismo fisiológico que regula a temperatura dos seres humanos. Durante o período seco, tem-se ar descente sobre a  região, que provoca alta pressão atmosférica, céu claro, e dificulta a ascensão do ar aquecido, reduzindo a cobertura de nuvens. Isso faz com que a superfície e o ar em contato atinjam temperaturas altas. Numa cidade, devido à impermeabilização
do solo, não há água da chuva para evaporar, todo calor do Sol é usado para aquecer o ar. Como as cidades cresceram e a população se aglomerou nelas,a impressão que a população metropolitana tem é que o mundo está se aquecendo. Um termômetro,instalado numa cidade, corrobora com essa percepção,  pois  passa  a  medir  temperaturas  cada  vez mais  elevadas  com  o  crescimento  da  área urbanizada com o tempo, o chamado “efeito de ilha de calor urbana”. Ou seja, a sensação térmica sentida pelo ser humano advém de condições atmosféricas locais e não globais. Não se conhece a metodologia  de  cálculo  da  “temperatura  média  global”  e  os  locais  das  séries  de  temperaturas
utilizadas  pelo  IPCC.  São  mantidos  em  segredo!  Mas, se  ela  foi  calculada  utilizando-se  termômetros “selecionados a dedo”, particularmente os instalados nos grandes centros urbanos onde se localizam as séries temporais mais longas, com dados contaminados pelo efeito de ilha de calor urbana, não é surpresa que a década de 2000 tenha sido considerada a “mais quente” dos últimos 750 anos! Na realidade, não há como calcular “uma temperatura média global” e a adotá-la como medida da variabilidade climática global. Uma medida mais adequada dessa variabilidade seria a estimativa da variação temporal do  calor armazenado nos oceanos. Concluindo, o efeito-estufa, como  descrito  na  literatura,  nunca  foi  demonstrado  e  é  difícil  aceitar  que  o  processo  de  emissão pelos  GEE,  em  particular  o  CO2,  seja  o  principal  causador  de  temperaturas  altas  próximas  à
superfície. A emissão de radiação IV atmosférica é  proveniente da massa de ar total (matéria), para a qual a contribuição do CO2 é muito pequena quando comparada com as massas de N2e de O2, e o aumento  de  sua  concentração  teria  um  efeito  desprezível  na  massa  de  ar  e  em  sua  temperatura. Frases como “temos que impedir que a temperatura aumente mais de 2C,  mantendo a concentração de  CO2  abaixo  de  460  ppmv”,  não  têm  sentido  físico  algum. Tal  cálculo  é  proveniente  de  uma
grande  simplificação  da  equação  de  absorção  radiativa  dos  GEE,  “ajustada”  para  reproduzir  o aumento de temperatura com a variação da concentração de CO2
observada. E essa equação não tem base  científica  alguma!  Portanto,  a  redução  das  emissões  de  carbono  para  a  atmosfera  não  terá efeito algum sobre a tendência do clima, pois o CO2 não controla o clima global. E a tendência para os próximos 20 anos é de um resfriamento global, mesmo que a concentração de CO2
continue a aumentar. Considerando que 80% da matriz energética global dependem dos combustíveis fósseis, a
imposição da redução das emissões de carbono, na realidade, afetará o desenvolvimento dos países
pobres, particularmente o Brasil, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

http://sci.tech-archive.net/pdf/Archive/sci.physics/2008-04/msg00498.pdf, 1909

Fonte: http://www.icat.ufal.br/laboratorio/clima/data/uploads/pdf/REFLEX%C3%95ES_EFEITO-ESTUFA_V2.pdf

neste eu não voto

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Colocado no face book por Gilvan Azevedo

sábado, 2 de agosto de 2014

Índia junta-se a Rússia Contra o regime Obama

Um novo relatório elaborado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ( MNE ) que circula no Kremlin afirma que veto da Índia hoje cedo a um tratado  da Organização Mundial do Comércio (marco da OMC )  tem " tensionado o mundo "e pode prenunciar ou muito bem levar a todo o colapso desta organização ocidental globalista que, pelos últimos 66 anos tem, em essência, economicamente destruído muitas nações, uma vez livres para contar.
 

De acordo com este relatório, a Índia foi forçada a tomar uma posição contra o Ocidente que estava tentando forçar esta nação do sub-continental asiática em fome centenas-de-milhões de seus próprios cidadãos  se  deve este tratado da OMC em vigor.

  Em poucas palavras, segundo relatos da imprensa ,  Índia  estava enfrentando uma pressão extrema, principalmente a partir do regime Obama liderando o lado Ocidental, por  ir segurando o Acordo de Facilitação de Comércio no âmbito da OMC.    Fê-lo porque quer primeiro resolver a questão de flexibilidade para comprar e estocar alimentos, tanto quanto ela quer de seus agricultores.  Isso é importante para garantir a implementação da Lei de Segurança Alimentar.

  As regras atuais da OMC limitam os subsídios aos agricultores em 10 por cento do valor total da produção agrícola com base em 1986-1988  nos preços [Exemplo: Trigo: 1986: $ 2,42 por bushel 2014: 5,93 dólares por bushel].

  No entanto, queria que a base de cálculo dos subsídios alimentares atualizados para níveis de preços atuais, tendo em conta a inflação e flutuações cambiais. Caso contrário, o governo não seria capaz de fornecer alimentos subsidiados a cerca de 67 por cento de seus 1,2 bilhão de pessoas que pretende cobrir sob sua lei de segurança alimentar.

O porta-voz do governo Obama, o secretário de Estado, John Kerry, este relatório MNE continua, tinha voado para a Índia para pressionar o primeiro-ministro Narendra Modi em assinar esse tratado, mas foi rapidamente rejeitado. Depois que os EUA  em seguida, culparam a  Índia pelo colapso dessas conversações e afirmou que por New Delhi  a  tomar uma posição linha-dura, o futuro da OMC está agora em " terreno incerto ".

  Em mais um movimento indiano contra o regime de Obama, este relatório diz, o Banco da Rússia e o Banco da Reserva da India  , esta semana, concordaram em criar um grupo de trabalho para elaborar ferramentas para usar as suas moedas nacionais nos pagamentos bilaterais ignorando o dólar dos EUA em mais um golpe para o Ocidente.

  Importante notar destes eventos, este relatório continua, é que a Índia em ser um membro da aliança econômica anti-ocidental conhecida como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que no mês passado assinaram um acordo histórico para quebrar com o regime Obama e sua hegemonia sobre o mundo através da criação de seu próprio sistema monetário.

Diretor Domenico Lombardi , especialista em economia global do Centro de think tank canadense para ( Inovação da  Governança Internacional CIGI ) um programa de economia global, ao comentar a criação pelo BRICS de seu Novo Banco de Desenvolvimento  ( NDB ) para combater as políticas destrutivas do Ocidente levou o Banco Mundial ( WB ) e o Fundo Monetário Internacional ( FMI ) afirmar ainda:

... Uma das principais fontes de frustrações para as economias BRICS e, claro, para a China, em primeiro lugar, tem" empurrado os países BRICS a se unir para tentar anular o poder político [ocidental], para tentar alavancar o seu crescente poder econômico e proporcionar um poder político ao seu crescente poder econômico ".

Novas instituições financeiras dos BRICS, que tem sido mais advertidas , também poderiam minar o domínio global dos  EUA-UE como eles tiveram domínio incontestado  sobre as instituições de governança financeira global de tomada de decisão por 70 anos, é-a última coisa que eles querem ver é uma competição.

Então, muito sério ter o EUA-UE tornar-se na tentativa de manter a sua hegemonia econômica mundial, os especialistas MNE neste relatório dizem, não será preciso ir mais longe do que a Líbia, onde, em 2011, Muammar Gaddafi planejava parar de vender petróleo líbio em dólares americanos - exigindo pagamento em vez de "dinares lastreados em ouro "(uma moeda única Africana que foi feita em ouro).

Poucas semanas depois de Gaddafi anunciava seu plano para substituir o dólar dos EUA, deve ser lembrado , seu regime foi atacado por uma suposta revolta popular com o que foi descrito pelo Ocidente como revolucionários maltrapilhos que curiosamente anunciavam a designação do Banco Central de Benghazi como autoridade monetária competente em políticas monetárias na Líbia e a nomeação de um Governador do Banco Central da Líbia, com uma sede provisório em Benghazi.

Então absolutamente surpreendente foi que esses "maltrapilhos" rebeldes líbios foram capazes de criar um banco central antes mesmo de terem formado um governo, mesmo Robert Wenzel dos EUA Jornal de Política Econômica foi forçado a admitir a CNBC, "Eu nunca antes ouvi dizer que um banco central está sendo criado em apenas uma questão de semanas de uma revolta popular. "

Wenzel em sua entrevista à CNBC revelou ainda que as potências estrangeiras podem ter uma forte influência sobre os rebeldes e afirmou: "Isso sugere que temos um pouco mais do que um bando desorganizado de rebeldes correndo e que existem algumas influências muito sofisticadas".

Mais importante notar neste relatório, no entanto, é a sua advertência de que, enquanto o mundo inteiro está no meio de uma guerra cambial global (ou seja, uma situação em que todos os países competem para desvalorizar suas moedas a maioria, a fim de impulsionar as exportações),  Obama com seu regime já "definiram suas vistas" a Rússia como fizeram em 2011 contra a Líbia, e em 2003 contra o Iraque, e em 2000 contra o Irã ... todas as nações que buscaram romper com o dólar dos EUA.

Mesmo Presidente do Brasil, Dilma Rousseff advertiu o Ocidente em 2010 que a última vez que houve uma série de desvalorizações cambiais competitivas ... acabou na Segunda Guerra Mundial.

  Infelizmente, o aviso da Presidente Dilma Rousseff está sendo acompanhado por alguns dos maiores especialistas do mundo financeiro que alertaram esta semana que " Terceira Guerra Mundial está chegando ".
E com  Índia agora a  se juntar com  Rússia e China contra os EUA e a UE ... parece estar chegando mais cedo do que mais tarde essa gurra.
WhatDoesItMean.Com

Fonte: http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

Ética, amor e sustentabilidade: uma estrada de mão única

 

por Centro Sebrae de Sustentabilidade

clovis de barros seminario sebrae de sustentabilidade Ética, amor e sustentabilidade: uma estrada de mão única

Foto: Rodrigo Lorenzon

Professor de Ética da USP, Clóvis de Barros Filho, fala de filosofia e evolução de valores no Seminário Sebrae de Sustentabilidade

Cuiabá (MT) – Felicidade, amor, convivência, harmonia com o cosmos, estão relacionados com sustentabilidade e ética, segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP), Clóvis de Barros Filho. Ele foi o último palestrante do primeiro dia do Seminário Sebrae de Sustentabilidade, que está sendo realizado no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá (MT), até esta quinta-feira (31). Muito aplaudido, fez um resgate do significado da palavra ‘ética’, desde a definição aristotélica, passando por Jesus de Nazaré, Maquiavel e Kant, até os dias atuais, quando o conceito sustentabilidade norteia ou pretende nortear as ações e valores da sociedade e mercado.

“Nunca se falou tanto em ética como atualmente. Esta palavra antes era prerrogativa de filósofos”, disse o professor, que é mestre e doutor em Direito pela Escola de Paris e livre docente da USP. Aristóteles relacionava o conceito de ética com qualidade da vida, desfrutada pelo indivíduo que aproveitava e desenvolvia seus talentos, virtudes e potencialidades e assim se harmonizava com o cosmos e era feliz.

Já o Mestre Jesus de Nazaré ensinou à humanidade que ético era amar o próximo. A felicidade está na capacidade de fazer a alegria do outro, do amado. O amor vale mais do que a vida. Na ética cristã, o sentido do trabalho é melhorar a vida de alguém, antes de mais nada, não é bater metas, conquistar ganhos pessoais e conquistar mercado, segundo Clóvis.

“O acúmulo desenfreado de bens não aumenta a sua felicidade”, disse o professor, se referindo aos ensinamentos de Jesus. O bom da vida não é ser amado, mas amar, complementou.

Por volta do ano de 1600, Newton e Copérnico causam grande perturbação ao provar que o universo não é finito como supunha Aristóteles. O sistema solar é apenas um entre tantos outros. Surge uma nova ética: a de Maquiavel, também conhecida como a ética de resultados. Para ele, conduta boa é aquela que permite bater metas, atingir os fins, resume o palestrante.

Mas, na verdade, ética não pode depender de resultado. Aparece o filósofo alemão Kant, que lança a Ética dos Princípios, baseada no agir corretamente. Valores como honestidade, integridade, transparência são fundamentais. Vender não é tudo. Resultado não é valor, é consequência.

“Ética é a preocupação de todos com a convivência. É a vitória da vontade geral sobre a vontade de cada um”, ressalta o professor. Uma sociedade eticamente desenvolvida é aquela em que as crianças aprendem que a conduta pessoal não deve comprometer a convivência com a família e a sociedade.

Levar vantagem e obter resultados e prazer em detrimento de outros é totalmente antiético, alertou Clóvis. Uma sociedade que tem esta característica cultural é motivo de grande preocupação. Equivale a uma convivência totalmente sem harmonia, onde cada um luta por si, como no reino animal, comparou.

O palestrante citou a torcida japonesa durante os jogos na Copa 2014 como exemplo ético, pois aguardava os torcedores saírem dos estádios para fazer a faxina. Recolhia os resíduos deixados nas arquibancadas em sacos de lixo e os descartavam corretamente. A convivência vale mais do que a comodidade pessoal, foi a lição dos japoneses, disse.

Nos banners corporativos a palavra sustentabilidade aparece com ênfase, citou. Em francês, usa-se a palavra ‘durabilité’, que significa durabilidade. Para o palestrante, ela traduz melhor a ideia que se pretende transmitir. “Conduta boa é aquela que faz com as coisas boas durem”, observou.

Para ele, sustentabilidade não está relacionada apenas ao meio ambiente e à necessidade de preservar a natureza. Também se refere aos valores morais que devem ser aplicados entre as pessoas, acrescentou.

Por outro lado, há que se ponderar o que queremos que perdure. Quais são os valores que desejamos que continuem como são? “É preciso ter cautela”, argumentou.

Clóvis disse que devemos conservar o que é bom e transformar o que é ruim. No Brasil, por exemplo, possuímos índices muito negativos que batem recordes mundiais em concentração de riquezas e desigualdade social. “Para viver melhor, temos que transformar, modificar, revolucionar esta situação”, enfatizou.

O objetivo da ética é aperfeiçoar a convivência e não pode estar baseada em uma verdade pré-estabelecida. Ética é inteligência voltada ao futuro. “Se a palestra estivesse sendo feita há dez anos, haveria pessoas fumando na plateia. Hoje não há, pois os valores mudaram e a convivência foi aperfeiçoada”.

O professor também lembrou que a palavra corrupção é um ato de duas pessoas. O prefixo co possui este significado. “É um ato que envolve o corruptor e o corrompido, destrói o tecido social, destrói a convivência em nome de ganho pessoal”, salientou.

Ao contrário, quando se vive um momento feliz, o desejo é de torná-lo o mais duradouro possível, como um processo contínuo de construção. Este é o sentimento que move a ética, o amor e a sustentabilidade. A humanidade quer felicidade sustentável, duradoura. O palestrante foi muito aplaudido.

* Publicado originalmente no site Centro Sebrae de Sustentabilidade.

Universidade Estatal da Rússia tem vagas para estudantes brasileiros

 

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Foto: RIA Novosti

A Universidade Estatal Lomonosov de Moscou, conhecida pela sigla MSU, está com vinte vagas abertas para estudantes brasileiros que desejem realizar seus cursos superiores na Rússia.

O processo de inscrição está sendo conduzido pela Aliança Russa, instituição que viabiliza a ida de estudantes brasileiros para a Rússia.

Os interessados poderão se inscrever até sexta-feira, 8 de agosto, e os selecionados viajarão para Moscou. A primeira turma, com dez estudantes, seguirá em setembro de 2014, e a segunda, em fevereiro ou março de 2015.

Segundo a diretora da Aliança Russa para o Brasil, Carolina Perecini, “entre os incentivos para os candidatos às vagas está a relação custo-benefício de ensino, com valores inferiores aos praticados no Brasil, e a oportunidade de estudar numa das cem melhores universidades do mundo”. Ela acrescenta que os interessados em iniciar o curso de graduação poderão escolher um dos 128 cursos disponíveis nas 39 faculdades da MSU, enquanto alunos de pós-graduação terão a possibilidade de se especializar em 18 ramos de Ciências e Humanidades, em 168 diferentes áreas.

Os candidatos interessados em estudar na Universidade Estatal Lomonosov de Moscou passam por um processo seletivo avaliado pela MSU e administrado pela Aliança Russa, e que inclui reunião com os pais ou responsáveis, análise de histórico escolar e currículo, tudo para garantir que o aluno se encaixe no perfil da instituição russa.

Para ter acesso à instituição o estudante investe, aproximadamente, entre 7 mil e 12 mil reais, valores referentes a despesas com o curso e a moradia.

Ainda de acordo com Carolina Perecini, o custo cobrado é simbólico, devido à política de incentivo a estudantes estrangeiros adotada pelo governo russo. O investimento inclui também direito a seguro médico, tutoria acadêmica e moradia universitária.

Apesar de ter suas aulas ministradas em russo, o aluno que não tem conhecimento do idioma não precisa se preocupar, já que a Aliança Russa oferece a opção de o estudante frequentar a faculdade preparatória durante nove meses antes do período letivo. Lá, eles aprendem todos os termos técnicos necessários ao aprendizado, além de um curso completo da língua.

Os interessados poderão se inscrever pelo site www.aliancarussa.com.br ou pelo telefone de São Paulo: (11) 4551-3836.

A inscrição pelo site pode ser feita a qualquer momento, até as 23 horas e 59 minutos da sexta-feira, 8 de agosto.

Já para quem optar pelo serviço telefônico o atendimento está disponível de segunda a sexta-feira, das 9 horas da manhã até as 5 horas da tarde.

A Aliança Russa é representante oficial das principais universidades russas no Brasil desde 2005. Seu trabalho consiste na seleção dos candidatos, no processo de orientação da faculdade, na recolha da documentação necessária para permanência legal do estudante na Rússia, na obtenção da vaga e inscrição na universidade e na assessoria durante a viagem até a chegada do estudante ao local de destino.

Ao voltar para o Brasil, o estudante submete o diploma adquirido ao processo de reconhecimento numa universidade brasileira, um procedimento padrão para qualquer brasileiro que faça graduação em centros de ensino estrangeiros. Desde 2010, o chamado Diploma Único de Estudos Superiores da Europa, do qual a Rússia faz parte, passou a valer conforme o Tratado de Bolonha.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_01/Universidade-Estatal-da-R-ssia-est-com-vagas-abertas-para-estudantes-brasileiros-2573/

Encontrado lago no deserto da Tunísia

 

Lago, Tunisia, natureza

Foto: Victor Kornienko/Wikimedia Commons

Na Tunísia, pastores encontraram um novo lago que apareceu há pouco tempo no deserto, a 25 km da cidade de Gafsa, relata o The Independent.

O misterioso lago surgiu há três semanas. Os cientistas ainda não conseguem explicar como ele se formou, embora haja uma possibilidade de que o lago ter aparecido como resultado da atividade sísmica.

As autoridades locais proibiram nadar no novo lago visto que sua água pode ter produtos cancerígenos. No entanto, o possível perigo não conseguiu conter os moradores locais. Alguns deles chamam o lago de milagre, outros - de maldição.

De acordo com as autoridades, o volume de água do lago é de cerca de um milhão de metros cúbicos, e sua profundidade constitui de 10 a 18 metros.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_02/Tun-sia-encontra-lago-no-deserto-4116/

Novo marco regulatório cria regras para parcerias entre governo e sociedade civil

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Para estabelecer um conjunto de normas próprias nas parcerias com o Poder Público, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil será sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, ontem (31), no Palácio do Planalto. A ideia é coibir a corrupção e trazer segurança à atuação das organizações de fato comprometidas com o interesse público.

O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil cria instrumentos jurídicos próprios e estabelece regras para a seleção das entidades e para as etapas de execução, monitoramento e avaliação das parcerias. Entre elas, a exigência de chamamento público obrigatório, três anos de existência e experiência das entidades, além de ficha limpa tanto para as organizações quanto para os seus dirigentes.

A lei também exige que os órgãos públicos planejem previamente a realização e o acompanhamento das parcerias e prevê um sistema de prestação de contas diferenciado por volume de recursos. A expectativa é de que isso deverá aperfeiçoar o monitoramento e a avaliação dos projetos, fazendo com que o olhar dos gestores seja direcionado ao controle dos resultados alcançados.

Fonte: www.ptnacamara.org.br

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Problema que atinge a Argentina é ameaça a todo o sistema financeiro, afirma Dilma

 

Quarta, 30 Julho 2014 11:04

Argentina, Mercosul, Sistema Financeiro, Dilma,

dilmargen

Durante reunião da 46ª Cúpula do Mercosul, a presidenta Dilma Rousseff reiterou a solidariedade brasileira com o desafio que a Argentina enfrenta no processo de reestruturação da dívida soberana do país. Nesta terça-feira (29), na Venezuela, ela lembrou que pretende levar o tema à próxima reunião do G20, na Austrália, da mesma forma que foi discutido na reunião com os membros do BRICS, em Brasília.

“O problema que atinge hoje a Argentina é uma ameaça não só a um país irmão, atinge a todo o sistema financeiro internacional. Não podemos aceitar que a ação de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros. Precisamos de regras claras e de um sistema que permita foros imparciais, permita previsibilidade e, portanto, justiça no processo de reestruturação de dívidas soberanas”, comentou.

Dilma ainda desejou sucesso à Argentina na presidência pro-tempore do Mercosul, no próximo semestre. Ela afirmou que confia na liderança da presidenta Cristina Kirchner para que o bloco siga no caminho do fortalecimento.

Crescimento do Mercosul

A presidenta destacou também o fortalecimento dos mercados internos dos membros do Mercosul e a importância da integração dos países sul-americanos. Neste sentido, ela considerou a adesão da Bolívia como um passo importantíssimo na direção de interagir com outros parceiros e de maior projeção internacional do bloco, que já conta com o segundo maior território, a quarta maior população e a quinta maior economia do mundo.

“O Brasil aposta e todos os demais parceiros do Mercosul apostamos na ampliação das trocas econômicas e comerciais. E aí, é muito importante a economia boliviana e as demais economias da América do Sul. Devemos buscar a implementação da desgravação tarifária, o que vai permitir que nós criemos zona de livre comércio sul-americana”, analisou Dilma.

Blog do Planalto

Ciro Gomes e Gaudêncio Lucena trocam acusações no Facebook

 

Embate entre os opositores políticos ocorreu após a publicação de um vídeo no perfil do vice-prefeito de Fortaleza.

Anderson Pires
redacao@cearanews7.com.br

Na madrugada desta quarta-feira (30), o vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena (PMDB), publicou, em seu perfil no Face book, um vídeo em que o prefeito Roberto Cláudio (PROS) faz declarações de apoio ao então candidato ao Senado Federal Eunício Oliveira (PMDB). No depoimento, gravado durante a campanha eleitoral de 2010, Roberto derrama elogios ao então companheiro de chapa.
Na legenda das imagens, os editores do material alegam que, hoje, com a aliança desfeita, os antigos apoiadores agem com ingratidão e desrespeito para com o candidato peemedebista ao Governo do Estado. Para os realizadores, o motivo seria a discordância de Eunício em aceitar o “encabrestamento dos ferreiristas”.
A resposta não demorou e veio de um dos principais líderes da campanha opositora, comandada pelo PROS. Ciro Gomes, secretário da Saúde do Estado, publicou um comentário na postagem de Gaudêncio, esclarecendo os motivos da mudança no posicionamento de seus correligionários.
“Isto foi declarado quando o Cid apoiou o Eunício pra senador com patrimônio declarado de 36 milhões de reais. virou senador e aumentou o patrimônio para 99 milhões de reais com contratos na Petrobras usando o mandato”, denunciou Ciro.
No mesmo espaço, Gaudêncio retrucou a declaração classificando Ciro como especializado em “esculhambar” quem não reza na mesma cartilha. “O Eunício tem diversas empresas e apenas uma tem contrato com a Petrobras e, por sinal já há alguns anos ele não mais faz parte desta sociedade”, declarou o vice-prefeito, em defesa do líder de seu partido.
Gaudêncio ainda rebateu questionando os rendimentos do secretário de Estado, que não seriam compatíveis com os gastos realizados por ele em viagens ao exterior. “Agora me responda: como vive o senhor, que não tem empresa, não tem carreira assinada, tem fonte de renda desconhecida e vive viajando pela Europa e outros continentes? Ou o Senhor acha que salário de secretário de estado supre esta vida nababesca?”, foi o desafio lançado pelo peemedebista.
“Vc está insinuando alguma coisa Gaudêncio?” publicou Ciro. “Deixe disso afirme como homem e eu lhe provo quem é ladrão e manipulador de tráfico de influência junto ao setor público. E são vcs. Eu não!”, respondeu defendendo-se.
No outro lado das cordas, Gaudêncio reagiu alegando estar insinuando da mesma forma que Ciro insinuou sobre Eunício. “Sou muito homem para tratar as pessoas da mesma forma que somos tratados”, garantiu, alegando nunca ter feito “tráfico de influência”.
Em meio a tudo isso, outros usuários da rede social entraram no espaço, alguns lançando publicações em defesa das teses de seus simpatizados e outros, se sentindo incomodados, reclamavam da lavação de roupa suja em público.
Por enquanto, aguardamos as cenas dos próximos capítulos.

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=18919

CONFIANÇA: CRIAÇÃO DE NOVAS EMPRESAS NO BRASIL BATE RECORDE

 

Por: Equipe Dilma Rousseff - 31/07/2014

Mais um indicador econômico mostra que as respostas brasileiras e a ação do governo Dilma para enfrentar a crise mundial estão tendo êxito. Foram criadas 944.678 novas empresas no Brasil no primeiro semestre deste ano. O número é recorde e representa aumento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, divulgado nesta terça-feira (29/07).

Mais: desde 2011, quando Dilma tomou posse na presidência da República, o número não parou de crescer. O registro de criação de novas empresas é mais um indicativo da confiança na economia, o que é fundamental para manter o elevado nível de emprego registrado no Brasil nos últimos anos, mesmo com o cenário externo adverso.

Clique AQUI para ler a notícia completa.

http://www.dilma.com.br/#noticia/confianCa-criaCAo-de-novas-empresas-no-brasil-bate-recorde-141

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Demitido do Santander sai em defesa de demitida

 

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Alexandre Schwartsman, ex-economista-chefe do Santander entre 2008 e 2011, diz que polêmico informe publicado pelo banco a clientes de alta renda contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff, “nada trouxe de controverso”: “Bancos têm um dever fiduciário com seus clientes: não podem omitir ou distorcer informações relevantes para sua tomada de decisão”

30 de Julho de 2014 às 06:59

247 – Demitido do Santander em 2011, Alexandre Schwartsman saiu em defesa do banco espanhol sobre o informe publicado que faz um alerta a seus clientes de alta renda contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

“O governo e o partido podem não concordar com a avaliação do mercado, mas, conforme descrito pelo jornal, trata-se de um fato: para bem ou para mal, a percepção é que uma mudança de orientação de política econômica terá efeitos positivos sobre as empresas brasileiras, em particular as sujeitas a controle acionário governamental”, diz.

Segundo ele, o texto nada mais fez do que compartilhar esses fatos. “Bancos têm um dever fiduciário com seus clientes: não podem omitir ou distorcer informações relevantes para sua tomada de decisão” (leia mais).

http://www.brasil247.com/+wgxb2

Putin com uma ordem temida "Dead Hand" Como a Guerra global se aproxima




Um relatório sombrio emitido pelas Forças de Mísseis Estratégicos ( SMF ), que é o principal componente das forças nucleares estratégicas da Rússia (SNF), afirma que o presidente Putin emitiu hoje cedo um temido "Dead Hand" que não é usado desde 26 de setembro de 1983 , quando o sistema de alerta nuclear da União Soviética duas vezes relatou o lançamento americano de mísseis Minuteman balísticos intercontinentais ( ICBMs ) a partir de bases nos Estados Unidos.

A emissão do "Dead Hand" como 1983, este relatório diz, foi em resposta a uma de cinco dias Organização do Tratado do Atlântico Norte ( NATO ) posto de comando exercício chamado Able Archer 83 que oficiais militares soviéticos temiam era um "ardil para a guerra".

A " mão inoperante "ordem, deve ser lembrado, é um sistema de controle nuclear da Guerra Fria da era desenvolvido pela União Soviética e continua em uso hoje em dia e é controlado a partir da cidade subterrânea militar maciça e altamente secreto em Monte Yamantau localizado na a República de Bashkortostan .

"Dead Hand" é um exemplo de fail-mortal dissuasão, uma vez que pode desencadear automaticamente o lançamento dos mísseis balísticos intercontinentais russos (ICBMs), se um ataque nuclear é detectado por sísmica, luz, radioatividade e sensores de pressão. Pela maioria das contas, é normalmente desligado e deve ser ativado apenas durante crises perigosas; No entanto, diz-se ser totalmente funcional e capaz de servir os seus fins, sempre que necessário, tal como hoje em dia.

Para Putin vir ordenar os protocolos "Dead Hand" hoje, este relatório continua, está em "resposta direta" para o presidente Obama com o plano de enviar forças militares norte-americanas para a Ucrânia , uma guerra hostil moveu o vice-chanceler Vladimir Titov a advertiu no mês passado levaria a uma imediata resposta russa por afirmando:

"Nós não podemos ver como uma acumulação de [da OTAN] o poder militar da Aliança, perto da fronteira com a Rússia, como qualquer outra coisa, mas uma demonstração de intenções hostis. Seria difícil ver mobilização adicional de substanciais forças militares da OTAN na Europa centro-oriental, mesmo que de forma rotativa, como qualquer outra coisa, mas uma violação direta das disposições do Ato Fundador de 1997 sobre as relações entre a Rússia e OTAN. Seremos forçados a tomar todas as medidas políticas , econômicas e militares necessárias para salvaguardar a nossa segurança confiável ".

Crítica a nota sobre Putin dessa emissão de uma ordem "Dead Hand" hoje foi que quase imediatamente depois de ter sido emitido, Vladislav Surkov, um dos homens mais poderosos do Kremlin, e os líderes russos principal assessor, em essência, confirmou a sua existência quando durante uma entrevista privada com o Financial Times News Service sobre a farsa dos EUA sobre os $ 50 bilhões de decisão contra a Rússia em uma arbitragem Europeia de prosseguir (chamado O alerta que soou por todo o mundo ) referente ao caso Yukos declarou por isso que o Kremlin não estava respondendo, simplesmente afirmando: "Há uma guerra que vem na Europa. Você acha mesmo que isso é importante. "

Enquanto a barragem de sanções comerciais de Washington e seus aliados impondo-se à Rússia é, de fato, um ato de guerra econômica, e que tinham também impôsto sobre o Japão em 1941 , que levou Tóquio para atacar as potências ocidentais, ministro das Relações Exteriores , Sergei Lavrov, tem, no entanto, afirmado que Rússia não vai responder na mesma moeda, afirmando: "Nós não podemos ignorá-lo. Mas a cair em histeria e responder a um golpe com um golpe, não é digno de um grande país. "

E com o desejo do partido da guerra dos EUA para punir Putin por empurrar de volta contra o intervencionismo americano na Síria, Irã, Iraque e em outras partes do Oriente Médio, que deixou estas nações devastadas ... em apenas 800 palavras , mesmo o americano da velha guarda da Guerra Fria o guerreiro Pat Buchanan expõe a delinquência juvenil pura incorporada no atual fiasco ucraniano de Washington.

Ele faz isso, lembrando-nos do sistema de retenção sóbrio que rege as ações dos presidentes americanos de FDR para Eisenhower, Reagan e Bush I em relação a Europa Oriental durante muitas vezes mais perigosas e afirmando de eventos de hoje:

"O que Putin fez para rivalizar com a fome forçada na Ucrânia fome que levou milhões de morte, o massacre dos rebeldes húngaros ou esmagamento da Tchecoslováquia do Pacto de Varsóvia?

Na Ucrânia, Putin respondeu a um golpe de Estado apoiado pelos EUA, que derrubou um aliado político democraticamente eleito da Rússia, com um ataque sem derramamento de sangue da Crimeia pró-Rússia, onde Moscou atraca sua frota do Mar Negro desde o século 18. Isso é rotina geopolítica de grande potência.

E apesar de Putin colocar um exército na fronteira da Ucrânia, ele não pediu para invadir e ocupar Luhansk ou Donetsk. Será que isso realmente se parecr com uma unidade para remontar ou do Império Russo dos Romanov ou o império soviético de Stalin, que atingiu até o Elba?

Quanto à derrubada do avião da Malásia, Putin não pedi isso. O senador John Cornyn diz que a inteligência dos EUA ainda não apresentou qualquer "arma fumegante" que liga o míssil de disparo para a Rússia ".

E com uma fonte de um dos departamentos de defesa ucraniano agora afirmando que um " sistema de misturar-se "durante o lançamento de foguetes ucranianos exercício de unidades de defesa aérea '(e que havíamos relatado anteriormente em ) poderia ser a causa da Malásia Airlines Flight 17 acidente na Ucrânia sudeste, o regime Obama apoiando os militares ucranianos continua a travar uma guerra nesta área em sua tentativa de encobrir a evidência de tal forma que o primeiro-ministro holandês Mark Rutte tem exortado-os a interromper as hostilidades .

Não deve ser esquecido, deve ser ainda mais notável, é que, com cerca de 500.000 refugiados de língua russa tendo derramado sobre as fronteiras da Rússia que fogem da guerra civil na Ucrânia, os 13.000 da Força de Reação da OTAN (NRF) não representa qualquer obstáculo para Rússia Os 845.000 soldados da ativa. Na verdade, segundo uma estimativa , Rússia com seu poder militar poderia assumir os estados bálticos da Látvia , Lituânia e Estônia em uma tarde como as porções consideráveis ​​de suas populações são russos étnicos para começar.

Quanto ao 1,4 milhão de soldados da ativa das forças armadas dos EUA e 850.000 reservistas, não podem simplesmente jogar todos eles contra Rússia - alguém tem que manter essas 900 bases ao redor do mundo em 130 nações , bem como defender a pátria dos EUA ... uma situação talvez melhor resumida por Frederico, o Grande , o renomado prussiano rei-guerreiro, que já avisou: " Aquele que tenta defender tudo, defenderá nada . "

Então, para emissão desta ordem"Dead Hand" hoje de Putin, desde 1999 , a Rússia tem acreditado que poderia vencer uma guerra nuclear contra os Estados Unidos ... e com Obama acreditando que ele também pode ganhar uma guerra nuclear contra a Rússia ... infelizmente o mundo possa ver, muito em breve, quem está certo.

WhatDoesItMean.Com

Fonte: http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

O dia em que o Secretário do Tesouro americano insinuou que FHC desviaria empréstimo do FMI para contas na Suíça

 

Pra Discutir o Brasil

Os tucanos querem pousar de vestais para o povo como se fossem os homens mais honestos da nação. Agem assim porque contam com a falta de memória do brasileiro e com a conivência da imprensa nativa que trabalha diuturnamente para tornar a atividade política coisa de criminoso, afastando o já despolitizado eleitor da luta política, uma estratégia que se baseia na divulgação seletiva dos escândalos de corrupção, a rigor direcionados para atingirem um só lado do espectro político.

O caso mais emblemático dessa estratégia foi o "mensalão", tido e havido como o maior caso de corrupção desde a fundação da República, embora nenhum fato corrobore a tese. Seja pelos valores envolvidos no "esquema", seja pela falta de evidências que a comprovem.

Os 8 anos de governo de FHC foram pródigos em preencher manchetes e páginas de jornais com numerosos casos de corrupção. Mais de 450 inquéritos policiais foram engavetados pelo seu PGR, indicado sucessivamente ao longo de todo o mandato. Vários escândalos deixaram de ser apurados e os responsáveis punidos.

A pecha de governo corrupto percorreu o mundo e ficou saliente por ocasião de uma proposta de acordo feita pelo FMI visando proteger a economia brasileira de um ataque especulativo, durante a crise que assolava a Turquia e a Argentina, no ano das eleições presidenciais de 2002 que tinha o ex presidente Lula liderando como franco favorito para vitória depois confirmada pelo voto do eleitor.

O risco Lula era a razão das preocupações do fundo. A imprensa americana se posicionava a favor do empréstimo de 30 bi, o maior da história da instituição. As negociações emperraram e quem resolveu foi o governo Bush que pesou a mão sobre o FMI e mandou emprestar os recursos.

O apoio do governo americano veio por meio do Secretário do Tesouro Paul O'Neill que na finalização do acordo declarou à imprensa Yank: “Espero que esse dinheiro não vá parar na Suíça, em contas pessoais de políticos corruptos”. Uma referência clara ao governo de FHC que recebeu a notícia como um ataque pessoal.

FHC escalou seu ministro da fazenda Pedro Malan, o ministro das Relações exteriores, Celso Lafer, o embaixador nos E.U.A, Rubens Barbosa para reclamarem a Robert Zoellik, chefe da diplomacia comercial americana e homem próximo do presidente Bush das declarações do secretário do Tesouro. Até a embaixadora americana no Brasil, Donna Hrinak foi chamada ao Itamaraty para dá explicações.

O ministro das relações exteriores Celso Lafer tentou mas não conseguiu falar com a assessora de Segurança Nacional Condoleezza Rice. O acordo foi fechado e os E.U.A se retrataram.

O episódio acima revela a percepção que o governo americano tinha do governo FHC, bem como o desprezo que era dispensado a nossa diplomacia. Esse mesmo Celso Lafer em outro episódio foi obrigado a tirar os sapatos em um aeroporto nos E.U.A para uma revista.

Os tucanos não são flor que se cheire e nem de longe exemplo de ética e de moral com o trato da coisa pública. Sua má fama transcende as fronteiras do Brasil, apesar de agora estarem se achando e apropriando-se de um discurso que definitivamente não cabe em seu figurino.

Pra Discutir o Brasil: O dia em que o Secretário do Tesouro americano insinuou que FHC desviaria empréstimo do FMI para contas na Suíça

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/2014/07/o-dia-em-que-o-secretario-do-tesouro.html#!/2014/07/o-dia-em-que-o-secretario-do-tesouro.html

Crescimento do crédito e aumento da confiança do consumidor são bons sinais para economia brasileira

   O crédito continua apresentando um trajetória de expansão no mês de junho, quando o total do estoque de crédito no Brasil cresceu 0,9%. Este resultado foi consequência da expansão de 0,7% no crédito livre e 1,2% no crédito direcionado, o que também aponta para uma melhoria na composição do crédito total. Apesar do crescimento, o crédito dever encerrar o ano de 2014 em um nível inferior à velocidade verificada em 2013 (quando cresceu 14,6%). As expectativas são de forte crescimento no setor, com expansão de 13% no ano, o que deve fazer com que o Brasil alcance um nível de crédito de 58% em relação ao PIB. Este resultado positivo, aliado ao aumento da confiança do consumidor nas últimas pesquisas da FGV, aponta para um cenário de crescimento mais robusto da demanda, o que pode, no médio prazo, influir positivamente nas decisões de investimento do empresariado nacional.

Comentário: O crescimento do crédito no Brasil, que historicamente se encontrou em patamares baixos na comparação mundial, só foi possível devido à melhoria no emprego e na renda da população, que passou a acionar de maneira mais fácil o sistema bancário e a contrair crédito em maior escala, mesmo com as taxas de juros elevadas, marca registrada do sistema bancário nacional. O crescimento do crédito direcionado decorre em particular do aumento da demanda por crédito habitacional que, impulsionado pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, tem crescido a taxas elevadas nos últimos anos. Essa notícia é extremamente positiva, não apenas pelo fato de reduzir o déficit habitacional brasileiro e garantir às famílias um ativo valioso em contraposição ao endividamento adquirido, mas também pelo fato de que as taxas de inadimplência da modalidade habitacional são menores do que as do crédito livre, além de possuírem taxas de juros mais baixas. O nível de endividamento das famílias brasileiras é elevado, exatamente pelo custo elevado de carregamento da dívida, mas não deve se mostrar um problema caso a economia não enfrente um grave ajuste recessivo no futuro próximo, como sinalizam as candidaturas oposicionistas, ignorando os impactos profundos que tal ajuste pode ter sobre o mercado de trabalho, o mercado financeiro e a economia brasileira como um todo.

Fonte: https://br-mg5.mail.yahoo.com/neo/launch?.rand=e8hg58v55u166