Blinken alerta contra cessar-fogo em Gaza e fala em risco de ajuda humanitária chegar ao Hamas
Segundo o secretário de Estado dos EUA, um cessar-fogo daria ao Hamas a oportunidade de ‘repetir o que fez’ em 7 de outubro
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, durante reunião do
Conselho de Segurança da ONU sobre a questão palestina 24/10/2023 (Foto:
REUTERS)
(Sputnik) – O secretário de Estado dos EUA, Antony
Blinken, disse nesta terça-feira (31) que um cessar-fogo em Gaza daria
ao Hamas a oportunidade de potencialmente repetir seus ataques a Israel.
“Ao se falar em cessar-fogo, neste momento, você está absolutamente
certo, isso simplesmente consolidaria o que o Hamas foi capaz de fazer e
permitiria que permanecesse onde está, e potencialmente repetisse o que
fez em outro dia. Isso não é tolerável”, disse Blinken durante uma
audiência do Comitê de Apropriações do Senado.
Blinken disse ainda que Washington acredita que a ajuda humanitária
enviada a Gaza de alguma forma pode acabar nas mãos do Hamas. No
entanto, ele acredita que a grande maioria da assistência chegará às
pessoas necessitadas.
“Posso prometer a este comitê que haverá uma entrega de 100% aos
destinatários designados? Não, inevitavelmente haverá algum desvio.
Ainda não o vimos até agora, mas acho que temos que antecipar isso. No
entanto, a esmagadora maioria da assistência até agora está chegando às
pessoas que precisam dela, e precisamos de mais”, afirmou Blinken
durante uma audiência no Senado.
Até o momento, nem as Nações Unidas nem Israel viram evidências da
assistência humanitária sendo desviada para o Hamas ou qualquer outro
ator na região, acrescentou Blinken.
Mais de 130 caminhões com ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza
do Egito através da passagem de fronteira de Rafah desde 21 de outubro,
conforme informou o jornal egípcio Shorouk na segunda-feira, citando o
chefe do Crescente Vermelho Egípcio em Sinai do Norte, Raed Abdel
Nasser.
Em 7 de outubro, o grupo palestino Hamas lançou um ataque surpresa em
grande escala com foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza e
violou a fronteira, matando e sequestrando pessoas em comunidades
israelenses vizinhas. Israel lançou ataques retaliatórios e ordenou um
bloqueio completo da Faixa de Gaza, lar de mais de 2 milhões de pessoas,
cortando o fornecimento de água, comida e combustível. O bloqueio foi
posteriormente aliviado para permitir a entrada de caminhões com ajuda
humanitária na Faixa de Gaza. A escalada do conflito resultou em
milhares de pessoas mortas e feridas de ambos os lados.
A
chamada Imprensa corporativa se incomoda quando o Governo Lula fala que
será difícil fechar o ano fiscal com zero déficit fiscal, mas não fala
nada quando o Congresso propõe renúncia fiscal para todos os município
com menos de 142 mil pessoas
Explicando melhor: Os parlamentares querem responsabilidade fiscal por parte do Poder Executivo, mas não param de arranjar penduricalhos para gastar verbas orçamentárias e de forma impositiva, ou seja, que o governo é obrigado a pagar, mesmo que as verbas orçamentárias já estejam chanceladas para outras despesas. Já existem: Emendas individuais, emendas de bancada e agora criaram as emendas de lideranças, e todas serão impositivas. para completar, eles aprovaram isenção fiscal para os municípios com menos de 142mil pessoas. Só essa última, se sancionada, dará um rombo nas contas públicas de 19 bilhões de reais. Estão tentando todo dia, enfraquecer cada vez mais os poderes do Executivo. Querem mesmo é mandar nas verbas orçamentarias. Ou seja: querem que o Poder Executivo seja apenas o órgão arrecadador, enquanto o parlamento se torna o órgão gestor das verbas arrecadadas. Mas isso não é divulgado pelo PIG - Partido da Imprensa Golpista, não divulga para o Povo Brasileiro não reaja.
Hoje faz 13 anos que elegemos pelo partido
13, a primeira mulher para o cargo de Presidente do Brasil, uma petista
honesta a toda prova. Aliás, ela foi tirada da presidência no seu
segundo mandato, através de um golpe perpetrado após ela não aceitar se
corromper.
O Judiciário citou alguns casos de violações de direitos
Genivaldo de Jesus Santos morreu asfixiado dentro de uma viatura da PRF em Sergipe, no dia 25 de maio de 2022 (Foto: Reprodução)
247 - Representantes do Ministério Público
Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Defensoria
Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) ajuizaram nesta sexta-feira (27) ação
civil pública para que a União seja condenada a pagar R$ 100 milhões por
danos morais coletivos gerados pela violação de direitos humanos
durante operações policiais com participação da Polícia Rodoviária
Federal (PRF).
De 2019 até o ano passado, 126 pessoas foram mortas em confrontos com
a participação de policiais rodoviários no País, sendo 57 óbitos
registrados durante chacinas, quando há a morte de três ou mais pessoas
em um mesmo grupo. Entre os casos, estão a operação com a Polícia
Militar em Varginha (MG), que totalizou 26 mortes, e três operações em
parceria com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro:
uma no Complexo do Chapadão, Zona Norte da capital, com 6 mortes, e
duas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, que resultaram,
respectivamente, em 8 e 23 óbitos.
Entre as providências requeridas pelo MPF, estão a instalação de
câmeras corporais nos uniformes dos policiais rodoviários, a capacitação
dos agentes em matéria de direitos humanos e segurança cidadã, e a
anulação da Portaria 42/2021 do Ministério da Justiça e Segurança
Pública (MJSP). Editada há dois anos, a norma infralegal – já
questionada judicialmente – autoriza a participação da PRF em operações
conjuntas com outras polícias ostensivas. De acordo com o MPF, "é norma
extrapolou os limites impostos constitucional e legalmente, dando
respaldo e aparente legalidade para as violentas operações que contaram
com a participação da PRF".
A morte de Genivaldo de Jesus Santos, asfixiado, torturado e morto
dentro de uma viatura da PRF em Sergipe, também foi mencionada na ação.
Outro caso foi o do menino Lorenzo Palhinhas, em 27 de outubro de 2022,
durante operação da PRF no Complexo do Chapadão, Zona Norte da cidade do
Rio. Segundo as apurações, o jovem de 14 anos era motoboy e fazia
entregas quando foi atingido por um tiro. Outros dois garotos foram
sequestrados e supostamente torturados para prestar declarações que
incriminariam o motoboy. Eles ficaram mais de cinco horas dentro de uma
viatura da PRF que estava no local.
O MPF instaurou investigação criminal para apurar os fatos e
ingressou na Justiça com medida cautelar para assegurar que as armas dos
policiais fossem periciadas. O procedimento investigatório criminal
ainda não foi concluído. Em outra ação civil, as Defensorias Públicas da
União e do Rio de Janeiro requerem o pagamento de indenização por dano
moral e de pensão à família do garoto, além de um pedido de desculpas
formal por parte do Estado aos familiares da vítima.
Os governos do Paraguai e do Brasil assinaram nesta sexta-feira (27) o
Compromisso de Assunção Contra a Corrupção e o Crime Organizado. O
acordo foi assinado em Assunção, capital paraguaia, entre o ministro da
Justiça e Segurança Pública brasileiro, Flavio Dino, e o presidente do
Paraguai, Santiago Peña.
Os detalhes do compromisso serão acertados no próximo 9 de novembro, no Brasil, que incluem intercâmbio de leis e treinamento de pessoal no enfrentamento ao narcotráfico, ao contrabando de armas, à lavagem de dinheiro e à corrupção.
De acordo com o Ministério da Justiça, a cooperação contempla troca de informações em relação a condenados e ações coordenadas entre as polícias federais dos dois países, além de ações para a política penitenciária.
“Esse compromisso não é apenas a reiteração de princípios, é um
compromisso que tem dimensão prática. Tem agenda, temas, metas e datas
para concretizar esse desafio em áreas que nos desafiam reciprocamente.
Precisamos atuar unidos para combater um bloco formado pelas
organizações criminosas. Estamos aqui para aprender, compartilhar e nos
colocar à disposição do Governo do Paraguai”, declarou Dino.
Segundo o presidente paraguaio “essa aliança fortalecerá a cooperação para lutarmos juntos e com mais força contra esses flagelos que causam tantos danos na região”, escreveu o presidente paraguaio na rede social.
Houve ainda uma reunião do Comando Bipartite para fortalecer ações de segurança nas cidades de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Departamento Amambay, que fazem fronteira. O Comando foi criado em 2021 e é um mecanismo de cooperação
policial internacional entre as forças policiais responsáveis pela
repressão e prevenção da criminalidade transnacional, no caso do Brasil,
a Polícia Federal, e do Paraguai, a Polícia Nacional.
Justiça Militar não emitiu decisões sobre as prisões preventivas.
Em caso de decretação, os militares serão encaminhados ao 2º Batalhão
da Polícia do Exército, em Osasco
(Foto: Reprodução/TV Globo)
247 - O Exército Brasileiro prendeu
administrativamente 17 militares por falhas na fiscalização que resultou
no furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra, localizado em
Barueri, na Grande São Paulo. Segundo o G1,
a instituição também pediu à Justiça Militar a prisão preventiva de
outros seis militares de diversas patentes que teriam participado
ativamente do furto do material bélico.
"O Comando Militar do Sudeste (CMSE) informa que 17 (dezessete)
militares do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP) cumprem punição
disciplinar, sancionados à luz do Regulamento Disciplinar do Exército
(RDE), por falha de conduta e/ou erro de procedimento nos processos de
fiscalização e controle de armamento", disse o Exército em nota.
Ainda conforme a reportagem, as prisões administrativas, que variam
de um a 20 dias de detenção, começaram a ser efetuadas no próprio
Arsenal de Guerra, mas caberá ao comandante da unidade decidir se eles
ficarão em celas ou apenas proibidos de deixar o quartel, com a
possibilidade de continuar o trabalho durante o período.
A Justiça Militar não emitiu decisões sobre as prisões preventivas
solicitadas. Em caso de decretação, os militares serão encaminhados ao
2º Batalhão da Polícia do Exército, em Osasco.
O roubo, que teria ocorrido durante o feriado de 7 de setembro,
envolveu o desligamento intencional da energia elétrica, com a
desativação das câmeras de segurança. Peritos encontraram impressões
digitais de militares nas áreas afetadas. Apesar da recuperação de 17
metralhadoras em operações recentes, quatro armas ainda estão
desaparecidas.
Ao desembarcar em Curitiba, provavelmente na próxima quinta-feira, o
ministro Luis Felipe Salomão, corregedor-geral do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), decidido a fazer a correição extraordinária na 13ª Vara
Federal da cidade, poderá se assustar com o valor total de recursos que a
Operação Lava Jato arrecadou, depositou em uma conta bancária, mas
aparentemente desapareceu. São R$ 2,9 bilhões.
Pelas tabelas existentes, apenas parte dos acordos de leniencia da Brasken e de delação premiada da Odebrecht foram honrados.
Essa verba, segundo documentos dos processos instaurados a partir da
Operação Lava Jato, foi arrecadada ao longo de nove anos (2014/2023),
com multas, acordos de leniência (realizado com empresas) e delações
premiadas (com pessoas físicas). Todos esses valores passaram pela conta
0650/005/86404384-3, do Posto de Atendimento Bancário (PAB) da Caixa
Econômica Federal (CEF) dentro do fórum da Justiça Federal de Curitiba.
Pelas informações levantadas pelo Blog “Marcelo Auler – Repórter”
essa conta atingiu um saldo de R$ 3 bilhões. Em setembro de 2022 o
valor depositado era de R$ 842 milhões e em maio desse ano (2023) ali
estavam apenas R$ 32,967 milhões.
Em um documento ao qual o Blog teve acesso, nessa conta bancária
foram feitos dois depósitos provenientes de acordos assinados com a
Brasken S/A (Processo 5022000-13.2017.4.04.7000) no valor de R$
1.282.463.635,53; e no acordo de Leniência com a Odebrecht S/A (Processo
5020175-34.2017.4.04.7.000): R$ 175.337.296,34.
Esses valores, porém, eram apenas parte do acordado, como descreve o
quadro que acessamos. Com a Brasken, o total que deveria ser pago era de
R$ 3.131.434.851.37, que à época correspondiam a US$ 957.625.336,81.
Desses três bilhões acordados no processo da Brasken, nada menos do
que R$ 2.298 bilhões seriam destinado ao Ministério Público Federal
(MPF); outros R$ 310 milhões ficariam com o Departamento de Justiça
(DOJ), dos Estados Unidos. Também receberia R$ 212 milhões a Securities
and Exchange Commission (SEC), a agência independente norte-americana
que protege e regula o mercado de capitais daquele país. Uma espécie de
Comissão de Valores Mobiliários. Já a Procuradoria Geral da Suíça
(Bundesanwaltschaft) faria jus a R$ 310 milhões.
Já no acordo relacionado à Odebrecht o valor acordado era de R$
3.828.000.000,00 só que o pagamento acertado foi em 23 parcelas anuais,
com correção pela Selic, o que totalizaria ao final R$ 8, 512 milhões.
Desse montante, 82,19% seriam repassados ao MPF; 10% à Procuradoria
Geral da Suíça e 7,90% ao Departamento de Justiça (DOJ), dos Estados
Unidos.
Em março de 2019, na Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental (ADPF 568) proposta pela Procuradora-Geral da República, o
ministro Alexandre de Moraes impediu que o MPF recebesse da Petrobras
verba referente às multas acordadas com autoridades americanas.
Nas anotações recebidas pelo Blog não há referencia direta à
Petrobras como pagadora desses valores. Também não fica claro que os
valores que o MPF foi impedido de receber eram os mesmos que passaram
pela conta 0650/005/86404384-3, do Posto de Atendimento Bancário (PAB)
da Caixa Econômica Federal (CEF). Nela, em certo momento o saldo foi de
R$ 3 bilhões, resultados de decisões determinadas pela 13ª Vara Federal.
Deste valor, hoje restam apenas algo em torno de apenas 200 milhões.
Depósitos em dinheiro
No extrato da conta judicial, depósitos em dinheiro de valores altos
que são debitados no mesmo dia para possíveis Contribuições.Os extratos
dessa conta mostram algumas curiosidades. Embora se trate de conta
judicial, há ali depósitos feitos em dinheiro na própria Agência – DP
DINH AG. De valores bastante altos. No dia 17 de outubro de 2022, quatro
depósitos em dinheiro totalizaram R$ 2.644.844,90. Curiosamente, no
mesmo dia, esses mesmos valores são debitados da conta com a rubrica “DB
P CONTR”.
Aparentemente, ao se comparar com outros Extratos da próxima CEF,
trata-se de Débito Para Contribuição. Além dos R$ 2,644 milhões que
tinham sido depositados como dinheiro, no mesmo dia há um “DB P CONTR”
de R$ 147.576.401,91.
Mistério a ser destrinchado
Onde foram parar os R$ 2,8 bilhões? Oficialmente ninguém responde
essa pergunta. Destrinchar isso será um dos desafios a ser resolvido
pelo ministro do CNJ Salomão. Ele talvez consiga levantar gastos
isolados que apareceram na Vara, também sem muitos detalhes e sem
explicações.
Um dos gastos fora R$ 2 milhões enviados à 14ª Vara Federal criminal
de Curitiba. Não há nenhuma informação dos motivos que tal verba foi
repassada diretamente a outra Vara da mesma seção judiciária.
Curiosamente, houve remessa – também de R$ 2 milhões – para uma vara
federal criminal do Rio. Outros R$ 3 milhões foram remetidos a uma vara
federal de Goiás, também sem qualquer explicação. Trata-se de mais um
mistério da malfadada Operação Lava Jato que aguarda por melhores
explicações.
A Caixa Econômica Federal foi entregue pelo governo como moeda de troca pela aprovação da
cobrança de impostos sobre os fundos exclusivos, utilizados por
indivíduos super-ricos, e das empresas offshore. Foi a forma encontrada
pelo Governo Lula para cumprir uma promessa de campanha, que era:
"colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda". Os
deputados do Centrão, vem chantageando o Governo na hora de votar
matérias importantes para concretizar o projeto de governo apresentado por
Lula na campanha e que foi aprovado nas urnas. Além da Caixa, o
Centrão, sob a liderança de Artur Lira, já abocanhou o Incra, a
Codevasf, CBTU e o Denocs. A todo momento o Centrão tenta retirar
direitos dos trabalhadores e impedir aprovação de políticas públicas que
beneficiam as camadas mais vulneráveis da Sociedade Brasileira. Em
tese, os deputados deveriam defender os interesses do Povo em suas
votações no parlamento. Mas, eles fazem exatamente o contrário disso. Eu
estou decepcionado mesmo é com quem votou nesses congressistas que agem
contra os interesses do nosso Governo Progressista e do povo
brasileiro.
Relator Alessandro Vieira destacou que até hoje não há uma lei nacional das polícias civis
(Foto: Divulgação)
Agência Senado - O Plenário do Senado
aprovou nesta terça-feira (24) o projeto que cria a Lei Orgânica
Nacional das Polícias Civis, norma que vai balizar as leis dos estados e
do Distrito Federal sobre o funcionamento das polícias civis em todo o
país. O PL 4.503/2023,
de iniciativa da Presidência da República, também estabelece direitos e
garantias para a carreira. O texto aprovado teve relatoria do senador
Alessandro Vieira (MDB-SE) e segue agora para sanção.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu a valorização da
carreira e a atualização remuneratória de todos os policiais civis do
país.
— É uma corporação que merece todo o respeito do Senado da República — afirmou.
Alessandro Vieira destacou que até hoje não há uma lei nacional das
polícias civis. A proposta original foi apresentada em 2007 na Câmara
dos Deputados (com o número PL 1.949/2007), tendo chegado neste ano ao
Senado.
— O eleitor de 2018 conduziu para esta Casa quatro representantes das
forças policiais: dois policiais civis, eu e o Fabiano Contarato
[PT-ES]; e dois militares, Styvenson [Valentim, Podemos-RN] e o nosso
saudoso Major Olimpio [vitimado pela covid-19 em 2021]. E não é por
coincidência que a gente vai ter a votação hoje da Lei Orgânica da
Polícia Civil e, muito em breve, da Lei Orgânica das Polícias Militares.
A segurança pública depende, na ponta, desses homens e mulheres que têm
coragem de fazer o enfrentamento necessário, e que são tantas vezes
criminalizados, de forma injusta, e pouco reconhecidos pela sociedade —
registrou Alessandro.
A aprovação do projeto foi defendida no Plenário por vários
senadores, entre eles Marcos do Val (Podemos-ES), Fabiano Contarato,
Carlos Portinho (PL-RJ), Jayme Campos (União-MT), Carlos Viana
(Podemos-MG), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Dr. Hiran (PP-RR), Astronauta
Marcos Pontes (PL-SP), Cleitinho (Republicanos-MG), Zenaide Maia
(PSD-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Rodrigo Cunha (Podemos-AL).
— Pena que demorou tanto, mas o Senado hoje faz justiça — disse Damares.
Fabiano Contarato, que relatou o projeto em comissão, disse que trabalhou 27 anos como policial civil, carreira que elogiou.
— O policial não pode ser visto como violador de direitos. O policial
é garantidor de direitos. Ele é o primeiro garantidor de direitos. E
nós, políticos, devemos essa resposta à população brasileira e aos
agentes de segurança pública, seja polícia civil, polícia militar,
Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guarda municipal, enfim,
todas as instituições de segurança pública — afirmou Contarato.
Jayme Campos disse que os profissionais das polícias civis exercem “o
valioso papel da apuração das infrações penais, além das funções da
perícia criminal e do cumprimento dos mandados judiciais”.
— A polícia civil presta um trabalho fundamental para a sociedade
brasileira e merece ter uma lei orgânica nacional para a categoria —
disse.
Carlos Portinho argumentou pela valorização da categoria.
— É quem acorda de manhã e coloca o peito na frente para defender a
sociedade, para que se permita que nós vamos trabalhar em paz; é quem
coloca o peito na frente para enfrentar, no meu estado, bandidos armados
até os dentes — afirmou Portinho.
Flávio Bolsonaro disse que o policial civil é “uma das categorias mais importantes do serviço público brasileiro”:
— As nossas polícias são categorias diferenciadas do serviço público,
têm que ter os direitos que estão sendo resgatados por esse projeto de
lei hoje, de integralidade, de paridade, resgate da licença-prêmio, de
horário especial, de carga de trabalho — registrou.
Também anunciaram voto a favor do projeto os senadores Esperidião
Amin (PP-SC), Jorge Seif (PL-SC), Eduardo Girão (Novo-CE), Mecias de
Jesus (Republicanos-RR), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Augusta Brito
(PT-CE), Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Soraya Thronicke
(Podemos-MS), Laércio Oliveira (PP-SE), Flávio Arns (PSB-PR) e outros.
Na avaliação de Mecias de Jesus, a polícia civil desempenha trabalho
essencial para o Estado brasileiro. Zequinha Marinho disse que os
policiais civis são servidores públicos de grande importância para a
sociedade. Omar Aziz também elogiou os profissionais e declarou que eles
enfrentam diariamente o dilema de sair de casa sem saber se vão voltar.
Direitos e garantias
O projeto concede aos policiais civis os direitos de se aposentar com
a totalidade da remuneração recebida no seu último cargo e de receber
reajustes nos mesmos percentuais concedidos aos policiais na ativa. Além
disso, em caso de morte do policial civil por agressão, doença
ocupacional, contaminação por moléstia grave, ou em razão da função
policial, os dependentes terão direito a pensão (vitalícia, no caso do
cônjuge) equivalente à remuneração do cargo da classe mais elevada e
nível à época do falecimento.
De acordo com o projeto, os policiais civis também terão direito a
indenização por periculosidade, por insalubridade em caso de exposição a
agentes nocivos ou risco de contágio, por atividade em local de difícil
acesso, por sobreaviso e escalas extraordinárias de serviço, por
trabalho noturno e para uniformes e equipamentos, além de licença de
três meses a cada cinco anos de efetivo exercício de atividade policial.
Também são garantidos outros direitos, como porte de arma de fogo em
todo o território nacional (mantido mesmo após a aposentadoria), prisão
especial, ingresso e livre trânsito em qualquer recinto em razão da
função, ressalvadas as garantias constitucionais, e prioridade em
serviços de transporte quando em missão emergencial.
O projeto define que a carga horária será de 8 horas diárias e 40
horas semanais, com direito a recebimento de horas extras. Para todos os
fins, inclusive contagem de tempo para aposentadoria, o projeto
considera “exercício em cargo de natureza estritamente policial” toda
atividade realizada nos órgãos que integram a estrutura orgânica da
polícia civil, além da atividade exercida em outros órgãos públicos no
interesse da segurança pública ou institucional. O tempo de mandato
classista também será contabilizado da mesma forma.
Competências e estrutura
Além de tratar dos direitos dos policiais civis, o texto especifica a
competência e delineia a estrutura da polícia civil e estabelece
diretrizes para sua atuação.
O projeto especifica que as polícias civis são instituições
permanentes, essenciais à Justiça criminal e imprescindíveis para a
segurança pública. O PL também reconhece que a função de polícia
acarreta risco à vida e sujeita-se à prestação de serviços em condições
adversas, em qualquer hora e em todo o território nacional.
Entre as competências da polícia civil, estão a apuração de crimes; o
cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão e outras ordens
judiciais relacionadas a investigações criminais; a execução de outras
atividades de polícia judiciária civil; a preservação de locais de
ocorrência de crimes; a identificação civil; e a execução de perícias
oficiais, se o órgão central de perícia criminal estiver integrado em
sua estrutura.
O projeto organiza a estrutura da polícia civil nos estados e no Distrito Federal em dez órgãos essenciais:
Delegacia-Geral da Polícia Civil: chefia a polícia civil. O
delegado-geral deve ser nomeado pelo governador entre os delegados em
atividade da classe mais elevada do cargo
Conselho Superior de Polícia Civil: integrados por representantes de todos os cargos efetivos da corporação
Corregedoria-Geral da Polícia Civil: pratica os atos de controle
interno, buscando prevenir e reprimir infrações disciplinares e penais
praticadas pelos servidores da polícia civil
Escola Superior de Polícia Civil: responsável pela capacitação dos
policiais civis, podendo oferecer cursos de graduação e pós-graduação
Unidades de execução: são as unidades policiais circunscricionais,
distritais ou regionais, podendo ser criadas unidades especializadas no
combate a crimes específicos, como lavagem de dinheiro, violência
doméstica e crimes contra a vida
Unidades de inteligência: executam as atividades de inteligência e contrainteligência
Unidades técnico-científicas: responsáveis pelas perícias
oficiais. São o Instituto de Criminalística, o Instituto de Medicina
Legal e o Instituto de Identificação, entre outras unidades
Unidades de apoio administrativo e estratégico: dão suporte administrativo ao delegado-geral
Unidades de saúde da Polícia Civil: destinadas a dar assistência
médica, psicológica e psiquiátrica aos policiais civis e seus
dependentes e pensionistas
Unidades de Tecnologia: poderão ser constituídas para centralizar
estudo, desenvolvimento e implantação de instrumentos tecnológicos
O texto aprovado também cria o Conselho Nacional da Polícia Civil,
com função de deliberar sobre as políticas institucionais de
padronização nas áreas de competência das polícias civis. O conselho
deverá ser regulamentado por decreto.
Cargos e concursos
O projeto define que o quadro de servidores da Polícia Civil é
composto por três cargos efetivos, todos de nível superior, considerados
como carreiras típicas de Estado e preenchidos por meio de concurso
público:
Delegado de polícia: dirige as atividades de polícia civil e
preside inquéritos policiais. O cargo exigirá bacharelado em direito e,
no mínimo, três anos de atividade jurídica ou policial
Oficial investigador de polícia: executa ações de investigação e
inteligência sob coordenação do delegado de polícia. O cargo exigirá
curso superior em qualquer área
Perito oficial criminal: exerce atividades de perícia. O cargo poderá exigir formação superior em áreas específicas
O texto estabelece diretrizes gerais para os concursos da polícia
civil, como a exigência de etapas de títulos e prova oral no caso dos
concursos para delegado e parâmetros para pontuação do tempo de serviço
como policial. Também é determinado que as leis estaduais e do Distrito
Federal devem prever a realização periódica de concursos.
A promoção dentro da carreira deverá ocorrer com base em critérios de antiguidade, tempo de serviço na carreira e merecimento.
Princípios e diretrizes
O projeto estabelece princípios institucionais básicos a serem
observados pela Polícia Civil, como a proteção da dignidade humana e dos
direitos fundamentais, preservação do sigilo da investigação, respeito à
hierarquia e à disciplina, imparcialidade na investigação, uso
diferenciado da força para preservação da vida e redução do sofrimento e
dos danos, entre outros.
Também são definidas algumas diretrizes de atuação, como atuação
especializada e qualificada, atendimento imediato e permanente à
população e padronização de procedimentos.
Outras regras
A proposta proíbe a custódia de preso e de adolescente infrator em
dependências da polícia civil, salvo se houver interesse fundamentado na
investigação policial.
A nova lei entrará em vigor imediatamente após a sanção, mas os
estados e o Distrito Federal terão 12 meses para se adequar a ela, até
mesmo quanto à reorganização de suas estruturas de cargos.
Segundo o ministério, 436 palestinos foram mortos em ataques israelenses nas últimas 24 horas, incluindo 182 crianças
(Foto: Reuters/Ibraheem Abu Mustafa)
Reuters - Pelo menos 5.087 palestinos foram
mortos em ataques israelenses desde 7 de outubro, incluindo 2.055
crianças, informou o Ministério da Saúde de Gaza nesta segunda-feira,
acrescentando que 15.273 ficaram feridos.
O ministério disse que 436 palestinos foram mortos em ataques
israelenses nas últimas 24 horas, incluindo 182 crianças, a maioria no
sul da Faixa de Gaza.
O Ministério da Saúde de Gaza disse que 266 palestinos, incluindo
117 crianças, foram mortos por ataques aéreos israelenses nas últimas
24 horas
Uma menina palestina
reage após os ataques israelenses, em Khan Younis, no sul da Faixa de
Gaza, 14 de outubro. (Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa)
247 - O Ministério da Saúde palestino
comunicou que o número de vítimas fatais na Faixa de Gaza aumentou para
4.651 pessoas, incluindo 40% de crianças. Outras 14.245 pessoas sofreram
ferimentos, sendo 70% delas crianças e mulheres, de acordo com as
informações do ministério. Hoje, no 16º dia do conflito, o total de
óbitos, que inclui 1.406 israelenses, ultrapassou 6 mil vítimas fatais.
Além dos ataques aéreos, a população em Gaza enfrenta um bloqueio
israelense que impede a entrada de água, alimentos, combustíveis e
suprimentos médicos na região. Neste domingo (22), o segundo comboio de
assistência humanitária, composto por 17 caminhões, recebeu autorização
para atravessar a fronteira de Rafah, no Egito.
O Ministério da Saúde de Gaza disse que 266 palestinos, incluindo 117
crianças, foram mortos por ataques aéreos israelenses nas últimas 24
horas no enclave, ao qual Israel colocou "cerco total" após uma
infiltração em massa mortal em Israel por homens armados do Hamas em 7
de outubro.
Na vizinha Síria - onde o Irã, o principal apoiante regional do Hamas,
tem presença militar - mísseis israelitas atingiram os aeroportos
internacionais de Damasco e Aleppo na manhã de domingo, colocando ambos
fora de serviço e matando dois trabalhadores, informou a mídia estatal
síria.
O PIB do BRICS, após sua expansão com a entrada de seis novos membros a
partir de primeiro de janeiro de 2024, será de 37% do PIB global,
enquanto o G7, comandado pelos Estados Unidos, fica com
aproximadamente 30%. A meu ver, isso contribui para a atitude do
governo dos EUA ao demonstrar força militar com porta aviões no Oriente
Médio, em meio ao conflito Israel palestino, prometendo apoio ilimitado
ao Estado de Israel nos seus ataques aos componentes do Hamas e aos
cidadãos civis daquela faixa de terra. Também o fato de vetar uma
resolução humanitária para a saída de pessoas e entrada de ajuda no
território palestino da Faixa de Gaza, apresentada pelo Brasil, que
recebeu 12 votos favoráveis no Conselho de Segurança da ONU, que é
presidido pelo Brasil neste mês. Recebeu inclusive o voto da China,
líder do BRICS e apoiadora da entrada nesse grupo, de países do Oriente
Médio como Irã e Arábia Saudita, dois países grandes produtores de
petróleo e que negociarão entre si em suas próprias moedas, isolando o
dólar americano.
Deste total, 1.661 vítimas eram crianças. São mais de 13 mil feridos. Cirurgias estão sendo realizadas no chão dos hospitais
Um homem palestino
carrega uma menina ferida no local dos ataques israelenses, em Khan
Younis, no sul da Faixa de Gaza, 14 de outubro (Foto: REUTERS/Yasser
Qudih)
247 - O Ministério da Saúde de Gaza revelou
nesta sexta-feira (20) que diante da continuidade dos ataques aéreos
israelenses à região, o número de vítimas fatais em Gaza continua
aumentando e, até agora, 4.137 pessoas morreram. Deste total, 1.661 eram
crianças. Além disso, mais de 13.260 pessoas estão feridas, deixando um
rastro de dor e sofrimento.
O cenário é de extrema angústia. Segundo o órgão, "as cirurgias estão
sendo feitas no chão, nos corredores do hospital". A situação se torna
ainda mais desesperadora, pois as ações militares de Israel não cessam. A
última noite em Gaza foi mais uma vez de bombardeios incessantes,
segundo a Al Jazeera.
A UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, afirma que
mais dois de seus funcionários foram mortos em Gaza, elevando o número
total para 16 desde o início da guerra. “A UNRWA continua a defender a
adesão ao direito humanitário internacional – o pessoal da ONU e os
civis devem ser protegidos em todos os momentos”, afirmou pelo X, antigo
Twitter.
De acordo com os investigadores, ao menos 2,2 mil monitoramentos
irregulares foram dirigidos contra políticos, jornalistas, advogados e
adversários do governo Jair Bolsonaro
247 - A Polícia Federal (PF) identificou
que o sistema israelense de monitoramento por geolocalização FirstMile
foi utilizado ilegalmente em mais de 30 mil ocasiões nos últimos anos.
“Desse montante, os investigadores detalharam 2.200 usos relacionados a
políticos, jornalistas, advogados e adversários do governo Bolsonaro”,
destaca a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.
Nesta sexta-feira (20), a PF deflagrou uma operação que resultou na
prisão de dois agentes da Abin e no cumprimento de 25 mandados de busca e
apreensão no âmbito das investigações sobre o escândalo. Um dos alvos
do mandado de busca é Caio Santos Cruz, filho do general da reserva
Alberto Carlos Santos Cruz, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL).
A investigação aponta que agentes da Abin exploraram uma
vulnerabilidade na rede de telefonia por meio da ferramente criada pela
empresa israelense Cognyte, desenvolvedora do FirstMile, para rastrear
alvos de maneira irregular.
O sistema em questão foi adquirido durante a intervenção federal na
segurança do Rio de Janeiro, no governo Michel Temer (MDB), sob a
justificativa de combater o crime organizado. No entanto, a utilização
massiva da ferramenta ocorreu durante a gestão do delegado Alexandre
Ramagem na Abin, durante o governo Bolsonaro.
“A investigação policial mostra que boa parte dos monitoramentos de
pessoas aconteceu em Brasília e que aqueles realizados no Rio não
tiveram relação direta com alvos do crime organizado. Segundo a
investigação, o uso do FirstMile só pode ser feito pela polícia
judiciária e pelo Ministério Público com ordem judicial, conforme
estabelece a Constituição”, destaca a reportagem.
Presidente participou por videoconferência de evento de
celebração pelos 20 anos do Bolsa Família e falou sobre a morte de 1,5
mil crianças palestinas pelos bombardeios de Israel
O presidente Lula e os ataques a Israel feitos pelo Hamas (Foto: Reuters)
247 - Participando por videoconferência do
evento de celebração pelos 20 anos do Bolsa Família nesta sexta-feira
(20), o presidente Lula (PT) fez um discurso e condenou mais uma vez o
conflito entre Israel e Hamas, prestando solidariedade principalmente às
crianças palestinas que já morreram em decorrência dos bombardeiros
israelenses. “Queria aproveitar esse momento, em nome das crianças vivas
do nosso país, graças aos programas de inclusão social, eu queria
prestar solidariedade às crianças que já morreram na guerra entre Rússia
e Ucrânia e que estão morrendo agora nessa luta insana entre o Hamas e o
Estado de Israel. Não é possível tanta irracionalidade, tanta
insanidade, que as pessoas façam uma guerra tendo em conta que as
pessoas que estão morrendo são mulheres, são pessoas idosas, são
crianças, que não estão tendo sequer o direito de viver. Então acho que
nós precisamos propor em alto e bom som, em nome da vida das nossas
crianças, paz, a gente propor a racionalidade, que o amor possa vencer o
ódio, que a gente não resolve o problema com bala, com foguete. A gente
resolve o problema com carinho, com afeto, com dedicação, com
solidariedade”.
Na sequência, o presidente condenou o ataque “terrorista” feito pelo
grupo palestino Hamas a civis israelenses e também teceu uma dura
crítica à resposta “insana” de Israel. “E hoje, quando o programa Bolsa
Família completa 20 anos, fico lembrando que 1,5 mil crianças já
morreram na Faixa de Gaza, 1,5 mil crianças que não pediram para o Hamas
fazer um ato de loucura que fez, de terrorismo, atacando Israel. Mas
também não pediram que Israel reagisse de forma insana e matasse eles,
exatamente aqueles que não têm nada a ver com a guerra, aqueles que só
querem viver, brincar, que não tiveram o direito de serem crianças".
Para os investigadores, a atuação de Jair Bolsonaro e aliados
‘ultrapassou a mera cogitação e atos preparatórios’: o grupo tentou
efetivamente "dar um golpe”
(Foto: ABr | Reuters | Polícia Federal)
247 - O monitoramento ilegal de cidadãos
brasileiros pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é mais uma
peça dentro da investigação mais ampla sobre os atos antidemocráticos e,
de acordo com a coluna da jornalista Andréia Sadi,
do G1, "o entendimento entre investigadores é que a atuação de
Bolsonaro e aliados ‘ultrapassou a mera cogitação e atos preparatórios’ e
efetivamente ‘tentou’ dar um golpe”.
A tentativa de efetivação do golpe inclui uma série de eventos
interligados, como bloqueios em rodovias, acampamentos de militantes do
bolsonarismo em frente aos quartéis, financiamentos suspeitos,
incidentes como a bomba encontrada nas imediações do aeroporto de
Brasília e a tentativa de invasão da sede da PF em 12 de dezembro de
2022, além do "monitoramento de autoridades".
“Esses elementos, embora aparentemente investigados de forma
separada, estão todos ligados e aparecerão costurados ao final dos
trabalhos de investigação — expectativa para o primeiro semestre de 2024
— quando a PF deverá apontar quem foram os 'mentores' da tentativa de
golpe”, destaca a reportagem.
Um ponto de destaque que evidencia a conexão entre todos esses
eventos é o entendimento estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal
(STF), que determinou que as diversas investigações tenham um único
relator, o ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (20) a
Operação Última Milha, para apurar a espionagem ilegal por parte de
servidores da Abin a jornalistas, advogados, políticos e opositores do
governo Jair Bolsonaro (PL).
EUA vetaram projeto de resolução do conflito proposto pelo Brasil
no Conselho de Segurança da ONU que sugeria, entre outras medidas, uma
pausa humanitária no conflito
Israel bombardeou a Faixa
de Gaza com ataques aéreos que mataram milhares de palestinianos, um
quarto dos quais crianças (Foto: Reuters)
Reuters, 247 - O Ministério da Saúde de
Gaza anunciou nesta quinta-feira que pelo menos 3.785 palestinos
perderam a vida nos ataques israelenses que assolam a região desde 7 de
outubro.
O conflito em curso tem gerado uma escalada preocupante no número de
vítimas, aumentando as tensões na região da Faixa de Gaza e levantando
preocupações internacionais sobre a situação humanitária na região.
O veto dos Estados Unidos
nesta quarta-feira (18) a um projeto de resolução apresentado pelo
Brasil sobre o conflito entre Israel e Hamas não colocou um ponto final
na tentativa da diplomacia brasileira de chegar a um acordo sobre a
guerra.
A proposta vetada pelos Estados Unidos foi amplamente aceita pelos membros do colegiado, com 12 dos 15 países votando a favor e Rússia e Reino Unido se abstendo.
Agora, depois
da "resolução humanitária" apresentada pelo Brasil no Conselho de
Segurança da ONU ser vetada pelos EUA, ficou fácil de saber quem defende
a guerra e quem defende a Paz no mundo. O Brasil conseguiu 12 votos a
favor da resolução, duas abstenções e um voto contra. O resultado desta
votação mostra que o protagonismo do Governo do Brasil como defensor da
paz, ao trabalhar para que os conflitos bélicos existentes, sejam
resolvidos através de negociações de paz, seja através da ONU ou sem os
auspício desse organismo. Por outro lado, os EUA perdem protagonismo ao
defender a guerra como forma de resolver os conflitos. O voto contra a
paz e garantir apoio incondicional ao Estado de Israel que pratica um
genocídio aos cidadãos civis palestinos e tenta se apossar do restante
do território onde vivem o Povo Palestino desde a criação desse estado
sionista.
Ao todo 11 hospitais já foram bombardeados em Gaza
Israel bombardeou a Faixa
de Gaza com ataques aéreos que mataram mais de 2.800 palestinianos, um
quarto dos quais crianças (Foto: Reuters)
Sputnik Brasil - Um
dia após o bombardeio do Hospital Batista al-Ahli, que deixou 471
pessoas mortas e outras 300 feridas, segundo dados do Ministério da
Saúde da Palestina, outro bombardeio foi filmado por residentes de Gaza,
desta vez em uma área residencial próxima ao hospital Al-Quds,
pertencente à Cruz Vermelha.
O hospital Al-Quds é gerido pela Sociedade do Crescente Vermelho
Palestino (PRCS, na sigla em inglês), movimento humanitário afiliado à
Cruz Vermelha e criada pelo irmão de Yasser Arafat, Fathi Arafat.
O edifício foi atingido por estilhaços propagados pelas bombas, o que
segundo a Cruz Vermelha constitui um grande perigo, uma vez que cerca
de 8 mil pessoas estão refugiadas no local. O hospital da Sociedade do
Crescente Vermelho Palestino já havia recebido outros ataques no dia 7
de outubro.
Ao todo 11 hospitais já foram bombardeados em Gaza. O ataque ao
Hospital Batista al-Ahli não foi o primeiro a acontecer desde o início
do conflito. Outras 10 unidades hospitalares foram bombardeadas pelas
Forças de Defesa de Israel, que assumiu a autoria dos atentados.
Dentre os prédios bombardeados estão o hospital al-Shifa, que teve
sua enfermaria destruída durante um ataque no dia 9 de outubro, mesmo
dia em que os hospitais al-Rantisi e Beit Hanoun sofreram danos pelos
bombardeios.
No dia anterior, o hospital al-Wafa e o Abu Youssef al-Najjar foram
atingidos por bombardeios. Em 7 de outubro, foi a vez do Hospital
Indonésio receber ataques aéreo das forças israelenses, assim como o
hospital Nasser.
Boa
tarde para todos da esquerda progressistas. Não esqueçam de falar para
as pessoas, de como o governo fascista agiu com relação aos brasileiros
que estavam na Ucrânia no meio de um conflito e de como nosso Governo
esquerdista e progressista, agiu com relação aos brasileiros que estavam
na área de conflito em terras palestinas. O governo fascista dizia que
era muito caro trazer os brasileiros e só iria buscar se o Congresso
arranjasse dinheiro. No nosso Governo progressista, dirigido por um
petista, não se colocou dificuldades para ir buscar nosso povo que
estava lá e foi o primeiro país a providenciar transporte para socorrer
seus compatriotas e até de países vizinhos, sem discriminar ninguém.
Temos que realçar as diferenças com que um governo progressista e
petista governa e cuida de seu povo. Parabéns ao nosso Governo por estar
sempre do lado da paz, apesar da pressão dos países imperialistas e
belicosos, que tanto cobram dos outros o respeito aos Direitos Humanos e
a Livre Expressão e agem de forma contrária a esses princípios.
Reportagem da Reuters detalha o genocídio promovido por Israel contra 2,3 milhões de palestinos que vivem em Gaza
Faixa de Gaza (Foto: REUTERS/Shadi Tabatibi)
GAZA, 12 de outubro (Reuters) – A maioria
dos 2,3 milhões de pessoas na Faixa de Gaza está sem eletricidade e
água. E, com centenas de ataques israelenses atingindo seu pequeno
enclave, eles não têm para onde fugir.
O território palestino, um dos lugares mais densamente povoados da
Terra, está sob cerco desde sábado em um bombardeio quase constante que,
segundo autoridades de saúde de Gaza, matou mais de 1.000 pessoas. O
ataque é uma retaliação por um devastador ataque a Israel pelo grupo
Hamas, que controla Gaza e que o exército israelense afirma ter matado
mais de 1.200 pessoas.
A única usina de energia de Gaza, que havia funcionado
intermitentemente nos últimos dias, parou na quarta-feira por falta de
combustível. Sem energia, a água não pode ser bombeada para as casas. À
noite, quase não há luz, interrompida apenas por explosões e pontos de
luz dos telefones usados como lanternas.
"Eu sobrevivi a todas as guerras e incursões no passado, mas nunca
testemunhei algo pior do que esta guerra", disse Yamen Hamad, 35 anos,
pai de quatro filhos, cuja casa foi destruída em ataques israelenses na
cidade de Beit Hanoun, no norte de Gaza.
Em um hospital em Khan Younis, no sul de Gaza, parentes e amigos se
aglomeravam do lado de fora da sobrecarregada sala de necrotério, onde
os corpos estavam estendidos no chão porque os refrigeradores estavam
cheios ou sem energia.
Os enlutados estavam desesperados para enterrar seus entes queridos
rapidamente antes que o calor fora de época fizesse sua parte. Eles
falaram brevemente sobre os corpos, rezando para que as almas
descansassem em paz, antes de levá-los para sepulturas próximas, com
macas, se disponíveis, ou sem.
A Reuters entrevistou mais de três dezenas de pessoas em Gaza, e a
maioria ecoou os sentimentos de Hamad. Eles pintaram um quadro de medo e
desespero diante do que descreveram como a pior violência que já viram.
Com a única outra fronteira da faixa, com o Egito, bloqueada pelas
autoridades egípcias, as pessoas disseram que estavam encurraladas. Elas
temiam que o pior estivesse por vir, incluindo uma possível invasão
terrestre, enquanto Israel busca retaliação pelo ataque de militantes
palestinos mais mortal na história de 75 anos do país.
A surpreendente incursão, lançada no sábado, viu militantes do Hamas
saírem de Gaza e matar centenas de pessoas, deixando corpos espalhados
ao redor de um festival de música e uma comunidade de kibutz. Dezenas de
israelenses e outros foram levados para Gaza como reféns, alguns sendo
exibidos nas ruas.
O ataque do Hamas recebeu forte condenação dos Estados Unidos e de
outros governos ocidentais. A carta fundadora do grupo militante, de
1988, pedia a destruição de Israel, e o grupo é rotulado como
organização terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia,
Canadá, Egito e Japão.
PERDA DE CIVIS "SEM PRECEDENTES"
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, prometeu intensificar a
campanha militar em Gaza, afirmando na quarta-feira que Israel
"apagaria o Hamas da face da Terra".
Beit Hanoun, perto da fronteira com Israel, foi um dos primeiros
lugares atingidos pelos ataques retaliatórios israelenses, com muitas
estradas e edifícios destruídos e milhares de desalojados, segundo o
Hamas e moradores locais.
Não houve escapatória para a família de Ala al-Kafarneh.
O homem de 31 anos disse que fugiu da cidade no sábado com sua esposa
grávida, seu pai, irmãos, primos e parentes por afinidade. Eles foram
para o Campo de Refugiados de Beach na costa, onde esperavam estar mais
seguros, mas os ataques aéreos começaram a atingir aquela área também,
então eles foram para Sheikh Radwan, outro distrito mais a leste.
Na noite de terça-feira, um ataque aéreo atingiu o prédio onde
Kafarneh e sua família estavam abrigados, matando todos, exceto ele,
acrescentou.
"Fugimos do perigo para a morte", disse Kafarneh do lado de fora do
hospital Shifa, em Gaza, com a cabeça enfaixada e uma tala correndo do
ombro até o pulso. Ele estava sentado em um meio-fio perto de centenas
de outras pessoas vivendo ao ar livre ao lado do hospital. Alguns
disseram que esperavam que a presença do hospital pudesse oferecer
alguma proteção contra o bombardeio.
"Agora estou sem casa", disse Youssef Dayer, 45 anos, sentado no chão
perto do hospital. "Talvez seja seguro. Talvez. É um lugar pacífico de
civis, certo? Talvez não. Em nenhum lugar parece seguro", acrescentou.
Algumas pessoas do lado de fora do hospital trouxeram cobertores ou
pedaços de papelão para dormir, outras se jogaram diretamente no chão
nu. Havia longas filas para as pessoas usarem os poucos banheiros dentro
do hospital.
Mais de 175.000 gazenses fugiram de suas casas desde sábado, segundo a
ONU. Algumas agências de ajuda em Gaza dizem que as condições são as
piores que podem lembrar, mesmo após conflitos repetidos e 16 anos de
bloqueio israelense desde que o Hamas assumiu o poder em 2007 após uma
breve guerra civil com as forças leais à facção Fatah do presidente
palestino Mahmoud Abbas.
"A perda de civis desta vez... é sem precedentes", disse Hisham
Muhanna, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Gaza.
Esta é a principal linha de investigação das polícias civil e
Federal, segundo reportagem do jornalista Ricardo Bruno, da Agenda do
Poder
Marcos de Andrade Corsato, Daniel Sonnewend Proença, Diego Ralf Bomfim e Perseu Ribeiro Almeida (Foto: Reprodução)
Por Ricardo Bruno, da Agenda do Poder –A
principal linha de investigação das polícias Civil e Federal é de que
os médicos tenham sido confundidos com milicianos da comunidade Rio das
Pedras, que frequentam assiduamente o quiosque onde se deu a execução.
Segundo uma fonte da corporação, alguns desses milicianos residem nas
proximidades do hotel Windsor, onde está se realizando o congresso
internacional de ortopedia, do qual os médicos paulistas participariam.
A análise do modus operandi do grupo criminoso, segundo uma
autoridade policial, mostra que os marginais agiram sem planejamento, de
modo amador, atirando contra os médicos que na mesa, sem qualquer
cuidado de verificação de seus alvos.
O primeiro esforço de investigação será dedicado à análise das
facções que se enfrentam pelo comando da comunidade Rio das Pedras.
Não estão descartadas outras linhas de investigação, embora a mais
provável neste momento indique a possibilidade de terem sido confundidos
com milicianos.
Chegamos ao aniversário de 35 anos de nossa Constituição Cidadã e os bolsonaristas querem impedir o funcionamento do STF que é o seu guardião. Não fizeram isso com um 'cabo e um soldado', como disse um filho de Bolsonaro, mas estão tentando fazer através de seus aliados no parlamento federal, tentando limitar suas ações. É o seguimento bolsonarista da sociedade brasileira que desrespeita as nossas instituições. O pior é que os eleitores brasileiros, analfabetos políticos em sua maioria, produzem péssimos parlamentares que usam o Poder que receberam dos eleitores através dos votos, em desfavor do Povo Brasileiro.