Após a prisão, o general Carlos Alberto Mansur foi demitido do cargo de secretário da Segurança Pública do Amazonas
Carlos Alberto Mansur (Foto: Reprodução)
247 - O general Carlos Alberto Mansur,
ex-secretário da Segurança Pública do Amazonas, foi preso depois que
policiais encontraram uma arma ilegal no imóvel em solo amazonense.
Investigadores queriam saber se na residência eles poderiam encontrar
provas de extorsões a garimpeiros ilegais de ouro e outros metais
preciosos. Também procuravam armas, dinheiro e documentos.
De acordo com a coluna de Marcelo Godoy,
Mansur é um general de três estrelas, um oficial que escolheu a Arma da
Artilharia quando estava na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e
que saiu aspirante em 1983. É um oficial general contemporâneo de
academia de todo o Alto Comando do Exército.
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), demitiu o
subordinado na noite da terça-feira. Preso, o general pagou fiança e foi
posto em liberdade.
A chegada de Mansur ocorreu após a presença de militares no combate
ao crime organizado na América Latina já se havia tornado comum entre os
anos 1980 e 1990. No México, por exemplo, a prisão do general Salvador
Cienfuegos, ex-ministro da Defesa do México, pela Drug Enforcement
Agency (DEA, a agência antidrogas americana), em 15 de outubro de 2020,
em Los Angeles (EUA).
A prisão de Cienfuegos provocou uma crise diplomática que terminou em
2021 com a retirada das acusações contra o general. No Amazonas, as
investigações contra o general Mansur começaram com a verificação de
informações de que seu filho Victor Mansur estaria envolvido em roubos
de carregamento de ouro e pagamentos de propinas.
Um
duplo homicídio seguido de tentativa de homicídio foi registrado na
localidade de Bambu, zona rural do município de Barroquinha.
Na
ação um homem e a mulher foram executados a bala. Sua filha também
sofreu tentativa de homicídio e foi transferida para Sobral em estado
grave.
As
vítimas fatais foram identificadas como Daniele Silva dos Santos, 36
anos, Darlan da Silva Viana, 34 anos e Maria Elissandra de Lima Gomes,
todos naturais de Fortaleza.
De
acordo com as informações apuradas pelo blog Camocim Polícia 24h, por
volta de 01h50 desta quarta-feira (30), o policiamento de Barroquinha
foi acionado sobre uma ocorrência de duplo homicídio ocorrido na
localidade de Bambu.
Rapidamente os pm’s chegaram ao local e confirmaram que um casal estava morto no Interior de uma residência.
Uma
filha do casal teria informado que estava na residência quando dois
homens chegaram a pé e entraram pela janela da casa já efetuando vários
disparos de arma de fogo.
Na
ação o casal foi morto e uma filha identificada como Maria Alessandra
também foi baleada, foi socorrida ao hospital de Barroquinha e depois
transferida para Sobral.
Uma
ação da Polícia Militar do Ceará (PMCE) resultou, nessa terça-feira
(29), na apreensão de um adolescente em posse de quase 19 kg de drogas e
uma arma de fogo em Sobral, na Área Integrada de Segurança 14 (AIS 14)
de Sobral. O material ilícito foi escondido no forro de uma casa e em
uma mala de uma residência situada no bairro Boa Vizinhança II.
Por
volta das 17h30min, uma equipe do Comando de Policiamento de Rondas e
de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) da Polícia Militar foi
acionada para checar uma denúncia de tráfico de drogas no bairro Boa
Vizinhança II. Os raianos diligenciaram até a residência indicada, onde
apreenderam um adolescente de 16 anos. O suspeito, que estava armado,
tentou fugir, mas foi abordado. No imóvel, 16 quilos e 500 gramas de
maconha, quase dois quilos e 388 gramas de crack escondidos em uma
sacola plástica no forro da casa, além de um revólver calibre 32.
Diante
dos fatos, o adolescente e o material ilícito apreendido foram
conduzidos até a Delegacia Regional de Sobral – da Polícia Civil do
Estado do Ceará (PC-CE). O suspeito foi autuado em flagrante por ato
infracional análogo aos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de
arma de fogo. Ele foi colocado à disposição da Justiça.
Denúncia
A
população pode contribuir com as investigações repassando informações
que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser
direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da
Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que
é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via
mensagem, áudio, vídeo e fotografia.
As
denúncias podem ser encaminhadas ainda para o telefone (88) 3614-2256,
da Delegacia Municipal de Sobral. O sigilo e o anonimato são garantidos.
Essa série de desligamentos ocorre em meio à crise de confiança gerada pela invasão do Palácio do Planalto em 8 de janeiro
Lula, militares e os atos terroristas bolsonaristas de 8 de janeiro (Foto: ABR)
247 – Uma onda de exonerações no Gabinete de
Segurança Institucional (GSI) tem agitado o cenário político brasileiro
desde o início do ano. Com uma média de dez demissões por semana, o
total de agentes afastados já chega a 362, segundo informa a jornalista Alice Cravo,
do Globo. Essa série de desligamentos ocorre em meio à crise de
confiança gerada pela invasão do Palácio do Planalto em 8 de janeiro.
O GSI, responsável pela segurança dos palácios presidenciais e parte
da segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está sob crescente
escrutínio devido às investigações em andamento na CPI do 8 de Janeiro
no Congresso. A recente exoneração do coronel Carlos Onofre Serejo Luz
Sobrinho, que ocupava o cargo de coordenador-geral de Operações de
Segurança Presidencial, agravou ainda mais a situação. Este militar é
alvo de requerimentos para a quebra de sigilo na CPI, que apura o
envolvimento de militares nos eventos golpistas do início do ano, quando
os prédios dos três Poderes foram invadidos e vandalizados.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPI, assinou o
requerimento afirmando que uma investigação interna do GSI revelou a
participação do coronel nos acontecimentos de 8 de janeiro, destacando
que "o agente público acima foi identificado como envolvido, prestando
depoimento sobre os fatos."
Amauri Ribeiro é suspeito de incentivar atos golpistas de 8 de janeiro
Publicado em 29/08/2023 - 09:48
Por Pedro Peduzzi - Brasília
ouvir:
A
Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (29) mais uma etapa da
Operação Lesa Pátria, deflagrada com o objetivo de identificar
incitadores, participantes e fomentadores dos atos golpistas que
resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em
Brasília.
Dois imóveis do deputado estadual por Goiás,
Amauri Ribeiro, foram alvo de busca e apreensão na 15ª fase da Lesa
Pátria, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os imóveis
estão localizados nas cidades de Goiânia e Piracanjuba, ambos no Goiás.
O deputado Amauri Ribeiro defendeu
publicamente, em junho, os acampamentos antidemocráticos, formado por
pessoas descontentes com o resultado das eleições, vencidas pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Algumas das declarações foram transmitidos pela TV Alego, da Assembleia Legislativa de Goiás.
“Eu ajudei a bancar quem estava lá. Levei
comida, dei água e dinheiro. Acampei e fiquei na porta porque sou
patriota. O dinheiro veio de quem acredita nessa nação”, discursou, em
sessão ordinária ocorrida em junho na Assembleia.
Em nota, a PF informou que “os fatos
investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do
Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado,
associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou
inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de
terrorismo”.
Posição da defesa
A Agência Brasil entrou em
contato com a defesa de Amauri Ribeiro. O advogado Demóstenes Torres
confirmou que foram cumpridos mandados nas casas do deputado em Goiânia e
Piracanjuba.
“Foi apreendido um celular do deputado. A
defesa pedirá acesso aos autos que originaram a medida cautelar de busca
e apreensão”, informou Demóstenes Torres.
Sobre as declarações feitas na Assembleia
Legislativa de Goiás, Demóstenes disse ter protocolado, ainda em junho,
no Supremo Tribunal Federal (STF), uma manifestação de Amauri Ribeiro
sobre a referida declaração.
“É preciso ressaltar que a fala do parlamentar foi completamente tirada de contexto”, argumentou Demóstenes.
Segundo a defesa, o deputado disse não
considerar bandidos os que estavam acampados na porta do quartel em
Goiânia, e que “por questões humanitárias” levou água e alimentos “para
os mais carentes que lá estavam”.
Segundo a defesa, o deputado disse
considerar “vândalos, bandidos e delinquentes os que participaram das
depredações ocorridas em 8 de janeiro deste ano”.
Sobre a possibilidade de eventual pedido de
prisão do deputado estadual, a defesa alega que “caso realmente haja o
referido pedido cautelar, salienta-se que, em consonância com o Estatuto
dos Congressistas previsto na Carta Magna, a Constituição do Estado de
Goiás, os deputados estaduais são invioláveis, civil e penalmente, por
quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.
Numa
solenidade realizada no Plenário 05 de Julho da Câmara Municipal de
Sobral, na noite desta sexta-feira (25), o presidente estadual do
Partido Verde (PV), Marcelo Silva, conduziu a posse do novo diretório
municipal em Sobral, que será conduzido pelo presidente Toinho Aragão e
seu vice-presidente Jander Magalhães.
O
evento foi prestigiado pelo Karlos Patrick (PCdoB), Paulo Flor (PT),
representantes dos partidos que compõem a Federação Brasil da Esperança
de Sobral. Além da Vice-prefeita de Sobral, Christianne Coelho (PT),
suplente de deputada federal, e a vereadora Betânia Andrade (PT), de
Santana do Acaraú.
Após
a posse, uma das principais metas definidas é preparar o partido para
as eleições municipais em Sobral e na sua Região Metropolitana, o que
será o maior desafio da legenda a partir de agora.
Primeira foto é do blogueiro Célio Brito e a segunda é Eloi Gameleira
Os resultados da segurança são tão ruins que não conseguem contrabalancear o desempenho obtido nos demais indicadores.
O
município de Sobral ocupa a última posição no quesito segurança entre
os municípios brasileiros acima de 80 mil habitantes. É o que apontam os
dados do Ranking de Competitividade dos Municípios, realizado pelo
Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Gove e a Seall.
De
acordo com a pesquisa, a existência de um pilar específico no Ranking
de Competitividade dos Municípios para abordar o tema da segurança se
justifica pelo assunto ser fundamental enquanto métrica de qualidade de
vida da população.
Um
município com bom nível de segurança atrai cidadãos para ali viverem,
estudarem, residirem e montarem negócios. Sem a garantia de segurança
que permita uma vida plena aos cidadãos, o município deixará de ser um
polo de atração de talentos. Além disso, a população que ali habita
perderá a perspectiva de prosperidade de longo prazo no município,
deixando de direcionar forças para construir vínculos permanentes com a
localidade.
Os
dados negativos de Sobral em relação a segurança contrastam com outro
índice, o seguimento de qualidade de Educação, que coloca o município de
Sobral em primeiro lugar nesse quesito.
O
relatório traz o destaque negativo de Sobral que apresenta uma nota no
pilar consideravelmente inferior ao penúltimo colocado e se encontra na
última colocação também nos indicadores de mortalidade de jovens por
razões de segurança e mortalidade nos transportes, além de estar entre
as 15 últimas colocações em mortes violentas intencionais. Os resultados
da segurança são tão ruins que não conseguem contrabalancear o
desempenho obtido nos demais indicadores.
Mesmo
com o desempenho ruim no quesito segurança, o município de Sobral
figura entre os cinco municípios mais bem posicionados da Região
Nordeste, atrás de Recife e Fortaleza. Sobral ocupa a posição de número
136 entre os 410 municípios brasileiros avaliados.
Investigadores também acharam com o empresário Maciel Alves de Carvalho um cadastro usando o nome de seu filho
Maciel Carvalho (de chapéu) e Jair Renan (Foto: Instagram)
247 - Um dos alvos da operação que atingiu
Jair Renan Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro (PL), o influenciador e
empresário Maciel Alves de Carvalho chegou a ter 10 registros de CPF
(Cadastro de Pessoa Física). Maciel Carvalho foi preso na manhã desta
quinta-feira (24), em Brasília (DF). Para obter novos registros, Maciel
fazia pequenas alterações no próprio nome, na data de nascimento e no
nome da mãe. Investigadores também acharam um cadastro usando o nome de
seu filho.
De acordo com informações publicadas nesta quinta-feira (24) no portal G1,
alguns documentos de Maciel tinham mudanças em nomes, e outros na data
de nascimento. A informação faz parte de outro inquérito ao qual Maciel
responde, aberto após uma tentativa de fraude na sua carteira de
motorista para esconder antecedentes criminais.
A Polícia Civil do Distrito Federal também identificou que o
investigado tentou emitir um segundo RG (Registro Geral) - carteira de
identidade. Maciel não conseguiu o seu objetivo porque foi localizado no
banco de dados uma identidade já emitida para aquela biometria. Para os
investigadores, o objetivo era passar "falsa credibilidade à
sociedade".
Segundo um trecho do inquérito policial, "desde o ano de 2016, Maciel
Alves de Carvalho vem utilizando documentos falsos (RGs e CPFs) em
diversos órgãos do Distrito Federal e do restante do país, inclusive
junto à Polícia Civil do Distrito Federal, Cartórios, DETRAN, dentre
outros, a fim de ocultar seus extensos antecedentes criminais e passar
falsa credibilidade à sociedade, para possuir, portar e comercializar
arma de fogo via redes sociais e loja física (em nome de pessoa
interposta), bem como promover cursos e treinamentos com armas curtas e
armas longas, de uso permitido e restrito".
O influencer também foi indiciado por posse irregular de arma de fogo
de uso permitido, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e
comércio ilegal de arma de fogo. A defesa de Maciel Alves de Carvalho
afirmou que "a narrativa da autoridade não condiz com a verdade, e será
esclarecido perante a autoridade competente".
Leia a íntegra do discurso do presidente Lula no Diálogo de Amigos do BRICS, na África do Sul
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
247 - O presidente Lula (PT) discursou nesta
quinta-feira (24) no Diálogo de Amigos do BRICS, em Joanesburgo, na
África do Sul, e voltou a criticar "a mentalidade de Guerra Fria que
alguns querem restaurar".
Leia o discurso na íntegra:
Gostaria de cumprimentar o presidente Ramaphosa por dedicar este
debate à parceria dos BRICS com o Sul Global e, em especial, com a
África.
É hora de revitalizar a cooperação entre os países em desenvolvimento.
Vemos, hoje, o surgimento de novos desafios, que se somam a problemas de longa data.
Fomos atingidos por uma pandemia, por novos conflitos e por uma grave
emergência climática, no momento em que trabalhávamos pela
implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Quando adotada, a Agenda 2030 traçava uma rota para um futuro melhor.
Hoje, metade das metas está atrasada e houve estagnação ou retrocesso em quase um terço delas.
A insegurança alimentar regrediu para os patamares de 2005.
A democracia, em vários lugares, se vê ameaçada pelo extremismo ou corroída pela xenofobia.
E estamos, mais uma vez na história, sob o risco de uma guerra nuclear.
O mundo andou para trás.
Muitas das respostas que buscamos para uma construir um mundo mais equitativo estão na África.
A Covid-19 ceifou milhões de vidas, mas – apesar dos obstáculos
injustificáveis ao acesso a vacinas – a África apresentou taxas de
mortalidade baixas.
Enquanto preocupações de segurança limitam cada vez mais o
compartilhamento de tecnologias, a União Africana lança estratégia de
transformação digital e centenas de startups e centros de inovação
surgem na África.
Ao mesmo tempo em que proliferam medidas unilaterais que ameaçam a
integridade do regime comercial, o continente africano se transforma na
maior área de livre comércio do planeta, com 1,3 bilhão de pessoas e PIB
combinado de 3,4 trilhões de dólares.
À medida que órgãos multilaterais falham ao responder a ameaças à
paz, a União Africana assume crescente protagonismo na resolução de
conflitos.
De um lado, alianças excludentes renascem e acirram tensões, e, de
outro, países africanos e latino-americanos se unem para preservar a
Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.
Mas, assim como em outras regiões, na África também ficam evidentes
os grandes constrangimentos impostos a países em desenvolvimento.
As promessas da globalização não se cumpriram.
Muitas nações se veem, hoje, tolhidas por dívidas impagáveis.
Nos últimos anos, o volume de recursos direcionados a países do Sul Global, via comércio e investimentos, vem diminuindo.
A maior parte do mundo em desenvolvimento depende da exportação de
commodities, cuja demanda é volátil, e da importação de bens de primeira
necessidade, cujos preços dispararam.
Ao mesmo tempo, instituições financeiras impõem juros elevados e condicionalidades que estreitam o espaço de atuação do Estado.
É impossível promover o desenvolvimento sustentável se o orçamento público é consumido pelo serviço da dívida.
O combate à mudança do clima nos oferece a oportunidade de repensar modelos de financiamento, comércio e desenvolvimento.
A transição energética não pode reeditar a relação de exploração do passado colonial.
Precisamos de soluções que diversifiquem e agreguem valor à produção de países em desenvolvimento.
O sinal mais evidente de que o planeta está se tornando um lugar mais desigual é o crescimento da fome e da pobreza.
Isso é inaceitável. Apesar da sua magnitude, esses problemas não são tratados com a urgência que merecem.
As emissões do 1% mais rico da população mundial são 100 vezes maiores que as dos 50% mais pobres.
Como disse a ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do
Nobel da Paz, “gostamos muito de culpar os pobres pela destruição do
meio ambiente. Mas, frequentemente, são os poderosos, incluindo os
governos, os responsáveis”.
Existem formas sustentáveis de ampliar a produtividade agrícola, gerar renda e oferecer proteção social.
Foi isso que discutimos na Cúpula da Amazônia, em Belém, no começo
deste mês. E que queremos discutir com os países das demais bacias
tropicais, a do Congo e a do Bornéu-Mekong.
O Brasil vai assumir a presidência do G20 em dezembro e quer
recolocar a redução das desigualdades no centro da agenda internacional.
Não podemos fazer isso sem maior representatividade para a África.
Por isso defendemos o ingresso da União Africana como membro do G20.
Com minha vinda à África do Sul – de onde seguirei para Angola e para
São Tomé e Príncipe –, pretendo inaugurar uma nova agenda de cooperação
entre o Brasil e a África.
Vamos retomar nossa vocação universalista e reconstruir nossos vínculos históricos com os países em desenvolvimento.
A prosperidade só é plena quando compartilhada.
A presença, aqui, de dezenas de líderes do Sul Global mostra que o
mundo é mais complexo do que a mentalidade de Guerra Fria que alguns
querem restaurar.
Em vez de aderir à lógica da competição, que impõe alinhamentos
automáticos e fomenta desconfianças, temos de fortalecer nossa
colaboração.
Um mundo com bem-estar para todos só é possível com uma ordem internacional mais inclusiva e solidária.
Quando vejo na Imprensa, matérias sobre a morte da mãe de santo Vera
Lúcia Mendes Teixeira, baleada em seu terreiro em São Leopoldo -RS e
também da mãe de santo Mãe Bernadete, assassinada no Quilombo Pitanga
dos Palmares em Salvador -BA, me vem à memória as palavras de Bolsonaro
dizendo que não daria um palmo de terra para quilombolas e indígenas.
Então eu me ponho a pensar com meus botões: Será que essas afirmações
não detonaram o ódio dos bolsonaristas contras as religiões de origem
africanas e aos povos indígenas, principalmente os que vivem na
Amazônia. As igrejas evangélicas que apoiam Bolsonaro, pregam que essas
religiões de origens africanas adoram demônios e por isso devem ser
banidas do Brasil ou até exterminadas. Mas um fato verdadeiro é que a
cultura desses povos estão entranhadas em nossos usos e costumes desde o
começo do Brasil. Ou ainda melhor, desde que os europeus invadiram esta
terra e ainda era chamada de Pindorama. Não como ter um um Brasil sem a
influência desses povos. Eu vou sempre estar do lado das demandas
desses povos, que foram e são super importantes para a formação cultural
de nossa Grande Nação Brasileira. Com certeza estarei sempre me opondo a
quem defende a discriminação desses povos e suas culturas.
Nosso país já está
normalizado em suas relações politicamente e economicamente com as
demais nações do mundo. Passou o tempo em que o presidente desta grande
nação era tratado como pária, ele e através o Brasil também. Felizmente
o tal presidente desajeitado, apoiador da violência contra os que
pensam diferentes e repudiado por outros chefes de Estado e de Governos,
está sendo investigado e com certeza prestará conta com a Justiça de
tantas coisas ruins que praticou contra os cidadãos brasileiros,
principalmente às camadas mais vulneráveis de nossa Sociedade.
A cúpula da Polícia Militar é acusada de negligenciar a repressão
ao vandalismo contra as sedes dos Três Poderes, devido à afinidade
ideológica com os terroristas bolsonaristas
(Foto: TV Globo/Reprodução)
247 - A Procuradoria-Geral da República
(PGR) e a Polícia Federal cumprem nesta manhã de sexta-feira (18) sete
mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão direcionados a
atuais e ex-membros da alta hierarquia da Polícia Militar do Distrito
Federal, informa o g1.
Esta ação, denominada Operação Incúria, é uma resposta à denúncia
apresentada pelo Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos
da PGR, liderado pelo subprocurador Carlos Frederico Santos, ao Supremo
Tribunal Federal (STF) nesta semana.
Conforme a PGR, a cúpula da Polícia Militar é acusada de negligenciar
a repressão ao vandalismo contra as sedes dos Três Poderes, devido à
afinidade ideológica com os manifestantes que buscaram a subversão do
regime democrático.
Os denunciados pela PGR são:
Coronel Fábio Augusto Vieira - era comandante-geral da PMDF no dia 8 de janeiro;
Coronel Klepter Rosa Gonçalves - era subcomandante da PMDF no dia 8
de janeiro e foi nomeado para o cargo de comandante-geral em 15 de
fevereiro;
Coronel Jorge Eduardo Naime Barreto - era comandante do
Departamento de Operações em 8 de janeiro, mas tirou licença do cargo em
3 de janeiro;
Coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra - estava no comando do Departamento de Operações no lugar de Naime em 8 de janeiro;
Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues - era chefe do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF em 8 de janeiro;
Major Flávio Silvestre de Alencar - atuou no dia 8 de janeiro;
Tenente Rafael Pereira Martins - atuou no dia 8 de janeiro.
Os alvos enfrentam acusações que incluem abolição violenta do Estado
Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado,
degradação de patrimônio culturalmente relevante e violação da Lei
Orgânica e do Regimento Interno da Polícia Militar.
Durante sete meses de investigação, a Procuradoria-Geral da República
(PGR) revelou que os membros da Polícia Militar (PM) iniciaram
intercâmbios de mensagens de teor golpista e propagação de informações
falsas antes do segundo turno das eleições presidenciais do ano passado.
Além disso, a PGR constatou que a Polícia Militar do Distrito Federal
monitorava as atividades no acampamento associado a movimentos golpistas
nas proximidades do Quartel General do Exército, localizado em
Brasília.
Há evidências que sugerem que a liderança da PM inseriu agentes de
inteligência entre os manifestantes com o propósito de coletar
informações, e estava plenamente ciente da escala e seriedade dos
eventos que estavam sendo planejados para o dia 8 de janeiro. A
documentação e as mensagens obtidas pela PGR contradizem a narrativa
apresentada pelos integrantes da alta hierarquia da Polícia Militar do
Distrito Federal, alegando que o sistema de inteligência local falhou ao
não alertar a corporação sobre o perigo de invasão dos edifícios dos
Três Poderes.
Segundo a PGR, oficiais demonstraram afinidade por teorias
conspiratórias relacionadas a fraudes eleitorais e conspirações
golpistas
Atos Golpistas de 8 de janeiro de 2023 (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)
247- A Procuradoria-Geral da
República (PGR) apresentou evidências que sugerem a inação de membros da
cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) diante dos eventos
de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Os sete denunciados pela PGR,
incluindo o atual comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa
Gonçalves, foram detidos na Operação Incúria, conduzida pela Polícia
Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (18).
Ao formalizar a denúncia e solicitar medidas cautelares ao Supremo
Tribunal Federal (STF), a PGR afirmou ter encontrado evidências de uma
"profunda contaminação ideológica" entre parte dos oficiais, que
demonstraram afinidade por teorias conspiratórias relacionadas a fraudes
eleitorais e conspirações golpistas, destaca reportagem do Metrópoles.
As provas também indicam que os militares, ocupando postos de
liderança na corporação, receberam diversas informações de inteligência
antes de 8 de janeiro de 2023, alertando sobre as intenções golpistas do
movimento e o iminente risco de invasão das sedes dos Três Poderes.
No total, foram executados sete mandados de prisão preventiva, além
de buscas e apreensões, bloqueio de bens e suspensão das funções
públicas. Com base nas provas coletadas, a PGR considerou que os
denunciados tinham conhecimento prévio dos riscos e, de forma
deliberada, aderiram ao resultado criminoso previsível, negligenciando o
cumprimento do dever funcional de agir.
Essas condições legais estabelecem as bases para os denunciados
responderem, por meio de omissão, por crimes que envolvem abolição
violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano
qualificado com violência, ameaça grave com uso de substância inflamável
contra o patrimônio da União e com prejuízos consideráveis para a
vítima, bem como deterioração de patrimônio tombado.
Embaixador russo exige o fim da prática de perseguir nacionais russos e destaca prioridade à repatriação
Anatoly Antonov (Foto: Anton Novoderezhkin/TASS)
TASS - A Rússia exige que os Estados Unidos
interrompam a perseguição de cidadãos russos em países terceiros e
considera a repatriação de todos os compatriotas presos nos EUA como sua
principal prioridade, afirmou o Embaixador Russo nos EUA, Anatoly
Antonov, nesta quarta-feira. "A Rússia sempre se opôs à 'caça' de russos
em países terceiros por parte de Washington. Exige que essa prática
seja interrompida. No entanto, a Administração [dos EUA] continua
vivendo em um mundo próprio, baseado em suas próprias regras, ignorando
os interesses de outros países. Nunca concordaremos com essa abordagem",
disse o diplomata no canal da embaixada no Telegram.
Antonov ressaltou que Moscou defende a repatriação imediata de todos
os cidadãos russos detidos em prisões americanas. "Isso é uma prioridade
absoluta para nós. É por isso que consideramos inaceitáveis as
especulações sobre esse assunto. [...] Lutamos para que essas pessoas
retornem o mais rápido possível para sua terra natal, suas famílias",
observou ele. "Fazemos um apelo aos políticos americanos e à mídia em
massa: deixem as agências correspondentes de ambos os países trabalharem
tranquilamente. Parem de brincar com o destino das pessoas e permitam
que profissionais busquem as 'soluções' necessárias", acrescentou
Antonov. Ele destacou que a "questão da troca de prisioneiros está sendo
resolvida por meio de agências designadas, conforme definido pelos
Presidentes da Rússia e dos EUA em 2021." "O canal especial já provou
sua eficácia, possibilitando o retorno de [Viktor] Bout e [Konstantin]
Yaroshenko", ressaltou o diplomata. Anteriormente, a CNN informou que o
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, teve uma ligação
telefônica com Paul Whelan, condenado na Rússia por espionagem. Em
particular, o principal diplomata dos EUA pediu para manter a fé,
acrescentando que os EUA estão fazendo tudo o possível para trazer
Whelan o mais rápido possível. Em julho, Blinken afirmou que os EUA e a
Rússia trabalham juntos na troca de prisioneiros, apesar das
discordâncias existentes. Por sua vez, o Vice-Ministro das Relações
Exteriores Russo, Sergey Ryabkov, observou que o canal de troca de
prisioneiros entre Moscou e Washington permanece aberto e os contatos
por meio dessa linha de comunicação continuam."
“O hacker da Vaza Jato que afirma ter sido contratado por Carla
Zambelli diz ainda que participou do relatório produzido pela Defesa
para questionar as urnas eletrônicas”, acrescenta.
As declarações de Delgatti fazem parte do depoimento que ele concedeu nesta quinta-feira (17) à CPMI dos Atos Golpistas.
“O hacker da Vaza Jato que afirma ter sido contratado por Carla
Zambelli diz ainda que participou do relatório produzido pela Defesa
para questionar as urnas eletrônicas”, acrescenta. As declarações de
Delgatti fazem parte do depoimento que ele concedeu nesta quinta-feira
(17) à CPMI dos Atos Golpistas.
Sobre os atos criminosos supostamente cometidos pelo militar,
Cezar Bitencourt declarou: "alguém mandou, alguém determinou". Cid era
ajudante de ordens de Bolsonaro
Tenente-coronel Mauro Cid e Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS)
247 - Novo advogado do tenente-coronel Mauro
Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Cezar Bitencourt
afirmou na manhã desta quarta-feira (16) que o militar era “só o
assessor” que cumpria ordens, jogando a responsabilidade dos atos
supostamente praticados por ele para Bolsonaro: “militar cumpre ordens”
“Ele é um militar, mas é um assessor. Assessor cumpre ordens do
chefe. Assessor militar muito mais. O militar tem por formação essa
obediência hierárquica. Então alguém mandou, alguém determinou. Ele
[Cid] é só o assessor. Assessor faz o quê? Assessora, cumpre ordens,
cumpre determinação”, afirmou. Mais à frente, o responsável pela defesa
de Cid disse que “a gente vai examinar quem é quem, até onde vai a
responsabilidade de um e até onde vai a responsabilidade do outro”.
"Ele não fez nada por conta. Ele não teve iniciativa. Ele tem uma
função, que cumpre da melhor forma possível, com a formação militar que
ele tem. Aliás, uma grande formação. O Mauro Cid é um gênio, mas ele tem
uma função. Essa obediência hierárquica para um militar é muito séria.
Exatamente essa obediência [inaudível] afastar a culpabilidade dele",
complementou.
Bitencourt ainda classificou Cid como “grande injustiçado”. “É um
absurdo que o Mauro esteja trancafiado dentro de uma cela dentro do
Exército. Essas questões nós vamos começar a discutir”.
O advogado fez questão de registrar que assumiu a defesa de Cid na
noite de terça-feira (16) e que ainda não pôde conversar com o militar.
Ministro da Justiça disse que vai encaminhar à Polícia Federal o pedido de investigação feito pelo Ministério de Minas e Energia
(Foto: ABr)
247- O ministro da Justiça, Flávio
Dino, revelou que irá encaminhar à Polícia Federal um ofício
requisitando uma investigação preliminar acerca do recente apagão que
afetou consumidores de 25 estados e do Distrito Federal na terça-feira
(15). >>> Apagão coloca no centro do debate necessidade de reestatizar a Eletrobrás
De acordo com Dino, peritos serão designados para examinar as
informações apresentadas pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre
Silveira. Este último havia anunciado que solicitaria a colaboração da
Polícia Federal e da Agência Brasileira de Informações (Abin) para
investigar a possibilidade de ação intencional relacionada ao incidente,
revela reportagem do jornalista
Adréia Sadi, do G1. A partir desta análise inicial, a Polícia Federal
decidirá se será necessário instaurar um inquérito policial para
aprofundar a investigação.
Segundo as informações do Ministério de Minas e Energia (MME), o
apagão afetou cerca de 29 milhões de consumidores em todos os estados do
país, com exceção de Roraima, que não está conectado ao Sistema
Interligado Nacional (SIN) onde ocorreu a falha. O episódio resultou na
paralisação de serviços como metrôs, escolas e consultórios, causando
transtornos no trânsito e prejuízos comerciais em diversas regiões.
O militar, que era amigo próximo de Bolsonaro, não se conforma
que seu filho esteja pagando sozinho pelos crimes do ex-presidente
General Mauro Lourena Cid, Jair Bolsonaro e tenente-coronel Mauro Cid (Foto: Reprodução/Alesp | ABr)
247 - O general Mauro Cesar Lourena Cid, pai
do tenente-coronel Mauro Cid, se afastou de Jair Bolsonaro (PL) depois
que o filho foi para a prisão. O clima entre ele e o grupo próximo do
ex-presidente, formado em sua maior parte por militares, é de tensão,
informa a jornalistaMônica Bergamo na Folha de S.Paulo.
Há algumas semanas, o general Cid reclama com interlocutores do fato
de o filho estar preso desde maio, enquanto Bolsonaro e outros
auxiliares do ex-presidente seguem levando uma vida normal.
Segundo o general, o peso dos delitos cometidos por Bolsonaro e
pessoas do seu entorno está sendo descarregado quase que exclusivamente
nos ombros do seu filho, o tenente-coronel Mauro Cid, investigado por
falsificar cartões de vacina e por viabilizar a venda das joias de
Bolsonaro nos EUA.
Em uma conversa, uma amiga de Gabriela Cid confessa: "meu marido
tem um amigo que faz parte de um grupo chamado 'não vacinados'. Todos
têm o ConecteSUS. Vou descobrir o esquema"
Tenente-coronel Mauro Cid (Foto: Pedro França/Agêcia Senado)
247 - A Polícia Federal concluiu que
Gabriela Cid, esposa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair
Bolsonaro (PL), tinha participação na disseminação de notícias falsas
sobre as vacinas contra Covid-19, em uma rede que contava com parentes
de militares. Também foram identificadas conversas em grupos sobre como
fraudar os certificados de imunização. Os dados foram extraídos do
aparelho celular de Gabriela Cid, apreendido durante operação da PF que
prendeu o tenente-coronel Mauro Cid.
Em mensagens trocadas com seus contatos, a esposa do oficial diz em
tom de ironia: "tomei minhas doses kkkkk". Ela, no entanto, nunca foi
imunizada. Gabriela Cid tinha um certificado falso. A partir das
informações extraídas do celular de Gabriela Cid, segundo Aguirre
Talento, do UOL,
a PF avalia que ganham ainda mais peso as suspeitas da participação de
Mauro Cid e sua família em um esquema de fraudes em certificados de
vacina.
Também foi encontrada no celular de Gabriela Cid uma lista de tarefas
necessárias para sua viagem aos Estados Unido. Um dos itens era
exatamente o "cartão de vacinação". Ao lado, ela colocou um símbolo
indicando que a tarefa havia sido resolvida, o que aponta para o uso do
certificado falso para entrar em território estadunidense.
Em um outro diálogo consultado pela PF, Gabriela Cid criticou a
necessidade de utilizar máscara de proteção contra o coronavírus. Ela
ainda diz em novembro, após a eleição do presidente Lula (PT), que o
novo governo iria impor novamente as restrições da Covid-19. A esposa do
militar ainda diz que a companhia de balé de sua filha havia solicitado
o uso de máscaras. "Falei que ela não irá de máscara", escreveu
Em mensagem datada de 30 de novembro de 2022, Gabriela Cid faz um
pedido a uma amiga, buscando obter um vídeo contendo informações falsas
sobre a Covid-19, com a intenção de compartilhá-lo com outras pessoas:
"vc tem aquele documentário sobre a vacina? Mostrando os coágulos sendo
retirados nas autópsias?".
As autoridades da Polícia Federal identificaram imagens provenientes
de um grupo no WhatsApp denominado "Mulheres 2.0", do qual Gabriela Cid
era uma participante ativa. Nesse grupo, os membros, ainda não
identificados pela PF, debateram métodos para adulterar o ConecteSUS, o
sistema do Ministério da Saúde responsável por rastrear as doses de
vacinação administradas aos cidadãos brasileiros. O diálogo teve início
após o compartilhamento de uma notícia datada de dezembro do ano
anterior, a qual alegava que o Ministério da Saúde havia encomendado 50
milhões de doses da vacina Pfizer. Logo após, uma das participantes
afirmou que o governo do presidente Lula pretendia impor uma vacinação
compulsória à população brasileira, o que não se concretizou. As
integrantes do grupo então discutiram maneiras de combater a vacinação,
com uma delas mencionando ter adquirido nos Estados Unidos um cartão
falso de vacinação da Pfizer. Outra deu a ideia de fraudar o ConecteSUS,
sugerindo: "contrate um hacker para colocar no ConecteSUS. Ou fala que o
celular foi roubado e não tem como mostrar". Finalmente, uma das
participantes admitiu possuir conhecimento sobre um esquema de
falsificação de certificados: "meu marido tem um amigo que faz parte de
um grupo chamado 'não vacinados'. Eles todos têm o ConecteSUS. Rs. Vou
descobrir o esquema". A Polícia Federal considerou esse diálogo
relevante, especialmente porque Gabriela Cid também havia produzido um
certificado falso de vacinação.
Em janeiro de 2023, Gabriela enviou a seu irmão um artigo sobre a
imunização compulsória dos indivíduos presos pela tentativa de golpe no
dia 8 de janeiro, expressando críticas a essa ação. Ela escreveu:
"criminoso vc ser obrigado [a se vacinar]". O irmão questionou como ela
reagiria caso estivesse na mesma situação. Gabriela respondeu
ironicamente: "já tomei minhas doses kkkkk". Sobre esta conversa, a
Polícia Federal salienta que "Gabriela e Gilberto, em tom aparentemente
sarcástico, conversam sobre as exigências da comprovação de vacinação em
alguns casos. Cabe ressaltar que Gabriela Cid e Gilberto, apesar de
aparentarem não terem sido vacinados, afirmam possuir o cartão de
vacinação".
Em outro contexto, Ticiana Villas Bôas, filha do general do Exército
Villas Bôas, demonstrou concordância com as visões de Gabriela Cid
contrárias às vacinas. Em novembro de 2022, Gabriela compartilhou com
sua amiga um trecho de um documentário contendo informações falsas sobre
a vacina e comentou: "e ainda querem vacinar bebês". Ticiana respondeu:
"aqui ninguém rela nos meus filhos. Nem em mim".
Além disso, também em novembro, Gabriela enviou uma mensagem de áudio
para a esposa de um militar, disseminando informações falsas sobre
supostas mortes ocorridas após o uso de vacinas: "você vê até com
relação à vacina... é... eles querem porque querem impor a vacinação.
Inclusive agora, até em criança. E a gente tá vendo... a quantidade de
gente que tá morrendo... é... a gente tá vendo tudo, né? (...) Eu vou
confiar, sei lá, numa Anvisa, por exemplo, entendeu? Eu não confio em
ninguém. Eu não confio, já há muito tempo eu falo, o meu medo é que
comecem a administrar vacina pra tal coisa dizendo que, vamos supor, uma
poliomielite, sei lá, qualquer coisa, eu não tô falando da pólio, né?
Eu só citei essa doença assim porque eu lembrei dessa doença. Mas assim,
o meu medo é administrarem, né? Uma vacina de covid dizendo que é
outra, a gente tá sendo enganado, sabe? Há muito tempo eu penso nisso.
Porque não dá pra confiar em ninguém, não dá, não dá há muito tempo".
O UOL tentou ouvir Gabriela Cid e Ticiana Villas Bôas, que não responderam.