sexta-feira, 20 de abril de 2018

Fábrica de armas químicas de terroristas encontrada em Douma


Tanques destruídos em uma estrada na cidade síria de Douma

(FOTOS)

© AFP 2018/ LOUAI BESHARA

Oriente Médio e África

13:06 20.04.2018URL curta

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Os militares sírios, junto com seus colegas russos, encontraram uma fábrica e laboratórios de armas químicas de terroristas na cidade síria de Douma, em Ghouta Oriental.

Os laboratórios ficam em porões de casas residenciais a partir dos quais foram escavados numerosos tuneis. Através desses tuneis, os terroristas entravam nas salas onde eram realizadas todas as etapas de produção de armas químicas: desde armazenamento das substâncias químicas até colocação das substâncias químicas em mísseis ou bombas.

Um laboratório de armas químicas de terroristas na cidade síria de Douma, em Ghouta Oriental.

© Sputnik / Nour Molhem

Um laboratório de armas químicas de terroristas na cidade síria de Douma, em Ghouta Oriental.

Uma fonte no exército sírio revelou à Sputnik Árabe que "as embalagens de muitas substâncias químicas indicam que estas foram produzidas na Arábia Saudita. Também contêm instruções para produção de agentes de guerra química e explosivos. Segundo os especialistas, foi ali que foi preparada a provocação com uso de armas químicas para acusar as autoridades de ataques contra civis".

Uma fábrica de armas químicas de terroristas foi encontrada na cidade síria de Douma pelos militares sírios junto com seus colegas russos

© Sputnik / Nour Molhem

Uma fábrica de armas químicas de terroristas foi encontrada na cidade síria de Douma pelos militares sírios junto com seus colegas russos

Os especialistas russos estão agora estudando os agentes químicos e as notas com fórmulas abandonados pelos terroristas.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018042011039671-fabrica-armas-terroristas-douma-fotos/

Chanceler russo: EUA não cruzaram 'linhas vermelhas' na Síria


Militares russos na base aérea Hmeymim na Síria


© Sputnik / Maksim Blinov

Oriente Médio e África

03:12 20.04.2018(atualizado 05:02 20.04.2018) URL curta

Tema:

EUA e aliados efetuam ataque de mísseis contra Síria (87)

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A Rússia informou com antecedência os EUA sobre as áreas que não devem ser atacadas na Síria e Washington não cruzou essas "linhas vermelhas", afirmou o chefe da Chancelaria russa, Sergei Lavrov.

Na madrugada de 14 de abril, aviões e navios das Forças Armadas dos EUA, junto com as forças aéreas do Reino Unido e da França, efetuaram um ataque de mísseis contra infraestruturas militares e civis sírias.

Um pouco antes dos ataques, os comandos militares russo e norte-americano efetuaram contatos.  Moscou avisou Washington de que, se os EUA atacassem determinadas áreas na Síria, cruzariam as "linhas vermelhas".

"Ainda antes de se concretizaram os planos de ataques" do Ocidente, "o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, esclareceu que, se os EUA causassem danos aos militares russos, nós iríamos responder de forma dura e clara", declarou Sergei Lavrov à Sputnik.

Criança correndo pela rua em Douma

© AFP 2018 / Hasan Mohamed

EUA acusam Rússia e Síria de fazer 'varredura' no local de suposto ataque químico

Além disso, ele acrescentou que, nesse caso, os alvos de ataque de resposta seriam não só os mísseis, mas também seus portadores.

Neste contexto, o chanceler russo sublinhou que Washington foi informado sobre as "linhas vermelhas" com antecedência e que os resultados mostram que essas linhas não foram cruzadas.

Ao mesmo tempo, o ministro russo do Exterior indicou que, após os ataques aéreos na Síria, Moscou tem todo o direito de fornecer sistemas de defesa antiaérea S-300 a Damasco.

Em sua opinião, agora Moscou não tem nenhumas obrigações morais perante seus parceiros ocidentais, pois eles próprios desestabilizam a situação na região.

Segundo previamente comunicou o Ministério da Defesa da Rússia, foram lançados 103 mísseis de cruzeiro (inclusive Tomahawk de baseamento naval), cuja maior parte foi interceptada pelos sistemas antiaéreos sírios. O pretexto para realização do ataque de mísseis contra a Síria foi o incidente em 7 de abril, na cidade síria de Douma, onde alegadamente teriam sido usadas armas químicas.
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018042011034713-eua-siria-ataques-linhas-vermelhas-lavrov/

Política dos EUA com a Rússia é de confrontação, diz secretário de Segurança russo


Nikolai Patrushev durante um encontro com Vladimir Putin. Foto de arquivo


© Sputnik / Sergei Guneev

Europa

15:39 20.04.2018(atualizado 15:41 20.04.2018) URL curta

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Os Estados Unidos mudaram claramente as relações com a Rússia em direção ao uso de duros confrontos e mecanismos abertos de dissuasão, afirmou nesta sexta-feira o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev.

"A política externa independente da Rússia e a consistente defesa de seus interesses nacionais é vista pelos Estados Unidos como uma ameaça à sua dominação incondicional no mundo", disse Patrushev, dirigindo-se a uma reunião da comissão interdepartamental do Conselho sobre planejamento estratégico.

Militar norte-americano na cidade de Manbij, Síria

© AP Photo/ Hussein Malla

Síria e Iraque: Ataques liderados pelos EUA atingem 30 alvos terroristas

"A este respeito, os Estados Unidos mudaram da política de cooperação anteriormente declarada com a Rússia para o uso aberto da dissuasão e das duras ferramentas de confrontação", enfatizou Patrushev.

As relações entre Washington e Moscou tem se deteriorado nos últimos anos devido a uma série de incidentes, entre eles a a investigação sobre uma suposta intereferência russa nas eleições presidenciais dos EUA, em 2016. Tanto a Rússia quanto o presidente norte-americano, Donald Trump, negam as acusações.

A dois momentos mais recentes dessa escalada de tensão entre os dois países foram, primeiro, a expulsão pelo lado dos EUA de dezenas de diplomatas após o suposto envenamento do ex-espião russo, Sergei Skripal, no Reino Unido. Os EUA acataram a tese britânica de envolvimento russo no incidente e acompanharam a expulsão de diplomatas feita pela Grã-Bretanha.

Já na Síria, após acusações de uso de armas químicas pelo governo de Bashar Assad, EUA, Reino Unido e França realizaram um ataque na noite do dia 13 de abril como forma de retaliação. O ataque aconteceu após debates com tensionamento direto entre EUA e Rússia no Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018042011040898-eua-franca-reino-unido-russia-siria-armas-quimicas-sergei-skripal-tensao/

Turquia deixa bancos norte-americanos sem seu ouro


Capital da Turquia, Ancara


© flickr.com / Jorge Franganillo

Economia

11:49 20.04.2018(atualizado 11:54 20.04.2018) URL curta

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O Banco Central da Turquia retirou do Sistema de Reserva Federal dos EUA suas reservas de ouro, segundo o relatório anual publicado no site oficial do banco.

Com base no documento, as reservas de ouro do Banco Central da Turquia armazenadas nos EUA eram de 28.689 toneladas no final de 2016, mas já não constava nada no final de 2017.

Segundo o jornal Milliyet, também os maiores bancos privados turcos retiraram suas reservas de ouro do exterior, respondendo ao apelo do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para "se livrarem da pressão da taxa de câmbio e usarem o ouro contra o dólar". Assim, o banco Halk Bankasi transferiu para a Turquia o ouro armazenado no exterior no volume de 29 toneladas. Conforme os dados da publicação, foram devolvidas à Turquia 220 toneladas de ouro no total.

Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, secando as lágrimas (foto de arquivo)

© AP Photo / Emrah Gurel

Entrada da Turquia na União Europeia fica cada vez mais distante

As relações entre a Turquia e os EUA pioraram devido ao suporte dado pelos Estados Unidos às Unidades de Proteção Popular (YPG) dos curdos sírios, que Ancara considera um grupo terrorista. Por sua vez, Washington explica suas ações com o combate contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

Além disso, as relações entre os dois países foram afetadas pela detenção nos Estados Unidos de Mehmet Hakan Atilla, vice-diretor-geral do banco Halkbank, e do empresário turco-iraniano Reza Zarrab. Eles são acusados de conspiração para realizarem transações multimilionárias a favor do Irã contornando as sanções.

Mevlut Cavusoglu, ministro das Relações Exteriores da Turquia, afirma que Atilla foi preso por iniciativa dos partidários da organização de oposição do pregador islâmico Fethullah Gulen. O vice-primeiro-ministro da Turquia, Bekir Bozdag, considerou o processo criminal contra Atilla e Zarrab como uma conspiração contra Ancara.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018042011039407-turquia-reservas-do-ouro-bancos-eua/

terça-feira, 17 de abril de 2018

Mídia chama navios de guerra estadunidenses de 'monte de lixo flutuante'


Navio de guerra USS Little Rock no porto de Buffalo, EUA


© AP Photo/ Carolyn Thompson

Defesa

10:33 17.04.2018URL curta

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Os navios de guerra costeiros dos EUA do programa Littoral Combat Ship se tornaram um "monte de lixo flutuante", informa o site Task & Purpose.

"Depois de terem sido gastos 16 anos e bilhões de dólares, a Marinha dos EUA parece afinal reconhecer que o programa dos navios de guerra costeiros LCS é um fracasso absoluto", diz o artigo.

Navio chinês mostra suas capacidades durante manobras (imagem ilustrativa)

© AP Photo / Xinhua, Wu Dengfeng, File

Sinal a Washington? Pequim põe em alerta frota, caças e 10 mil marinheiros

Além disso, os novos navios não são adequados para operações militares. Em 2014, os EUA foram obrigados a reduzir as encomendas de navios LCS por não estarem seguros da sua eficácia e os barcos já existentes se encontrarem sempre em trabalhos de manutenção técnica e correções.

Segundo comunicaram no Instituto Naval dos EUA, em 2018 os marinheiros norte-americanos não poderão posicionar rapidamente nenhum navio costeiro.

Entre as falhas evidentes dos LCS, a edição menciona a falta de elementos do sistema de combate, em particular, dos sistemas de radar, as capacidades limitadas da proteção contra mísseis antinavio, bem como a ausência de um mecanismo de proteção que permita reduzir os danos em caso de um impacto forte.

"Nenhuma modificação dos LCS poderá suportar um combate intenso", nota o artigo.

Antes, o Pentágono reconheceu que os navios de guerra costeiros da Marinha dos EUA se demonstraram de forma fraca em testes contra um grupo de navios de ataque pequenos, tendo revelado uma série de avarias — desde problemas com geradores e sistemas de ar condicionado até falhas do sistema de cibersegurança.

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2018041711011680-navio-guerra-eua-lixo/

'Jogo perigoso': 'buracos negros' da Rússia impedem submarinos britânicos de atacar Síria


Submarino (imagem referencial)


CC0 / Pixabay

Opinião

04:45 17.04.2018URL curta

Tema:

EUA e aliados efetuam ataque de mísseis contra Síria (77)

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Os "buracos negros" da Rússia não deixaram o submarino britânico atacar a Síria, escreve a mídia. O especialista militar Viktor Baranets, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou estas manobras.

O submarino britânico não conseguiu participar da operação militar contra a Síria, já que teve que manobrar em contraposição a submarinos russos, escreve o jornal Times.

O diário comunica que um submarino britânico da classe Astute, equipado com mísseis de cruzeiro, "jogava gato e rato" no mar Mediterrâneo com um ou dois submarinos russos classificados pelos especialistas ocidentais como "buracos negros" por serem muito silenciosos.

Tripulantes no submarino Aleksandr Nevsky, península de Kamchatka

© Sputnik / Ildus Gulyazutdinov

Por que submarinos russos venceriam em qualquer duelo com inimigos?

A edição nota que o submarino britânico também teve que escapar de duas fragatas russas e um avião antissubmarino. Neste respeito, o submarino não conseguiu se aproximar o bastante para efetuar ataques contra a Síria, embora antes o submarino tenha tentado evitar a detecção por vários dias.

Segundo o Times, estes "buracos negros" foram submarinos da classe Kilo, na designação da OTAN, que saíram da base de Tartus na Síria.

O analista militar Viktor Baranets comentou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik as ações dos militares russos.

"Dois submarinos da Marinha Real do Reino Unido deveriam atacar a Síria com mísseis de cruzeiro. Mas nesta mesma região também estavam dois submarinos diesel da Frota do Mar Negro que ocupavam constantemente uma posição que impedia os ataques britânicos conta a Síria a partir de posição submersa", disse ele.

Submarino U31 da Marinha Alemã no mar Báltico, 7 de fevereiro de 2005

© AP Photo / HERIBERT PROEPPER

Submarino mais avançado dos nazistas é encontrado na Dinamarca (FOTOS, VÍDEO)

Para Baranets, estas manobras foram uma espécie de "jogo perigoso". Sabe-se que os submarinos russos estão posicionados na parte leste do mar Mediterrâneo e também se espera que até o final de abril um grupo naval dos EUA chegue na região.

"Claro que os nossos submarinos vão vigiar com atenção o comportamento destes navios", concluiu Baranets.

No sábado passado (14), os EUA, França e Reino Unido lançaram ataques aéreos contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas nos arredores de Damasco, em Douma.

Os ataques foram realizados no mesmo dia em que a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) iniciaria a investigação do alegado uso de armas químicas em Douma, após a culpa pelo alegado incidente ter sido imediatamente atribuída a Damasco pelo Ocidente.

Depois das acusações, o governo sírio negou categoricamente estar envolvido no suposto ataque e declarou que os ataques aéreos são uma "agressão brutal".

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2018041711008583-submarino-russia-reino-unido-ataque-siria/

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Por que Pentágono não atacou posições russas na Síria apesar do desejo de Trump?


Presidente dos EUA, Donald Trump, com o secretário de Defesa, James Mattis (foto de arquivo)


© REUTERS / Mike Segar

Américas

05:42 16.04.2018(atualizado 06:05 16.04.2018) URL curta

Tema:

EUA e aliados efetuam ataque de mísseis contra Síria (74)

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Donald Trump insistia em lançar um ataque inclusive às instalações russas e sírias na Síria, mas o chefe do Pentágono, James Mattis, expressou-se contra tal decisão, escreve o jornal norte-americano The Wall Street Journal, citando fontes.

Segundo o jornal, Mattis apresentou na Casa Branca três opções de ataque: atacar instalações sírias ligadas a armas químicas; atacar um leque de alvos mais amplo, incluindo instalações de pesquisa relacionadas a armas químicas; e atacar centros militares de comando.

Manifestantes contra a guerra protestam contra o presidente Donald Trump em frente à Trump Tower em Nova York, em 2017, criticando ataques à Síria.

© AFP 2018 / Jewel SAMAD

Trump avisou o Congresso dos EUA sobre ataque na Síria

A terceira opção previa também ataque contra sistemas de defesa antiaérea russos na Síria. Este plano foi elaborado para "minar o potencial militar do regime sírio" sem afetar "mecanismos políticos de Bashar Assad", diz o artigo do jornal.

De acordo com a edição, Trump insistia em atacar posições russas e iranianas na Síria para destruir equipamento militar sírio. No entanto, Mattis se expressou contra e Trump acabou optando por um "plano híbrido".

Comentando a notícia do The Wall Street Journal, o analista político Yevgeny Ben opinou no ar do serviço russo da Rádio Sputnik que Trump e Pentágono calcularam o ataque minuciosamente.

"O ataque foi realizado na madrugada de sexta-feira para sábado: sexta-feira é um dia santo para os muçulmanos, o sábado é sabá para israelenses. […] Trump temia reação muito negativa no mundo ao que iria acontecer", afirmou.

Ben sublinhou que Washington não quer uma nova guerra mundial, mas persegue outro objetivo.

"A tarefa principal [de Trump] não é começar uma terceira guerra mundial de grande escala. Trump e establishment norte-americano querem provocar uma confrontação global no Oriente Médio para de uma maneira ou outra 'empurrar' a Rússia de lá", disse.

Secretário-geral da Liga Àrabe, Nabil Elaraby

© AP Photo / Thomas Hartwell

Comunidade Internacional ignora o mundo árabe no debate sobre a Síria

Para alcançar um "caos controlado" na região, Washington aposta em um conflito entre Irã e Israel, tentando também causar uma disputa entre Moscou e Ancara, que ao contrário da Rússia, apoiou o recente ataque contra a Síria, afirma Ben.

Por outro lado, ressalta ele, os EUA não esperavam uma onda de crítica do ataque, pois a maioria dos países árabes não apoiou a medida. Mesmo Israel "com que contava Trump", continua neutro, conclui analista.

Na madrugada de sábado passado (14), os EUA, França e Reino Unido lançaram mais de 100 mísseis contra o território sírio, a maioria dos quais foram interceptados pelos sistemas sírios de defesa antiaérea. Três pessoas ficaram feridas.

Washington argumentou suas ações como resposta ao ataque químico realizado supostamente pelo governo sírio na cidade de Douma. Damasco, por sua vez, nega todas as acusações.

Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2018041611001179-pentagono-trump-ataque-siria-objetos-russos/

Síria afirma ter interceptado novos mísseis


Participantes de uma manifestação contra os ataques aéreos da coalizão internacional na Síria agitam bandeiras da República Árabe da Síria


© AP Photo / Hassan Ammar

Oriente Médio e África

19:43 16.04.2018(atualizado 20:23 16.04.2018) URL curta

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A mídia estatal da Síria afirma que as defesas antiaéreas do país interceptaram novos mísseis nesta segunda-feira (16).

De acordo com a agência de notícias SANA, os mísseis invadiram o espaço aéreo sírio e foram derrubados perto da província de Homs. Uma fonte militar ouvida pela Sputnik afirmou que cerca de 10 mísseis foram interceptados enquanto se aproximavam da base militar de Shayrat. Não há relatos de feridos ou de explosões.

A Síria classificou o episódio como "uma agressão".

Militantes do opositor Exército Livre da Síria, apoiados pela Turquia, caminham em direção da cidade síria de Afrin, 17 de março de 2018

© REUTERS / Khalil Ashawi

Estados Unidos teriam aberto nova base militar em região síria rica em petróleo

Ainda não foi feita a identificação de quem lançou o ataque. 

O Pentágono afirmou que "não há atividade militar dos Estados Unidos naquela área neste momento". O porta-voz Eric Pahond afirmou que no momento não há mais informações.

Um militar de Israel ouvido pela agência Agence France-Presse disse que não tem informações sobre o incidente.

Na sexta-feira (13), uma coalizão formada por Estados Unidos, França e Reino Unido lançou mísseis contra a Síria em resposta a um possível ataque químico realizado pelo presidente da Síria, Bashar Assad.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041611007921-siria-afirma-interceptado-novos-misseis/

Por que submarinos russos venceriam em qualquer duelo com inimigos?


Tripulantes no submarino Aleksandr Nevsky, península de Kamchatka


© Sputnik / Ildus Gulyazutdinov

Opinião

12:50 16.04.2018URL curta

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Na península de Kamchatka submarinos russos simularam uma espécie de duelo. Ao comentar as manobras em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Aleksei Leonkov contou como, para ele, poderia se desenrolar a situação em condições de combate reais.

Os submarinos nucleares Vladimir Monomakh e Aleksandr Nevsky realizaram manobras na península de Kamchatka simulando um duelo, comunicou em coletiva de imprensa o chefe do Departamento de Informação do Distrito Militar Oriental para a Frota do Pacífico, capitão-de-fragata Nikolai Voskresensky.

Submarino U31 da Marinha Alemã no mar Báltico, 7 de fevereiro de 2005

© AP Photo / HERIBERT PROEPPER

Submarino mais avançado dos nazistas é encontrado na Dinamarca (FOTOS, VÍDEO)

"De acordo com o plano da preparação militar, o cruzador submarino nuclear estratégico Vladimir Monomakh, treinando ações do submarino inserido em agrupamento, efetuou busca e vigilância de um submarino do suposto inimigo. Do lado opositor esteve atuando outro cruzador estratégico — o Aleksandr Nevsky", disse ele.

Conforme Voskresensky, as tripulações dos cruzadores estratégicos, "encenando uma situação de duelo", efetuaram manobras de ataque e contra-ataque com uso de armas e meios hidroacústicos.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Aleksei Leonkov comentou estes exercícios.

"Treinamentos desse tipo com submarinos continuam atuais porque não se exclui que em sequência de algum conflito global ou local os submarinos possam se encontrar. Nesse caso, a única arma de luta destes submarinos são os torpedos", disse o analista.

Ele acrescentou que se um dos submarinos atinge o outro, ele priva de fato o possível adversário de certas vantagens no combate futuro. Conforme Leonkov, exercícios desses são necessários tanto na Rússia como nos EUA.

Mais de 20 navios de guerra russos saíram ao mar Báltico para manobras

© AP Photo / RIA Novosti, Alexei Nikolsky, Presidential Press Service

Treinamentos marítimos russos se tornam 'brincadeira nacional' da Suécia, diz analista

Segundo ele, em circunstâncias reais durante a realização de tais "duelos" há algumas particularidades: "Os nossos submarinos do projeto Yasen têm um torpedo-míssil único que, ao contrário dos torpedos convencionais, supera a distância de 50 quilômetros até o submarino do inimigo hipotético com uma velocidade surpreendente."

Leonkov ressaltou que o torpedo inicia o movimento debaixo d'água, supera a maior parte da distância pelo ar, atingindo velocidade até 3.000 km/h, e depois ataca do ar para a água. Os adversários da Rússia não têm tais armas. "Por isso, há mais chances que em um 'duelo' de submarinos vença o nosso submarino", concluiu.

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2018041611006035-submarino-russo-batalha-inimigos-vitoria/

Resultado fantástico: conheça o armamento que salvou Damasco dos mísseis americanos


Sistema de mísseis russo Buk-M2


© Sputnik / Ramil Sitdikov

Defesa

09:55 15.04.2018(atualizado 10:08 15.04.2018) URL curta

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A defesa aérea da Síria interceptou 71 dos 103 mísseis lançados pelos Estados Unidos e seus aliados na madrugada de 14 de abril. Especialistas russos explicam como os sírios alcançaram tal sucesso e que papel desempenhou a Rússia nisso.

A principal força de defesa foi o novo sistema de mísseis Buk-M2 que a Síria comprou à Rússia pouco antes da guerra.

Aleksandr Luzan, ex-comandante adjunto da defesa aérea das Forças Armadas da Rússia, que visitou a Síria várias vezes, conhece em primeira mão as capacidades da defesa aérea do país árabe e a sua estrutura.

Sistema de mísseis russo Buk-M2E

© Sputnik / Pavel Lisitsyn

Sistema de mísseis russo Buk-M2E

"Além de sua plataforma de fogo multicanal autopropulsada, o Buk-M2 tem um radar equipado com uma antena que se eleva a 22,5 metros de altura em dois minutos. Isto amplia a zona de cobertura, sendo capaz de detectar mísseis de cruzeiro que operam a altitudes extremamente baixas. Se outros sistemas de defesa aérea, que não contam com uma antena tão alta, podem disparar contra um míssil de cruzeiro voando a uma altitude de 15 metros em um raio entre 12 e 15 quilômetros, o Buk-M2 pode disparar a uma distância entre 40 e 42 quilômetros", detalhou o militar ao jornal russo Vzglyad.

Cruzador de mísseis norte-americano USS Monterey lança um míssil Tomahawk durante o ataque à Síria, 14 de abril de 2018

© REUTERS / U.S. Navy/Lt. j.g Matthew Daniels

Pentágono divulga VÍDEOS dos Tomahawks sendo lançados contra Síria

O especialista também destacou que "enquanto os mísseis de cruzeiro se aproximam do alvo, o Buk-M2 pode realizar vários ciclos de disparos".

Cada um destes sistemas pode atacar simultaneamente quatro alvos diferentes. Cada divisão dispõe de seis unidades e radares. Em um ataque, uma divisão é capaz de derrubar até 24 mísseis de cruzeiro ou até 30-40 mísseis se estão em frente, explicou Luzan.

Além destes sistemas, a Síria comprou à Rússia vários sistemas Pantsir-S1. Este não possui uma antena tão elevada, mas tem um tempo de reação curto, por isso consegue neutralizar um míssil de cruzeiro a curta distância. De acordo com Luzan, os Buk-M2 e os Pantsir foram os principais meios que permitiram destruir os mísseis inimigos.

Sistema de artilharia antiaérea móvel Pantsir-S1

© Sputnik / Mikhail Mokrushin

Sistema de artilharia antiaérea móvel Pantsir-S1

O número de mísseis interceptados pelos sistemas sírios não é simplesmente alto, mas fantástico, afirmou o ex-comandante do 4º exército da Força Aérea russa, Valery Gorbenko.

"A eficiência do ataque [da coalização ocidental] não foi muito alta", opinou Gorbenko.

Um sistema de defesa aérea é considerado forte se consegue interceptar mais de 60% dos alvos, recordou Luzan, por isso o resultado dos sistemas sírios é de aplaudir.

O ex-comandante sublinhou que um nível de eficiência tão alto foi atingido graças à Rússia, que ajudou Damasco a reconstruir seus sistemas de defesa antimíssil. Os programas de treinamento realizados por instrutores russos também desempenharam um papel importante, acrescentou.

Como assinalam os analistas do Vzglyad, os EUA não consideraram os sistemas de defesa aérea como alvo, embora em um conflito real estes sistemas sejam o alvo número um.

Segundo Luzan, Washington e aliados apenas fizeram um "grande barulho" e não é a primeira vez que isso acontece.

"Já antes teve lugar um ataque contra um aeródromo sírio. Naquela vez, lançaram 58 Tomahawk, 38 dos quais foram derrubados. Os que atingiram o aeródromo não causaram danos sérios, pois no dia seguinte os aviões começaram a decolar desse mesmo aeródromo. Por isso, desta vez o objetivo também foi propagandista."

S-300 durante um ensaio de treinamento

© Sputnik / Alexei Danichev

Israel receia que Rússia forneça mísseis S-300 à Síria

Durante o bombardeio noturno na Síria, a Força Aeroespacial russa também obteve uma experiência muito valiosa. Os sistemas russos S-300 e S-400 deslocados na Síria detectaram e seguiram os mísseis ocidentais, recolhendo informações para análise e estudo posterior.

"Os exercícios militares e, em especial, as operações militares reais sempre são úteis do ponto de vista informativo […] Disso podemos concluir que é preciso aperfeiçoar o sistema de reconhecimento dos meios de ataque aéreo. Precisamos de criar um espaço comum de gerência da informação. Nesse caso, nenhumas surpresas serão ameaças", concluiu o militar.

Na madrugada de sábado (14), o Reino Unido, os Estados Unidos e a França lançaram ataques contra a Síria em retaliação a um suposto ataque químico na cidade de Douma, atingindo instalações sírias governamentais onde supostamente eram produzidas armas químicas. Os aliados lançaram mais de 100 mísseis, 71 dos quais foram interceptados pelo sistema de defesa aérea sírio.

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2018041510995570-eua-siria-ataque-misseis-defesa/

Exército da China recebe nova 'arma mortífera'


Militares do Exército de Libertação Popular se preparam para o desfile militar comemorativo do 90° aniversário da fundação do exército, na base militar de Zhurihe na China, em 30 de julho de 2017.


© REUTERS / China Daily

Defesa

03:24 16.04.2018(atualizado 05:32 16.04.2018) URL curta

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A Força de Mísseis Balísticos do Exército Popular de Libertação da China já recebeu em seu serviço uma nova "arma mortífera" que aumenta significativamente as capacidades de defesa do país.

Segundo informa a agência Xinhua, o exército chinês recebeu um míssil balístico de nova geração. Se trata de um míssil de longo alcance capaz de efetuar um ataque de resposta nuclear.

"Todo o sistema deste armamento — é um míssil balístico de produção própria, do qual a China possui todos os direitos intelectuais", comunica a agência.

A mídia destaca que a cerimônia de admissão em serviço teve lugar há alguns dias em uma das unidades da Força de Mísseis Balísticos da China.

Lançamento de míssil na China (arquivo)

© AP Photo / Wu Dengfeng

Mídia: China testa com êxito míssil aerobalístico

A nova arma é capaz tanto de realizar um ataque de resposta nuclear, como atingir alvos terrestres e marítimos, inclusivamente navios de média e grande envergadura localizados a distâncias significativas.

De acordo com a Xinhua, o míssil representa uma "arma mortífera", enquanto sua adoção pelo Exército da China significa um aumento das capacidades de defesa da Força de Mísseis do país.

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2018041611000198-china-exercito-nova-arma-missil-balistico/

domingo, 15 de abril de 2018

Vida em Damasco segue como de costume, sírios fazem chacota de Trump


Vida da cidade síria de Damasco após os ataques aéreos da coalizão internacional em 14 de abril de 2018

Vida em Damasco segue como de costume, sírios fazem chacota de Trump (FOTOS)

© Sputnik / Stringer

Oriente Médio e África

13:39 15.04.2018URL curta

Tema:

EUA e aliados efetuam ataque de mísseis contra Síria (62)

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Para os residentes de Damasco, o dia de ontem começou com o som de explosões após o ataque conjunto dos EUA, Reino Unido e França. Logo depois, os cidadãos se reuniram em pleno coração da capital para expressar seu apoio ao presidente.

No decorrer do ataque, as forças estadunidenses usaram mais de 100 mísseis, porém, segundo as fontes militares sírias, mais de 70 deles foram interceptados pelos sistemas antiaéreos do país. Comunica-se que os mísseis americanos efetuaram um golpe contra um centro de pesquisa localizado em Damasco e alvos nas zonas rurais de Homs.

Presidente da Síria, Bashar Assad

© Sputnik / Assessoria de imprensa de Bashar Assad

Assad: 'É hora de Ocidente reconhecer que perdeu controle da situação na Síria'

Uma fonte militar comunicou à Sputnik que o sistema antiaéreo sírio "acabou por ser muito eficiente na luta contra os mísseis norte-americanos" e que o ataque "foi ineficaz", pois as forças sírias "sofreram poucos danos".

Um stringer da Sputnik Turquia falou com os residentes de Damasco, onde a vida está decorrendo como sempre.

"Eu e minha família acordamos ao ouvir os sons de explosão, acompanhamos o curso dos acontecimentos através da nossa mídia nacional. Para mim, este dia não foi muito diferente dos outros, acordei cedo e abri minha loja", contou Ahmet, funcionário de uma loja em Damasco.

Outra interlocutora da agência, Umm Reem de 50 anos, mãe de 4 filhos que mora na região de Barzeh, localizada perto do centro de pesquisa destruído na sequência do ataque, disse que seus filhos ficaram assustados com as explosões.

"Durante a Salá matinal, estava orando por meu país. Que as crianças norte-americanas vivam o mesmo medo que nossas foram obrigadas a viver", disse.

Vida da cidade síria de Damasco após os ataques aéreos da coalizão internacional em 14 de abril de 2018

© Sputnik / Stringer

Vida da cidade síria de Damasco após os ataques aéreos da coalizão internacional em 14 de abril de 2018

Ao mesmo tempo, nas redes sociais os sírios estão gracejando com Trump. Assim, um dos usuários escreveu que "os mísseis de Trump não são mais inteligentes que seu proprietário, ambos são patetas".

Vida da cidade síria de Damasco após os ataques aéreos da coalizão internacional em 14 de abril de 2018

© Sputnik / Stringer

Vida da cidade síria de Damasco após os ataques aéreos da coalizão internacional em 14 de abril de 2018

Já no Facebook, ontem foi publicada uma foto com fragmentos dos mísseis norte-americanos com este comentário: «Vendem-se mísseis usados de produção americana Tomahawk, nos quais há um rastro dos países do golfo Pérsico. Contudo, estão precisando de suas coisas: alas e tinta… Os interessados podem entrar em contato com as Forças Armadas da Síria.»

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041510997321-damasco-siria-capital-fotos-vida-residentes/

Opinião: EUA atacaram Síria porque não suportam derrota de 'seus' grupos terroristas

 

REUTERS / SANA

Para o analista político Basem Tajeldine, o ataque conjunto realizado neste sábado pelos EUA, Reino Unido e França contra a Síria teve lugar porque essas potências "não suportam a derrota" de "seus" grupos terroristas que operam em território sírio, onde os extremistas "praticamente foram eliminados"; ele avalia ainda que os Estados ocidentais, com ajuda de seus meios de comunicação, "são muito bons" em "construir 'shows' mediáticos e manipular a informação"

14 de Abril de 2018 às 19:15 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

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Sputnik - Especialista político explica que razões estão por trás do recente ataque lançado pelos EUA e seus aliados contra a Síria. O ataque conjunto realizado neste sábado pelos EUA, Reino Unido e França contra a Síria teve lugar porque essas potências ocidentais "não suportam a derrota" de "seus" grupos terroristas que operam em território sírio, onde os extremistas "praticamente foram eliminados", opina o analista político Basem Tajeldine.

O especialista supõe que o bombardeio contra Damasco "não é justificado" e "não há provas" do suposto ataque químico levado a cabo na semana passada na cidade síria de Douma (Ghouta Oriental) e que Washington e seus aliados usaram-no como pretexto para atacar o país árabe.

Ao mesmo tempo, ele afirma que os Estados ocidentais, com ajuda de seus meios de comunicação, "são muito bons" em "construir 'shows' mediáticos e manipular a informação", justificando, assim, sua agressão.

"A melhor explicação deste bombardeio é a reação desesperada dos EUA" que tentam "apoiar os grupos terroristas derrotados", violando o direito internacional e o raciocínio, afirmou.

'Falsos argumentos para justificar o ataque'

Tajeldine sublinha que o ataque aéreo contra Síria se realizou na véspera de a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) iniciar sua investigação sobre o suposto ataque químico na cidade síria de Douma.

EUA e seus aliados "déspotas" têm "estado utilizando falsos argumentos para agredir a Síria" e planejavam fazer com este país o que já fizeram com a Líbia e o Iraque, assegurou.

No entanto, o especialista político está seguro que eles "subestimaram" o apoio prestado a Damasco pelo Irão e pela Rússia, sendo que os EUA e seus aliados europeus não conseguiram atingir todos os alvos que planejavam afetar. 

Para concluir, o analista indica que a única forma como a Síria pode dissuadir e deter este tipo de agressões por parte de "assassinos" como o imperialismo é "armar-se como o fazem o Irã ou a Coreia do Norte, apesar das críticas que têm que enfrentar".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/351254/Opini%C3%A3o-EUA-atacaram-S%C3%ADria-porque-n%C3%A3o-suportam-derrota-de-'seus'-grupos-terroristas.htm

Chancelaria russa: EUA efetuaram ataque contra Síria violando suas próprias leis



Oriente Médio e África

07:24 15.04.2018(atualizado 07:51 15.04.2018) URL curta

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Hoje (15), na sequência do recente ataque dos EUA e aliados contra o território sírio, o diretor do Departamento de Não Proliferação e Controle de Armas da chancelaria russa, Vladimir Ermakov, comunicou que a Rússia "tem capacidade de dar uma resposta adequada a qualquer tentativa de pressão militar" por parte de Washington.

O diplomata especificou que os EUA, como uma das maiores potências nucleares, efetuou este ataque maciço de mísseis sem o aval da ONU, "violando a sua própria legislação" e "sob um pretexto completamente inventado".

"Agora, em 2018, nós vemos que o o equilíbrio de forças no campo militar mudou radicalmente a favor da Rússia. Temos uma resposta adequada para qualquer tentativa dos EUA de nos pressionar", frisou.

Além disso, o diplomata sublinhou que, hoje em dia, a corrida armamentista "virou uma realidade perigosa" por causa das ações dos países ocidentais.

"A consciência de não poder prolongar o período do seu domínio unilateral nos assuntos internacionais provoca nervosismo e leva a tais ações irracionais como sanções, coerção pela força e uma postura pouco ética com outros países. Tudo isso suscita maior número de conflitos nas relações entre os governos. Neste sentido, a corrida armamentista, claro, não é um blefe, mas sim uma realidade bem perigosa que mina significativamente a estabilidade global e a segurança internacional", disse o alto funcionário.

Ermakov assinalou que no mundo moderno "não há nenhuma chance" de elaborar um tratado internacional sobre a proibição completa dos testes com armas nucleares, adiantando que Moscou está disposta a iniciar um diálogo estratégico com Washington" em qualquer momento".

"Nossa resposta é muito simples — quando vocês [os EUA] estiverem prontos para tal diálogo, concordaremos e participaremos dele em qualquer momento. Nunca bloqueamos esta possibilidade para os norte-americanos", observou.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041510994722-russia-eua-siria-ataque-comunicado/

sábado, 14 de abril de 2018

As primeiras manifestações russas quanto ao ataque Ocidental na Síria



Céus de Damasco explodem com fogo antiaéreo enquanto os Estados Unidos lançam um ataque contra a Síria em diferentes partes da capital síria, Damasco, Síria, no início de sábado, 14 de abril de 2018. A capital da Síria foi abalada por fortes explosões que iluminaram o céu fumaça como o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ataques aéreos em retaliação pelo suposto uso de armas químicas no país. (Foto AP / Hassan Ammar)


O embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, publicou a primeira resposta oficial do país em relação aos ataques anglo-franceses contra alvos de armas químicas na Síria, ocorridos na noite de sexta-feira.

Aqui está uma captura de tela da postagem no Facebook da Embaixada da Rússia e abaixo está o texto digitado.

Declaração do Embaixador da Rússia para os EUA Anatoly Antonov sobre os ataques na Síria

As piores apreensões se tornaram realidade. Nossos avisos não foram ouvidos.

Um cenário pré-projetado está sendo implementado. Mais uma vez, estamos sendo ameaçados. Nós advertimos que tais ações não serão deixadas sem consequências.

Toda a responsabilidade por eles cabe a Washington, Londres e Paris.

Insultar o Presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível.

Os EUA - o detentor do maior arsenal de armas químicas - não têm o direito moral de culpar outros países.

Estas foram coordenadas ações pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha. O secretário Mattis informou que a carga útil foi muito mais pesada este ano do que ataques semelhantes no ano passado.

Sec. Mattis: "Nós usamos um pouco mais do que o dobro de armas este ano do que usamos no ano passado. Foi feito em alvos que acreditamos serem seletivos, para prejudicar o programa de armas químicas. Nós o limitamos aos alvos do tipo armas químicas. ”#SyriaStrikes #Syria

- Caleb Howe (@CalebHowe) 14 de abril de 2018

Ele também alertou que haveria desinformação. Embora ele não tenha dito especificamente a Rússia, ele estava claro no que estava se referindo. Na sexta-feira, a Rússia tentou enquadrar os ataques químicos como essencialmente um trabalho de quadros. Mattis faz referência a isso em sua observação.

Mattis com um ataque certeiro de precisão, apontado para a Rússia:

“Com base na experiência recente, esperamos uma campanha significativa de desinformação nos próximos dias por aqueles que se alinharam ao regime de Assad.” #Syria #Russia

— Caleb Howe (@CalebHowe) April 14, 2018

Vai piorar antes de melhorar.

O post BREAKING: RUSSIA RESPONDS apareceu primeiro em RedState.

Fonte: https://www.redstate.com
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A Loucura do Governo Americano, levará o mundo a um conflito generalizado


Sessão do Conselho de Segurança da ONU

Conselho de Segurança da ONU rejeita condenar ataque dos EUA contra a Síria

© REUTERS / Mike Segar

Oriente Médio e África

14:49 14.04.2018URL curta

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas não aprovou uma resolução russa neste sábado que pedia a condenação "da agressão à República Árabe da Síria pelos EUA e seus aliados, violando o direito internacional e a Carta da ONU".

Apenas a Rússia, a China e a Bolívia votaram a favor do projeto de resolução.

Militante do Hezbollah na Torre de Vigilância

© AP Photo / Bilal Hussein

Próximos alvos? Ataque à Síria é recado para Irã e Hezbollah, diz ministro israelense

Oito países votaram contra a proposta, enquanto quatro se abstiveram.

Uma resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto pela Rússia, China, França, Grã-Bretanha ou Estados Unidos para aprovar.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041410991537-resolucao-russa-siria-rejeitada/

Putin se pronuncia sobre ataques dos EUA na Síria e apela a reunião extraordinária na ONU


Vladimir Putin fala à Assembleia Federal da Rússia em 1 de março de 2018


© Sputnik / Aleksei Nikolsky

Rússia

04:45 14.04.2018(atualizado 05:58 14.04.2018) URL curta

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Neste sábado (14), o presidente russo Vladimir Putin fez uma declaração na sequência do ataque de mísseis contra a Síria pela coalizão internacional liderada pelos EUA e comunicou que Moscou está convocando uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU.

"A atual escalada em torno da Síria afeta de modo destrutivo todo o sistema de relações internacionais. A história vai decidir tudo, ela já colocou sobre Washington a responsabilidade pela repressão sangrenta na Iugoslávia, no Iraque, na Líbia", disse Putin em um comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Kremlin.

"A Rússia convoca uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir as ações agressivas dos EUA e seus aliados", informou o presidente.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, ao telefone (arquivo)

© Sputnik / ALEXEY DRUZHININ

Putin pede que Netanyahu evite ações que possam piorar situação síria

Além disso, Putin frisou que a Rússia condena "do modo mais resoluto" o ataque contra a Síria, onde os militares russos ajudam o governo legítimo a combater o terrorismo.

"Em 14 de abril, com a ajuda dos seus aliados, os EUA efetuaram um ataque de mísseis contra os objetivos militares e civis na República Árabe da Síria. Sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, violando a Carta da ONU e as normas e os princípios do direito internacional, foi realizado um ato de agressão contra um país soberano que está na vanguarda da luta antiterrorista", manifestou.

"Com suas ações, os EUA agravam ainda mais a catástrofe humanitária na Síria, fazem sofrer a população local, favorecem de fato os terroristas que têm atormentado o povo sírio por sete anos e provocam uma nova onda de refugiados a partir deste país e de toda a região em geral", frisou Putin.

Para mais, o líder russo observou que os EUA, tal como um ano atrás ao atacar a base aérea de Shayrat, usaram como pretexto uma encenação do uso de substâncias tóxicas contra a população civil e ressaltou que "os especialistas militares russos que foram ao local do incidente não detectaram nenhuns vestígios de cloro ou outra substância tóxica" e "nenhum residente local confirmou o fato".

O pretexto para realização do ataque de mísseis contra a Síria foi o incidente em 7 de abril, na cidade síria de Douma, onde alegadamente teriam sido usadas as armas químicas. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, o ataque de mísseis foi efetuado por aviões e navios dos EUA, junto com o Reino Unido e a França, na madrugada deste sábado.

Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/2018041410985583-putin-siria-ataques-onu-reuniao-de-emergencia/

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Analista avalia possíveis medidas de retaliação da Rússia em caso de ataque contra Síria


Navios norte-americanos no oceano Índico


© flickr.com/ Official US Navy Page/SPC Mark Alvarez

Oriente Médio e África

11:35 13.04.2018(atualizado 11:53 13.04.2018) URL curta

Tema:

Trump ameaça atacar a Síria (34)

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A mídia norte-americana listou alvos que poderiam ser atingidos na Síria. O especialista Boris Dolgov comentou ao serviço russo da Rádio Sputnik sobre uma possível resposta da Rússia.

Os EUA consideram oito alvos na Síria, informou o canal de televisão norte-americano CNBC, citando fontes seguras.

A lista de oito alvos potenciais inclui dois aeródromos militares, um centro de pesquisa e uma empresa supostamente relacionada à produção de armas químicas. A fonte não especificou a localidade dessas instalações no território da Síria.

British Union flag waves in front of the Elizabeth Tower at Houses of Parliament containing the bell know as Big Ben in central London

© AP Photo / Matt Dunham

Mais de 60% dos cidadãos do Reino Unido preferem que Parlamento vote intervenção na Síria

O interlocutor também informou ao canal de TV, que o comando da Força Aérea da Síria redistribui aeronaves para aeródromos onde a Força Aérea Russa está baseada, na expectativa de que os EUA não ataquem as instalações russas.

Dados de monitoramento da aviação militar, publicados pelo Mil Radar em sua conta do Twitter, mostram que no último sábado (7), aeronaves militares norte-americanas realizaram missões de reconhecimento no leste do Mediterrâneo, na costa da Síria, onde estão localizadas a base aérea russa em Hmeymim, e a base naval russa em Tartus.

Trata-se de seis aviões de patrulha antissubmarino P-8A Poseidon da Força Aérea dos EUA e da aeronave de reconhecimento eletrônico EP-3E ARIES II, que decolou da base na ilha grega de Creta.

Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tomou uma decisão final sobre a resposta ao suposto ataque químico na Síria.

"Continuamos analisando os dados da inteligência e interagindo com nossos parceiros", disse Sanders.

Por sua vez, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, também comentou que ainda não foi definido o ataque contra a Síria.

Anteriormente, Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, advertiu que o sistema de defesa antiaérea russa abateria mísseis norte-americanos e seus portadores, se houver uma ameaça à vida dos militares russos na Síria.

O especialista em ciências políticas, Boris Dolgov, falou ao serviço russo da Rádio Sputnik que a mídia ocidental já publicou uma série de cenários alternativos de ataque à Síria.

Ataque com mísseis dos EUA contra base aérea na Síria

U.S. Navy / Fotos Públicas

Ataque contra Síria é uma questão de tempo, mas EUA avisarão Rússia, opina analista

"Foi relatado sobre um possível ataque de mais de 20 alvos na Síria, incluindo instalações militares e empresas associadas à indústria química militar. E esta é a segunda opção, a primeira é um impacto mais local, especialmente nas bases aéreas da Síria, de onde decolaram (ou poderiam decolar) as aeronaves envolvidas no bombardeio de locais em Ghouta Oriental, onde, como alegam, teriam sido usadas armas químicas. E há mais outra opção, em que são atingidos não apenas alvos militares, mas também os distritos governamentais de Damasco, onde se encontram os representantes russos. Esta é a mais perigosa opção que gerará uma resposta imediata da Rússia e poderá levar a um conflito de grande escala", comentou Dolgov.

Ele observou que a reação da Rússia dependerá da opção que será eventualmente adotada pelos EUA.

"As medidas de retaliação podem ser diferentes. Podem ser as ações da Força de Defesa Aérea da Síria e da Força Aérea Russa para destruir mísseis de cruzeiro lançados contra os alvos sírios — porque, provavelmente, os norte-americanos usarão mísseis de cruzeiro. Esses mísseis podem ser lançados de várias instalações localizadas no mar e no ar. E neste caso, seria lógico supor que, no caso de um ataque, as aeronaves de combate norte-americanas não estarão no espaço aéreo sírio, mas em espaço neutro ou no espaço aéreo de um dos países vizinhos. Em qualquer caso, os mísseis serão destruídos. Além disso, podem ser destruídos também os portadores, aeronaves e navios. O comando russo advertiu que, sob certas condições, isso será feito. Sem dúvida, os norte-americanos levarão isso em consideração e acredito que não chegará até esse ponto", conclui analista.

O aumento de tensão em torno da Síria ocorreu no âmbito de relatórios sobre o uso de armas químicas na cidade de Douma, mas o Centro Russo para a Reconciliação na Síria negou todas as informações sobre o uso de tais armas no leste de Ghouta Oriental. Os especialistas da organização visitaram o local do suposto ataque e não encontraram nenhum vestígio tóxico.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041310979013-medidas-retaliacao-ataque-siria-russia-eua/

O golpe contra Donald Trump está completo


Se há uma coisa que as últimas 48 horas me provaram, é isso. Donald Trump não está mais atuando como presidente. O golpe contra Trump foi concluído.

Eu vou manter isso simples. Siga os pontos e tente acompanhar.

As mentiras do Deep State estão sendo desvendadas em tempo real graças à inteligência coletiva da "internet" e nossa capacidade de sintetizar dados em tempo real.

O envenenamento de Skripal e o último ataque sírio de “armas químicas” compartilham a mesma coisa - ambos determinaram que as autoridades do governo se apressem a julgar e agir antes que qualquer investigação oficial possa desmascará-las.

Trump irritou todos no poder em ambos os lados do Atlântico desde que chegou ao poder.

Ele tem sido uma ameaça material para membros poderosos do Deep State / Shadow Government que se desmascararam como criminosos para evitar a perda de poder.

Trump precisa ser neutralizado. E até este ponto ele não esteve, c.f. seus cortes de impostos, desregulamentação, ordens executivas contra Obamacare, TPP, TTIP.

Ele está atacando o atual esquema comercial gerenciado da Wall Street e da cidade de Londres por meio de uma retórica da guerra comercial com a China e a UE.

A narrativa de conluio da Rússia falhou completamente. A investigação de Mueller agora "pulou o tubarão".

As coisas estavam se encaixando para Trump, Jinping e Putin para uma estrutura de paz mais ampla da Coréia do Norte ao Oriente Médio. Isso não serve aos poderes arraigados em D.C., Nova York, Cidade de Londres, Riad e Beirute.

A operação para destruir a Síria tem pelo menos uma ideia de 20 anos. Não será descarrilhado. Isso remonta a derrubar o pai de Assad.

John Bolton é um dos arquitetos dessa bagunça.

Os tweets de Trump logo após o último ataque anunciado soaram falsos. A escolha da palavra estava toda errada. Tom certo. Palavras erradas.

Os tweets desta manhã. O mesmo caminho. "Gás matando Animal?" Quem está escrevendo seu material agora? Um aluno da terceira série?

Esses tweets serão usados ​​como "evidências" contra Trump em sua demissão ou deposição do cargo.

Eles têm que, a fim de contra-atacar seu registro público histórico contra a intervenção na Síria, bem como suas intenções declaradas publicamente de sair da Síria "em breve".

Trump não iria telegrafar sua postura militar assim, c. Al-Shairat, MOAB. Ele deixou esse ponto bem claro.

Esses tweets e eventos passados ​​farão com que ele não esteja apto para o cargo.

Depois que os EUA e a coalizão Obama e David Cameron não puderam se reunir em 2013 cometeram graves crimes de guerra na Síria e a realidade em Douma é revelada, ou seja, nenhuma arma química foi usada, Trump será culpado por correr para julgamento.

Ele é o comandante-chefe. Seus manipuladores militares irão atacá-lo em um piscar de olhos e tudo isso será usado como "prova" de sua insanidade.

As manchetes estão nos preparando para isso. O Partido Republicano está dividido sobre ele neste momento, alguns desejando abertamente que ele fracasse.

No anúncio de resposta na Síria Trump parecia derrotado. Ele não se parece com ele mesmo. Ele está feito.

A realidade é que ele não está tomando essas decisões. Estas decisões foram tomadas por ele e, como todos os outros presidentes, ele está preso a ter que vendê-lo.

Se ele resiste, sua família morre. Seus negócios destruídos. Ou ele pode ir junto, fazer o que puder e depois de quatro anos deixar o cargo em desgraça.

E ele será culpado por tudo isso.

Eu lhe disse meses atrás, quando você faz um acordo com o diabo, neste caso os Neoconservadores, você faz isso por sua própria conta e risco. Quando Trump inverteu o curso sobre o Afeganistão, a solução estava em vigor. Ele teria permissão, como todos os presidentes, para brincar nas bordas da política interna, mas o trem da política externa não seria descarrilado.

Isso é o que alimenta o Império. Esse é o jogo. E os eventos dos últimos quatro dias dizem o que é o quê.

É como se um pesadelo se levantasse em direção a Belém

Como um pesadelo subiu desta pequena faixa de terra

Caminhando para Belém

–Marillion

Freedom Bunker

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

Rússia adverte que ataques aéreos dos EUA na Síria poderão desencadear uma guerra total


  13 de abril de 2018

O embaixador de Moscou na ONU, Vassily Nebenzai, advertiu nesta quinta-feira que os ataques aéreos dos Estados Unidos por um suspeito ataque químico na Síria podem provocar uma guerra entre os dois países. "A prioridade imediata é evitar o perigo da guerra total", afirmou. A situação é "muitíssimo perigosa". Os inspetores internacionais da OPCW devem chegar à Síria para investigar o suposto ataque com armas químicas no subúrbio de Douma, em Damasco, no último sábado. O Conselho de Segurança agendou outra reunião de emergência para a manhã de sexta-feira, a pedido da Rússia.

Exclusivo: a Síria esvazia suas bases aéreas, o Hezbollah se retira para o Líbano

  13 de abril de 2018

Na noite de sexta-feira, a força aérea síria havia terminado de evacuar todas suas bases aéreas para uma operação liderada pelos Estados Unidos, o relatório são de fontes militares exclusivas ao DEBKAfile. Os esquadrões aéreos  de Mig-29 e Sokhoi 24, principal da força de ataque aéreo da Síria, foram transferidos para o aeroporto internacional de Bassel Assad na Latkia e no aeroporto internacional de Damasco. Aviões e helicópteros de combate a bombardeiros foram removidos para a base aérea de Nayrab, nos arredores de Aleppo. Todos os três aeródromos são protegidos por sistemas de mísseis de defesa aérea russos e sírios. Também na sexta-feira, o Hezbollah começou a retirar seus combatentes da Síria e devolvê-los às suas bases no Líbano - não apenas para mantê-los a salvo de um ataque dos EUA, mas para colocá-los em posição em caso de conflito com Israel no Líbano.

A IDF estima 10.000 manifestantes em Gaza. e  300 feridos palestinos: - a maioria por gás lacrimogêneo

  13 de abril de 2018

A IDF informou que cerca de 10 mil palestinos realizaram manifestações violentas na sexta-feira em quatro pontos da cerca de fronteira entre Gaza e Israel, pressionando fortemente para romper a barreira. Soldados israelenses repeliram-nos com medidas de dispersão de multidões e tiroteios. Os palestinos alegaram 300 feridos. Em um exemplo, um explosivo explodiu nas mãos de desordeiros quando foi atingido por uma bala. Outros dispositivos foram arremessados nos soldados. O fogo do atirador de elite estava sujeito à permissão de um oficial com o posto de comandante de batalhão. O ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, observou: “O número de manifestantes palestinos em Gaza diminui de semana para semana. Agradeço aos soldados e comandantes por seu esforço profissional e altamente moral para salvaguardar a fronteira e permitir que continuemos como sempre, apesar da minoria pequena e hipócrita que está protestando contra eles ”.

Putin adverte Macron contra "ações perigosas" na Síria

13 de Abril de 2018

O presidente russo, Vladimir Putin, convocou o presidente Emmanuel Macron com uma advertência: "O mais importante é evitar ações mal-intencionadas e perigosas [na Síria] que constituam uma violação grosseira da Carta da ONU e tenham conseqüências imprevisíveis". Macron lamentou O uso do veto pela Rússia para bloquear uma votação do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque sírio.
https://www.debka.com

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

Que armas podem EUA e Rússia usar em caso de confrontação na Síria?


Lançamento de míssil Tomahawk (foto de arquivo)


© AP Photo / Kenneth Moll

Defesa

04:20 11.04.2018(atualizado 04:31 11.04.2018) URL curta

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A tensão em torno a Síria cresce diariamente. Os Estados Unidos enviam navios de guerra para o Mediterrâneo, ao mesmo tempo que a mídia alerta sobre possíveis ataques aéreos na área.

A Rússia, por sua vez, não pretende usar a força, mas Moscou está pronta a considerar várias respostas, inclusive militares, caso a parte norte-americana decida atacar. O colunista do The National Interest Dave Majumdar faz uma previsão quanto às armas que cada lado pode usar se a situação atingir um ponto crítico.

Vladimir Shamanov

Sergey Subbotin

General russo garante: Rússia pode responder militarmente se EUA atacarem a Síria

Os EUA, em caso do ataque contra a Síria, podem usar mísseis de cruzeiro Tomahawk e AGM-86 que, como destaca o autor, seriam capazes de superar os sistemas de defesa antimíssil russos S-300 e S-400 implantados na Síria.

Além disso, o Pentágono tem à sua disposição bombardeiros B-2 Spirit e caças furtivos F-22 Raptor que, no entanto, podem ser detectados pelos meios de defesa antiaérea russos.

A Rússia, por sua vez, pode responder atacando bases dos EUA e seus aliados. Para isso, poderia usar mísseis de cruzeiro Kh-101 transportados por bombardeiros estratégicos Tu-95 e Tu-160, bem como mísseis Kalibr de baseamento marítimo.

Antes, a mídia havia informado sobre o envio de um grupo aeronaval norte-americano ao mar Mediterrâneo, cujos navios estão equipados com dezenas de mísseis Tomahawk.

Um caça-bombardeiro americano F/A-18F Super Hornet sobrevoa o porta-aviões da Marinha dos EUA USS Gerald R. Ford, enquanto este testa seus novos sistemas EMALS e AAG no Atlântico

© REUTERS / Marinha dos EUA/Erik Hildebrandt

Agência de aviação europeia alerta Mediterrâneo quanto a possíveis ataques aéreos à Síria em 72h

As informações sobre o envio de navios de guerra para a costa síria começaram a aparecer depois do suposto uso de armas químicas na cidade síria de Douma. Os países ocidentais acusaram Damasco de usar estas armas, as autoridades sírias negam estas acusações.

Os EUA declararam que estudam a possibilidade de uma "resposta militar" às ações das autoridades sírias. Na segunda-feira (9) Donald Trump disse que precisaria de 48 horas para tomar a decisão quanto às medidas de resposta contra a Síria. A Rússia advertiu Washington sobre possíveis ações militares, dizendo que isto pode levar "às consequências mais graves".

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2018041110955901-russia-eua-confrontacao-siria/

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Como Moscou pode responder às sanções de Washington sem violar direito internacional?


Centro Internacional de Negócios de Moscou Moscow City, Rússia


© Sputnik/ Anton Denisov

Economia

06:00 12.04.2018(atualizado 07:55 12.04.2018) URL curta

440

Nos últimos tempos as disputas comerciais têm atingindo dimensões críticas. A imposição de tarifas por parte dos EUA e as medidas de retaliação da China podem afetar os interesses de muitos países. O vice-ministro russo do Desenvolvimento Econômico comentou a possível resposta de Moscou e as consequências da guerra comercial.

Em 6 de abril os EUA impuseram novas sanções contra 38 empresas e homens de negócio russos. Isso levou ao colapso do mercado bolsista russo. Segundo o vice-ministro russo do Desenvolvimento Econômico, Aleksei Gruzdev, essas novas sanções representam um elemento de concorrência desleal.

"Consideramos que essas sanções são infundadas e violam os princípios da concorrência saudável", declarou Gruzdev em uma entrevista à Sputnik.

Ouro

CC BY 2.0 / Bullion Vault

Guerra comercial entre EUA e China está debilitando reservas de ouro

Quanto à resposta russa às novas sanções, o ministro sublinhou que a Rússia segue as normas e regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Entretanto, Moscou tem mecanismos para defender seus interesses nacionais sem violar o direito internacional.

Comentando as relações entre a China e os EUA, Gruzdev declarou que ambos os países são atores chave no sistema de comércio internacional e qualquer agravamento das relações entre Washington e Pequim afeta esse sistema.

"Essa situação levará a desequilíbrios e desafios para outros países […] Há especialistas que acreditam que a situação atual criará novos estímulos para desenvolvimento das relações econômico-comerciais entre a Rússia e a China, e se algumas medidas restritivas forem impostas [por parte dos EUA], os exportadores russos terão a oportunidade de compensar suas quotas no mercado", explicou o ministro.

Banco Central da Rússia

© Sputnik/ Natalia Selivestrova

Banco Central da Rússia sobre colapso bolsista: mercado russo deve se adaptar às novas sanções

Entretanto, ele sublinhou que é difícil prever exatamente como é que a situação irá evoluir e que setores econômicos serão afetados pelas sanções norte-americanas. 

"Um dos desafios cruciais dessa situação é a derrogação das normas e regras do direito comercial internacional, que sempre têm sido apoiadas pela Rússia. O que se passa agora não se enquadra nesse sistema", revelou Gruzdev.

Para ele, a situação pode se agravar e levar a uma onda de protecionismo, fechamento dos mercados a nível internacional e minar todo o sistema de comércio internacional existente.

Respondendo à pergunta sobre a reação da China, o ministro sublinhou que Pequim não está de acordo com as ações e medidas tomadas pelos EUA, porque têm o caráter unilateral e não estão de acordo com as normas da OMC, violando os compromissos do país no âmbito da OMC.

Logo do petro

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Concorrente do dólar? Analista avalia decisão da Rússia de aceitar pagamentos em petro

"Ao mesmo tempo a China e os EUA são parceiros tão grandes e tão interligados no que se refere ao comércio e investimentos, que, em minha opinião, é do interesse de ambos os países encontrar uma solução eficiente. Não acho que a China esteja interessada em desencadear uma guerra comercial", opinou ele.

Gruzdev disse que a Rússia, por sua vez, já declarou no âmbito do Conselho de Comércio da OMC, realizado no fim de março, que considera as ações dos EUA ilegítimas e pediu para clarificá-las, não tendo no entanto ainda recebido quaisquer esclarecimentos.

Ela afirmou que o governo russo acompanha a situação e que serão adotadas as medidas necessárias. O ministro disse também que as autoridades russas estão estudando todas as medidas de resposta e investigações no âmbito da OMC e que, no futuro, será encontrada uma solução apropriada.

Navios chineses durante exercícios navais no mar da China Oriental (foto de arquivo)

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Guerra comercial entre China e EUA já envolve armamentos reais

No dia 6 de abril, os EUA adotaram novas sanções contra uma série de empresários russos e suas empresas, bem como contra alguns políticos russos.

Anteriormente, Washington publicou um memorando para aplicar tarifas sobre as importações de produtos chineses em um valor total de 60 bilhões de dólares (R$ 190 bilhões), alegando o roubo de propriedade intelectual por parte de Pequim. Além disso, o presidente dos EUA Donald Trump disse que está disposto a aumentar as tarifas no valor de 100 bilhões de dólares (R$ 320 bilhões) em resposta à "injusta" imposição de tarifas por parte da China sobre produtos norte-americanos.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018041210966792-russia-resposra-sancoes-eua/