domingo, 9 de dezembro de 2018

Os rumores de Lei Marcial


9 de dezembro de 2018

Putin avisa a nação para se preparar para o pior  depois que Trump começa a preparar a aplicação da lei marcial

Um novo e intrigante relatório do Conselho de Segurança (CS) circulando em Moscow afirma que o Presidente Putin acaba de alertar a nação que a "transformação muito poderosa e dinamicamente evolutiva" de nosso mundo está levando a "uma situação muito dramática na história da Rússia". nosso país ”está se referindo diretamente ao presidente Trump que logo vá estabelecendo um governo militar para governar os Estados Unidos com mãos de ferro, enquanto esteja sob um estado de lei marcial - um processo iniciado por uma misteriosa e secreta organização de inteligência militar dos EUA chamada“ QAnon ”- que  Trump e o assessor e ex-diretor de comunicação da Casa Branca, Anthony Scaramucci, fazem alusão a esta semana passada ao afirmar incrivelmente a leais apoiadores de Trump "quando você descobrir quem ele é, você não vai acreditar" - mas a quem analistas de inteligência russos identificado como sendo o chefe de todo o exército dos EUA, o general Mark Milley - agora sendo aproveitado por Trump para assumir o comando do  Estado Maior Supremo do exército dos EUA, e cujas ordens dadas a todas as forças do Exército dos EUA no verão passado afirmam que “o dever dos soldados e oficiais é da Constituição dos EUA, não de nenhum partido político ou figura” - com sua declaração adicional:

Nós somos os únicos militares do mundo ... que não fazem um juramento a um rei, uma rainha, um ditador, um presidente.

Nós não fazemos juramento a um país. Nós não fazemos juramento a uma tribo ou a um pedaço de terra.

A principal essência do Exército é que estamos comprometidos com você, os cidadãos.

Estamos dispostos a morrer, a dar a nossa vida, por uma ideia.

O líder do QAnon, general Mark Milley (acima), prepara-se para estabelecer uma regime de lei marcial nos Estados Unidos.



A “idéia” de que o general Milley jurou sua vida e a vida de todas as forças militares dos EUA para defender, continua este relatório, ficou sob uma de suas piores ameaças na história, em 2009, quando os social-esquerdistas Obama-Clinton estiveram no poder - que rapidamente dizimou todo o exército dos EUA a ponto de ser apenas “marginalmente capaz” de defender sua nação.

Em 2010, e a fim de garantir a destruição de longa data das forças armadas dos EUA, este relatório observa que o Governos Clinton- Obama emitiram um decreto para o vasto gulag de doutrinação infantil do país (chamado de  escolas) basicamente proibindo o ensino da escrita manual. - mais particularmente cursiva de que todos os documentos fundadores dos Estados Unidos estão escritos - que apenas alguns Estados têm lutado contra, mas estão sendo combatidos com unhas e dentes por forças esquerdistas-socialistas que chocantemente alegam que as crianças americanas ser capaz de compreender os documentos mais históricos de sua nação “não é mais relevante”.

Com esse gulag doutrinário infantil esquerdista-socialista sendo tão insidiosamente poderoso que na semana passada um menino de 16 anos escolheu pular para a morte depois de ser ameaçado por seus funcionários da escola com acusações criminais de pornografia infantil porque ele tinha feito sexo consensual com um adolescente. Um colega de turma de 18 anos, detalhes do relatório, a destruição total de toda uma geração guerreira da juventude americana está quase completa - como evidenciado pelas chocantes novas estatísticas que mostram que 71% dos jovens americanos entre 17 e 24 anos agora não são elegíveis   a servir nas forças armadas dos Estados Unidos - e isso levou à maior crise de recrutamento militar vista em toda a América.

A fim de proteger a “idéia” de que a América seja destruída pelas forças socialistas esquerdistas do dos governos Clinton-Obama, este relatório diz que o Conselho de Segurança havia notado anteriormente que o veterano repórter investigativo americano e autor de best sellers, Dr. Jerome Corsi, havia revelado que um grupo de generais que lhe contou que Trump foi recrutado por uma misteriosa e secreta unidade de inteligência militar dos EUA chamada “QAnon” para concorrer às eleições presidenciais de 2016 e posteriormente ajudar a remover funcionários corruptos do “Estado Profundo” de posições de poder - e hoje em proteção contra o Dr. Corsi em uma batalha até a morte com o Conselheiro Especial Robert Mueller, a quem ele se recusa a falar - com isso, ainda mais, notar que o inconfundível poder de "QAnon" forçou até mesmo a revista Time a nomear como uma das 25 pessoas mais influentes na internet em 2018.

General Mark Milley, líder do QAnon (segundo da esquerda), reúne todos os principais líderes militares dos EUA em torno do presidente Donald Trump em demonstração de lealdade


Como seria de esperar, como parte da execução das ordens de imposição da lei marcial emitidas pelo comandante-chefe Donald Trump, este relatório explica: O líder do QAnon, o general Mark Milley, iniciou uma purga de oficiais militares desleais dos Estados Unidos - durante a última quinzena inclui o tenente-coronel Willie Newson, comandante da 165ª Asa de Transporte Aéreo que fornece transporte aéreo tático de pessoal, equipamentos e suprimentos em todo o mundo cujas forças seriam responsáveis ​​por retornar às forças de combate endurecidas dos Estados Unidos para supervisionar a a vindoura lei marcial, sendo preso por crimes de sexo infantil  - o vice-almirante Scott A. Stearney, comandante de todas as forças de combate dos EUA no Oriente Médio que a 165ª Ala de Transporte Aéreo para os Estados Unidos, sendo completamente suicidado - o general Michal Hayden, da Força Aérea dos EUA, o top dos governos Clinton-Obama chefe de espionagem, sendo "estressado" e incapacitado - e, ontem mesmo, o general da Marinha dos EUA, John Kelley, sendo expulso da Casa Branca no uso de seus “chiados”, mas que analistas da inteligência russa acreditam ter ajudado a planejar as ordens da lei marcial que Trump assinará em breve.

Estimulando a necessidade de Trump declarar um estado de lei marcial nos Estados Unidos, este relatório explica, está sendo planejado atualmente um movimento socialista democrata de governos anti-Trump para forçar seus cidadãos a taxar impostos astronômicos sobre aquecimento - juntando-se a eles com a nação do “inferno fiscal” da França onde, ontem, milhares de outros cidadãos foram espancados e presos por ousarem protestar contra os impostos injustos que lhes foram impostos por seus líderes socialistas maníacos climáticos esquerdistas - e isso causou a  Trump para insultar o presidente francês Macron dizendo “Muito triste o  dia e noite em Paris. Talvez seja a hora de acabar com o ridículo e extremamente caro Acordo de Paris e devolver o dinheiro de volta ao povo na forma de impostos mais baixos? ”- e seu mais bem observado -“ Os EUA estavam muito à frente disso e o único país importante onde as emissões caíram no ano passado! ”

As ruas em chamas da França mostram a verdadeira agenda dos socialistas de esquerda - criam tanto caos e violência quanto possível para que eles possam tomar o poder



Posicionando uma ameaça igual a Trump e os próprios Estados Unidos como esses socialistas de esquerda, continua este relatório, são os poderosos gigantes da tecnologia que apóiam essa agenda comunista global - mais particularmente o Google, que agora descobriu estar manipulando 25% das eleições mundiais - cujos principais executivos da empresa foram descobertos por e-mails vazados para discutir como eles podem destruir Trump - que então fazem com que um oficial sênior do Google envie uma busca frenética para impedir que a informação interna seja conhecida pelo povo americano e sua afirmação era agora " prioridade número um ”e ameaçando“ Fuck you leakers ”- uma ameaça aparentemente realizada ontem, quando o corpo de um suspeito de 22 anos foi encontrado na sede do Google em Nova York.

Com o presidente Putin advertindo que “esta dramática situação está se desdobrando em todo o mundo e também em nosso país”, conclui o relatório, nações do mundo inteiro estão se preparando para algo  que vem a seguir - melhor examinado pela maior democracia do mundo, a Índia -descartando  fora o dólar americano em seu comércio de petróleo com o Irã e fez o mesmo, há apenas algumas horas, com os Emirados Árabes Unidos, e cujos navios de guerra agora se juntam aos da Rússia - e isso igualmente em resposta, viu o primeiro-ministro russo Medvedev assegurando a outras nações cujo suprimento vital de alimentos teria que vir de um caos arruinado sob a lei marcial na América: “Nosso país é, como dizem, destinado pelos céus a alimentar todo o planeta. E vamos tentar e fazer isso.

WhatDoesItMean.Com.

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Almirante russo adverte Marinha dos EUA contra provocações no mar Negro


Manobras navais internacionais Sea Breeze 2017 organizados pelos EUA e Ucrânia no mar Negro (imagem referencial)

Almirante russo adverte Marinha dos EUA contra provocações no mar Negro

© AFP 2018/ ALEXEY KRAVTSOV / AFP

Europa

09:02 06.12.2018(atualizado 09:06 06.12.2018) URL curta

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Os navios da Marinha dos EUA têm o direito de entrar no mar Negro, mas a Rússia não deixará sem resposta possíveis provocações relacionadas à violação de suas águas territoriais, disse à Sputnik na quinta-feira (6) o almirante russo Vladimir Komoedov, que comandou a Frota do Mar Negro de 1998 a 2002.

Há pouco, a CNN afirmou que os EUA estão se preparando para enviar um de seus navios de guerra para o mar Negro, depois do incidente no estreito de Kerch.O comando da Marinha estadunidense teria enviado uma informação ao Congresso a fim de notificar a Turquia dos seus planos. Ainda segundo o canal de mídia, essa medida poderia aumentar as tensões entre os Estados Unidos e a Rússia.

"Ninguém proíbe os navios dos EUA de navegarem no mar Negro, de acordo com a Convenção de Montreux, eles podem ficar lá por até 21 dias, então não está claro para o que é que os americanos estão se preparando — eles têm muito perto, no Mediterrâneo, a sua sexta frota. Não se entende de que modo EUA pretendem apoiar a Ucrânia, talvez seja apenas mais uma declaração política" — disse Komoedov.

Navio de desembarque Yamal da Frota do Mar Negro da Rússia

© Sputnik / Vasily Batanov

Especialista comenta chances de OTAN enviar navios ao mar Negro em apoio à Ucrânia

Ao mesmo tempo, o almirante observou que a Rússia não deixaria sem resposta possíveis provocações da Marinha dos EUA e retaliaria se um navio americano entrasse ilegalmente nas águas territoriais da Rússia.

"No entanto, se eles entrarem em nossas águas territoriais, ou seja, se violarem as fronteiras nacionais, serão punidos. Então, eles que fortaleçam suas armas para que nem tudo seja destruído" — adicionou o almirante.

Na terça-feira (27), um tribunal russo ordenou a prisão preventiva de 15 dos 24 marinheiros ucranianos detidos pela guarda fronteiriça russa. Na segunda-feira (26), o parlamento ucraniano aprovou a introdução da lei marcial em algumas regiões do país por 30 dias.

No dia 25 de novembro, três navios da Marinha Ucraniana (Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu), juntamente com suas tripulações, foram detidos por violarem a fronteira nacional da Rússia, infringindo os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre o direito marítimo.

Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018120612848821-almirante-russo-advertiu-marinha-EUA-mar-Negro-provocacoes/

Forças russas não permitirão que EUA façam o que querem no mar Negro


Destróier norte-americano USS Carney (DDG 64) no mar Negro (imagem de arquivo)

Especialista militar: forças russas não permitirão que EUA façam o que querem no mar Negro

© Foto: U.S. Navy/Ryan U. Kledzik

Análise

10:50 06.12.2018URL curta

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Após o incidente com os navios ucranianos no estreito de Kerch, os EUA estão se preparando para enviar um navio de guerra ao mar Negro, relatou o canal CNN citando fontes. O especialista militar Igor Korotchenko sugeriu qual seria a real intenção americana.

De acordo com a notícia, as Forças Armadas dos EUA enviaram um pedido ao Departamento de Estado para notificar a Turquia sobre os planos do lado americano.

"Os Estados Unidos realizam suas atividades de acordo com os termos da Convenção de Montreux. No entanto, não comentaremos sobre a natureza da nossa correspondência diplomática com o governo da Turquia", respondeu à mídia o Departamento de Estado.

Manobras navais internacionais Sea Breeze 2017 organizados pelos EUA e Ucrânia no mar Negro (imagem referencial)

© AFP 2018/ ALEXEY KRAVTSOV / AFP

Almirante russo adverte Marinha dos EUA contra provocações no mar Negro

Durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista Igor Korotchenko sugeriu qual é o propósito dos planos americanos.

"Para os Estados Unidos, uma presença militar mais ou menos permanente no mar Negro [mesmo que seja em base rotativa, já que a Convenção de Montreux os proíbe de terem uma presença permanente], mostrando lá sua bandeira, é [uma questão] política", disse Korotchenko.

Para o especialista russo, essas manifestações político-militares americanas servem apenas para "mostrar sua determinação em 'conter'" a Rússia.

"Neste caso, é também o apoio à Ucrânia e à sua operação inglória no estreito de Kerch, que terminou em fracasso. A este respeito, nós devemos estar preparados para quaisquer provocações, quaisquer ações persistentes dos EUA. E devemos estar prontos para detê-los, para mostrar aos EUA o lugar deles. Nossos militares não permitirão que os americanos vejam o mar Negro como uma região onde podem agir como bem entendem", concluiu o especialista.

Navio USS McCampbell (DDG 85) dos EUA no Golfo Pérsico

© AFP 2018 / HO / US NAVY / AFP

Destróier norte-americano se aproxima da fronteira oriental da Rússia

Em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana violaram a fronteira da Rússia, entrando em áreas temporariamente fechadas do mar territorial russo, quando seguiam do mar Negro para o estreito de Kerch. Devido às manobras ilegais, as embarcações foram detidas, junto com seus 24 marinheiros ucranianos, e estes foram processados.

O presidente russo, Vladimir Putin chamou o incidente de provocação, além de considerá-lo como um pretexto para que a lei marcial fosse introduzida na Ucrânia, antes da eleição presidencial no país, em meio ao baixo índice de aprovação do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko.

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2018120612849864-forcas-russas-nao-permitirao-eua-facam-quiserem-mar-negro-especialista/

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Invisível e de alta precisão: novo 'agente secreto' da Rússia não deixa chances ao inimigo


Sistema termoacústico de reconhecimento de artilharia Penitsillin (Penicilina)

Invisível e de alta precisão: novo 'agente secreto' da Rússia não deixa chances ao inimigo

© Foto: Roselectronica, SA

Defesa

10:19 05.12.2018URL curta

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O novíssimo sistema de reconhecimento de artilharia russo Penitsillin (Penicilina) é capaz de detectar praticamente todos os tipos de sistemas de ataque inimigos à distância de dezenas de quilômetros. Ao mesmo tempo, o próprio sistema russo é extremamente difícil de localizar.

O especialista militar Nikolay Protopov explica que capacidades únicas possui o material bélico do futuro.

Apresentação gráfica dos testes do míssil Sarmat utilizada durante discurso do presidente russo, Vladimir Putin, perante a Assembleia Federal, 1º de março de 2018

© Foto : Ministério da Defesa da Rússia

Especialista militar afirma que armas russas podem salvar norte-americanos

Ninguém conseguirá esconder-se

Entre as caraterísticas mais marcantes do sistema Penitsillin — que entrará em serviço em 2020 — é que ele funciona a uma distância segura do adversário. Isso minimiza os riscos para a vida do pessoal de reconhecimento avançado. Não obstante, o sistema que tem o nome do famoso antibiótico é capaz de operar de modo completamente autônomo.

Ao falar sobre funcionamento do sistema russo, o especialista explicou que ele detecta o ruído e a energia cinética produzidos pelos disparos de sistemas inimigos, tais como artilharia, mísseis, etc. Assim, o sistema recebe e trata os sinais e, em seguida, determina a posição do material bélico do adversário.

Ao receberem as coordenadas certas de sua localização — o que leva só alguns segundos — os artilheiros atacam quase imediatamente as posições do inimigo sem permitir-lhe efetuar o segundo disparo.

Além disso, o Penitsillin russo é equipado com câmeras de vídeo e térmicas que seguem a trajetória de voo das munições. Elas permitem ao sistema controlar uma faixa de 25 quilômetros de largura. Entretanto, apenas um desses equipamentos russos é suficiente para fornecer informação a uma divisão de artilharia.

Métodos de detecção integrados

Testes do sistema de combate a laser russo Peresvet

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Novíssimos sistemas de combate a laser Peresvet entram em serviço do exército russo (VÍDEO)

Os primeiros sistemas de detecção por 'sound ranging' entraram em serviço do exército soviético ainda nos anos 70. No entanto, eles usavam apenas o alcance de som de artilharia para determinar as coordenadas de uma bateria hostil. No entanto, só operavam com precisão em áreas planas e, portanto, não tiveram uma aceitação significativa.

Atualmente, os engenheiros da indústria militar russa conseguiram unificar o método de detecção por som com câmeras de vídeo e térmicas no mesmo sistema. Isso aumenta significativamente as capacidades do novo Penitsillin, levando ao mínimo as desvantagens possíveis.

Radares a que falta camuflagem

Vale a pena destacar que os militares também têm em seu serviço outros meios que permitem detectar a localização do material bélico inimigo — os radares de contrabateria. Trata-se de uma estação de radar Zoopark que detecta os projéteis de artilharia disparados por uma ou mais peças, obuseiros, morteiros ou lançadores de foguetes e, a partir de suas trajetórias, localiza a posição no terreno da arma que o disparou.

Estação de radar Zoopark durante exercício da artilharia tática no campo de treinamento de Molkino, em Krasnodar

© Sputnik / Georgy Zimarev

Estação de radar Zoopark durante exercício da artilharia tática no campo de treinamento de Molkino, em Krasnodar

Esses radares são verdadeiros "monstros" da detecção de alvos inimigos, pois são capazes de localizar a artilharia adversária à distância de até 65 quilômetros. No entanto, essas enormes estações de radares têm uma séria desvantagem. Visto que emitem uma potente radiação eletromagnética, os radares deixam de serem invisíveis, ou seja, são mais fáceis de serem detectados. Consequentemente, as armas inimigas têm oportunidade de destruí-los.

"Tais estações de radar possuem uma antena bastante grande e devem emitir um forte sinal na faixa de radiolocalização para poderem determinar e calcular a trajetória [de voo] das munições a partir do seu raio refletido. O sistema Penitsillin não emite nada — é praticamente impossível localizá-lo. Entretanto, ele calcula as coordenadas com a mesma precisão", opina outro especialista militar russo, Viktor Murakhovsky.

Ocidente permanece ansioso

Сorvetas Stoiky e Boiky da Marinha da Rússia em uma base da Frota do Báltico (foto de arquivo)

© Sputnik / Igor Zarembo

'Avanço novíssimo': por que sistema antissubmarino e antitorpedo russo é tão especial (VÍDEO)

As inéditas capacidades de invisibilidade do novíssimo sistema russo Penitsillin é o que continua a preocupar muito os especialistas militares europeus e norte-americanos. Por exemplo, a edição The National Interest considerou essa nova arma russa como um "meio para destruir a artilharia pesada estadunidense". A razão principal de suas preocupações baseia-se em que seus militares não irão saber se as posições da sua artilharia foram detectadas antes de a artilharia russa efetuar o contra-ataque.

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2018120512839697-complexo-reconhecimento-artilharia-penitsilin-russia-ocidente/

O que permite à Rússia sair vencedora de conflitos internacionais


Presidente russo Vladimir Putin participa da cerimônia de entrega das credenciais de embaixadores estrangeiros no Palácio Estatal do Kremlin, junto com o chanceler Sergei Lavrov (à esquerda) e o assessor da presidência, Yuri Ushakov (à direita)

O que permite à Rússia sair vencedora de conflitos internacionais? Jornal francês explica

© Sputnik / Aleksei Druzhinin

Rússia

11:14 05.12.2018(atualizado 11:15 05.12.2018) URL curta

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Rússia consegue sair vencedora, já ao longo de muitos anos, da maioria dos conflitos geopolíticos internacionais e, de acordo com o jornal francês Figaro, esse mérito deve ser atribuído ao presidente russo, Vladimir Putin.

A edição destaca que a excelente e profunda formação acadêmica do líder russo desempenha um papel vital na tomada de decisões políticas e, consequentemente, afeta o rumo exterior do país em geral.

Em particular, seus conhecimentos de geografia, do mapa político do mundo e os traços especiais de cada país e de cada povo, com sua cultura única, permitem ao presidente russo atingir o sucesso na arena mundial, destaca o jornal.

Presidente russo, Vladimir Putin, e presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cúpula do G20 em Hamburgo

© Sputnik / Mikhail Klimentiev

Rússia controla Trump? Porta-voz de Putin chama ideia de 'bobagem' e 'caça às bruxas'

Para ilustrar tal ponto de vista, a mídia francesa dá o exemplo do encontro de Putin com o ministro da Agricultura, Aleksandr Tkachev. Quando o ministro começou a falar sobre exportação russa de carne de porco à Indonésia, Putin parou seu relato e apontou para um erro sério. O presidente indicou que se trata de um país maioritariamente muçulmano, onde a maioria de população, ou seja 87%, não consome esse tipo de carne. Portanto, não vale a pena exportá-la a essa região.

Nessa conexão, o Figaro ressalta que, em comparação com outros líderes mundiais, Vladimir Putin percebe a diferença existente entre vários povos em diferentes partes do mundo, o que, por sua vez, lhe permite conduzir uma política bem ponderada.

Ao falar sobre outros líderes nacionais, o jornal sublinha que eles não entendem nada sobre diferenças regionais. Por exemplo, uma vez o presidente estadunidense Donald Trump confundiu a Áustria com a Austrália, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron chamou de ilha a Guiana Francesa — um departamento ultramarino da França na costa atlântica da América do Sul.

Retratos dos presidentes dos EUA e da China em revistas chinesas (foto de arquivo)

© AFP 2018 / NICOLAS ASFOURI

Trump está blefando: por que acordo comercial entre EUA e China é uma ilusão?

É evidente que conhecimentos tão fracos de geografia resultam em um desconhecimento absoluto de assuntos geopolíticos cruciais e em desejos de obter benefícios de curta duração.

Na lista de causas que levaram a uma diferença tão significativa na formação de líderes mundiais, o jornal nomeia, em primeiro lugar, os fracos sistemas de ensino no Ocidente que não prestam atenção suficiente a disciplinas importantes como, por exemplo, a geografia.

Em segundo lugar, segundo a mídia, o problema é que a muitos líderes ocidentais falta interesse por essas questões, pois se preocupam só com assuntos econômicos e financeiros ou mesmo com temas ainda mais inúteis.

Tudo isso significa que eles não possuem uma estratégia definida de longo prazo, que os ajudaria a diferenciar os amigos e inimigos, a entender qual é a balanço de forças real entre os Estados e quais as regiões do planeta em que é vital manter o equilíbrio para preservar a paz em todo o mundo.

Não obstante, isso permite explicar por que a Rússia, com sua estratégia bem definida, sai como vencedora da maioria dos conflitos internacionais, resume a edição.

Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/2018120512841433-russia-presidente-vladimir-putin-segredo-forca-geografia/

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Esses países estão rapidamente e silenciosamente descartando o dólar


Authorizado by Robert Wheeler via Daisy Luther's Organic Prepper blog,

Nos últimos meses, tem havido um aumento constante no número de países que despejam partes significativas de seus ativos em dólar. Isso está fazendo com que muitas pessoas se preocupem com a possibilidade de a economia dos EUA sofrer ou não um choque massivo mais cedo, mais tarde ou em algum lugar no meio.

Embora os meios de comunicação corporativos americanos ignorem totalmente os desenvolvimentos ou afirmem que não há nada com que se preocupar, a realidade é que o dumping do dólar é um processo que está claramente em andamento. Mais do que isso, parece que é um processo que é pelo menos parcialmente coordenado por vários países que foram alvo de sanções americanas e bullying financeiro no “mundo pós-11 de setembro”.

Assim, enquanto os meios de comunicação corporativos ignoram o desaparecimento do domínio do dólar e garantem a sua infeliz audiência que está tudo bem, os meios de comunicação alternativos estão prevendo uma segunda República de Weimar, desta vez na América do Norte.
Mas o que realmente está acontecendo com o recente dumping do dólar? Quem está realmente despejando o dólar e que tipo de efeitos poderíamos realmente esperar nos EUA se o dólar fosse realmente abandonado?

Quem está descartando o dólar?


Como o dólar atualmente desfruta de seu status de moeda de reserva do mundo, ele é constantemente comprado e vendido por nações em todo o planeta. Esse arranjo é essencialmente o que mantém o dólar forte mesmo depois que os Estados Unidos adotaram políticas de livre comércio neoliberais que viram o maior sistema econômico que o mundo já conheceu e que se transformou em uma casca de seu antigo eu. Esse acordo permite que os Estados Unidos vendam sua “dívida” para o resto do mundo, o que outros países estão dispostos a comprar por causa da estabilidade do sistema governamental americano e do fato de que a América ainda é uma potência econômica.
Mas à medida que os EUA ampliam suas forças militares e financeiras no curso da expansão de seu império em todo o mundo, o colapso desse império se aproxima e, com ele, os pés cada vez mais agitados de países que desejam tomar decisões financeiras prudentes. Para os países cansados ​​de serem vítimas do império, aqueles que desejam um mundo “multipolar” e aqueles que buscam expandir seus próprios impérios, no entanto, o cheiro de sangue está flutuando no ar.
A China, o império emergente e competitivo, já iniciou o processo de dumping do dólar americano de maneira cuidadosa e coordenada. Isso é particularmente preocupante, já que a China detém tanto da dívida americana e de tantos dólares americanos. Se a China abandonasse todas as suas ações de uma só vez, a América provavelmente entraria em uma nova crise financeira. Felizmente para os americanos, no entanto, uma medida tão imediata também colocaria a China em uma crise que é, provavelmente, a principal coisa que mantém a China de volta.
Mas não se engane. A China está avançando com o plano de se aliviar do dólar. Afinal, o país fechou recentemente um acordo para negociar petróleo em yuan em vez do dólar.
"A Continental está preparando o terreno para a Iniciativa Faixa e Estrada, e a China está até adoçando o pote oferecendo instalações de troca a países locais para promover o uso do yuan", disse Stephen Innes, diretor de câmbio da OANDA na região Ásia-Pacífico. RT
De fato, parece que os mecanismos de comércio país a país em desenvolvimento estão surgindo também, o que acabará por subverter o dólar americano como moeda de reserva mundial. Curiosamente, o desenvolvimento de tal sistema é resultado de sanções americanas agressivas e bullying financeiro ao longo das últimas décadas.
Os Estados Unidos mantêm sanções em todos os países-alvo, como Irã, Síria, Coréia do Norte, Rússia e outros. Mas os EUA também ameaçam seus “aliados” com sanções se ousarem agir racionalmente no cenário mundial ou se recusarem a seguir os ditames americanos. Como resultado, a América está se colocando em isolamento e criando um mundo onde pegou a bola e foi para casa tantas vezes que o resto das crianças percebeu que é possível e ainda mais fácil apenas jogar o jogo sem o valentão americano em campo. .
A Índia também está se afastando lentamente do dólar. Recentemente, anunciou que pagaria pelo sistema russo S-400 (importante por si só) e liquidaria o pagamento em rublos, não em dólares.
Mas não é apenas o desenvolvimento de mecanismos financeiros / de comércio de país para país. Outros países foram lentamente despejando o dólar imediatamente. De fato, a China também fez isso. Dê uma olhada em um relatório recente da RT detalhando como a China acabou de despejar a maior quantidade de Treasuries em 8 meses. O artigo afirma
Em setembro, a participação da China nos títulos do Tesouro dos EUA teve a maior queda desde janeiro, já que as atuais tensões comerciais com Washington forçaram a maior economia do mundo a tomar medidas para estabilizar sua moeda nacional.
Ainda como o maior detentor estrangeiro da dívida externa dos EUA, a China reduziu sua participação em quase US $ 14 bilhões, com as ações do país caindo para US $ 1,15 trilhão, ante quase US $ 1,17 trilhão em agosto, segundo os últimos dados do Departamento do Tesouro. A queda marca o quarto mês consecutivo de quedas. A China é seguida pelo Japão, cuja participação nos títulos do Tesouro dos EUA caiu para US $ 1,03 trilhão, a menor desde outubro de 2011.

Washington acelerou a emissão do Tesouro para evitar o potencial de crescimento do déficit federal devido ao enorme corte de impostos promovido pelo presidente Donald Trump, bem como o acordo de gastos federais aprovado pelo governo em fevereiro.
As compras chinesas da dívida do Estado dos EUA vêm diminuindo nos últimos meses. A última queda vem no topo do crescente conflito comercial entre Pequim e Washington sobre o desequilíbrio comercial, o acesso ao mercado e o suposto roubo de segredos tecnológicos dos EUA por corporações chinesas. Até agora, os EUA impuseram tarifas sobre 200 bilhões de dólares de produtos chineses e Pequim retaliou com tarifas sobre 60 bilhões de dólares de produtos americanos e parou de comprar petróleo americano.
A China vem despejando constantemente ativos em dólares dos EUA nos últimos meses e o Japão seguiu o exemplo. Como o RT informou no mês passado,
China e Japão - os dois principais detentores de títulos do Tesouro dos EUA - reduziram sua participação em títulos e bônus em agosto, de acordo com os últimos números do Departamento do Tesouro dos EUA, divulgados na terça-feira.
A participação da China na dívida soberana dos EUA caiu para US $ 1,165 trilhão em agosto, de US $ 1,171 trilhão em julho, marcando o terceiro mês consecutivo de quedas, com a segunda maior economia do mundo impulsionando sua moeda nacional em meio a tensões comerciais com os EUA. A China continua sendo a maior detentora estrangeira de títulos do Tesouro dos EUA, seguida pelo Japão, aliado de longa data dos EUA.
Tóquio cortou sua participação de títulos dos EUA em US $ 1,029 trilhão em agosto, a menor desde outubro de 2011. Em julho, as ações do Japão estavam em US $ 1,035 trilhão. De acordo com os últimos dados do Ministério das Finanças do país, os investidores japoneses optaram por comprar a dívida britânica em agosto, vendendo títulos americanos e alemães. O Japão supostamente liquidou uma dívida líquida de US $ 5,6 bilhões.
Liquidar os títulos do Tesouro dos EUA, um dos ativos financeiros mais ativamente negociados no mundo, recentemente se tornou uma tendência entre os principais detentores. A Rússia despejou 84% de suas participações neste ano, com as participações remanescentes em junho totalizando apenas US $ 14,9 bilhões. Com as relações entre Moscou e Washington em seu ponto mais baixo em décadas, o Banco Central da Rússia explicou que a decisão foi baseada em riscos financeiros, econômicos e geopolíticos.
A Turquia também está se afastando do dólar, tendo abandonado a lista dos 30 maiores detentores de dívidas americanas. Isso provavelmente tem a ver com a Turquia finalmente chegando à conclusão de que os EUA estavam engajados na "diplomacia do hambúrguer" e não tem fidelidade real à Turquia como um estado vassalo. O fracassado golpe militar no país e o armamento das forças curdas nos EUA na Síria não fizeram nada além de empurrar a Turquia para a Rússia.
A Índia permanece na lista dos 30 maiores, mas cortou suas participações por cinco meses consecutivos.
Como seria de se esperar, a Rússia vem avançando de forma consistente não apenas para despejar o dólar de maneira responsável, mas também para tornar seu sistema financeiro mais distintamente russo e menos dependente dos caprichos do arranjo financeiro da Anglo. Mais uma vez, RT escreve,
Um dos maiores bancos da Rússia, a VTB está buscando diminuir a participação das transações em dólares dos EUA em casa, já que os locais estão escolhendo o rublo russo em relação ao dólar.
“Há uma coisa interessante que eu queria destacar. Desde o início deste ano, as pessoas parecem estar menos interessadas em fazer depósitos em dólares ou em contrair empréstimos em dólares, em comparação com depósitos e empréstimos denominados em rublos. Acreditamos que este seja um passo importante para a desdolarização do setor financeiro russo ”, disse o chefe da VTB, Andrey Kostin, em uma reunião do Kremlin com o presidente Vladimir Putin.
Segundo Kostin, especialistas da VTB elaboraram um pacote de propostas para promover ainda mais o rublo nos assentamentos internacionais. “Acho que precisamos criar nossas próprias ferramentas financeiras. Isso serviria como uma proteção adicional para o setor financeiro russo contra choques externos e daria um novo ímpeto ao seu desenvolvimento ”, acrescentou Kostin. As ferramentas financeiras mencionadas por Kostin são Eurobonds flutuantes, ações e outros derivativos que agora são usados ​​apenas no Ocidente.
A Rússia tem procurado maneiras de diminuir a dependência da moeda americana depois que Washington e seus aliados impuseram sanções contra Moscou em 2014. Em maio, o presidente Putin disse que a Rússia não pode mais confiar no sistema financeiro dominado pelo dólar, já que os EUA estão impondo sanções unilaterais. e viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Putin acrescentou que o monopólio do dólar é inseguro e perigoso para a economia global.

É importante lembrar que a Rússia também despejou US $ 47 bilhões em títulos do Tesouro, despejando quase metade de suas ações de uma só vez.
O que acontece se o dólar perder seu status?

Então, por que isso é preocupante? O que aconteceria se o dólar perdesse o status de moeda de reserva do mundo?
A verdade é que ninguém sabe exatamente como essa situação se parecerá e dependerá de vários fatores, como a rapidez com que o dólar é abandonado pelo mundo, a ação tomada pelo governo dos EUA em resposta, e a situação econômica. situação do país uma vez que o dólar é destituído.
Apesar das principais reivindicações, nunca estivemos nessa situação específica antes. Outros países viram sua moeda usada como a reserva mundial de fato, mas, quando seu tempo acabou, havia também muitos outros fatores em jogo e o sistema financeiro mundial estava menos interligado do que é hoje.
Ainda assim, embora possamos não conhecer os detalhes, temos uma ideia geral do que aconteceria.
Em primeiro lugar, os americanos perderão a conveniência de poder usar sua moeda em praticamente qualquer parte do mundo, tanto em nível empresarial quanto individual. Isso não é grande coisa no nível individual, embora possa causar alguns contratempos para empresas de médio porte.
Em segundo lugar, as taxas de juros certamente subirão. Isso tornará mais difícil para as empresas e indivíduos pagarem quaisquer empréstimos que possam ter recebido para iniciar ou manter seus negócios, comprar uma casa ou um carro, e isso sufocará o crescimento econômico e fará com que mais pessoas hesitem em solicitar esses empréstimos sabendo que as taxas de juros serão tão altas.
Terceiro, e talvez o mais perigoso, é o potencial de inflação generalizada e desvalorização da moeda. Perda do status de reserva mundial, sem dúvida, diminuirá o valor do dólar. A questão, no entanto, é se essa desvalorização ocorreria lentamente ao longo de um período de anos ou mesmo décadas, ou se ocorreria em meses, semanas ou dias. Obviamente, o primeiro seria preferível se o dólar tivesse que ser desfeito, porque ao menos daria tempo para os americanos se prepararem e se prepararem e inovarem para a desvalorização que viria a piorar gradualmente. Em alguns casos, as exportações americanas podem até ser úteis para algumas exportações americanas (embora não sejam úteis em termos de salários - competir através de padrões de vida mais baixos é uma corrida à pobreza extrema). Mas pelo menos uma queima lenta permitiria que os americanos "no conhecimento" estocassem alimentos, tentassem pagar suas dívidas, armar-se e tomar decisões financeiras prudentes em antecipação.
Uma perda rápida e repentina do status de moeda de reserva, no entanto, traria uma crise imensa para a qual praticamente ninguém está preparado. Como Webster Griffin Tarpley escreveu em seu artigo “A Segunda Onda da Depressão - Hiperinflação Provável”, publicado em 2009,
A próxima onda provavelmente envolverá um pânico mundial em dólar. Usando dados de estimativa, podemos dizer que há cerca de US $ 4 a US $ 5 trilhões em todo o mundo, sob a forma de hot money, títulos do Tesouro dos EUA, euros em dólares e várias formas de zeno-dólares. O Japão tem cerca de um trilhão, a China quase US $ 2 trilhões e assim por diante. É naturalmente muito insensato para um país em desenvolvimento como a China manter tantos dólares em vez de usá-los para comprar infraestrutura e bens de capital necessários, e os líderes chineses estão agora muito desconfortáveis ​​com sua própria decisão tola, que foi tomada sob forte pressão dos EUA. pressão. Mas o ponto é que esse excesso de US $ 4,5 trilhões é, por sua própria natureza, excessivamente instável. Cada país que detém grandes somas de dólares ou títulos do Tesouro dos EUA está nervosamente de olho em todos os outros países para ver se eles mostram sinais de fuga para a saída. Até agora, até onde sabemos, nenhum grande detentor de dólares tentou reduzir sua exposição ao dólar espancado despejando esses dólares no mercado internacional. Se alguém o fizesse, causaria um verdadeiro pânico financeiro universal que criaria caos e caos não apenas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, mas também nas vastas áreas do resto do mundo. É concretamente que agora a hiperinflação pode muito bem surgir: se um ou mais países credores dos EUA tentarem abruptamente aliviar os dólares, o valor da moeda norte-americana poderia sofrer um colapso catastrófico, o que significaria uma hiperinflação descontrolada na frente interna dos EUA.

Os números têm uma década, mas o conceito ainda está lá.
Dito isto, dado que os Estados Unidos usaram seu status como um método de se financiar em prosperidade mantida, a perda desse status removeria esse privilégio. Em vez disso, os Estados Unidos seriam forçados a se conformar com os ditames dos financistas que terão o país de joelhos ou fazer o que deveria ter feito o tempo todo - nacionalizar o Federal Reserve e começar a emitir estímulos de crédito e se impor tarifas a bordo sobre as importações.
Conclusão
Seria bom esperar pelo melhor e se preparar para o pior, mas, como as coisas aparecem hoje, podemos querer começar a preparar muito mais do que esperar. O sistema econômico dos Estados Unidos, parcialmente como resultado de se tornar um império com todas as suas desestabilizações e guerras, em grande parte resultado do livre comércio e parcialmente resultado de bancos centrais privados entre uma série de outros fatores, foi sacrificado no altar de globalismo. Comportamento agressivo nas frentes financeira, política e militar criou assim um mundo fervendo de raiva e ódio contra os Estados Unidos, que agora está disposto e capaz de começar a enfraquecer o domínio do dólar na esperança de criar um novo mundo multipolar. das cinzas do velho “americano”.
Não há sinais de que alguém no governo americano esteja preparado para se defender contra o colapso do dólar ou para impedi-lo. De fato, todos os sinais apontam para a possibilidade de que tal colapso seja desejado pela comunidade anglo-financeira.
Em outras palavras, o melhor momento para se preparar é hoje.
https://www.zerohedge.com

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Cada vez mais longe do dólar: como Rússia ganha independência financeira de Washington


Dolar nadando em água (foto referencial)

Cada vez mais longe do dólar: como Rússia ganha independência financeira de Washington

© Fotolia / Zwiebackesser

Economia

12:43 29.11.2018URL curta

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A Rússia deu mais um passo importante no caminho de desdolarização da economia colocando à venda títulos públicos em moeda europeia; a demanda logo superou a oferta. Um colunista da Sputnik analisa que moeda pode ocupar o lugar do dólar nos contratos celebrados com Moscou.

De acordo com o autor Aleksandr Lesnykh, os primeiros resultados do anunciado rumo em direção à desdolarização superaram todas as expectativas — já no início de novembro foi revelado que os sistemas de defesa antiaérea S-400 Triumph seriam comprados pela Índia em moeda russa, com um valor total do contrato de aproximadamente 331 bilhões de rublos (mais de 19 bilhões de reais).

"Não temos o objetivo de abandonar o dólar, é o dólar que está nos deixando. E aqueles que tomam as respetivas decisões já não estão dando um tiro no seu pé, mas um pouco mais acima, já que tal instabilidade nos pagamentos em dólares causa em muitas economias mundiais o desejo de encontrar moedas de reserva alternativas e de criar sistemas de pagamento independentes do dólar", disse ontem (28) o presidente russo Vladimir Putin em relação ao tema.

Nesse contexto, vale ressaltar o reforço cada vez maior dos laços russo-indianos, que devem atingir o patamar de 11 bilhões de dólares (mais de 42 bilhões de reais) nos finais do ano corrente, com engajamento de todo o tipo de projetos — em infraestruturas, agricultura, logística e digitalização da economia. Assim, até o ano de 2025 o comércio bilateral deve crescer até 30 bilhões de dólares (mais de 115 bilhões de reais).

A rua Wall Street em Nova York

© AFP 2018 / JEWEL SAMAD / AFP

Início do fim? Dólar estadunidense sofre queda drástica

Evidentemente, nenhuma das partes está disposta a arriscar tais planos, sublinha o autor, o que provavelmente fará os dois países descartarem o uso da moeda americana nas suas transações. O ministro do Desenvolvimento Econômico russo, Maksim Oreshkin, por exemplo, acredita que tudo isso acarretará inevitavelmente o aparecimento de uma base para a conversão eficiente entre o rublo e a rupia.

Outra "frente" que a Rússia usa na sua luta contra a dependência do dólar é, surpreendentemente, a Europa. Em primeiro lugar, devido ao risco de novas sanções estadunidenses capazes de limitar as transações em dólares para os bancos estatais russos, o que, por sua vez, pode paralisar os pagamentos de contratos internacionais do país.

Além disso, a mudança do paradigma comportamental no setor financeiro significa que a tendência de rejeição do dólar vai somente aumentar, acredita o autor Aleksandr Lesnykh.

Nota de 100 dólares em chamas

CC0 / Pixabay

Quais fatores podem minar liderança do dólar estadunidense no mundo?

Um dos exemplos é, nomeadamente, a empresa russa Severstal, cujo diretor-geral, Aleksei Kulichenko, frisou recentemente que hoje em dia o euro e outras moedas estão gradualmente substituindo o dólar. Dado que cerca de 40% da produção desta empresa é exportada, com mais de metade seguindo para países-membros da União Europeia, a companhia não tem de fato necessidade de usar dólares ao comerciar com seus parceiros. Isto, por sua vez, pode acontecer com cada vez mais empresas.

A desdolarização acontece não apenas entre as empresas comerciais, mas também na área de investimentos, inclusive devido à política monetária do Sistema de Reserva Federal, que neste ano aumentou a taxa de juros já por três vezes. Em outras palavras, o dólar está ficando cada vez mais caro, virando menos atrativo para as transações, o que pode ser observado no fato de diferentes instituições financeiras russas terem começado a colocar à venda eurobonds e encontrado compradores entre os países da Europa.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018112912796838-dolar-economia-russia-eua-euro-financas/

Haddad critica submissão de Bolsonaro a Trump: 'acoplamento cego'


Rede Brasil Atual - O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou a submissão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) às ideias do líder americano Donald Trump. Durante o evento "Brazil Talk: O Brasil após as Eleições", na Universidade de Columbia-EUA, ele classificou o direcionamento da política externa como "cego e sem mediação".

"Esse movimento do Brasil em direção aos Estados Unidos, de um acoplamento quase que sem mediação, cego – esse movimento 'vamos fazer tudo o que os EUA quiserem, os Estados Unidos de Trump' –, vai moldando uma nova ordem, vai comprometer conquistas que são caras do que a gente chama de Ocidente", disse ele, durante a palestra.

Haddad também falou sobre a utilização das redes sociais, em diversos países, como plataforma de disseminação de mentiras que interferem no pleito eleitoral. Segundo ele, o PT não estava preparado para os ataques na última semana do primeiro turno, quando foram disparadas diversas notícias falsas em massa, via WhatsApp, contra o petista, alavancando sua taxa de rejeição em 20%.

"Aquilo definiu a eleição. A gente não tinha como reparar por completo aquele prejuízo", afirma ele, que critica a falta de investigação contra o aplicativo de troca de mensagens. "Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Itália vivem no mesmo fenômeno de operação de rede. As ações do Facebook caíram e no WhatsApp, que possui um sistema de pessoa para pessoa, não há como rastrear, ou seja, podem fazer milhões de disparos com notícias falsas, mas sem identificar quem enviou", finaliza.

No último dia 21, Fernando Haddad anunciou que, nesta viagem aos Estados Unidos, ingressará com uma ação judicial contra o WhatsApp no país-sede da empresa – o aplicativo pertence ao Facebook. O objetivo, de acordo com ele, é forçar a empresa a esclarecer como o aplicativo de rede social foi utilizado no Brasil para a disseminação em massa de notícias falsas durante o período eleitoral.

Ainda neste mês, o WhatsApp informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não teria sido contratado pela campanha de Bolsonaro para fornecer "serviços de impulsionamento de conteúdo na rede mundial de computadores", mas não informou nada sobre as empresas que prestaram serviço e fizeram uma avalanche de mentiras pelo aplicativo, como foi denunciado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O ex-candidato à Presidência pelo PT está nos Estados Unidos para o lançamento de uma coalizão internacional progressista idealizada pelo senador americano Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, no próximo sábado (1º), em Nova Iorque.

Na agenda de Haddad ainda também estão previstas conversas com a centro-esquerda europeia, também ameaçada pela onda conservadora. De acordo com ele, o Podemos da Espanha, a Geringonça, de Portugal e partidos progressistas da Itália, França e Alemanha, também preocupados com a ameaça de cortes de direitos sociais em seus países.

Fonte:

Macron isola Bolsonaro: sem acordo ambiental, não tem acordo comercial


EFE - O presidente da França, Emmanuel Macron, disse hoje (29) que a possibilidade de seu governo apoiar o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul depende da posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre o Acordo Climático de Paris.

"Não podemos pedir aos agricultores e trabalhadores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a transição ecológica e assinar acordos comerciais com países que não fazem o mesmo. Queremos acordos equilibrados", disse Macron, sem citar diretamente as declarações contra o Acordo de Paris feitas por Bolsonaro.

Macron fez as afirmações em uma entrevista coletiva conjunta com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, com o qual se reuniu dois antes do início da Cúpula dos Líderes do G20, grupo formado pelas maiores economias mundiais.

A UE e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois a Venezuela está temporariamente suspensa) negociam o acordo com base em três pilares - o diálogo político, a cooperação e o livre-comércio - há quase 20 anos.

Sem as dúvidas que manifestou em relação ao futuro governo brasileiro, Macron afirmou que pretende avançar nas relações com a Argentina e elogiou Macri por seguir um "rumo claro". Além disso, ressaltou que a França apoiou o pedido de empréstimo de US$ 57 bilhões feito pela Casa Rosada ao Fundo Monetário Internacional (FMI) após grave crise cambial.

Macron informou também que pretende criar um fórum econômico bilateral entre França e Argentina, para que empresas de médio porte dos dois países façam mais investimentos cruzados em setores como inovação e turismo.

Depois do encontro, os dois presidentes irão para a cidade de Tigre, ao norte de Buenos Aires, para um lanche oficial.

Além de Macron, que chegou ontem à capital argentina, já estão na cidade o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong.

Sobre a cúpula do G20, Macron indicou que espera que triunfe na reunião o espírito de "diálogo e cooperação". O presidente francês destacou ainda que tem uma relação "fácil e fluente" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em temas como segurança e luta contra o terrorismo, mas admitiu que há "desacordos" nas discussões sobre comércio e o clima.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/376398/Macron-isola-Bolsonaro-sem-acordo-ambiental-n%C3%A3o-tem-acordo-comercial.htm

Sondagem 247: para 90%, militares devem evitar submissão do País aos EUA



247 - Uma nova sondagem feita com a comunidade 247, com 2,4 mil votos de assinantes solidários e membros do canal no YouTube até 17h50 desta quinta-feira 29, aponta que a grande maioria prefere que o grupo militar que cerca Jair Bolsonaro impeça que o Brasil seja submisso ao governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump. Apenas 10% votaram a favor de o Brasil ser submisso à política externa estadunidense.

A pesquisa foi publicada na aba "comunidade" do canal da TV 247 depois que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, bateu continência para John Bolton, Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, demonstrando que o vê com superioridade. Bolsonaro recebeu Bolton em sua casa nesta manhã, onde o assessor chegou por volta das 7h.

Integrantes das duas equipes participaram da conversa, que abordou Venezuela e Cuba, além da presença comercial chinesa na América Latina. Desde que foi eleito, Bolsonaro tem demonstrado não só apoio, mas subserviência aos EUA. Trump foi o primeiro presidente a parabenizar Bolsonaro após as eleições de outubro e pode até vir à sua posse.

"O Brasil deve dizer não ao imperialismo americano. Imperialismo que mais causou e ainda muitas desgraças e guerras no mundo todo", comentou na enquete Antonio Mollaco, que votou a favor da interferência do grupo militar. Já Maria Julita Guerra Ferreira, que deu o mesmo voto, diz ter escolhido esta opção, mas não concorda com nenhuma, pois para ela "a população brasileira deve exigir a defesa da soberania nacional".

Apesar de também ter votado contra a subserviência de Bolsonaro, Emilson Machado alerta: "não devemos esperar dos militares qualquer manifestação pois os mesmos já demonstram estar alinhados com a política externa dos EUA. É só observar a entrega do pré sal e a prisão sem provas do Lula. O que deve haver é uma forte reação dos partidos políticos de esquerda, dos movimentos sociais, dos democratas em geral a essa submissão aos EUA que sinaliza Bolsonaro".

Joyce Camargo, parte dos 10% do resultado da pesquisa, discorda da aposta nos militares para impedir tal gesto a favor de Trump. "Não tem quem possa impedir a estupidez dos bolsonazis. Nem forças armadas com culhão pra isso. O golpe segue desenfreado e o grito dos silenciosos não nos deixa dormir", lamenta.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/376395/Sondagem-247-para-90-militares-devem-evitar-submiss%C3%A3o-do-Pa%C3%ADs-aos-EUA.htm

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Putin sobre incidente no estreito de Kerch: foi uma provocação organizada por Poroshenko


Vladimir Putin discursando no fórum Russia Calling, 28 de novembro de 2018


© Sputnik / Grigory Sysoev

Rússia

09:58 28.11.2018(atualizado 12:03 28.11.2018) URL curta

Tema:

Violação da fronteira russa por navios ucranianos (39)

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O presidente russo Vladimir Putin comentou o incidente de 25 de novembro no estreito de Kerch ao discursar no fórum "Russia Calling", sublinhando que este foi uma provocação organizada pelo presidente ucraniano Pyotr Poroshenko nas vésperas das eleições presidenciais.

Segundo Putin, Poroshenko, que tem baixa popularidade entre os eleitores, tenta desta forma criar obstáculos aos adversários da oposição.

Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko (foto de arquivo)

© AFP 2018 / PATRIK STOLLARZ

Análise: Poroshenko está fracassando em jogar cartada do 'conflito com Rússia'

O presidente ressaltou que o incidente tem todos os sinais de provocação, sendo um pretexto para introduzir a lei marcial na Ucrânia. O líder detalhou que, entre os tripulantes dos navios ucranianos, havia dois agentes do Serviço de Segurança da Ucrânia que na prática lideravam a operação.

"Eles confessaram que são agentes do Serviço de Segurança da Ucrânia. São sinais claros de ser uma provocação organizada com antecedência que visava precisamente servir de pretexto para introduzir a lei marcial no país", declarou Putin.

Argumentando, Putin lembrou que, mesmo após a reunificação da Crimeia com a Rússia e o conflito em Donbass, Kiev não introduziu a lei marcial, enquanto os acontecimentos de 25 de novembro são apenas um incidente menor. "Está claro que isso se faz nas vésperas das eleições presidenciais, esse é um fato absolutamente evidente", comentou.

Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/2018112812783684-putin-incidente-kerch-ucrania/

Presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, na Conferência de Segurança em Munique, Alemanha, 17 de fevereiro de 2017

© AP Photo / Matthias Balk

Ucrânia está à beira da guerra com a Rússia, diz Poroshenko

Ele elogiou as ações dos guardas fronteiriços da Rússia, dizendo que eles cumpriram o seu dever ao deterem os três navios ucranianos que violaram a fronteira.

O presidente frisou que os navios ucranianos entraram nas águas territoriais da Rússia e não responderam aos vários avisos da guarda fronteiriça.

"Queria chamar a atenção ao fato de [os navios ucranianos] terem entrado nas nossas águas territoriais, águas que pertenciam à Rússia mesmo antes da reunificação da Crimeia com a Rússia", afirmou Putin.

Para ele, o incidente não tem nada a ver com as tentativas de melhorar as relações russo-ucranianas.

"É um jogo de escalada, é um jogo sujo dentro do país com o fim de reprimir seus adversários políticos", constatou.

O parlamento da Ucrânia, Suprema Rada, aprovou na segunda-feira (26) um decreto de Pyotr Poroshenko autorizando a introdução de lei marcial por 30 dias.

A medida foi tomada após três navios ucranianos, Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu, terem violado a fronteira russa e posteriormente sido detidos junto com 24 tripulantes pela guarda fronteiriça russa. Um tribunal russo ordenou a detenção de 15 deles nesta terça-feira (27).

terça-feira, 27 de novembro de 2018

O guardador de carimbos que representará o o governo do Bolsonaro e não “Povo Brasileiro Bom e Honesto”

Futuro chanceler ataca marxismo, PT, universidades, mídia, 'ideias anticristãs' e a ONU

Fotos: ABr

247 - O diplomata Nélson Ernesto Araújo, futuro ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro, escreveu artigo publicado no começo da noite desta segunda-feira (26) no qual ataca o marxismo, o PT, as universidades, a mídia, as "ideias anticristãs" e mais "o alarmismo climático, o terceiro-mundismo automático, a adesão às pautas abortistas". O Itamaraty foi duramente criticado e até a própria Organização das Nações Unidas (ONU), fórum por excelência da diplomacia mundial

No texto, publicado no jornal Gazeta do Povo (aqui) ele reagiu de maneira agressiva às críticas ao anúncio de seu nome, em 14 de novembro. A reação no Itamaraty foi de escândalo pelo fato sem precedentes de um diplomata júnior ser alçado à condição de ministro das Relações Exteriores. Araújo foi promovido há poucos meses a ministro de primeira classe e chefia o Departamento de Estados Unidos e Canadá, um cargo de terceiro escalão. "Algumas pessoas gostariam que Jair Bolsonaro tivesse escolhido um chanceler que saísse pelo mundo pedindo desculpas. Jornalistas estão escandalizados, colegas diplomatas estão revoltados" -escreveu na abertura do artigo.

Segundo o futuro chanceler, sua meta é extirpar das relações internacionais brasileiras "a ideologia do PT", o que incluiria acabar com a "transferência brutal de poder econômico em favor de países não democráticos e marxistas", como a Venezuela -desconsiderando que a política externa brasileira é de Estado, e não de governo e que mantinha uma consistência histórica desde a década de 1970, interrompida apenas pelo golpe de 2016.

Depois de afirmar que "no idioma da ONU é impossível traduzir palavras como amor, fé e patriotismo", Araújo defendeu um "mandato popular" no Itamaraty, sinalizando uma ideologização sem precedentes nas relações internacionais do Brasil. O ataque à ONU está em linha com aquela que é a grande referência global do futuro governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ataca as Nações Unidas com grande frequência.

"Você se satisfaz com o que escutou de sua professora de História numa aula do ensino médio, nunca mais estudou nada sobre marxismo ou qualquer outra corrente ideológica, e agora vem pontificar e tentar me dizer o que é ou o que não é ideologia? Os marxistas culturais de hoje dizem que o 'marxismo cultural' não existe e você acredita, simplesmente porque não tem os elementos de juízo e o conhecimento necessário", escreveu o futuro ministro, deixanod mais uma vez claro que chegará ao Itamaraty disposto a causar crises, em vez de aplacá-las.

Araújo critica que a ideologia marxista tenha penetrado "insidiosamente na cultura e no comportamento, nas relações internacionais, na família e em toda parte", com o objetivo de controle social.

Há um aspecto particularmente grave no artigo, pois o futuro ministro indicou de maneira mais ou menos explícita que haverá uma caça às bruxas e um tempo inédito de perseguições políticas no Itamaraty: "Se você repudia a 'ideologia do PT', mas não sabe o que ela é, desculpe, mas você não está capacitado para combatê-la e retirá-la do Itamaraty ou de onde quer que seja. Ao contrário, você está ajudando a perpetuá-la sob novas formas. Se a prioridade é extrair a ideologia de dentro do Itamaraty, não lhe parece conveniente ter um chanceler capaz de compreender a ideologia que existe dentro do Itamaraty?".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/376147/Futuro-chanceler-ataca-marxismo-PT-universidades-m%C3%ADdia-'ideias-anticrist%C3%A3s'-e-a-ONU.htm

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O Irã e a misteriosa tecnologia espacial Magrav


26 de novembro de 2018

Teste de arma iraniana mata 145 baleias na Nova Zelândia - rabino superior adverte que mundo próximo de algo bíblico apocalíptico

Um novo relatório do Ministério da Defesa (MoD) circulando hoje no Kremlin afirma que um teste de armas iraniano de sua "tecnologia Magrav" causou um terremoto de magnitude 6,3 na região de Kermanshah, como no ano passado, causando a morte de mais de 600 pessoas. mas com o teste deste ano desta tecnologia misteriosa sendo observada pelos satélites Magnetospehric Multiscale Mission (MMS) para enviar uma onda de choque geomagnética em todo o mundo que na Nova Zelândia causou  a 145 baleias a se encalharem e morrerem - trazendo assim urgente aviso ao alerta emitido pelo famoso estudioso judeu Rabino Pinchas Winston que o Irã está se preparando para o "fim dos dias" e sua afirmação: "As coisas estão prestes a ficar bíblicas".

Segundo este relatório, em 2006, o Irã lançou seu maior exercício militar na história moderna chamado "O Grande Profeta", onde revelaram seu misterioso "navio fantasma voador" - que foi seguido cinco anos depois, em 2011, com o Irã derrubando um dos aviões mais avançados de coleta de inteligência dos Estados Unidos - e dois anos depois, em 2013, relatórios surgindo do Irã revelaram que eles desenvolveram um dispositivo de máquina do tempo que poderia imprimir um relatório detalhando o futuro de um indivíduo prevendo seu destino usando algoritmos complexos.

Embora pouco tenha sido divulgado pelo Ocidente, e o pouco que relataram destruído, continua o relatório, a tecnologia misteriosa que o Irã usava provou ser muito real - como evidenciado, em 2009, quando começaram a destruir catastroficamente todo o sistema de comunicação global da CIA. a tal ponto, ainda não pôde ser totalmente reparado até hoje - e quem, usando sua tecnologia de “máquina do tempo”, foi capaz de mirar e eliminar mais de duas dúzias de ativos da CIA.

No final de 2013, detalhes deste relatório, a Rússia e o Irã começaram a trabalhar em um acordo militar mútuo que permitiu que essa tecnologia misteriosa fosse usada pela primeira vez pelo MoD - e que, em abril de 2014, foi capaz de usá-lo para desativar completamente um dos navios de guerra mais poderosos da América, o USS Donald Cook - um ano depois, em 2015, o Irã declarou ter fundido essa tecnologia misteriosa aos seus mísseis balísticos que podem destruir um porta-aviões inteiro dos EUA - e, em 2017, o Ministério da Defesa informou que estava usando-o para seu sistema de guerra eletrônica Khibiny que é capaz de romper as defesas aéreas em camadas do inimigo.

Em vez de os Estados Unidos examinarem a misteriosa “tecnologia Magrav” do Irã, este relatório observa que o presidente Obama, em 2012, assinou uma ordem executiva proibindo-a de uso público nos Estados Unidos - o que por sua vez fez com que os cientistas iranianos que trabalham nesta misteriosa tecnologia apelassem diretamente. para Obama declarando e advertindo:

Uma das utilizações desta nova tecnologia é bloquear qualquer campo magnético que leve informação através de uma grande área alvo no espaço.

Foi assim que o drone foi capturado, pois foi impedido de receber informações de seus satélites de controle durante o procedimento.

Em uma palavra, "Bem-vindo à tecnologia espacial real", e vê-la funcionando na vida real em larga escala.

Nossa tecnologia também é oferecida ao governo dos EUA, se eles estiverem preparados para aceitar que os físicos nucleares iranianos não estão necessariamente traindo sua nação se compartilharem tecnologia espacial com eles.

Se o compartilhamento de tecnologia entre nações amigas como o Irã e os EUA é um ato criminoso, então o homem de hoje afundou mais do que nos dias dos homens das cavernas.

Nós convidamos a NASA para explicar sua tecnologia UFO e estamos prontos para fazer o mesmo e explicar nosso sistema Magravs para eles.

Os porta-aviões dos EUA tornar-se-ão nada mais do que banheiras flutuantes se a nossa tecnologia Magravs for usada de forma eficaz, e as pistas cheias de F16s e 18s e assim por diante não passarem de museus de passarela de ferro, já que estas embarcações não poderão voar se seus sistemas eletrônicos são uma vez tocados pela tecnologia espacial Magravs.

Esses ativos e navios de guerra teriam que ser religados de A a Z antes que pudessem operar novamente.

Presidente Obama, nós o convidamos a entender essa mudança e a mostrar a tecnologia que a está trazendo. Então nós convidamos você para a mesa da paz mundial.

United States refuses to work with Iran on discovering full potential of mysterious “Magrav technology

As to why President Obama spurned working with Iran on mysterious “Magrav technology”, and why Iranian scientists want NASA to explain their “UFO technology”, this report says, is because both of these nations have discovered and unearthed the flying machines the ancient peoples called Vimanas—that American military forces discovered in a “time well” in Afghanistan, and the site where Iran discovered theirs, is today still yielding skeletons of ancient giants who are believed to have piloted these 5,000-year-old flying machines.

Sem que nem os Estados Unidos nem o Irã estejam dispostos a combinar seus esforços científicos para entender completamente o poder da “tecnologia Magrav” que esses Vimanas possuem, o relatório continua, os iranianos recorreram à China para ajuda tecnológica - e em troca deram aos chineses posse total de seu campo offshore de South Pars que detém as maiores reservas de gás natural do mundo já encontradas em um único local - e é por isso que o Irã demonstrou ontem uma de suas armas de  "tecnologia Magrav" para a China comunista ver o quão poderosa ela é.

Ao contrário dos comunistas ateus da China, no entanto, este relatório detalha que a Rússia é uma teocracia cristã cujos inquilinos e crenças religiosos proíbem trabalhar plenamente com o Irã - e é devida à escatologia radical xiita dos iranianos, cuja ação é baseada em sua crença religiosa de que O fim dos tempos é visto como um tempo de guerra, em que o Islã consegue conquistar cristãos e judeus - com essa guerra sendo vista por eles como o caminho para uma eventual dominação do mundo inteiro pelo Islã - que será dominada pelo messias xiita conhecido como o "décimo segundo imã" ou o "Mahdi", que aparecerá em breve para estabelecer um reino islâmico global conhecido como o califado.

Para os piores temores  do MoD sobre o que o Irã vai fazer com suas armas de “tecnologia Magrav” que eles inverteram e projetaram de sua antiga máquina voadora Vimana, conclui o relatório, eles os usam para acender o mundo inteiro em chamas para se apressar o retorno de seu messias xiita, Imam Mahdi - um medo ecoado pelo internacionalmente renomado rabino judeu Pinchas Winston, que citou uma profecia no Yalkut Shimoni (uma compilação de comentários rabínicos sobre a Bíblia hebraica que se acredita ter sido composta no século XIII) mencionada Pérsia (conhecida hoje como Irã) como “o catalisador que desencadeará uma guerra multinacional apocalíptica” - com o rabino Winston avisando que “as coisas estão prestes a ficar bíblicas” por sua escrita para aqueles que ainda são capazes de entender:

O rabino Yitzchok disse: No ano em que Melech Hamashiach (Messias, rei) será revelado, todas as nações do mundo estarão provocando umas às outras ... O rei da Pérsia provocará o rei da Arábia. O rei da Arábia irá a Edom para se aconselhar e o rei da Pérsia ameaçará destruir o mundo inteiro. As nações do mundo ficarão indignadas e em pânico. Eles vão cair em seus rostos e experimentarão dores como dores de parto. Israel também ficará indignado e, em estado de pânico, perguntará: "Para onde vamos?" (Yalkut Shimoni, Isaías, 60: 499)

A Pérsia também é explicitamente identificada pelo profeta Ezequiel como inimigo de fim de dias de Israel.

Eu vou virar você e colocar ganchos em suas mandíbulas, e guiá-lo para fora com todo o seu exército, cavalos e cavaleiros, todos eles vestidos em esplendor, uma vasta assembléia, todos eles com escudos e escudos, empunhando espadas. Entre eles estarão Pérsia, Nubia e Put, todos com escudo e capacete; (Ezequiel 38: 4-5)

WhatDoesItMean.Com.

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

Eco da guerra: Trump força agricultores americanos a destruir colheitas


Colheita de soja no Brasil (imagem referencial)


Fotos Públicas / Palácio Piratini / Camila Domingues

Análise

08:38 26.11.2018(atualizado 08:46 26.11.2018) URL curta

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Mais uma vez, agricultores americanos foram atingidos pela guerra comercial com a China desencadeada por Donald Trump e, devido aos direitos alfandegários retaliatórios, a exportação de soja parou de vez.

Somente neste ano, foram alocados 89,1 milhões de acres de terra para a soja nos Estados Unidos, sendo que a plantação da leguminosa corresponde a quase 60% da oferta agrícola americana à China, opina Aleksandr Lesnykh, colunista da Sputnik.

OCDE e FAO estimam que produção brasileira de soja vai crescer 2,6% por ano até 2026

Pedro Revellion/Palácio Piratini/Fotos Públicas

China substituirá soja dos EUA pela brasileira

Porém, o conflito de Trump com o principal parceiro comercial do país levou Pequim a impor 25% de impostos sobre a soja dos EUA, resultando no colapso das exportações dessa cultura. Devido a isso, Pequim decidiu comprar de outros fornecedores.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, entre 2017 e 2018, os Estados Unidos controlavam 35% do mercado mundial de soja, seguidos pelo Brasil com 33%, enquanto o indicador da China foi de 4%. Além disso, o Brasil ocupava 47% do mercado chinês de soja e a Argentina, apenas 5%.

A única esperança dos agricultores americanos é que a guerra comercial seja interrompida, no entanto, as novas declarações beligerantes de Washington para Pequim, principalmente referentes às empresas europeias para que não comprem produtos Huawei, prejudicaram ainda mais o comércio entre os dois países.

O preço do armazenamento de grãos disparou para 40% em comparação com o ano passado, sendo que a maior parte dos agricultores não está conseguindo pagar com as novas taxas.

Por causa disso, a maioria dos produtores de soja está simplesmente destruindo a colheita, enterrando-a no solo ou deixando-a apodrecer no campo. Essa atitude também foi realizada por agrários americanos durante a Grande Depressão nos anos 1930.

Colheita de trigo na região de Kaliningrado, na Rússia

© Sputnik / Igor Zarembo

Vamos lá! Brasil importa primeiro lote de 26,2 mil toneladas de trigo russo (VÍDEO)

Na época, o 32º presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, foi forçado a adotar um ato especial de assistência a agricultores, que destruíram colheitas pra criar uma falsa escassez de alimento no mercado e, desse modo, aumentar os preços.

Quanto à China, Pequim amplia com sucesso a geografia das compras de soja. Em um futuro próximo, a Rússia também se tornará um dos maiores fornecedores: o Extremo Oriente é ideal para cultivar esta cultura, e as áreas propensas ao cultivo estão muito mais próximas das terras orientais do que os EUA. Sendo que a estatal chinesa do setor alimentício Cofco planeja construir um grande elevador de grãos e um depósito para armazenamento de produtos agrícolas na Rússia.

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2018112612763787-eco-guerra-trump-forca-agricultores-americanos-destruir-colheitas/

Kremlin sobre situação no estreito de Kerch: Rússia agiu conforme direito internacional

Vista do estreito de Kerch desde um avião


© Sputnik / Vitaliy Belousov

Rússia

10:15 26.11.2018(atualizado 13:18 26.11.2018) URL curta

Tema:

Violação da fronteira russa por navios ucranianos (19)

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Ao comentar a situação que recentemente aconteceu no estreito de Kerch, quando navios ucranianos violaram a fronteira russa, o Kremlin afirmou que todas as ações da Guarda Costeira da Rússia foram realizadas em conformidade com o direito internacional e não podem ser consideradas duras.

"Sabe-se que a parte russa agiu em estreita conformidade com a legislação, tanto com o direito internacional, como com a legislação interna. Trata-se de uma invasão de navios militares estrangeiros em águas territoriais da Federação da Rússia", declarou o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov.

De acordo com o político russo, "o problema é que essas embarcações militares estrangeiras entraram nas águas territoriais da Rússia sem responder a quaisquer exigências de nossos agentes da guarda fronteiriça e sem reagir à proposta oferecida de usar os serviços de guias náuticos [russos] etc. Portanto, todas as ações [russas] foram tomadas em conformidade direita com a legislação".

Três navios ucranianos, Berdyansk, Yanu Kapu e Nikopol, detidos pela parte russa por violar a fronteira, em 25 de novembro de 2018

© Sputnik / Aleksei Malgavko

'Pode evoluir para uma guerra': analistas comentam situação no estreito de Kerch

Em particular, o porta-voz do presidente russo destacou que os agentes da guarda fronteiriça russos agiram de acordo com o plano de ação, previsto em casos quando é necessário proteger a fronteira nacional. Assim, em suas palavras, todas as medidas tomadas por eles não devem ser consideras duras, mas "ações, necessárias para pôr fim [à violação] da fronteira nacional da Federação da Rússia".

Além do mais, Peskov afirmou que os agentes de segurança têm cenário certo previsto para casos semelhantes.

Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, caracterizou a situação como "provocação" e afirmou que foi cometida por ordem das autoridades da Ucrânia.

De acordo com o ministro russo, não há dúvida nenhuma de que os navios ucranianos invadiram território russo por "vontade" ou até mesmo por "ordem direita das autoridades da Ucrânia".

Na opinião do chanceler russo, muito provavelmente as autoridades da Ucrânia já sabiam com antecedência quais "vantagens queriam tirar dessa situação, contando principalmente com os EUA e a Europa que ficarão do lado do provocador".

Navio de patrulha ucraniano (arquivo)

CC BY 4.0 / Ukrainian Military Pages / BG32 "Donbas" (cropped image)

FSB: navios ucranianos ignoraram ordens para parar e violaram águas russas

Na noite do domingo (25), o Serviço Federal de Segurança russo comunicou que três navios ucranianos, Berdyansk, Yany Kapu e Nikopol, que tinham entrado na área depois de um incidente com um rebocador ocorrido antes, acabaram detidos por ignorar as advertências russas. Durante a detenção, foram usadas armas, o que resultou em ferimentos graves de três militares ucranianos. Estes, por sua vez, logo receberam assistência médica e não correm risco de vida.

A Rússia iniciou um processo penal por violação da fronteira marítima, enquanto o estreito de Kerch foi fechado temporariamente para navios civis como medida de segurança.

Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/2018112612764426-russia-kerch-direito-maritimo-video/

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Um governo ficha-suja: mais da metade dos ministros estão enrolados


247 - O futuro governo Bolsonaro, surgido no bojo de uma onda "contra a corrupção", tem mais da metade dos ministros anunciados envolvidos em  denúncias e investigações. Seis dos dez nomes indicados por Bolsonaro estão enrolados: Onyx Lorenzoni, deputado (Casa Civil); Paulo Guedes, economista (Economia); Marcos Pontes, tenente-coronel (Ciência e Tecnologia); Tereza Cristina, deputada (Agricultura); Luiz Henrique Mandetta, deputado e médico (Saúde); e Sérgio Moro, agora ex-juiz federal (Justiça).

Até o momento, não há investigações em curso contra quatro ministros anunciados: Augusto Heleno, general (Segurança Institucional); Fernando Azevedo e Silva, general (Defesa); Ernesto Araújo, diplomata (Relações Exteriores); e Wagner Rosário, atual ministro (Controladoria-Geral da União).

As acusações e denúncias contra cada um:

Onyx Lorenzoni: recebimento comprovado de doações ilícitas em campanha eleitoral (caixa 2); para o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, o uso de caixa 2 em campanhas eleitorais, é "pior que corrupção".

Paulo Guedes: há investigações por fraudes contra fundos de pensão e fundos de investimentos em valores que podem chegar a mais de R$ 1 bilhão.

Marcos Pontes: acusado de ser sócio oculto de uma empresa quando era militar da ativa -aos militares é vedado serem sócios de empresas.

Tereza Cristina: investigada por conceder incentivos fiscais à JBS quando era secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato Grosso do Sul, na mesma época em que arrendou para si uma propriedade ao grupo.

Luiz Henrique Mandetta: o deputado não reeleito é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 no contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande, no período no qual foi secretário. O futuro ministro teve os bens bloqueados em uma ação civil pública relativa ao caso.

Sérgio Moro: responde a diversos processos disciplinares no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre eles estão: vazamento para a imprensa da delação premiada de Antonio Palocci; a divulgação da conversa gravada entre a então presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula; a aceitação do convite para se tornar ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro, diante da revelação que o convite fora feito ainda durante a campanha eleitora; a interferência indevida de Moro para impedir o cumprimento de um habeas corpus que determinava a soltura de Lula, em julho passada; viagem ao exterior patrocinada por entidade privada (Lide) para participar de evento a convite de João Doria.

A qualidade do ministério de Bolsonaro está surpreendendo até setores da mídia que vinham manifestando neutralidade e até simpatia a Bolsonaro. Gilberto Dimenstein, proprietário do site Catraca Livre, manifestou-se nesta terça com um tweet sobre o assunto:

Além dos futuros ministros enrolados com a Justiça, Bolsonaro, que havia prometido um ministério desvinculado da política tradicional está compondo um governo alicerçado no DEM. O partido é o único com parlamentares no ministério até o momento e, mesmo com um desempenho pífio nas eleições, já abocanhou 30% do lote já anunciado: três dos dez indicados são "democratas",  Lorenzoni, Tereza Cristina e Mandetta. O DEM é o sucessor do PFL, por sua vez sucessor do PDS, que surgiu da Arena, o partido que deu sustentação ao regime militar e reúne a casta política mais arraigada no aparelho de Estado e à política clientelista, especialmente no Nordeste.

Em termos de representação parlamentar, o DEM terá uma bancada no máximo média em 2019. Elegeu apenas 29 deputados federais, muito atrás do PT (56), do PSL (52), PP (37) ou MDB e PSD (cada um com 33). A bancada do DEM é menor até que as do PR, PSB e PRB. É apenas a nona babcada na Câmara, empatada com a do PSDB. No entanto, é a força política predominante até agora no Ministério Bolsonaro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/375631/Um-governo-ficha-suja-mais-da-metade-dos-ministros-est%C3%A3o-enrolados.htm

sábado, 17 de novembro de 2018

Desdolarização a todo vapor: como Rússia 'obriga' Europa a desistir da moeda americana


Dólar investimento


Marcello Casal/Agência Brasil

Economia

10:04 17.11.2018(atualizado 10:15 17.11.2018) URL curta

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As últimas informações da mídia sinalizam que a Rússia se dedicou a sério a eliminar o dólar da sua economia. Cada vez mais países e empresas estão se envolvendo no processo, o que ameaça o dólar americano, opina o colunista Ivan Danilov.

O mais importante é que, desta vez, a Rússia decidiu promover a desdolarização nos setores mais sensíveis do comércio mundial: os hidrocarbonetos e as armas, destaca o analista.

Instalação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Yamal, na Rússia

© Sputnik / Mikhail Voskresensky

Inverno nos EUA pode levar o país a importar gás liquefeito da Rússia?

Danilov lembra que o presidente russo se expressou a favor do processo em várias ocasiões frisando que o "quando as empresas russas encontrarem instrumentos que as ajudem a substituir o dólar no comércio, virão maus tempos para a moeda norte-americana".

O analista considera que hoje já podem ser vistos os primeiros sinais do trabalho que as grandes empresas russas estatais ou apoiados pelo Estado estão realizando para resolver o problema.

Assim, a agência Reuters escreveu que os gigantes energéticos russos "estão pressionando seus parceiros ocidentais" para que paguem em euros em vez de dólares e tentam introduzir nos contratos condições que permitam sancionar os compradores que decidam não pagar pelo petróleo ou não aceitar o fornecimento por medo das sanções americanas.

Ou seja, as empresas russas seguem o princípio take or pay (tome ou pague), segundo o qual, um comprador deve ou comprar e pagar o produto ou pagar uma multa pelas remessas que recusou, quaisquer que sejam as condições.

Trabalhador soldando tubos do gasoduto TurkStream (imagem de arquivo)

© Foto: TurkStream

EUA perdem disputa no setor energético para a Rússia?

Para Danilov, o mais interessante é o fato de as previsões pessimistas de muitos analistas e economistas sobre os danos que a desdolorização poderia causar à Rússia não se concretizarem.

O colunista acha que os parceiros ocidentais não têm outro remédio senão aceitar as condições dos exportadores russos de combustíveis por uma razão:

"Mesmo que não a Rússia não tenha o monopólio no mercado de petróleo, é muito caro ou muito difícil substituir a quantidade de combustíveis fornecida pela Rússia, ou seja, é mais difícil do que aceitar as condições russas. Por vezes, [essa substituição] é praticamente impossível, especialmente quando uma parte significativa da indústria de refinação petroleira europeia está condicionada a trabalhar com o petróleo russo", explicou Danilov à Sputnik.

Obstáculos no caminho

Porém, assinala o autor, o bom início não significa que a desdolarização seja um processo fácil e avance sem obstáculos.

Para se proteger do possível impacto das novas sanções dos EUA e de outros riscos, o gigante russo Gazprom tomou uma medida de precaução.

Segundo a Reuters, a empresa conseguiu emitir títulos internacionais eurobonds, em um valor de mais de um bilhão de dólares, que podem ser pagos em euros e outras moedas alternativas ao dólar.

"Agora, mesmo que neguem à Gazprom o acesso ao sistema de dólares, o gigante poderá reembolsar a dívida em euros, rublos ou outra moeda", detalhou o colunista.

Quando a Índia firmou o contrato de compra dos sistemas antiaéreos russos S-400 em rublos, o passo foi considerado um duplo fracasso para a diplomacia norte-americana, opina Danilov.

"Por um lado, a ameaça de sanções americanas pela compra de armas russas não deu certo, por outro lado os indianos ainda 'deitaram mais lenha na fogueira' ao firmar um contrato em outra moeda" frisa o autor.

Notas e cartões de crédito russos (foto referencial)

© Sputnik / Vladimir Trefilov

Jornal americano destaca sucesso da Rússia na redução da dependência do dólar

Estas movimentações são apenas o início. O canal CNBC informou que outros 13 países estão interessados em comprar os sistemas de defesa antiaérea russos S-400, apesar das restrições estadunidenses, entre eles a Arábia saudita, Qatar, Argélia, Marrocos, Egito e Vietnã.

O maior problema para os EUA neste caso, ressalta Danilov, é que não poderão impedir a compra já que, em caso de serem ameaçados, os países poderão seguir o exemplo da Índia e firmar o contrato em rublos.

"Se estes países estão prontos a arriscar e a provocar a fúria de Washington para comprar armas russas (até em rublos), então os EUA de fato têm sérios problemas em preservar a hegemonia financeira e militar no mundo", concluiu.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018111712697100-desdolarizacao-russia-europa-petroleo-dolar/