domingo, 26 de outubro de 2014

IBGE: em setembro, taxa de desocupação fica em 4,9%

 

Conforme divulgado na quinta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego pela Pesquisa Mensal de Desemprego (PME) foi a mais baixa para o mês de setembro, alcançando 4,9%. A PME produz indicadores mensais sobre a força de trabalho referentes às regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O gráfico abaixo compara as taxas de desemprego segundo a PME para o mês de setembro:

Na análise regional, em relação a agosto, a desocupação cresceu no Rio de Janeiro de 3% para 3,4%, e caiu em São Paulo de 5,1% para 4,5%, ficando estável nas outras regiões. Já a análise de rendimentos médios para o mês de setembro mostra que empregados sem carteira no setor privado têm o menor rendimento médio mensal (R$ 1.437,70), seguidos de trabalhadores por conta própria (R$ 1.773,20) e empregados com carteira no setor privado (R$ 1.886,00). Mais distante desse grupo encontram-se os militares e funcionários públicos, com rendimento médio mensal de R$ 3.596,60, o que mostra um panorama das desigualdades de rendimento no país de acordo com a categoria de posição na ocupação. No geral, os rendimentos cresceram 0,1% em relação a agosto/2014 e 1,5% em relação a setembro/2013.

A população não economicamente ativa foi estimada em 19,2 milhões de pessoas, indicando estabilidade em relação a agosto e alta de 3,7% diante de setembro do ano passado. Tem havido uma maior diminuição da participação dos jovens (de 15 a 24 anos) no mercado de trabalho, associada à queda da taxa de desemprego entre os mesmos, o que indica um fenômeno positivo, com mais oportunidades para esses jovens, por exemplo, de estudo.

Nos últimos anos, o país tem avançado na redução do desemprego, fome, desigualdade de rendimentos e pobreza e tem melhorado a formalização do trabalho, o poder de consumo dos trabalhadores. Tem ocorrido uma associação louvável entre crescimento econômico e justiça social, pela retomada de um papel ativo do Estado na economia. Desafios no entanto no mercado de trabalho ainda são a elevada rotatividade da mão de obra, a alta informalidade, a manutenção de direitos trabalhistas e da proteção social à luz de mudanças produtivas, a continuidade da política de valorização do salário mínimo e o necessário avanço nas discussões sobre a redução da jornada de trabalho.

https://br-mg5.mail.yahoo.com/neo/launch?.rand=83bo1b5oegceu#1932857291

sábado, 25 de outubro de 2014

Renato Rabelo: A Veja chegou ao cúmulo da sordidez e da afronta

 

URL:

Quem viu a capa da última edição da Veja, divulgada ontem no site da edição semanal, deve ter ficado - no mínimo - perplexo. A três dias das eleições, com pesquisas que apontam a vitória  de Dilma e às vésperas do último debate eleitoral a ser realizado pela Globo, a Veja emplaca mais uma na tentativa de manipular a opinião pública. A edição traz na capa, em letras garrafais, denúncia de que Lula e Dilma sabiam de todas as transações que supostamente aconteciam na Petrobras.

O próprio advogado do doleiro Yousseff desmentiu o caso, dizendo que desconhece o fato do seu cliente ter dado o tal depoimento. (link is external)

O caso repercutiu de maneira tão negativa que chegou ao primeiro lugar mundial nos Trending Topics, com a hashtag #DesesperodaVeja(link is external) e continua, por boa parte da sexta,  nas primeiras colocações do TT Brasil. 

Para Renato Rabelo, Presidente do PC do B, esta é apenas mais uma tentativa de golpe perpetrada pelo periódico nos momentos finais da campanha presidencial. Em declaração ao Portal Vermelho, Rabelo disse que o caso chegou ao cúmulo da sordidez e afronta, mostrando que a revista "se tornou um panfleto provocador e terrorista da elite conservadora e obscurantista contra as forças democráticas, progressistas e populares do Brasil." Renato ainda falou que a Veja chegou ao ao limite do desespero, se tornando um obstáculo ao avanço da democracia em nosso país.

Veja aqui as melhores capas da Veja, versão zuêra, que a galera da interwebs fez!

http://www.mudamais.com/divulgue-verdade/renato-rabelo-veja-chegou-ao-cumulo-da-sordidez-e-da-afronta

Desespero, o último que sobra

 

25 de outubro de 2014 | 13:19 Autor: Fernando Brito

calma

O povo brasileiro já tomou sua decisão e é isso que a direita brasileira não suporta.

Que o povo decida sobre si mesmo.

Vamos viver ainda algumas horas de intranquilidade, pois sabemos que o nosso país é o paraíso dos canalhas, sobretudo dos que tentam manipular suas vontades, usando todos os instrumentos.

Não houve mudança em tudo o que se registrava nos últimos dias e a população sente isso nas ruas.

Tudo o que surgir diferente disso, de agora até as urnas não passa de manipulação desesperada.

Inclusive pesquisas “fajutas”.

Não há mudanças que as justifiquem.

Recusem o jogo desta gente.

Argumentos, convencimento de última hora serão tanto melhores quanto mais tranquilos sejam.

O povo brasileiro venceu esta batalha sozinho, sem mídia, sem “bombas”, sem capas de revista e sem pesquisas, também.

É por isso que urram suas últimas tentativas de impressionar os incautos e não terão limites nisso.

Mas também não terão nenhum sucesso.

Não haverá país dividido, na segunda-feira, senão entre aqueles que aceitam e respeitam a vontade popular e os que acham que o povo deve ser escravo de sua vontade.

Bem diverso do que sente o nosso povo, que quer apenas o direito de viver e uma chance de progredir.

Ontem, ouvi de uma mulher simples que os ricos continuam ganhando muito dinheiro, mas que não aceitam que o pobre possa também ganhar algum, um pouco mais que antes.

Não estamos fazendo uma revolução, estamos abrindo mais uma porteira numa longa caminhada.

Que exige de nós que não paremos nunca.

A batalha recomeçará na segunda-feira, pior do que até agora.

Não será apenas eleger o governo do povo.

Será defender o governo do povo, que será alvo desta fúria desde o primeiro minuto de seu primeiro dia.

Agora, porém, creiam, já não apático e inerme como antes.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=22477

Ibope: 53% 47%. Vox: 53,4% 46,5%. Folha: 52% a 48%

 

:

Presidente Dilma Rousseff aparece na frente nas três pesquisas que foram divulgadas nesta noite; no Ibope, sua vantagem é de seis pontos; no Datafolha, de quatro; no Vox Populi, de 6,9 pontos. Ibope coloca a presidente Dilma Rousseff com 53% dos votos, contra 47% do senador Aécio Neves, oscilação ocorreu dentro da margem de erro; na pesquisa anterior, Dilma tinha 54% e Aécio 46%; na pesquisa Datafolha, ela tem tem 52%, contra 48% do senador Aécio Neves, o que configura empate técnico, no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos; na Vox, os números são 53,4% a 46,5%; resultado da disputa presidencial mais emocionante de todos os tempos será conhecido neste domingo, às 20h

25 de Outubro de 2014 às 16:46

247 - A presidente Dilma Rousseff se mantém à frente nas pesquisas Datafolha e Ibope que acabam de ser divulgadas. No Ibope, ela tem 53%, contra 47% de Aécio, ou seja, uma vantagem de seis pontos, acima da margem de erro, que é de dois pontos.

No Datafolha, Dilma marcou 52% contra 48% de Aécio, o que configura empate técnico no limite da margem de erro. Por esse mesmo critério, os dois candidatos poderiam estar com 50% ou Dilma com 54% e Aécio com 46%.

Na pesquisa Vox Populi, Dilma tem 53,4% contra 46,5% de Aécio Neves.

Leia, abaixo, reportagem anterior da Agência Brasil sobreo Datafolha:

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (25) mostra a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com 52% das intenções de votos, e Aécio Neves, do PSDB, com 48%, considerando os votos válidos (excluindo-se os brancos, nulos e indecisos).

Como o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, os dois candidatos estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro, segundo o Datafolha. Na pesquisa anterior, divulgada na última quinta-feira (23), Dilma tinha 53% e Aécio, 47% dos votos válidos.

Considerando os votos totais, Dilma tem 47% das intenções de voto (eram 48% na pesquisa anterior) e Aécio tem 43% (tinha 42%). Votos brancos e nulos somam 5%. Além disso, 5% dos eleitores não sabem ou não responderam.

Contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa Datafolha ouviu 19.318 eleitores ontem (24) e hoje (25) em 400 municípios brasileiros. O nível de confiança do levantamento é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01210/2014.

Leia, ainda, reportagem da Agência Brasil sobre o Ibope:

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

A um dia do segundo turno, pesquisa Ibope divulgada hoje (25) mostra a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com 53% das intenções de votos, e Aécio Neves, do PSDB, com 47%, considerando os votos válidos (excluindo-se os brancos, nulos e indecisos). A pesquisa tem margem de erro de dois pontos.

No levantamento anterior, feito na última quinta-feira (23), Dilma tinha 54% e Aécio, 46% dos votos válidos.

Considerando os votos totais, Dilma tem 49% das intenções de voto e Aécio, 43%. Votos brancos e nulos somam 5%. Eleitores indecisos ou que não responderam somam 3%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Estado de S.Paulo e pela TV Globo. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 24 e 25 de outubro em 206 municípios. O nível de confiança é 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01195/2014.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158282/Ibope-53-47-Vox-534-465-Folha-52-a-48.htm

A crise da água em São Paulo, a ONU, as eleições e o tiro pela culatra do governador

 

Preocupado com as repercussões eleitorais, para o seu partido, da grave crise da água em São Paulo e na tentativa de desqualificar qualquer crítica a seu governo em relação ao tema, o governador Geraldo Alckmin enviou uma “dura” carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, queixando-se das análises e condutas da relatora especial da ONU para o direito à água, Catarina de Albuquerque, que visitou o Brasil em missão oficial no final do ano passado.

Alckmin questiona declarações feitas pela relatora à Folha de S. Paulo, em agosto deste ano, ocasião na qual esteve novamente no país, em visita não oficial, a convite da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental e de outras instituições, para participar de debates e aulas sobre o tema de sua especialidade – o direito humano à água.

Irritado com as posições da relatora, que questiona a atuação da Sabesp em relação à garantia deste direito para a população de São Paulo, o governador reclama que ela não conversou com a empresa em agosto para ouvir seus argumentos e que incorreu em grave erro ao dizer que as perdas de água em São Paulo são de 40% (e não de 31,2%!, depois corrigido pelo jornal, que reconheceu o erro do jornalista), e ainda afirma que a ONU não pode se manifestar em momentos eleitorais.

Tive a oportunidade de conhecer Catarina de Albuquerque, jurista portuguesa, durante meus dois mandatos como relatora da ONU para o direito à moradia, concluídos em junho deste ano. Neste período pude atestar a seriedade e independência com que Catarina desenvolve seu trabalho. Infelizmente, o governador Geraldo Alckmin demonstra que não conhece o papel de um relator especial, nem o funcionamento do sistema de procedimentos especiais, ao qual as relatorias da ONU estão vinculadas, nem muito menos o “código de conduta” que acusa Catarina Albuquerque de ter violado.

Ao enviar carta ao secretário-geral Ban Ki-moon, Alckmin ignora que a relatora não é funcionária da ONU e que não responde, portanto, ao seu comando central. Os relatores são especialistas eleitos pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para desenvolver um trabalho com total independência, visitando países e realizando pesquisas temáticas na sua área de atuação. Esse trabalho é então apresentado ao Conselho de Direitos Humanos ou à Assembleia Geral, a partir de relatórios que trazem análises e recomendações.

Além disso, a relação entre o Conselho de Direitos Humanos e os países se dá por meio da representação diplomática dos países junto aos escritórios da ONU em Genebra ou em Nova York. O Estado de São Paulo não é um Estado Membro da ONU. Ao se dirigir diretamente ao órgão, o governador parece também ignorar as atribuições de cada instância de governo em sua relação com a ONU.

Quando da realização de sua visita oficial, em dezembro de 2013, Catarina cumpriu todos os requisitos exigidos: reuniu-se com órgãos governamentais das cidades que visitou, ouviu dirigentes de empresas de abastecimento de água e saneamento, inclusive a Sabesp, visitou municípios em diversos estados e escutou também representantes da sociedade civil. Só depois disso dirigiu-se à imprensa. Quando retornou ao país em agosto, concedeu entrevista à Folha, que queria comentar o seu relatório oficial, já então divulgado publicamente. Evidentemente, como a qualquer membro da imprensa, interessava ao jornalista relacionar o relatório (elaborado antes do colapso da água em São Paulo) à crise, assunto “quente” do momento.

A maior parte do conteúdo da entrevista é uma explicação, em termos mais diretos, do conteúdo de seu relatório oficial. O relatório, aliás, já apontava perigos de desabastecimento de água no país, citando dados da Agência Nacional de Águas (ANA), assim como a inadequação de posturas como a da Sabesp de não fornecer serviços de abastecimento de água e de saneamento em assentamentos informais. De acordo com o marco internacional dos direitos humanos, referência a partir da qual a relatora deve avaliar as situações que analisa, se o abastecimento de água é um direito humano, estamos diante, sim, da uma violação de um direito.

Na entrevista à Folha, Catarina afirma que o governo do Estado viola o direito humano à água ao priorizar a distribuição de recursos entre os acionistas da Sabesp – que tem capital aberto na bolsa de valores – em detrimento dos investimentos necessários à garantia de abastecimento de água para consumo atual e futuro da população. Isso deve ser prioridade em relação aos demais usos da água (industrial, agrícola, turismo), questão que ela também levanta em seu relatório oficial.

Finalmente, exatamente por ser independente, um relator não pode deixar de se manifestar “em função de uma conjuntura eleitoral”, como quer o governador, sob pena de, aí sim, pautar sua postura por cálculos eleitorais e não pelo marco dos direitos humanos, que devem ser cumpridos sempre: antes, durante, depois e – sobretudo – independentemente de eleições.

A tática “shoot the messenger” (mate o mensageiro) é velha conhecida dos relatores independentes: quando um governo não gosta das críticas que ouviu, procura desqualificar quem as formulou.

Infelizmente, para o governador, o tiro saiu pela culatra. Ao tentar desqualificar Catarina, sua atitude apenas chama mais atenção para um tema fundamental no debate público eleitoral deste momento: qual é a responsabilidade do Estado em relação aos direitos humanos dos cidadãos, dos quais o direito à água faz parte? A primazia da lógica de mercado na gestão de empresas que oferecem serviços públicos, como a Sabesp, permite a garantia de direitos? A proposta do não controle do Estado sobre os preços dos serviços públicos em geral – como a que defende o PSDB – pode garantir os direitos da população de acesso a estes serviços?

No debate eleitoral sobre a crise da água, a competência em fazer ou deixar de fazer obras é muito menos relevante do que esta questão de fundo: o papel do Estado na garantia de direitos. Questão que, claramente, também divide as propostas dos candidatos à presidência em campos opostos.

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/a-crise-da-agua-em-sao-paulo-a-onu-as-eleicoes-e-o-211258217.html

ADVOGADO DE DOLEIRO: VEJA MENTIU SOBRE DILMA

 

:

O advogado Antônio Figueiredo Basto, que comanda a defesa do doleiro Alberto Youssef, afirma que desconhece o depoimento de seu cliente que ancora a capa de Veja, publicada ontem, em edição extra; “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou; "Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo"; tentativa de golpe contra a democracia é manobra da revista conduzida pelo jornalista Eurípedes Alcântara e pelo executivo Fábio Barbosa, que comanda a Abril, no lugar dos Civita; jornalismo brasileiro atinge seu momento mais torpe

24 DE OUTUBRO DE 2014 ÀS 06:49

247 - A tentativa de golpe da Editora Abril contra a democracia brasileira não durou um dia. Menos depois de 24 horas após circular com uma edição extra, acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de "saberem de tudo" sobre o esquema denunciado na Petrobras, o "depoimento" do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto.

“Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou Basto. “Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”, alertou o advogado.

A edição de Veja foi antecipada para esta quinta-feira para tentar interferir na sucessão presidencial, sobrepondo-se à soberania popular. Ontem, pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram a liderança da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais (leia aqui).

Os responsáveis diretos pelo atentado à democracia cometido pela Editora Abril são o diretor de Redação de Veja, Eurípedes Alcântara, o executivo Fábio Barbosa, que conduz a gestão da empresa, além dos acionistas da família Civita. Conduziram o jornalismo brasileiro a seu momento mais irresponsável, mais vil e mais torpe.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/158095/Advogado-de-doleiro-Veja-mentiu-sobre-Dilma.htm

A última tacada de Fábio Barbosa e da Editora Abril

 

ATUALIZADO EM 25/10/2014 - 10:48

Luís Nassif

O amigo liga em pânico: “A imprensa vai acabar com a democracia no Brasil”. Respondo: “É a democracia que vai acabar com a imprensa e implantar o jornalismo”.

A aventura irresponsável de Veja – recorrendo a uma matéria provavelmente falsa para pedir o impeachment de um presidente da República - não se deve a receios de bolivarianos armados invadindo a Esplanada. Ela está sendo derrotada pelo mercado, pelo fato de que, pela primeira vez na história, a Internet trouxe o mercado para o setor fechado, derrubando as barreiras de entrada que permitiram a sobrevida de um jornalismo anacrônico, subdesenvolvido, a parte do país que mais se assemelha a uma republiqueta latino-americana.

É um caso único, de uma publicação que se aliou a uma organização criminosa - de Carlinhos Cachoeira - e continuou impune, fora do alcance do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

A capa de Veja não surpreende. Há muito a revista abandonou qualquer veleidade de jornalismo.

Acusa a presidente da República Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de conhecerem os esquemas Petrobras com base no seguinte trecho, de uma suposta confissão do doleiro Alberto Yousseff:

- O Planalto sabia de tudo - disse Youssef.

- Mas quem no Planalto? - perguntou o delegado.

- Lula e Dilma - respondeu o doleiro.

Era blefe.

Na sequência, a reportagem diz:

“O doleiro não apresentou - e nem lhe foram pedidas - provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades”.

Na primeira fase da delação premiada tem-se o criminoso falando o que quer. Enquanto não apresentar provas, a declaração não terá o menor valor. E Veja tem a fama de colocar o que quer nas declarações de fontes.

Ligado ao PSDB do Paraná, o advogado de Yousseff desmentiu as informações. Mas não se sabe ainda qual é o seu jogo.

As apostas erradas da Abril

Golbery do Couto e Silva dizia que a mentira tem mais valor que a verdade. A verdade é monótona, tem uma só leitura. Já a mentira traz um enorme conjunto de informações a serem pesquisadas, as intenções do mentiroso, a maneira como a mentira foi montada.

Daí a importância da capa de Veja: permitir desvendar o que está por trás da mentira.

A primeira peça do jogo é entender a posição atual do Grupo Abril.

Apostas de altíssimo risco só são bancadas em momentos de altíssimo desespero. A tacada da Veja torna quase irresistível a proposta de regulação da mídia e de repor as defesas do cidadão que foram suprimidas pelo ex-Ministrio Ayres Britto, ao revogar a Lei de Imprensa.

Qual a razão de tanto desespero nessa aposta furada?

A explicação começa alguns anos atrás.

No mercado de mídia, o futuro acenava para o advento da Internet e da TV a cabo e para o fim das revistas e do papel. As apostas da Abril foram sempre na direção errada.

Ela montou um dos primeiros portais brasileiros, o BOL, que posteriormente fundiu-se com a UOL. Graças à sua influência política, conseguiu frequências de UHF e canais de TV a cabo.

A editora endividou-se e, para tapar buracos, Civita foi se desfazendo de todas as joias da coroa. Passou os 50% que detinha na UOL para a Folha – por um valor insignificante; vendeu a TV A para a Telefonica.  Associou-se ao grupo sul-africano Naspers, em uma operação confusa, visando burlar o limite de 30% para capital estrangeiro em grupos de mídia, previstos na lei.

Não parou por aí.

Adquiriu duas editoras – a Atica e a Scipionne –, que dependem fundamentalmente de compras públicas, confiando no poder de persuasão dos seus vendedores junto à rede escolar. A decisão do MEC (Ministério da Educação) de colocar todos os livros em uma publicação única, para escolha dos professores, eliminou sua vantagem comparativa.

Aí decidiu investir em cursos apostilados para prefeituras, um território pantanoso. Finalmente, “descobriu” o caminho das pedras, passando a direcionar todas suas energias para a área de educação.

Para tanto, criou uma nova empresa, a Abril Educação, colocou debaixo dela as editoras e os cursos e contratou um executivo ambicioso, Manoel Amorim,  que aumentou exponencialmente o endividamento do grupo, para adquirir cursos e escolas. Foi uma sucessão de compras extremamente onerosas, que deixaram o grupo em má situação financeira. A solução foi vender parte do capital para um grupo estrangeiro. Nem isso resolveu sua situação.

No ano passado, em conversa com especialistas do setor de mídia, Gianca Civita, o primogênito, já antecipava que a editora iria ser reduzida a meia dúzia de revistas e à Veja. Colocara à venda suas concessões de UHF e esperava que algum pastor eletrônico se habilitasse.

O cartel da jabuticaba

A editora viu-se depauperada em duas frentes. Uma, a própria decadência do mercado de revistas; outra, a descapitalização ainda maior para financiar a aventura educacional da Abril.

Além disso, foi vítima do maior tiro no pé da história da mídia brasileira: o “cartel da jabuticaba”.

Um cartel tradicional consiste em um pacto comercial entre competidores visando aumentar os preços e os ganhos de todos. O “cartel da jabuticaba” brasileiro foi uma peça genial (da Globo) em que todos se uniram contra a distribuição de parte ínfima da publicidade pública para a imprensa regional e para a Internet.

Alcançaram seu intento, mas não levaram o butim. A Internet não cresceu mas o resultado foi uma enorme concentração de verbas na TV aberta -- e, dentro dela, na TV Globo.

Poucos meses atrás, o próprio João Roberto Marinho – um dos herdeiros da Globo – manifestava a interlocutores sua preocupação com a concentração da mídia. A Globo jogou em seu favor, óbvio; mas não contava com o despreparo das demais empresas sequer para entender onde estavam seus interesses.

Quando o faturamento do papel minguou, todos pularam para a Internet. Mas a piscina estava vazia graças às pressões que eles próprios fizeram sobre a Secom e as agências.

Hoje em dia, o mercado de TV a cabo passou a disputar acirradamente as verbas publicitárias. Se indagar de um executivo do setor se a disputa é com as revistas e jornais, ele dará de ombros: a imprensa escrita não tem mais a menor relevância; a disputa é com a TV aberta.

A bala de prata de Fábio Barbosa

É esse quadro de crise nas duas frentes que explica a bala de prata de Fábio Barbosa.

Nos últimos meses, Fábio Barbosa contratou o INDG, de Vicente Falconi, para um trabalho de redução de custos da Abril, paralelamente à própria redução da Abril..

Falconi constatou o que o Blog já levantara alguns anos atrás: a estrutura de Veja era superdimensionada para o conteúdo semanal.

Na época, montei um quadro com todas as reportagens de uma edição, estimei o tempo-hora de cada repórter e editor e, no final, mostrava que seria possível entregar o mesmo conteúdo com um terço da redação.

Com metodologia muito mais gerencial, Falconi chegou às mesmas conclusões, resultando daí a demissão de várias pessoas em cargos-chave – inclusive Otávio Cabral, repórter das missões sensíveis da revista, que acabou indo trabalhar na campanha de Aécio.

Apenas amenizou um pouco a queda. Com as duas frentes comprometidas, a Abril entrou em uma sinuca de bico.

Com a morte de Roberto Civita, começou a enfrentar dificuldades crescentes para renovar os financiamentos. Desde o início do ano, os herdeiros de Roberto Civita estão buscando compradores para a outra metade da Abril Educação.

Antes disso, desde o ano passado, decidiram sair definitivamente da área editorial. Mas a legislação não permite à Naspers ampliar sua participação na editora. E, se não teve nenhum corte de verba oficial para suas publicações, por outro lado a Abril jamais encontrou espaço no governo Dilma para acertos e grandes negócios, como uma mudança na legislação sobre capital estrangeiro na mídia..

É nesse quadro dramático, que o presidente do grupo, Fábio Barbosa, tenta a última tacada, apostando todas as fichas em Aécio.

A última chance

A carreira anterior de Barbosa foi no mercado bancário. Foi sucessivamente presidente do ABN Amro, depois do ABN-Real, quando o banco holandês adquiriu o Real; depois do Santander, quando o banco espanhol adquiriu os dois.

No ABN e no Santander foi responsável por uma das maiores operações imobiliárias do mercado. No ABN participou do empréstimo de R$ 380 milhões para a WTorres adquirir o esqueleto da Eletropaulo, na marginal Pinheiros. Seis meses depois, a companhia não tinha mais recursos para quitar o financiamento. Entregou parte do capital aos credores.

Em 2008, ainda na condição de presidente indicado para o Santander, Fábio anunciou a aquisição da torre pelo banco por R$ 1 bilhão. “A aquisição desse imóvel é um marco e demonstra a determinação do Santander em investir para que tenhamos um Banco cada vez mais forte e competitivo”, afirma ele. (http://migre.me/ms7aW).

Atuou no início e no final da operação, assessorado por seu homem de confiança, José Berenguer Neto.

Em pouco tempo começaram a pipocar os problemas da WTorre. Atrasou a entrega da sede do Santander, que ingressou em juízo com pedido de indenização de R$ 135 milhões. A dívida fez com que a WTorre desistisse de lançar ações na Bolsa de São Paulo.

Em outubro de 2010 a obra continuava causando transtorno, sem ser entregue (http://migre.me/ms7Pc)

Em agosto de 2011, Fabio saiu do Santander. O clima azedou quando a direção se deu conta dos problemas criados. O presidente mundial Emilio Botin colocou um homem de confiança como espécie de interventor, levando Fabio a se demitir. Junto com ele saiu José Berenguer Neto, que assumiu um cargo na Gávea Investimentos, para atuar na área imobiliária.

Na época, executivos do banco ouvidos pela imprensa disseram que no ABN Fabio tinha plena liberdade; no Santander, não mais. Fabio deixou o banco sendo elogiado pelo sucessor.

O episódio não causou tanto estardalhaço quanto a tentativa de Barbosa, no comando da Veja, de tentar um golpe de Estado armado com um 3 de paus.

http://jornalggn.com.br/noticia/a-ultima-tacada-de-fabio-barbosa-e-da-editora-abril

Josias Gomes comemora anúncio de 285 centros de esporte no país

 

O deputado Josias Gomes (PT-BA)elogiou a informação de que o Ministério do Esporte, que tem à frente o ministro Aldo Rebelo, entregará 285 centros de esporte até o final de 2015. Para Josias Gomes, investir no esporte tem um duplo sentido: “ajuda o esporte, especialmente o amador, e ajuda enormemente no combate às drogas, já que contribui para o afastamento dos jovens da rota dos traficantes”.

Segundo o ministro do Esporte, a iniciativa faz parte do legado de infraestrutura esportiva dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. Conforme Rebelo, o dinheiro já está no Orçamento, e, portanto, não há risco de descontinuidade. A declaração do ministro foi feita na cidade de Taboão da Serra, em meio à inauguração de um desses centros no município paulista.

Com investimento de R$ 967 milhões, as unidades serão construídas em 263 municípios, em todos os estados. Os CIEs são espaços para o desenvolvimento da base do esporte de alto rendimento.

Nas unidades, serão oferecidas 13 modalidades olímpicas, seis paraolímpicas e uma não olímpica. O ministério paga a obra e fornece o projeto de engenharia. A contrapartida das prefeituras são o terreno e o custeio.

Os municípios selecionados para receber os CIEs são os que, entre outros critérios, tenham aprovado obras de urbanização no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para que o equipamento sirva como complementação.

Entre as modalidades olímpicas estão: atletismo, basquete, boxe, handebol, judô, lutas, tae kwon do, vôlei, esgrima, ginástica rítmica, badminton, levantamento de peso e tênis de mesa. Para os paratletas, haverá esgrima de cadeira de rodas, judô, halterofilismo, tênis de mesa, voleibol sentado e goalball. Embora não seja modalidade das Olimpíadas, o futebol de salão também comporá o rol de atividades.

www.ptnacamara.org.br

Com 300 comissionados, fracassa manifestação “black bloc” de Aécio em Curitiba

 
22 OUT 2014 - 20:16 69 Comentários

aecio_curitiba_protesto.jpgO que era para ser uma arrancada de Aécio Neves (PSDB) para a virada, converteu-se em um verdadeiro fiasco. Pelo menos em Curitiba, capital do Paraná. Apenas trezentas pessoas atenderam à convocação tucana e compareceram na Boca Maldita para o movimento #VemPraRua. Às 18 horas, hora do evento, o tempo estava nublado e fazia 14ºC.

O batalhão do PSDB era formado basicamente de funcionários comissionados do governo do Paraná, que se concentraram em frente ao Museu Oscar Niemeyer no Centro Cívico. Eles bandeiravam o número 45 e cantarolavam com entusiasmo palavras de ordem contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

A campanha de Aécio tentou reeditar a quatro dias da eleição o movimento “black bloc” que varreu o país em 2013, na conhecida “jornada de junho”, pedindo mudanças. Naqueles protestos, em Curitiba, a média de público era de 20 mil pessoas. Na marcha tucana apenas trezentas cabeças comissionadas.

http://www.esmaelmorais.com.br/2014/10/com-300-comissionados-fracassa-manifestacao-black-bloc-de-aecio-em-curitiba/

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Reduzir valores pagos pelo DPVAT não afronta Constituição, decide STF

Os valores pagos pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) a seus segurados podem ser modificados por lei, sem que isso represente qualquer violação da Constituição. Assim decidiu o Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (23/10), ao julgar três casos que questionavam a alteração do valor pago em casos de morte ou invalidez de 40 salários mínimos (cerca de R$ 28,9 mil) para R$ 13,5 mil. As ações impugnavam também a Lei 11. 945/2009, que vedou a cessão de direitos do reembolso por despesas médicas previstos na regulamentação do seguro.

O Plenário do STF julgou improcedentes as Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.627 e 4.350, ajuizadas pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNS), respectivamente. Também por maioria de votos, foi negado provimento ao Recurso Extraordinário com Agravo 704.520 interposto por um segurado que questionava a mudança no valor da indenização. O recurso teve repercussão geral reconhecida e a tese firmada será seguida em mais de 770 casos sobrestados (suspensos) em instâncias inferiores.

Ao julgar os três casos, os ministros entenderam que a fixação do valor da indenização em moeda corrente e a desvinculação do valor da indenização ao salário mínimo, introduzidos por dispositivos da Lei 11.482/2007 e da Lei 11.945/2009, não afrontaram qualquer princípio constitucional. Também entenderam que a proibição da cessão de direitos do reembolso por despesas médicas não representa violação ao princípio da isonomia nem dificulta o acesso das vítimas de acidentes aos serviços médicos de urgência.

“As regras atendem aos ideais de justiça e ao princípio da isonomia e proporcionalidade, não apresentando valores irrisórios de indenização”, afirmou o relator das ADIs, ministro Luiz Fux (foto).

Sobre a ofensa ao princípio da isonomia, alegada pela CNS para impugnar a vedação legal à cessão de direitos de reembolso, o ministro assinalou que a nova sistemática não impede que os hospitais que atendam vítimas de acidentes de trânsito recebam por serviços prestados. No entendimento do ministro, a proibição implementa uma política de combate à fraude, evitando que os hospitais recebam quantias maiores do que seriam devidas e não atenta contra nenhum princípio constitucional.

“A restrição é louvável porquanto evita inúmeras fraudes decorrentes de uma eventual posição simultânea e indesejável do hospital como prestador de serviços à vítima de acidente de trânsito e credor da seguradora”, observou.

Direito mantido
O ministro Gilmar Mendes (foto), relator da ARE 704.520, observou que a fixação do valor da indenização em moeda corrente não representou violação ao princípio da proibição de retrocesso ou afronta à dignidade da pessoa humana. No entendimento do ministro, embora a ação estatal deva caminhar no sentido da ampliação de direitos e de assegurar-lhes a máxima efetividade possível, uma alteração restritiva na legislação, desde que mantido o núcleo essencial do direito tutelado, é possível.

“Levar os direitos a sério requer que se considere também os custos para sua efetivação, que aliás serão tanto mais relevantes quanto mais dispendiosa seja a concretização do direito ou da política pública em questão”, concluiu o ministro.

Ficou vencido o ministro Marco Aurélio, que entendeu que a medida provisória (MP-340/2006), posteriormente convertida em lei, alterou diploma que estava em vigor há mais de 30 anos e, por este motivo, não atende ao predicado da urgência para admitir a atuação do Poder Executivo em campo reservado ao legislativo. O ministro Luís Roberto Barroso declarou impedimento. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

ARE 704520
ADI 4627
ADI 4350

http://www.conjur.com.br/2014-out-23/reduzir-valores-pagos-dpvat-constitucional-julga-supremo?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

Terrorismo da Veja contra o PT

Terrorismo: as capas da Veja!

A Veja está assim porque ninguém se interessa por comprá-la !

O Conversa Afiada oferece uma coleção de atividades terroristas do detrito de maré baixa !
De “Desespero da Veja“:



4








!
Em tempo: a veja forneceu o coordenador de comunicação do Aécio Neves, o jornalista Otávio Cabral, autor da “biografia” do Dirceu. PHA

Grifo Meu: O terrorismo da imprensa partidária contra o PT e os Petistas 

http://www.conversaafiada.com.br/

Armínio planejou ataques especulativos para Soros

 

Título do livro é “Mais dinheiro do que Deus” ! Precisa desenhar, Aécio ?

À esquerda, NauFraga, o dinheiro. À direita, o patrão Soros, Deus

O Conversa Afiada reproduz texto de Pedro Paulo Zahluth Bastos, extraído da Carta Maior:

ARMÍNIO PLANEJOU ATAQUES ESPECULATIVOS PARA SOROS
A moeda tailandesa, o Baht, foi a primeira a ruir na Crise Asiática 1997, que deixou milhares de cidadãos desempregados, arruinou empresas e vários países.
Pedro Paulo Zahluth Bastos
O livro MORE MONEY THAN GOD: HEDGE FUNDS AND THE MAKING OF A NEW ELITE (BLOOMSBURY), publicado pelo jornalista inglês Sebastian Mallaby em 2010, traz uma revelação explosiva sobre a atuação de Armínio Fraga como gestor do Fundo Soros para mercados emergentes. Armínio teria obtido informações privilegiadas que o levaram a planejar e executar o ataque especulativo contra a Tailândia, que gerou lucros estimados hoje em R$ 2.500.000 bilhões de reais para George Soros e ele mesmo.
A moeda tailandesa, o Baht, foi a primeira a ruir na Crise Asiática 1997, que deixou milhares de cidadãos desempregados, arruinou empresas e as finanças públicas de diversos países pobres e detonou a reversão do ciclo de expansão de liquidez para os chamados “mercados emergentes”, o que levaria à crise do Real no Brasil em 1999.
O livro tem como fonte uma série de documentos privados dos investidores e um conjunto de entrevistas gravadas com os operadores dos hedge funds, as empresas de gestão de recursos que realizam operações especulativas, a descoberto, com alto grau de alavancagem financeira.
Embora Armínio e outros operadores do Fundo Soros tenham sido entrevistados (um deles entregou notas diárias tomadas durante a crise), seria de se imaginar que as informações fossem questionadas pelos especuladores depois da publicação, considerando-se o conteúdo político sensível de algumas delas. Pelo contrário, Armínio conferiu ENTREVISTA AO JORNAL VALOR ECONÔMICO em 24 de maio de 2013 em que o livro é citado sem reparos, embora sem sua parte mais explosiva.
Formação ou informação privilegiada?
A especulação bem sucedida contra a Tailândia tem o misto de formação privilegiada e informação privilegiada, obtida antes dos demais agentes de mercado com autoridade política ingênua do Banco Central da Tailândia. Quando a vulnerabilidade externa de um país coincide com a fragilidade financeira de seu sistema bancário, o banco central enfrenta um dilema: elevar taxa de juros para contornar o desequilíbrio cambial ou reduzir a taxa para limitar a inadimplência de empréstimos que pode agravar a situação dos bancos.
Esse dilema não é nada novo, tendo caracterizado crises cambiais e financeiras desde o padrão ouro-libra, mas Armínio se disse alertado para o problema asiático por uma palestra de Stanley Fischer (FMI) e pela leitura de ARTIGO CIENTÍFICO sobre as relações entre crise cambial e bancária.
A informação privilegiada que induziu o ataque especulativo foi obtida, porém, em entrevista de Armínio e outros dois economistas do Fundo Soros com alta autoridade do Banco Central Tailandês, que foi questionado por Armínio sobre a prioridade a ser conferida pelo banco: elevar taxa de juros para defender a moeda de um ataque especulativo ou reduzi-la para evitar o agravamento da situação dos bancos?
Segundo Mallaby (que entrevistou Armínio sobre a conversa), Armínio invocou sua própria experiência como diretor do Banco Central do Brasil (1991-1993) e pareceu, ao funcionário tailandês, “mais como um parceiro benigno de um mercado emergente do que como um ameaçador predador de Wall Street”.
O funcionário ingênuo respondeu que a prioridade de defender a moeda tailandesa com a mais elevada taxa de juros que fosse necessária poderia estar mudando, em vista da taxa de juros mais baixa requerida em vista dos problemas crescentes dos bancos. Fraga e seus colegas teriam visualizado uma maleta cheia de dinheiro caso especulassem com a moeda tailandesa, mas fingido não notar para não alertar o funcionário do Banco Central da Tailândia a propósito de sua ingenuidade. Se notasse, ele poderia elevar a taxa de juros para encarecer a especulação cambial ou mesmo recorrer a bloqueios administrativos contra especuladores estrangeiros.
Voltando a Nova Iorque, Armínio Fraga discutiu com o Fundo Soros sobre planejamento do ataque especulativo contra a moeda tailandesa. Um dos economistas que esteve na reunião com a autoridade inocente do Banco Central da Tailândia, Rodney Jones, questionou os outros dois sobre a moralidade de especular contra países em desenvolvimento: “se as moedas forem desvalorizadas sem controle, milhões de inocentes serão levados à pobreza desesperadora”.
Mallaby parece sugerir que Armínio Fraga e os outros não consideraram o argumento suficiente para abortar o ataque especulativo que rendeu 750 milhões de dólares.
EM QUAL ARMÍNIO FRAGA CONFIAR?
Desde a década de 1990, a porta giratória entre o mercado financeiro e o sistema político vem sendo usada por um grande número de economistas que, em um momento, especula contra a moeda e o sistema financeiro de diferentes países, para em seguida serem nomeados como restauradores da confiança e credibilidade de algum dos países perante aqueles que podem ganhar com crises cambiais e financeiras.
Armínio Fraga usou a porta giratória em 1999, saindo do Fundo Soros para tornar-se presidente do Banco Central do Brasil. Ou seja, a autoridade responsável por defender a moeda e o sistema financeiro brasileiro, depois de ter sido decisivo para o ataque especulativo que iniciou a sucessão de crises cambiais que chegou ao Brasil e derrubou o Real em 1999.
No cargo, Armínio Fraga não hesitou em elevar a taxa de juros ao nível de 45% a.a., embora isso prejudicasse “milhões de inocentes levados à pobreza desesperadora” pela crise cambial. É provável que o remédio amargo tenha sido exagerado, mas inegavelmente ajudou a criar a credibilidade de Armínio Fraga perante o mercado financeiro.
Aécio Neves já deu a entender ter escolhido seu Ministro da Fazenda e disse que Armínio inspira confiança e credibilidade. Para quem?
Uma vez Armínio Fraga é novamente cotado para atravessar a porta giratória, é legítimo que perguntemos em que Armínio Fraga devemos confiar: naquele que tem conexões políticas e formação privilegiada? Ou naquele que especula com base em informações privilegiadas obtidas de autoridades políticas ingênuas, ainda que um economista de sua empresa o alerte sobre os “milhões de inocentes (que) serão levados à pobreza desesperadora”? Na “autoridade benigna de um mercado emergente” ou no “ameaçador predador de Wall Street”?

Em tempo: texto de Marcel Gomes, na mesma Carta Maior:

DESREGULAMENTAÇÃO FINANCEIRA DOS 90 INTERROMPEU AVANÇO DOS TIGRES ASIÁTICOS INICIADO NO PÓS-GUERRA
A crise asiática de 1997, iniciada na Tailândia no verão daquele ano, foi causada por uma conjuntura de alto endividamento interno, valorização cambial e descontrole bancário. É mais ou menos a receita que havia feito implodir o México, três anos antes, e que estaria na fonte do colapso do real no Brasil, em janeiro de 1999, primeiro mês do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
Pressionado pelos mercados, e sem dólares para fazer frente às suas obrigações, o governo tailandês decidiu desvalorizar o baht, moeda local. A medida fez explodir a dívida externa do país e espalhou o caos para seus vizinhos de sudeste asiático, como Indonésia e Malásia. A dívida externa média dos países da região saltou de 100% do PIB para 167%, segundo a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Com a desvalorização generalizada das moedas locais, o problema virou político. Os preços de alimentos e outros bens de consumo dispararam. Na Indonésia, Suharto foi obrigado a abandonar o poder, após 30 anos no poder.
Em seguida, a crise rumou ao norte e chegou à Coréia do Sul. Na tentativa de conter a onda de contágio, que já ameaçava a economia mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou um pacote financeiro de US$ 40 bilhões, com o objetivo de elevar a confiança dos mercados na região.
Apenas em 1999 as economias da região voltaram a crescer. Mas aí seria a vez de o Brasil demonstrar que o modelo de liberalização financeira, estimulado pelo próprio FMI, teria de fato um forte potencial de crise em sua concepção.
Em artigo publicado na revista Economia e Sociedade, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em dezembro de 1998, Carlos Aguiar de Medeiros detalhou o processo de abertura financeira no sudeste asiático, em geral estimulado por pressão externa.
Segundo ele, Coréia, Tailândia, Malásia, Formosa, Indonésia e Filipinas promoveram incentivos ao investimento no mercado de ações, relaxaram os limites nos investimentos estrangeiros, e ampliaram o acesso de firmas internacionais de seguros ao mercado doméstico.
“Assim, economias com forte tradição de controle sobre os fluxos de capitais e sobre o sistema financeiro doméstico passaram no início dos anos 90 por rápido desenvolvimento do mercado de capitais e progressiva abertura ao capital estrangeiro”, explica Medeiros.
Em países como Coréia, Malásia e Tailândia, a relação entre o valor das ações negociadas em bolsa e o PIB atingiu valores elevados e superiores à média dos países da OCDE.
“Ao desregular os fluxos de capitais a Coréia, como outros paísesasiáticos, abriu mão do controle das taxas de câmbio e da alocação seletiva dos investimentos internos”, disse ele. Este processo, aponta o autor, terminou por minar os mecanismos de coordenação que fizeram da Coréia um caso espetacular de crescimento e de catch-up do pós-guerra.

À esquerda, NauFraga, o dinheiro. À direita, o patrão Soros, Deus

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Por que o Brasil está certo ao investir em Cuba

 

O investimento no Porto de Mariel amplia o alcance do comércio e a área de influência do Brasil. Por José Antonio Lima

por José Antonio Lima — publicado 28/01/2014

AFP

Dilma Rousseff e Raúl Castro

Dilma e Raúl Castro conversam durante a inauguração do Porto de Mariel

Leia também

Dilma diz que bloqueio econômico a Cuba é injusto

Celac se reúne em Cuba pela primeira vez desde a morte de Chávez

Em gesto simbólico, Obama aperta a mão de Raúl Castro

Dilma pede desculpas a médico cubano hostilizado no Ceará

A blogueira favorita da mídia

O que pode acabar com o embargo dos EUA a Cuba?

Causou certa indignação em determinados setores da sociedade brasileira a inauguração do porto de Mariel, em Cuba, na segunda-feira 27, com a presença de Dilma Rousseff. O espanto se deu por que a obra foi erguida graças a um financiamento do BNDES, que data ainda do governo Lula. Atribui-se o investimento a uma aliança ideológica entre os governos petistas e a família Castro, responsável pela ditadura na ilha. É um equívoco ver o empréstimo desta forma. Trata-se de um ato pragmático do Brasil.

O porto de Mariel é um colosso. Ele é considerado tão sofisticado quanto os maiores terminais do Caribe, os de Kingston (Jamaica) e de Freeport (Bahamas), e terá capacidade para receber navios de carga do tipo Post-Panamax, que vão transitar pelo Canal do Panamá quando a ampliação deste estiver completa, no ano que vem. A obra, erguida pela Odebrecht em parceria com a cubana Quality, custou 957 milhões de dólares, sendo 682 milhões de dólares financiados pelo BNDES. Em contrapartida, 802 milhões de dólares investidos na obra foram gastos no Brasil, na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Pelos cálculos da Odebrecht, este valor gerou 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no País.

A obra “se pagou”, mas o interesse do Brasil vai além disso. Há quatro aspectos importantes a serem analisados.

O primeiro foi exposto por Dilma no discurso feito em Cuba. O Brasil quer, afirmou ela, se tornar “parceiro econômico de primeira ordem” de Cuba. As exportações brasileiras para a ilha quadruplicaram na última década, chegando a 450 milhões de dólares, alçando o Brasil ao terceiro lugar na lista de parceiros da ilha (atrás de Venezuela e China). A tendência é de alta se a população de Cuba (de 11 milhões de pessoas), hoje alijada da economia internacional, for considerada um mercado em potencial para empresas brasileiras.

Esse mercado só será efetivado, entretanto, se a economia cubana deixar de funcionar em seu modo rudimentar atual. Como afirmou o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio José Ferreira Simões, o modelo econômico de Cuba precisa “de uma atualização”. O porto de Mariel é essencial para isso, pois será acompanhado de uma Zona Especial de Desenvolvimento Econômico criada nos moldes das existentes na China. Ali, ao contrário do que ocorre no resto do país, as empresas poderão ter capital 100% estrangeiro. Dono de uma relação favorável com Cuba, o Itamaraty está buscando, assim, completar uma de suas funções primordiais: mercado para as empresas brasileiras. Não é à toa, portanto, que o Brasil abriu uma nova linha de crédito, de 290 milhões de dólares, para a implantação desta Zona Especial em Mariel.

Aqui entra o terceiro ponto, a localização de Mariel. O porto está a menos de 150 quilômetros do maior mercado do mundo, o dos Estados Unidos. Ainda está em vigor o embargo norte-americano a Cuba, mas ele é insustentável a longo prazo. “O embargo não vai durar para sempre e, quando cair, Cuba será estratégica para as companhias brasileiras por conta de sua posição geográfica”, disse à Reuters uma fonte anônima do governo brasileiro. Tendo em conta que a população cubana ainda consistirá em mão de obra barata para as empresas ali instaladas, fica completo o potencial comercial de Mariel.

Há ainda um quarto ponto. Ao transformar Cuba em parceira importante, o Brasil amplia sua área de influência nas Américas em um ponto no qual os Estados Unidos não têm entrada. A administração Barack Obama é favorável ao fim do embargo, como deixou claro o presidente dos EUA em novembro passado, quando pediu uma “atualização” no relacionamento com Cuba. Ocorre que a Casa Branca não tem como derrubar o embargo atualmente diante da intensa pressão exercida no Congresso pela bancada latina, em sua maioria linha-dura. No vácuo dos EUA, cresce a influência brasileira.

Grande parte das críticas ao relacionamento entre Brasília e Cuba ataca o governo brasileiro por se relacionar com uma ditadura que não respeita direitos humanos. Tal crítica tem menos análise de política externa do que ranço ideológico, como prova o silêncio quando em destaque estão as relações comerciais do Brasil com a China, por exemplo. Não há, infelizmente, notícia de um Estado que paute suas relações exteriores pela questão de direitos humanos. Se a regra fosse essa, possivelmente o mundo não seria a lástima que é.

Soma-se a isso o fato de que manter boas relações com Cuba é uma prática do Estado brasileiro, não do governo atual. As relações Brasília-Havana foram reatadas em 1985 e têm melhorado desde então. Em 1992, no governo Fernando Collor, houve uma tentativa de trocar votos em eleições para postos em organizações internacionais. A prática, como a Folha de S.Paulomostrou em 2011, continuou no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sob o qual o Brasil também fechou parcerias e intercâmbios com Cuba.

De fato, em 1998 o então chanceler de FHC, Luiz Felipe Lampreia, se encontrou com um importante dissidente cubano, Elizardo Sánchez, algo que o governo brasileiro parece muito distante de fazer. Pode-se, e deve-se, criticar o fato de o Planalto sob o PT não condenar publicamente as violações de direitos humanos da ditadura castrista, mas não se pode condenar o investimento no porto de Mariel. Neste caso, prevaleceu o interesse nacional brasileiro.

http://www.cartacapital.com.br/internacional/por-que-o-brasil-esta-certo-ao-investir-em-cuba-1890.html

A FORÇA QUE CARREGA DILMA

 

1

22 de outubro de 2014

por Paulo Moreira Leite

Candidata une o PT, derrota massacre ideológico promovido pelos meios de comunicação e recebe apoio de antigos eleitores de Marina

A liderança de Dilma Rousseff na eleição presidencial está longe de expressar uma guinada repentina do eleitorado e muito menos uma sucessão de jogadas — algumas efetivamente geniais — do marketing de João Santana. A vantagem de Dilma expressa o esforço da maioria dos brasileiros em recuperar seus direitos para governar o país.

É sempre prudente aguardar por surpresas de última hora, mas o avanço de Dilma tem a consistência das conquistas  obtidas a frente de todos. Dilma cresceu nos debates pela TV, a frente de milhões de telespectadores. Seu avanço foi reforçado por Lula e seu prestígio imenso de mais popular político da história. Também cresceu pela força social profunda que há três décadas se organizou na militância do Partido dos Trabalhadores e de milhares de entidades que gravitam a sua volta em bairros, nas empresas, nas escolas, e também na máquina do Estado.

A unidade entre o partido e a candidata, que jamais foi consolidada no primeiro turno, constitui a força imensa que caminha em direção as urnas de domingo.

O último levantamento do DataFolha mostra que os eleitores não apenas preferem Dilma por uma ou outra razão, mas também concordam com suas teses, o que torna difícil saber o que veio primeiro, o ovo ou a galinha, a ideia ou o fato.

Ignorando o massacre ideológico promovido pelos meios de comunicação para manter a candidata do PT na defensiva desde o início do ano, 56% dos brasileiros acreditam que ou a inflação deve permanecer como está (35%) ou até pode cair (21%). Para uma minoria de 31%, irá aumentar. Para 44%, a economia vai melhorar, enquanto 15% (15%!) acham que vai piorar. Para uma maioria de dois terços de eleitores, o desemprego deve ficar como está (35%), o menor nível da história, ou pode até diminuir (31%).

Quatro meses antes, em junho, antes do horário político, antes dos debates, quando o ponto de vista dos adversário do governo era oferecido sem contestação nem debate, a convicção dos brasileiros era outra.

A rigor, nada mudou na economia de lá para cá. O crescimento até piorou um pouquinhos. Mas, há quatro meses, 59%, achavam que a inflação iria subir. Para 48%o, o emprego iria cair.

O que mudou foi a política. Na medida em que teve a oportunidade de ouvir o debate sobre assuntos da vida cotidiana, libertando-se do pensamento único, o eleitor avaliou propostas, examinou projetos — e mudou de ideia.

O crescimento recente de Dilma é explicado pelos coordenadores da campanha como a conquista de eleitores que votaram em Marina Silva no primeiro turno, deixaram-se seduzir por Aécio Neves no segundo — quando ele passou à frente — e mudaram mais uma vez de candidato, preferindo mudar-se para o PT. Não é um apoio instável mas tem sua lógica.

Ao lembrar os escândalos escondidos pelo PSDB, Dilma questionou o caráter politico-eleitoral das denúncias de Aécio. Ao debater política econômica, lembrou as experiências dos brasileiros com recessão e desemprego — temores que o adversário não soube responder. A visão, no comitê de Dilma, é que os eleitores que apostavam na “nova política ” de Marina não tinham razão para sustentar Aécio. Novidade por novidade, Dilma falou em plebiscito para sustentar uma reforma política ambiciosa, ao contrário de teses triviais, feijão-com-arroz da velha política, como debater reeleição e voto distrital.

O desempenho de Dilma no debate da Band foi impecável. No segundo debate, no SBT, quando Aécio Neves assumiu uma postura particularmente agressiva contra uma presidente de 67 anos, Dilma permitiu que se destruísse sozinho. No terceiro debate, Dilma enquadrou as discussões em torno de questões políticas, terreno que lhe é favorável. Não ganhou todos os conflitos mas manteve uma postura de responsabilidade, segurança. Nenhuma questão importante ficou sem resposta.

Na base do partido, um dirigente do PT no bairro de Vila Mariana, em São Paulo, avalia que “a postura da Dilma nos debates fez toda a diferença. Os militantes ficaram valentes.” Já nos dias seguintes ao primeiro debate, desembarcaram meio milhão de estrelinhas vermelhas no Diretório Estadual do PT, em São Paulo. Menos de 12 horas depois, 80% desse material, o mais duradouro símbolo petista, já havia sido levado para comícios, festas e outras atividades, e era preciso encomendar mais. Nas bancas do centro do Rio de Janeiro, os panfletos e os bottons colantes — que precisam de reposição diária — também escasseavam mais depressa do que se previa. Em vários locais, faltavam bandeiras — num sinal de que a mobilização já atingira um patamar superior ao que os próprios organizadores esperavam. Na internet, os sites do partido disparavam. Os dias seguintes foram de uma avalanche, que multiplicou votos e adesões.

Na segunda-feira, ato no Teatro da Universidade Católica, edifício histórico da resistência democrática contra a ditadura, foi uma demonstração de crescimento de Dilma numa cidade onde seu nome enfrentou uma hostilidade surpreendente para uma legenda que fez três prefeitos depois da transição democrática.

Na USP, dias antes, um dos centros das organizações de ultraesquerda que pregam o voto nulo, voto branco, abstenção ou Dilma, como se fossem alternativas descartáveis e equivalentes, dirigentes da CUT se apresentaram para lembrar que está em jogo “a unidade contra a política de retrocesso social e concessões ao imperialismo,” como falou um antigo líder estudantil, Julio Turra, que há 40 anos discursava no mesmo ambiente.

Depois de fazer, nos últimos anos, campanhas terceirizadas, apoiadas no prestígio universal de Luiz Inácio Lula da Silva, numa boa publicidade, no desempenho favorável da economia e na ausência absoluta de adversários capazes de representar sequer uma ameaça crível a seus candidatos, em 2014 a máquina petista foi colocada diante de uma disputa em que é preciso bater na porta do eleitor, disputar voto a voto, argumentar, ouvir e convencer — sabendo que em nenhuma hipótese o triunfo estará garantida com antecedência. Altos funcionários de Ministério pediram férias de seus cargos, em Brasília, para percorrer férias, bares e locais de trabalho, num esforço para encontrar argumentos a altura do momento.

Depois de passar três décadas com o compreensível currículo de partido da mudança, palavra naturalmente mágica num país com as necessidades do nosso, o PT se viu na posição de partido da ordem, senha de ingresso no poço sem fundo do cemitério político nacional. O ano de 2014 foi um curso da aprendizado, interno e externo. Para dentro, serviu para avaliar com mais frieza o que se fez, com mais veracidade e menos triunfalismo. Para fora, foi a hora de enfrentar um embate contra um candidato que tentava crescer no próprio terreno da mudança. Foi preciso voltar ao início de tudo, num debate que nunca se fizera: mudar para que? Com quem? Para chegar onde? “Ganhamos quando mostramos quem é sincero quando fala em mudança,” afirma um assessor de ministério em campanha — de férias — pelo Rio de Janeiro.

http://paulomoreiraleite.com/2014/10/22/forca-que-carrega-dilma/

Eventos movimentaram R$ 209,2 bilhões no Brasil em 2013

 

O volume de recursos movimentado pela indústria de eventos no Brasil mais que quintuplicou em 12 anos. Em 2013, o segmento movimentou R$ 209,2 bilhões, o que representa uma participação de 4,3% do PIB da economia brasileira. Os dados são do II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil, estudo divulgado hoje, 14 de outubro, pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc Brasil). A iniciativa da Abeoc e do Sebrae contou com o apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS).

O evento de lançamento da pesquisa foi realizado na Fecomércio-SP e a mesa de abertura contou com a participação do secretário-geral da CNC, Eraldo Alves da Cruz, do secretário de políticas públicas do Ministério do Turismo, Vinicius Lummertz, da presidente da Abeoc Brasil, Anita Pires e do gerente do Sebrae, Juarez de Paula. Para a presidente da Abeoc Brasil, Anita Pires, o apoio das entidades parceiras foi fundamental para que o segmento de eventos possa se planejar a partir de informações seguras. “Graças ao apoio da CNC e da FNHRBS, o estudo foi viabilizado e demonstra o compromisso destas entidades com o desenvolvimento do turismo brasileiro”, analisa a presidente da Abeoc. Para Eraldo Alves da Cruz o apoio da CNC à iniciativa está de acordo com os objetivos da entidade. “O apoio da Confederação corrobora com a missão institucional, pois esta pesquisa proporciona às empresas um melhor entendimento sobre seus negócios e traz informações que podem auxiliar na elaboração de políticas públicas”, afirmou.

Em 2013, Brasil sediou 590 mil eventos

A renda total do mercado de eventos foi calculada a partir da soma dos gastos realizados pelos participantes de feiras, congressos e outros eventos; pela receita gerada com a locação dos espaços, mais o faturamento das organizadoras de eventos. Só no ano passado, o País sediou 590 mil eventos, 95% deles nacionais e metade realizada na região Sudeste. Ao todo, eles tiveram a participação de mais de 200 milhões de pessoas que gastaram, em média, R$ 161,80 por dia.

A pesquisa anterior sobre esse mercado foi feita em 2002, com dados de 2001, e apontava uma renda anual da indústria de eventos de R$ 37 bilhões. Segundo Anita, o dimensionamento é uma ferramenta que vai facilitar a sobrevivência das empresas e motivar o crescimento do setor, que é de aproximadamente 14% ao ano. “A partir dos dados levantados, os empreendedores podem orientar investimentos, definir a ampliação dos negócios, ver os pontos fortes e fracos do mercado, e onde pode haver demandas para novos negócios”, acrescenta Anita.

A receita das empresas organizadoras de eventos aumentou 18 vezes em 2013, se comparada a 2001. Ano passado, as mais de 60 mil empresas que organizam feiras, congressos e exposições lucraram R$ 59 bilhões e, em 2002, a receita delas não chegava a R$ 4 bilhões. “Desde 2009 o Brasil está entre os dez países do mundo que mais sediam eventos internacionais, de acordo com o indicador do International Congress and Convention (ICCA). Os dados mais recentes mostram que, em dez anos, o número de congressos e convenções de negócios internacionais realizados no Brasil cresceu 408%. Entre 2003 e 2013, o total de eventos internacionais passou de 62 para 315. No mesmo período, o número de cidades que sediaram eventos internacionais subiu 145%, passando de 22 para 54, e ainda há muito espaço para o crescimento do setor”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos do Brasil 2013/2014 faz parte do Programa de Qualificação em Gestão e Certificação de Empresas de Eventos, uma iniciativa da Abeoc Brasil em parceria com o Sebrae Nacional e apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS). O estudo atual foi realizado pelo Observatório do Turismo da Faculdade de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal Fluminense, com apoio do Fórum do Setor de Eventos (ForEventos).

Fonte: Site CNC: http://migre.me/mi7dy – site: Fecomércio CE

Sabesp amplia bônus a consumidor que economizar água

 

por Fernanda Cruz, da Agência Brasil

Cantareira Sabesp amplia bônus a consumidor que economizar água

Sistema Cantareira tem nova queda de volume de água Divulgação/Sabesp

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ampliará o desconto na conta dos consumidores que economizarem água. Antes, só recebia o benefício quem reduzia o consumo em 20% ou mais. Com a ampliação, consumidores que economizarem entre 10% e 20% também ganham desconto na conta.

A medida objetiva amenizar a crise hídrica, que é a maior da história de São Paulo. Hoje (22), o nível nos reservatórios do Sistema Cantareira registrou nova queda, chegando a um patamar de 3,2% da sua capacidade total de armazenamento. Há um ano, o volume armazenado era 38,1%.

Para manter o abastecimento, a Sabesp deve passar a usar a segunda cota da reserva técnica (volume morto), que acrescentará 106 bilhões de litros ao Sistema Cantareira. O uso dessa cota terá de obedecer a regras que permitam o abastecimento da região metropolitana de São Paulo até abril de 2015, sem prejuízo à bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

A retirada de água da segunda cota do volume morto foi vetada por uma liminar judicial, mas a decisão foi suspensa pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador Fábio Prieto, a pedido da Sabesp e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

Com o novo programa de descontos criado pela Sabesp, as casas que diminuírem entre 10% e 15% no consumo terão um desconto na conta de 10%. Aquelas que baixarem o gasto entre 15% e 20% ganham um desconto de 20%. Já as casas que conseguirem reduzir 20% ou mais continuam se beneficiando do desconto de 30%. O cálculo é feito em relação à média de consumo do período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

Segundo a Sabesp, o balanço mais recente aponta que 49% dos consumidores receberam o bônus porque reduziram em pelo menos 20% o consumo. Outros 26% baixaram o consumo, mas sem obter a bonificação. Já 25% gastaram mais água do que a média.

O bônus na conta vale para cidades da região metropolitana de São Paulo (Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mogi das Cruzes (bairros da divisa), Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Suzano, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e a capital paulista.

Valem também para a região metropolitana de Campinas e região bragantina (Bragança Paulista, Hortolândia, Itatiba, Joanópolis, Monte Mor, Morungaba, Nazaré Paulista, Paulínia, Pinhalzinho, Piracaia e Vargem). A proposta será enviada à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), que definirá quando as novas faixas entrarão em vigor.

* Edição: Marcos Chagas.

** Publicado originalmente no site Agência Brasil.

(Agência Brasil)

JUSTIÇA ELEITORAL CONFERE “TÍTULO” INÉDITO AO PSDB: O PARTIDO MAIS CORRUPTO DO BRASIL

 

fichasuja

ANÁLISE DOS 317 POLÍTICOS BRASILEIROS QUE FORAM IMPEDIDOS DE SE CANDIDATAR PELA LEI FICHA LIMPA TRAZ UMA DESCOBERTA INTERESSANTE: O PSDB É O PARTIDO POLÍTICO MAIS SUJO DO BRASIL. VEJA O RANKING

Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) barraram até agora a candidatura de 317 políticos com base na Lei da Ficha Limpa, de acordo com levantamento feito nos 27 Estados do país.

Entre esses fichas-sujas, 53 estão no Estado de SP.

Na divisão por partido, o PSDB é o que possui a maior “bancada” de barrados, com 56 candidatos –o equivalente a 3,5% dos tucanos que disputam. O PMDB vem logo atrás (49). O PT aparece na oitava posição, com 18 –1% do total de seus postulantes.

Os nomes barrados pelos TREs irão aparecer nas urnas eletrônicas, mas todos os seus votos serão considerados sub judice até uma eventual decisão no TSE. Exemplo: se o ficha-suja tiver mais votos, mas seu recurso for rejeitado, assume o segundo colocado na eleição.

A maioria dos barrados foi enquadrada no item da Lei da Ficha Limpa que torna inelegível aqueles que tiveram contas públicas rejeitadas por tribunais de contas.

Levantamento

De iniciativa popular, a lei foi sancionada em 2010, mas só passou a valer na eleição de 2012, e em 2014 ganhou mais força. A lei ampliou o número de casos em que um candidato fica inelegível –cassados, condenados criminalmente por colegiado ou que renunciaram ao cargo para evitar a cassação.

Analisando os 317 políticos brasileiros que foram impedidos de se candidatar pela lei Ficha Limpa, a equipe de reportagem fez uma descoberta fantástica.

Os petistas tem 18 candidatos que a Justiça impediu de candidatar-se em função daquilo que em outros tempos se chamava de folha corrida. Não é pouco, certamente.

Homens públicos devem ter uma reputação sem manchas e seria preferível que nenhum candidato – do PT ou de qualquer outro partido – tivesse uma condenação nas costas.

O problema é que os supostos “petralhas” são apenas o 8º partido em condenações. Se houvesse um campeonato nacional de ficha-suja, estariam desclassificados nas quartas-de-final e voltariam para casa sob vaias da torcida, que iria até o aeroporto jogar casta de laranja no desembarque da delegação.

E se você pensa que o primeiro colocado é o PMDB, tão associado às más práticas da política, símbolo do atraso, da fisiologia e da corrupção – em especial depois que se aliou a Lula, nunca antes — enganou-se. O líder é o PSDB de Aécio Neves e Reinaldo Azambuja.

Os tucanos tiveram 56 candidatos rejeitados pela Lei dos Ficha Suja. Isso dá três vezes mais do que os petistas. Para falar em termos relativos: a porcentagem de ficha suja tucana entre seus candidatos é de 3,5%. Dos petistas, 1%.

Em sua entrevista em Paris, logo depois da entrevista de Roberto Jefferson onde ele denunciou o mensalão, Lula disse que o PT apenas fazia “o que os outros partidos sempre fizeram.”

Lula foi muito criticado por isso, na época. Vê-se que Lula errou, mas por outro motivo: o PT fazia menos do que os outros partidos.

O levamento mostra, por exemplo, que até o PSD de Kassab e Antonio João (Correio do Estado) tem mais condenados do que os petistas. O PPS de Athayde Nery, que é infinitamente menor do que o PT, tem 9 condenados. O PMDB, tem 46.

http://pocos10.com.br/?p=13795

Aécio,desesperado, parte para a agressão. E tucanos de SP repetem o “vai tomar no…”

 

22 de outubro de 2014 | 22:48 Autor: Fernando Brito

caxias

Assisti, impressionado, o programa de televisão de Aécio na televisão, agora à noite.

Apelação e terrorismo puros.

Classifica tudo o que se diz dele, independentemente de existirem fatos, documentos, provas, ata “mentiras” e “ataques ao meu nome honrado”.

Foram longos cinco minutos de fala, onde ele se desenha como vítima – curioso, tendo o mesmo tempo de televisão e toda a imprensa do seu lado – e, ao final, chama, figurativamente (ainda bem) sua adversária para a briga.

Entendo que sejam os sinais de desespero, com o nítido isolamento em que sua candidatura entrou, murchando a olhos vistos.

Os atos convocados pelo alto comando tucano para hoje foram pífios: reuniram mil pessoas, segundo estimativa da PM e gritavam, alucinados “ei, Dilma, vai tomar no c…”. Os jornais, em geral, abafaram isso, pelo desastre eleitoral que é… Mas o vídeo está lá, no UOL.

Nos outros estados, fracasso igual. Mesmo no comício em Belo Horizonte, sua grande batalha, não conseguiu passar de 10 mil pessoas, também na estimativa da polícia mineira.

O comando tucano está tonto com a queda de Aécio em São Paulo, que vai apagando a esperança de fazerem uma vantagem gigante no Estado e com o crescimento de Dilma no Rio de Janeiro, extremamente forte. Não posso falar de Minas, pois não tenho informações, mas não acredito que a coisa esteja bem para ele, por lá.

Ele está completamente atônito, tanto que aceitou fazer, hoje, o que nenhum candidato minimamente lúcido faz, se espera vencer: posar de vítima.

Mas Aécio faz pior: é a vítima raivosa, de olhos injetados e feições duras, parecendo pronto para saltar ao pescoço.

Não dá para falar, por isso e infelizmente, no sucesso dos atos de Dilma em Uberaba, Duque de Caxias (RJ) e na multidão que, mesmo sem ela, lotou a Cinelândia, no Centro do Rio.

Aliás, em Caxias, ela carregava uma faixa que parece bem adequada: “diga não à violência contra as mulheres”.

É mais importante que isso advertir que, do jeito que a coisa está, é preciso precaução com o debate da Globo.

Aécio não irá para lá em seu equilíbrio normal.

Vai para o confronto, batendo na monocórdia tecla de que criticá-lo é agressão e ofensa à sua honra e à dos mineiros.

E ditadura.

Porque democracia, ficou provado, para Aécio é não ser questionado e falar sozinho.

Algo me diz que ele termina esta eleição assim, falando sozinho.

E deixando um rastro de ódio e de selvageria numa parte da sociedade.

PS. Mais tarde, em São Paulo, houve um comício com FHC e Aécio. O tom foi o mesmo.

Do Tijolço

Datafolha: Camilo 57%; Eunício cai e fica com 43%

 

O candidato da Coligação ‘Para o Ceará Seguir Mudando’ ao Governo do Estado, Camilo Santana, cresceu quatro pontos, subiu para 57% das intenções de votos, e se distanciou 14 pontos do adversário Eunício Oliveira, da Coligação Ceará de Todos. Eunício perdeu quatro pontos e caiu de 47% para 43%. Os números são da pesquisa do Instituto Datafolha/Jornal O POVO e mostram os percentuais de votos válidos, se o segundo turno das eleições fosse hoje.

O Instituto Datafolha ouviu 1.240 eleitores em 49 municípios na última terça-feira. De acordo com a pesquisa, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números é CE-00034/2014 e BR-01162/2014, 5% disseram que iriam votar em branco ou anular o voto, enquanto 8% ainda não sabem em qual candidato votar. A pesquisa tem uma margem de erro de três pontos percentuais para cima ou para baixo e nível de confiança de 95%.

O Datafolha revela, ainda, que caiu de 37% para 33% a rejeição de Camilo, enquanto aumentou de 35% para 38% a rejeição ao candidato Eunício Oliveira. Outro dado da pesquisa do Datafolha mostra que subiu de 43% para 48% o índice de eleitores que disseram que votarão com certeza no candidato Camilo Santana. Em relação a Eunício Oliveira, caiu de 39% para 37% o índice de eleitores que disseram que irão, com certeza, apoiá-lo no segundo turno.

LEITURA

A diferença entre Camilo e Eunício ultrapassou, pela primeira vez, os dois dígitos. Durante todo o primeiro turno, o candidato da Coligação Ceará de Todos , Eunício Oliveira, liderou as pesquisas de intenção de votos e chegou a preparar a festa para uma vitória no domingo, 5 de outubro. O resultado das urnas, porém, revelou

a vitória de Camilo Santana no primeiro turno, o que gerou frustração entre os aliados de Eunício Oliveira.

Uma semana após iniciada a campanha do segundo turno, a pesquisa do Instituto Datafolha mostrou Camilo com 53% de apoio dos eleitores, enquanto Eunício começava atrás com 47%. Mais uma semana de campanha e uma nova pesquisa revela a curva crescente de intenção de votos do candidato Camilo Santana.

Camilo se tornou um candidato mais conhecido, se vinculou à imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, e puxado pelo Governador Cid Gomes (PROS), continuou crescendo. O candidato da Coligação ‘Para o Ceará Seguir Mudando’ adotou, também, a estratégia de ocupar o tempo do rádio e da televisão para expor projetos e propostas, evitando agressões e ataques ao adversário Eunício Oliveira.

http://www.cearaagora.com.br/site/2014/10/datafolha-camilo-57-eunicio-cai-e-fica-com-43/

FARSA DESMONTADA: DONO DO LABORATÓRIO LABOGEN REVELA QUE YOUSSEF TRABALHAVA PARA O PSDB

 

Labogen

INTERROGADO NA JUSTIÇA FEDERAL, LEONARDO MEIRELLES AFIRMA QUE ALBERTO YOUSSEF TINHA RELAÇÕES COM EX-PRESIDENTE DO PSDB, SÉRGIO GUERRA

Fausto Macedo e Ricardo Brandt (Estadão)

Leonardo Meirelles, suposto laranja de Alberto Youssef nas indústrias de medicamentos Labogen, disse à Justiça Federal nesta segunda feira, 20, que o doleiro “trabalhava para o PSDB, com o senador Sérgio Guerra”.

Meirelles foi interrogado como réu em uma das ações penais da Operação Lava Jato – investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado R$ 10 bilhões.

O nome de Sérgio Guerra – morto em março de 2014, vítima de câncer – surgiu pela primeira vez na Lava Jato na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Segundo Costa, em 2009, o então senador e presidente nacional do PSDB o procurou para pedir propina em troca do esvaziamento da CPI da Petrobrás, no Senado, aberta em julho daquele ano. Guerra integrava o bloco de oposição na CPI.

O ex-diretor da estatal petrolífera afirmou que a empreiteira Queiroz Galvão pagou R$ 10 milhões para Guerra. A Queiroz Galvão e o PSDB negam prática de atos ilícitos.

Nesta segunda feira, 20, o nome de Sérgio Guerra foi citado pela segunda vez na Lava Jato, agora por Leonardo Meirelles, que a Polícia Federal aponta como laranja do doleiro Youssef no Labogen – que estava negociando um contrato com o Ministério da Saúde.

Meirelles falou espontaneamente sobre o PSDB e sobre Guerra. Ninguém lhe perguntou, na audiência realizada na Justiça Federal em Curitiba, sobre o partido ou sobre o ex-senador. Ao falar sobre o doleiro, Meirelles associou Youssef o PSDB e à Guerra. O dono da Labogen, que era usada por Youssef, teve como seu maior negócio um contrato milionário que seria fechado com o Ministério da Saúde, para fornecimento de medicamentos.

O advogado de Youssef, Antônio Figueiredo Bastos, disse que o cliente não confirma que tenha relações com os tucanos.

O contrato foi negociado durante a gestão do ex-ministro Alexandre Padilha – que licenciou-se do cargo este ano para concorrer como candidato ao governo de São Paulo. Um dos intermediadores do negócio já citado seria o deputado federal André Vargas (PR) Meirelles já confessou à Justiça Federal que sua parte da lavanderia de Youssef era fazer importações fictícias para o doleiro, via Hong Kong, para mandar dinheiro para fora do País. “O dinheiro ia para as contas indicadas por ele”, afirmou Meirelles ao juiz federal Sérgio Moro.

http://pocos10.com.br/?p=14467

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Diap: FHC suprimiu mais de 50 direitos dos servidores públicos

 

Desde o início de seu governo, Fernando Henrique Cardoso elegeu os servidores como objeto dos ajustes necessários à implantação de uma política neoliberal, ampliando a ofensiva após o acordo com o FMI. Para isso, recorreu a dois tipos de medidas: as infraconstitucionais e as constitucionais, a serem implementadas em três etapas. A primeira, já esgotada, consistia na supressão dos direitos e vantagens assegurados aos servidores na Lei 8.112/90, do Regime Jurídico Único. A segunda, também já concluída, consistiu na aprovação da Emenda Constitucional nº 19/98, que cuidava da reforma administrativa. E a terceira, consistirá na regulamentação da Emenda Constitucional. Todas tratando do desmonte do serviço público e dos direitos dos servidores.

Para se ter uma ideia, somente naquela primeira fase, que eliminou conquistas no campo infraconstitucional, as principais mudanças foram as seguintes: congelamento de salários, suspensão da readmissão de anistiados, cerceamento ao exercício do mandato sindical, limitação de despesas com pessoal, proibição de conversão de um terço das férias, eliminação de ganho na passagem para a inatividade, ampliação de 10 para 25% do desconto em folha em face de débito com a União, exceto nos casos de reposição e obrigações com o erário, quando este limite poderá ser ultrapassado, tíquete em dinheiro sem reajuste, fim de horas extras, transformação do anuênio em quinquênio, transformação dos quintos em décimos e sua posterior extinção, ampliação de 5 para 14 anos do prazo para incorporar gratificação, fim da licença prêmio, extinção do turno de seis horas e restrição do direito a tíquete alimentação apenas para quem cumpre jornada de 40 horas.

A segunda fase, iniciada tão logo foram suprimidos todos os direitos possíveis no plano infraconstitucional, foi concluída com a aprovação das reformas administrativa e previdenciária. Entre as restrições e supressões de direitos, podemos citar: Na reforma administrativa: fim do RJU, irredutibilidade só do vencimento básico, disponibilidade com remuneração proporcional,  fim da estabilidade do servidor,  desvinculação dos reajustes dos militares dos servidores civis, ampliação de dois para três anos do estágio probatório, fim da isonomia, e greve por lei ordinária.

Na reforma da Previdência: transformação do tempo de serviço em tempo de contribuição, idade mínima de 60 anos para homem e 55 para mulher como requisito para aposentadoria do servidor, exigência de pedágio de 20 ou 40% do tempo que faltar ao atual servidor para aposentar-se, além do tempo de contribuição, respectivamente de 35 e 30 anos  para os sexos masculino e feminino, implantação do regime privado de previdência, e fim das aposentadorias especiais.

A terceira fase, em pleno andamento, consiste na regulamentação das reformas administrativa e previdenciária, que tem como eixo central a privatização do serviço público.

Entre os principais projetos, merecem menção os seguintes: redução de 60 para 50% do limite de comprometimento da receita líquida corrente com gasto de pessoal, criação do regime de emprego no serviço no público, mediante contratação pela CLT,  definição das carreiras exclusivas de Estado, incluindo apenas 8% dos servidores,  instituição de previdência complementar para a parcela da remuneração do servidor acima de R$ 1.328,00, 5) adoção permanente de PDVs - Programa de Demissão Voluntária, incentivo a licença sem remuneração e redução de jornada com redução de salário,  lei de responsabilidade fiscal ou de gestão fiscal responsável, com redução de despesas com pessoal e fixação de limite prudencial de 95% do limite de despesa permanente, o qual, se atingido, veda inclusive a contratação de pessoal, programa de publicização, por meio de organizações sociais e agências executivas,  lei que autoriza parceria com as ONGs, ou forma de privatização dos serviços públicos, 10) Emenda Constitucional que institui cobrança de contribuição dos servidores inativos e reintrodução de subtetos nos Estados e Municípios.

Veja o resumo que o DIAP preparou  de cada ponto alterado por essas leis na página do PT na Câmara (www.ptnacamara.gov.br). 

Ciro Gomes, um coronel que a vida reduziu a pó

Atual secretário de Saúde e chefe do clã Ferreira Gomes caluniou irresponsavelmente o portal Ceará News 7.

Redação
jornalismo@cearanews7.com.br

Ciro Ferreira Gomes perdeu suas últimas esperanças de se tornar um político nacional após se referir de maneira grotesca a sua então mulher Patrícia Pillar e ao agredir um ouvinte de rádio na Bahia. Desde então, ele assumiu o papel de um coronel moderno, que exerce sua autoridade por meio da intimidação e do poder político. Seu coronelismo dispensa o paletó de linho branco, as gravatas elegantes e os punhos de renda. É um novo tipo de mandonismo, no qual se sobressaem o baixo calão, a prepotência, a irresponsabilidade com o que diz e o desprezo pela honra alheia.
Ciro Ferreira Gomes não se incomoda com processos judiciais. A Justiça não o intimida. Ele é quem intimida a Justiça.
A liberdade de imprensa é um estorvo para Ciro Ferreira Gomes. Afinal, quem não concorda com suas ideias, muitas das quais que beiram a alucinação sobre a realidade, deve ser silenciado.
Um dos poucos méritos dessa postura de Ciro Ferreira Gomes é que ele não dissimula e não escamoteia sua real personalidade e seus objetivos sinistros.
Mas, suas alucinações servem, muitas vezes, para dar sequência a calúnias e difamações. Na condição de mais alta autoridade da Saúde do Ceará, embora não tenha formação médica, Ciro, o atual chefe do clã Ferreira Gomes, atacou o Portal Ceará News7 com uma caluniosa afirmação de que esse órgão de comunicação haveria noticiado falsamente a detecção de um caso de ebola no Ceará. Essa notícia, intitulada "Vírus ebola no Ceará", jamais foi publicada por este portal, nem por ele repercutida.
A insidiosa acusação ao Portal Ceará News 7 levou o portal inclusive a emitir nota de esclarecimento a seus leitores.
Outra acusação de Ciro Ferreira Gomes diz respeito à veiculação de informações sobre o suposto não reconhecimento da paternidade do candidato a governador Camilo Santana. Trata-se de mais uma aleivosia do secretário de Saúde Ciro Ferreira Gomes, entorpecido pelos delírios que lhe tem causado a disputa eleitoral de 2014.
O advogado Ciro Ferreira Gomes, secretário de Saúde, extrapolou suas agressões e referiu-se ao jornalista Donizete Arruda com expressões que são indignas de serem aqui reproduzidas, mas que dizem muito sobre a falta de civilidade e o excesso de arrogância de seu autor. Sua condição familiar e pessoal, seus cargos e sua situação política não o autorizam a se referir a quem quer que seja com semelhante desrespeito.
O povo cearense conhece Ciro Ferreira Gomes. De um governador respeitado, hoje ele é a pálida sombra de um homem que perdeu o senso de proporção e a dignidade necessária para exercer suas funções públicas. Até agora ele só tem batido em pessoas que não possuem poder econômico ou político. Engana-se o advogado Ciro Ferreira Gomes! A imprensa livre resistirá ao domínio e à opressão, independentemente do resultado das urnas em 2014. A única certeza é a de que Ciro Ferreira Gomes é hoje um coronel reduzido a pó. E, como pó, basta uma leve brisa para dispersá-lo, juntamente com a sujeira que o cerca, para os confins do esquecimento.

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=21319

Hoje tem reunião do COMDEMA

O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Sobral, convida V.S.ª para a Reunião Ordinária do COMDEMA, do ano de 2014, que se realizará no Auditório de Reuniões do SAAE, no dia 22 de Outubro (quarta-feira) às 16h00min.

Pauta da Reunião:

1 - Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Sobral – PGRS;

2 – RVS Pedra da Andorinha;

3 - APA da Serra da Meruoca;

3 – Fundo Socioambiental de Sobral – FUNSAMS.

Informações: 3613.1674 (AMMA) 9946.2729 (Wilson Angelim)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Combate à corrupção: Chega a 5 mil número de servidores expulsos por práticas ilícitas

 

O combate à impunidade na Administração Pública Federal, uma das diretrizes prioritárias da Controladoria-Geral da União (CGU), já resultou na aplicação de punições expulsivas a 5 mil agentes públicos por envolvimento em ilícitos. No período de 2003 até a última quinta-feira (16), foram registradas 4.199 demissões de servidores efetivos; 451 destituições de ocupantes de cargos em comissão; e 350 cassações de aposentadorias. Esses números se referem apenas aos servidores públicos propriamente ditos, ou seja, regidos pela Lei 8.112/90. Não inclui aqueles dispensados ou demitidos de empregos públicos em empresas estatais, como a ECT, Infraero, Caixa etc.

O principal fundamento das expulsões foi a comprovação da prática de atos relacionados à improbidade ou à corrupção, que totaliza 3.370 das penalidades aplicadas ou 64,7% do total. Abandono de cargo, inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos são motivos que vêm a seguir, com 1.107 dos casos. Também figuram entre os motivos que mais afastaram servidores de suas atividades proceder de forma desidiosa e participar em gerência ou administração de sociedade privada, o que suscita conflito de interesses.

Os dados constam do último levantamento realizado pela Controladoria e divulgado na sexta-feira (17). O relatório de punições expulsivas é publicado mensalmente na Internet, de forma a prestar contas à sociedade sobre a atividade disciplinar exercida no âmbito do Executivo Federal. As informações são consolidadas por meio do Sistema de Correição, que conta com uma unidade em cada ministério e é dirigido pela Corregedoria-Geral da União, vinculada à CGU.

A Controladoria também mantém o Cadastro de Expulsões da Administração Federal (CEAF), disponível no Portal da Transparência do Governo Federal. A ferramenta permite consultar, de forma detalhada, a punição aplicada ao servidor, órgão de lotação, data da punição, a Unidade da Federação (UF) e fundamentos legais. A fonte das informações é o Diário Oficial da União.

O servidor apenado, a depender do tipo de infração cometida, não poderá ocupar cargo público pelo prazo de cinco anos. Também ficam inelegíveis por oito anos, nos termos da Lei da Ficha Limpa. Nos casos mais graves, terá os direitos políticos suspensos; os bens indisponibilizados; deverá ressarcir ao erário o prejuízo causado; e poderá ficar impedido de retornar ao serviço público.

Em todos os casos, as condutas irregulares ficaram comprovadas após condução de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conforme determina a Lei nº 8.112/1990, que garantiu aos envolvidos o direito à ampla defesa e ao contraditório.

PT na Câmara