sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Brasil não é para amadores!

 

Por Miguel do Rosário

Meese-Lindwurm der Macht - Zahlantyrnys

Jonathan Meese, artista contemporâneo alemão


Ser blogueiro político no Brasil nos torna atores de um filme de ação, do tipo Velocidade Máxima. A quantidade de coisas que acontecem em 48 horas devem corresponder a uns dois anos de vida política na Suécia.

De vez em quando, o acúmulo de notícias a serem comentadas me obriga a adotar um estilo que não gosto muito, o de fazer um pout-pourri com vários assuntos.

Não tem jeito, vamos lá. Os assuntos de hoje são:

1) Nomeação de Michel Temer para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela relação política entre governo e congresso. Temer é o atual vice-presidente da República, além de presidente nacional do PMDB. Ele vai acumular os cargos.

2) A votação da o PL 4330, que permite às empresas contratar, em regime de terceirização, mão-de-obra destinadas às atividades-fim da companhia. Ou seja, amplia, de maneira descontrolada, a terceirização no país, que já é enorme.

3) A compra da BG pela Shell, o que é um sinal poderoso do interesse estrangeiro no pré-sal brasileiro.

4) França concordou em ceder ao Brasil a lista completa dos nomes de brasileiros proprietários de contas secretas no HSBC da Suíça.

5) Uma constatação perturbadora: o doleiro Alberto Youssef, pego nos esquemas do Banestado pelos mesmos procuradores e pelo mesmo Juiz da Lava Jato, usou a sua primeira delação premiada para detonar seus concorrentes; e saiu maior do que entrou. Antes era um doleiro local, depois virou um doleiro nacional. Quem patrocinou, com a cumplicidade do Judiciário e do Ministério Público, a sua ascensão meteórica?

*

Assunto 1: Foi a melhor cartada de Dilma.

Uma cartada tão boa que a gente fica pensando: por que não fez antes? O ministro anterior, Pepe Vargas, representante da minoria da minoria do PT era uma das razões principais do embaraço político em que se meteu Dilma nos primeiros meses de governo. Vargas é gente boa e tal, mas não tinha nenhum peso político para o cargo que ocupava.

Temer, em alguns dias, já conseguiu ao menos uma grande vitória: enterrar a CPI do BNDES, de iniciativa do espertíssimo Ronaldo Caiado, desesperado para desviar as atenções públicas da lavação de roupa suja que presenciamos entre ele e o senador Demóstenes Torres.

Aliás, pela bilionésima vez tivemos prova da blindagem da mídia desfrutada pelos caciques da oposição. Se qualquer homem do PT fosse contemplado com os adjetivos e a acusações que Caiado recebeu de Demóstenes Torres, haveria um batalhão de repórteres investigando a procedência de tudo, fazendo investigações minuciosas, explorando ad infinitum as repercussões junto a outros políticos, produzindo charges, editoriais, etc.

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Assunto 2: A votação da PL da terceirização voltou a promover um alinhamento ideológico raro no Brasil, e que tínhamos visto no segundo turno das eleições de 2014.

Ficou patente que a esquerda real tornou-se minoria no Congresso Nacional. Já era antes, ficou ainda menor.

Evidencia-se também a importância da comunicação de massa.

À diferença de outros países democráticos, onde há jornais e tvs progressistas com grande audiência, o Brasil sofre com o discurso único da mídia. Todos os canais de TV, todos os grandes jornais, fazem parte do mesmo cartel ideológico, cuja cabeça é a Rede Globo. No dia da votação da PL 4330, o Jornal Nacional noticiou as manifestações organizadas pela CUT em todo o Brasil em tom de sarcasmo. O foco era apenas mostrar a quantidade, e não as pautas. Não houve entrevistas com profissionais especializados em mercado do trabalho, do lado dos trabalhadores, apenas com o lado dos patrões.

As manifestações maiores, como a de Recife, foram exibidas à jato. O foco foi nas manifestações menores, mais simples, com objetivo de desmoralizar o movimento sindical.

Aliás, outra diferença entre o Brasil e outras democracias é que mesmo a direita política defende o direito dos trabalhadores nacionais, até para contrapor-se ao direito de imigrantes estrangeiros. Aqui, não. A direita é entreguista e anti-trabalhador 100%.

Entretanto, foi uma tremenda vitória de Pirro desses partidos, sobretudo por parte do PSDB. Porque deu à esquerda, para os anos vindouros, uma prova física concreta de quem foi se posicionou contra o direito dos trabalhadores, e quem lutou a seu favor.

Outro fator que me chamou a atenção: a direita precisa de lutas rápidas, urgentes, para ganhar suas batalhas. Lembrei-me das privatizações, sempre feitas a toque de caixa, para impedir que a sociedade se organizasse, que o debate fluisse por todos os caminhos.

A concentração dos meios de comunicação em mãos de poucos, e o posicionamento ideológico conservador e anti-trabalhista destes meios, faz com que os debates pela esquerda sejam demorados. A movimentação dos setores progressistas é sempre lenta, porque precisa ser feita quase manualmente, através de encontros físicos, debates presenciais. As informações publicadas em blogs demoram dias, semanas, para atingirem um púbico que a grande mídia atinge em segundos, horas, ou no máximo 2 dias. Mais uma vez, isso me lembrou o segundo turno eleitoral de 2014. Após a passagem do primeiro para o segundo turno, Aécio chegou como vencedor, divulgando pesquisas em que estava até dezessete pontos na frente.

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, divulgou pesquisa, através da Istoé, em que Aécio tinha quase 60% dos votos válidos, contra 41% de Dilma. Comentando sua própria pesquisa para a Istoé, Guedes afirmaria: “O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”.

Como esquecer aquela capa do Brasil 247, dizendo que Aécio “já está eleito”?

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Hoje alguns analistas políticos da oposição falam que Dilma não ganharia novamente as eleições. Ora, porque eles falam isso? Porque a oposição vem fazendo campanha diuturnamente, através da mídia, enquanto o governo manteve, até pouco tempo, um estranho silêncio, como que envergonhado de sua própria vitória, ou como que se fingindo de morto para ver se os predadores passavam adiante, esquecendo-o.

Uma campanha pressupõe a oportunidade de todos os espectros explicarem suas plataformas políticas.

Com a divulgação daquela pesquisa Sensus, a oposição e a mídia tentavam criar um “fait accumpli”, ou seja, um fato emocional desmobilizador, uma sensação de batalha perdida junto a um campo que ainda começava a ser organizar para enfrentar o segundo turno eleitoral.

Na época, eu escrevi que a esquerda precisa sempre de, no mínimo, duas semanas para se organizar, e isso quando há grande tensionamento político, como um segundo turno eleitoral.

A cada vez que a direita estoura um factoide midiático de impacto contra o governo e o PT, o campo progressista precisa digeri-lo, analisá-lo, desmontá-lo, e essa contrainformação demora dias, semanas, meses, em alguns casos até anos para ser devidamente processada e respondida.

A comunicação ainda é o grande trunfo da direita política brasileira, mormente porque, através desta hegemonia, a mídia consegue amordaçar boa parte da classe cultural e da intelectualidade, que vive sob chantagem contínua de entrar para “lista negra”, caso se aventure a denunciar as tramoias da imprensa corporativa.

Nos EUA, Europa e Japão, atores, cineastas e escritores se posicionam abertamente, à direita e à esquerda, sem que ninguém perca o emprego ou seja criminalizado por isso. Aqui a barra é muito mais pesada. Está liberado apenas fazer coro à mídia. O resto é proibido.

*

Assunto 3: A Shell, uma das maiores petroleiras do mundo, comprou a BG, por mais de R$ 200 bilhões, de olho no pré-sal brasileiro. A movimentação, aliada à forte alta nos papéis da Petrobrás, desmonta a mentira que obscuros interesses pretendiam impor no Brasil: a de que nem Petrobrás nem o pré-sal valiam mais nada.

Valem sim, tanto quanto antes, tanto quanto sempre.

A britânica BG era a empresa que, até então, tinha maior presença no pré-sal brasileiro. Agora é a Shell. A notícia prova também que o declínio das cotações do petróleo representou um teste de força terrível para todas as petroleiras do mundo. Foi ele o principal responsável pela queda nas ações da Petrobrás, e e não as delações premiadas, embora o ataque político doméstico à nossa estatal ter sido usado e abusado para tentar vergá-la, ou mesmo como instrumento de especulação para os fundos americanos comprarem barato mais ações da empresa.

Em entrevista recente à Forbes, o CEO da Shell admitiu francamente: “Nós temos que olhar para o Brazil pelo potencial que existe lá. No momento, é provavelmente a mais excitante área no mundo para a indústria de petróleo”.

De qualquer forma, esse é um terreno onde não podemos ser inocentes. É óbvio ululante que há grandes interesses geopolíticos e econômicos de olho em nossos recursos naturais. Sempre estiveram, e não há razão para que não continuassem assim.

Nunca discutimos, por exemplo, a privatização da Vale. Na verdade, antes mesmo de ser privatizada, a Vale já tinha sido vendida a interesses escusos do capital internacional. Durante décadas, o Brasil exportou minério de ferro a preços absolutamente ridículos. Durante toda a década de 90, até a data da sua privatização, a Vale vendia a tonelada do nosso ferro a 15 dólares, em média. O conteiner que levava o ferro brasileiro valia mais que o seu conteúdo. Depois da privatização, misteriosamente, a cotação do ferro explodiu.

Esse é o tipo de coisa que nos faz pensar no moralismo midiático. Medidas como a PL da terceirização ou a privatização da Vale, correspondem a uma transferência de centenas de bilhões de reais do bolso dos trabalhadores, para meia dúzia de bilionários. Enquanto isso, os pistoleiros da mídia cacarejam que o mensalão é maior corrupção da nossa história, que a Lava Jato é a maior corrupção do mundo…

*

Assunto 4: a decisão do governo francês de ceder os dados bancários à CPI do Suiçalão é uma vitória da Política contra o esforço hercúleo da mídia de manter o controle narrativo sobre o escândalo, que envolve barões da mídia e os principais milionários brasileiros.

O Suiçalão vai se fundir, em algum momento, com a Operação Zelotes, porque ambas tratam daquele é o maior crime contra o erário: a evasão fiscal.

Em 2014, segundo o Sinprofaz (Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional), a sonegação fiscal no Brasil atingiu R$ 502 bilhões. Esse número nunca apareceu no Jornal Nacional, nem em nenhum grande noticiário televisivo. A nossa mídia, além de sonegar impostos, sonega informações essenciais ao povo brasileiro. Ela cria, no povo, o sentimento de que os ladrões estão somente no congresso. Não estão. Estão em toda parte. O grosso da roubalheira acontece nas grandes empresas brasileiras, que praticam uma sonegação que não tem paralelo no mundo. Se o povo tivesse acesso a esta informação, haveria mudança no clima político, e uma pressão maior sobre o poder público para apertar o cerco aos grandes sonegadores.

A CPI do Suiçalão e a Operação Zelotes, eu já disse, produzem uma reviravolta no imaginário nacional. E com razão. Elas são a prova viva, palpável, de que o governo Dilma combate a corrupção.

Mesmo a Lava Jato agora pode ser vista de outra maneira: também passa a ser a prova de que há hoje combate real e corajoso contra a corrupção, ao contrário do passado, quando qualquer investigação contra membros do governo ou de partidos governistas, contra patrocinadores de campanhas, contra banqueiros ou milionários em geral, era algo impensável.

Hoje, não. Hoje todo mundo entra na roda. Os donos da RBS, a filiada à Globo, no Sul. A viúva do Roberto Marinho. Os donos da Folha. Banqueiros. Os homens da privatização, como os Steinbruch.

Desta vez, porém, a mídia não faz infográficos, nem produz editoriais inflamados. Os colunistas não tocam no assunto, com honrosas exceções, como Janio de Freitas, Ricardo Melo e a ombudsman da Folha, Vera Magalhães, que acusam a mídia justamente de não estar dando manchetes, nem capas, nem destaque suficiente a um escândalo cujos desvios são dezenas de vezes, ou mesmo centenas de vezes, superiores aos da Lava Jato.

*

Assunto 5: Fernando Brito, meu parceiro de Tijolaço, publicou um post dias atrás que me deixou com uma pulga atrás da orelha. Brito, absorvido pelas dezenas de crises diárias que assolam a nossa política, não voltou ao assunto, mas eu não parei de pensar nele.

Brito aborda o caso do promotor Carlos Fernando dos Santos Lima, que se orgulha, em entrevista para a Folha, de ter mentido aos réus da Lava Jato, tentando arrancar confissões deles.

Lima, assim como o juiz Sergio Moro, tem um longo caso de amor com o doleiro Alberto Youssef. Um era o responsável pelas investigações sobre o Banestado, e já escrevi sobre ele no post “Quem vivia os vigias?“; o outro foi o juiz responsável pelo julgamento de Youssef e por sua primeira delação premiada.

Brito, ao final do post, propõe algumas questões perturbadoras:

“Ou Youssef delinquia nas barbas dos que tinham firmado com ele um acordo de delação, livrando-o da cadeia por bom comportamento que sabiam não ter, ou não se pode deixar de pensar na possibilidade de que tenha se tornado agente, sabe-se lá de quem.

O fato é que, a partir do acordo de delação premiada, Youssef deixou de ser um “ladrãozinho regional” do Paraná, manjado e condenado.

Passou a ladrão nacional, com todas as honras e impunidades por mais de oito anos.”

Pois é.

De fato, tem alguma coisa muitíssimo estranha aí.

Muito, muito, muito estranha!

O promotor Carlos Lima, que posou junto com seus colegas na capa da Folha, como novo paladino na luta contra a corrupção, precisa se explicar.

Sergio Moro, que concedeu a primeira delação premiada a Youssef, também.

Lima investigava José Janene, o deputado federal, líder do PP na Câmara, e parceiro de Youssef na corretora Bônus.

Em 11 de março de 2006, a Folha publica uma matéria na qual Roberto Bertholdo, advogado de Janene, faz acusações gravíssimas contra um esquema montado na 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, onde teria nascido “a indústria da delação premiada”.

Agora prestem atenção: segundo Bertholdo, o espertíssimo Youssef entregou doleiros no Brasil inteiro e se apropriou de seus clientes: “Ele opera com um grupo em que agem a Nelma [Penasso Kodama], de Santo André, e o [Lúcio] Funaro, ex-sócio da corretora Guaranhuns. Esse grupo controla 80% do câmbio no país. No esquema federal, a sociedade do Youssef e do Janene na Bônus possibilitava transformar em dinheiro vivo o esquema de corrupção”, afirmou.

Como é que é?

Alberto Youssef teria usado a “delação premiada” para detonar seus concorrentes, apossar-se de seus clientes e sair livre e muito maior do que antes?

Até mesmo os sócios de Youssef rodaram. Ele permaneceu livre, leve e solto.

A delação premiada pedida pelos procuradores e concedida por Moro (os mesmos procuradores e o mesmo juiz da Lava Jato) ajudou Youssef a ficar mais rico e mais poderoso?

Quem ganhou com isso, além de Youssef?

Será esta razão pela qual juiz e procuradores são tão bonzinhos com Youssef? Porque ele sabe de podres do próprio Ministério Público e do próprio Judiciário?

Que esquema era esse na vara criminal de Curitiba, a mesma de Moro, e frequentada pelos procuradores da Lava Jato?

Para fechar o post, ainda espero que a mídia se aprofunde sobre uma outra delação recente de Youssef, publicada na grande imprensa, mas que esta nunca se preocupou em investigar.

Segundo o doleiro, houve um esquema envolvendo a Denatran, órgão ligado ao Ministério das Cidades, sob responsabilidade do PP (principal partido envolvido na Lava Jato). Reproduzo trecho de matéria publicada na Folha um mês atrás:

(…) Segundo Youssef, o órgão [Denatran] fez um convênio com a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização para a instituição passar a fazer um registro específico dos veículos nacionais. Sem concorrência, a Fenaseg contratou a empresa GRF para realizar o serviço.

Segundo consta no inquérito, a GRF era de Carlos Augusto Montenegro, presidente do instituto de pesquisa Ibope, que seria responsável pelo pagamento da propina.

“O negócio teria rendido cerca de R$ 20 milhões em comissões para o PP, montante que seria pago em vinte parcelas”, disse Youssef ao depor. “As parcelas eram pagas por um empresário de nome Montenegro, dono do Ibope.”

Montenegro, dono do Ibope…

Como Montenegro é amigo da Globo, nenhum repórter se lembrou de ligar para ele para saber o que tinha a dizer. A Globo simplesmente sonegou a informação, na maior cara de pau. A Veja também.

É o mesmo tipo de silêncio que se impôs sobre a delação de Youssef, dizendo que Aécio Neves recebeu, durante anos, uma propina de US$ 120 mil por mês, proveniente de um esquema entre Furnas e a empresa Bauruense. A fonte de Youssef era José Janene, seu parceiro na Bônus.

O Brasil, definitivamente, não é um país para amadores.

http://www.ocafezinho.com/2015/04/09/o-brasil-nao-e-para-amadores/

Cunha reage e provoca Temer, que evita o choque imediato

Autor: Fernando Brito

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Eduardo Cunha é, hoje, o mais irritado com a atribuição a Michel Temer do papel de articulador político do Governo junto ao Congresso.

Mais, até, que seus “caronas” do PSDB e do DEM, que sentiram a possibilidade de que, mesmo à sombra de Cunha, possam impor mais dificuldades ao Governo.

Temer disputará, com tempo e caneta, a fonte de poder de Eduardo Cunha: o baixo clero que é quase todo, hoje, o PMDB.

Cunha não esperou nem 24 horas para fazer mais uma de suas costumeiras provocações.

Pediu a seu homem de confiança, Leonardo Picciani, que desencavasse um papelucho que apresentou na forma de emenda constitucional onde, em menos de uma página, propõe a tal “reforma administrativa” de redução do número de Ministérios para 20.

Se você clicar aqui vai ver a “profundidade” com que o tema é tratado.

É uma destas bobagens que certo tipo de deputado – Cunha, por exemplo – apresenta para fazer “birra”.

Até porque é uma bobagem. O Brasil, afinal, tem 24 ministérios, embora tenha 14 secretários e ocupantes de instituições da República com “status” de Ministro, porque é assim que está na Lei, aprovada pelo Congresso, n° 12.462/2011, que reformou outra, de 2003, onde define o status de Ministro de Estado para os ocupantes das Secretarias da Presidência, Advocacia e Controladoria da União, Banco Central, Segurança Institucional (antiga casa Militar) e Casa Civil. Ou seja, não são Ministérios, juridicamente, mas órgãos da estrutura da Presidência, exceto o Banco Central, que goza de status próprio.

Aliás, as próprias estruturas que os Secretários possuem – pequenas – e os cargos de seus gabinetes foram desmembrados e transformados de outros, sem aumento de despesas.

Ou seja, não se altera o número de Ministérios, praticamente, porque estes, legalmente, são 24 e não 39 ou 38, como se fala.

Claro que Eduardo Cunha está cansado de saber disso.

A escaramuça foi só para provocar Michel Temer e ver se ele caía na esparrela de começar em suas funções encampando uma “briga” antipática à opinião pública.

Só se o Temer fosse bobo, o que certamente não é um de seus defeitos.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=26181

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CPI da Petrobras: Petistas rebatem oposição e criticam hipocrisia sobre doações de campanha

 

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FOTO: GUSTAVO BEZERRA/PT NA CÂMARA

Parlamentares da Bancada do PT criticaram nesta quinta-feira (9), na CPI da Petrobras, a postura dos deputados da oposição que buscam criminalizar o Partido dos Trabalhadores, quando deveriam estar apurando as denúncias de ilícitos na estatal. “Está muito claro que a CPI da Petrobras, do ponto de vista político, procura criminalizar a política e desmoralizar o PT. E, do ponto de vista da Petrobras, procura a privatização, o entreguismo do pré-sal e o fim do regime de partilha”, afirmou a deputada Maria do Rosário (PT-RS), durante depoimento do Secretário Nacional de Finanças do partido, João Vaccari.

O líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), rebateu diretamente o líder dos tucanos, Carlos Sampaio (PSDB-SP), que defendeu claramente no colegiado a extinção do PT. “Preocupa ver o líder do PSDB vir aqui pedir a cassação do meu partido. Os tucanos querem quebrar todas as regras democráticas para criminalizar o PT, que recebeu doações legais, registradas e que teve as contas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, afirmou.

Sibá Machado citou dados apresentados por João Vaccari – na sua explanação - que demostram que todos os grandes partidos - PT, PSBD, PMDB – receberam doações semelhantes das empresas que estão sendo investigadas pela Operação Lava Jato. “Porque essas doações, para o PT, são propina, segundo a oposição, e para os outros partidos são doações para campanha”, questionou o líder.

A deputada Maria do Rosário completou lembrando que essas doações, tanto para o PT como para os outros partidos, foram consideradas legais e aprovadas pelo TSE. “É inconcebível esta CPI colocar em suspeição o trabalho do Tribunal Eleitoral que aprovou essas prestações de contas”, afirmou.

Respeito - Os deputados do PT criticaram também a forma desrespeitosa como vários deputados de oposição trataram João Vaccari. “Não podemos aceitar que as pessoas que venham aqui depor, prestar esclarecimentos e contribuir com a CPI, sejam tratadas de maneira desrespeitosa, com pré-julgamentos por deputados que depois saem correndo, como é uma prática do líder tucano”, criticou o deputado Leo de Brito (PT-AC). Ele ressaltou a forma “raivosa”, como o deputado Carlos Sampaio se referiu ou PT e ao seu secretário de Finanças. “Ele questionou exalando muito ódio, um ódio proporcional às quatro derrotas que o partido dele amargou nas últimas disputas para a Presidência da República”.

O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), relator auxiliar da CPI, diante das agressões verbais sofridas por João Vaccari Neto lembrou que “todos são inocentes até que se prove o contrário”, e questionou se era correto chamar o ex-tesoureiro de Fernando Henrique Cardoso, Márcio Fortes, de ladrão só porque tem contas no HSBC? Chamar Eduardo Azeredo de ladrão porque foi denunciado e pegou 22 anos de prisão, mas preferiu renunciar ao mandato para seu processo ir para instância inferior da Justiça? Chamar de ladrão o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, ou Álvaro Dias, acusado de receber R$ 10 milhões? Ou chamar de ladrão o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, porque está denunciado no Supremo por corrupção por pedir propina?

O deputado Jorge Solla (PT-BA) frisou que até que se mude a legislação, as doações de empresas são legais. Ele ressaltou a “hipocrisia” de deputados do PSDB e do DEM que receberam financiamentos de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato e ficam fazendo discursos contra a corrupção na Petrobras. “O deputado Onyx Lorenzoni, que fez discurso inflamado, recebeu doação da Coesa Engenharia”, afirmou. Ele acrescentou ainda que o senador Aécio Neves, do PSDB, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais recebeu doações do Grupo Queiroz Galvão.

Terceiro Turno – O deputado Afonso Florence (PT-BA) destacou que o PSDB quer promover um terceiro turno das eleições presidenciais e por isso quer criminalizar o PT. “Diferentemente do PSDB, não vou generalizar e rotular todos que respondem processo por serem dirigentes, tesoureiros ou gestores públicos”. Ele lembrou que o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), é acusado de receber doações do contraventor Carlos Cachoeira e os deputados André Moura (PSC-SE) e Antônio Imbassahy (PSDB-BA) respondem processos relativos a suas gestões como prefeitos.

Legalidade – O secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari, questionado pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que todas as doações que recebeu foram legais. “Todas as doações estão registradas, foram doações com comprovantes bancários, foram contabilizadas e declaradas na Justiça Eleitoral”.

Equivalência na doação - Vaccari também apresentou planilhas demonstrando que houve equivalência na doação de recursos das empresas investigadas pela Lava Jato. Segundo ele, em 2010, as empresas investigadas pela operação doaram R$ 135 milhões, sendo 24% para o PMDB, 23% para o PT, e 20% para o PSDB. Ainda, segundo Vaccari, em 2014 as empreiteiras doaram 25% para o PT, 24% para o PSDB, 21% para PMDB e os outros partidos receberam menos de 10%. “Isso mostra que mesmo com políticas diferentes, há equivalência na doação de recursos dessas empresas para os partidos”.

Vânia Rodrigues

http://www.ptnacamara.org.br/index.php/inicio/noticias/item/22217-cpi-da-petrobras-petistas-rebatem-oposicao-e-criticam-hipocrisia-sobre-doacoes-de-campanha

Lewandowski dá lição em Cunha: 'sindicalistas são bem-vindos'

 

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Presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, recebe representantes das centrais sindicais, com tratamento inverso ao do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que impediu a entrada de sindicalistas na Câmara no início da semana. "Aqui vocês serão sempre bem-vindos. Vamos sempre garantir a presença de vocês em nosso plenário", disse nesta quinta (9) Lewandowski, aos presidentes da CUT, da UGT, da CTB, da Nova Central e da CSB, durante audiência; eles foram ao STF para discutir a aprovação do PL da terceirização

9 de Abril de 2015 às 20:36

247 - "Aqui vocês serão sempre bem-vindos. Vamos sempre garantir a presença de vocês em nosso plenário", disse na tarde desta quinta-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, aos presidentes da CUT, da UGT, da CTB, da Nova Central e da CSB, durante audiência.

Na última terça, dia 7, por ordem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sindicalistas e militantes contrários ao projeto de lei 4330, da terceirização total, foram não apenas impedidos de entrar na casa, como duramente agredidos tanto pela PM do Distrito Federal quanto pela Polícia Legislativa.

Vagner Freitas, da CUT, Ricardo Patah, da UGT, Adilson Araújo, da CTB, José Calixto Ramos, da Nova Central, e Antonio Neto, da CSB, reuniram-se em audiência com Lewandowski para tratar do PL 4330.

O ministro garantiu aos sindicalistas que não há nenhuma decisão tomada pelo tribunal em relação ao tema. E sugeriu aos dirigentes sindicais que aguardem a completa tramitação do PL no Legislativo e no Executivo antes de decidirem ingressar com qualquer ação no STF. “Estamos empenhados em fazer justiça e em manter a paz social e a independência entre os poderes da República, disse. E completou: “Nós vamos fazer justiça”.

Vagner Freitas lembrou ao presidente do STF que a votação na Câmara “foi açodada, sem debate, truculenta e antidemocrática”. “Temos de reverter essa barbaridade”, disse o sindicalista.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/176585/Lewandowski-dá-lição-em-Cunha-'sindicalistas-são-bem-vindos'.htm

CUT chama paralisação; terceirizados ganham 24,7% menos que contratados

 

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O presidente da CUT diante do Congresso. Foto Antonio Augusto, Câmara dos Deputados, via Fotos Públicas

Contra PL 4330, Brasil vai cruzar os braços no dia 15

enviado por Marize Muniz

Paralisação nacional reunirá maiores centrais sindicais do país e parceiros dos movimentos sociais contra ataques do Congresso aos direitos trabalhistas

As respostas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais para o mais recente ataque do Congresso Nacional aos direitos trabalhistas começam no próximo dia 15 de abril.

Em dia nacional de paralisação, CUT, CTB e as principais sindicais brasileiras se unirão a parceiros dos movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Fora do Eixo-Mídia Ninja para cobrar a retirada do Projeto de Lei 4330.

O texto não melhora as condições dos cerca de 12,7 milhões de terceirizados (26,8% do mercado de trabalho) e ainda amplia a possibilidade de estender esse modelo para a atividade-fim, a principal da empresa, o que é proibido no Brasil.

Fragmenta também a representação sindical e legaliza a diferença de tratamento e direitos entre contratados diretos e terceirizados.

Contra a direita

Além de orientar os sindicatos de base para que cruzem os braços contra o projeto de terceirização sem limites, no próximo dia 15, a CUT também fará atividades diante de federações da indústria e integrará os atos por direitos e contra a direita.

Em São Paulo, a mobilização que reunirá também MTST e parceiros do movimento sindical acontece às 17h, no Largo da Batata.

Presidente nacional da Central, Vagner Freitas, apontou que a luta contra o PL 4330 é o combate mais importante da atual conjuntura porque assola os direitos dos trabalhadores.

“Mesmo após o enfrentamento ao Congresso conservador e a truculência da polícia que agrediu nossos militantes, nossa luta vai se intensificar. Vamos cruzar os braços e faremos questão de ir de estado em estado para denunciar os deputados que votarem a favor do projeto para que o povo brasileiro não reeleja os traidores da classe trabalhadora”, disse.

Presidente da CTB, Adilson Araújo, ressalta que ao institucionalizar o trabalho precário no Brasil, o projeto leva a um colapso da economia.

“Quando você permite que mais de 40 milhões de trabalhadores migrem para um contrato precarizado, você afeta a contribuição ao FGTS (Fundo de Garantia), à Previdência Social e impacto no SUS (Sistema Único de Saúde), já que os terceirizados são as maiores vítimas das doenças ocupacionais e de óbitos no ambiente de trabalho”, lembrou.

Para Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical, o PL 4330 pode ser um tiro de morte nos direitos trabalhistas.

“Com a generalização da terceirização para todas as atividades, não melhoraremos a vida de quem já é afetado e ainda atacaremos as conquistas das convenções e acordos coletivos. Não temos duvida do significado desse ataque por parte do Congresso e da importância da unidade contra a fragmentação das organizações trabalhistas e dos fundos essenciais para as políticas públicas”, falou.

Terceirização em números

Como parte da estratégia de luta contra a ampliação da terceirização, a CUT lançou em março deste ano o dossiê “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha” que comprova: esse modelo de contratação só é bom para quem vê na degradação das condições de trabalho uma forma de lucro.

Segundo o documento, em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos, realizavam uma jornada semanal de 3 horas a mais e eram as maiores vítimas de acidentes de trabalho: no setor elétrico, segundo levantamento da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), morreram 3,4 vezes mais terceirizados do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica.

Ainda segundo o pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), da Unicamp, Vitor Filgueiras, “dos 10 maiores resgates de trabalhadores em condições análogas à de escravos no Brasil, entre 2010 e 2013, em 90% dos flagrantes, os trabalhadores vitimados eram terceirizados.”

Leia também:

Ministros do TST unânimes na condenação ao PL 4330

http://www.viomundo.com.br/denuncias/cut-chama-greve-geral-terceirizados-ganham-247-menos-que-contratados.html

PT entra com mandado de segurança no STF contra votação do projeto da terceirização: “Ato abusivo e ilegal do presidente da Câmara”

 

publicado em 08 de abril de 2015 às 21:27

Eduardo Cunha

PT ENTRA COM MANDADO DE SEGURANÇA NO STF CONTRA VOTAÇÃO DO PROJETO DA TERCEIRIZAÇÃO

da assessoria de imprensa da Liderança do PT na Câmara dos Deputados, via e-mail

O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), e o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) protocolaram agora à noite, no Supremo Tribunal Federal (STF), um mandado de segurança em nome da bancada do PT na Câmara contra a votação do Projeto de Lei 4330/2004, que trata do trabalho terceirizado no País e precariza os direitos dos trabalhadores.

“Estamos impetrando o mandando de segurança pedindo que o Supremo impeça a votação ou, se ela ocorrer, que a declare ilegal”, disse Molon.

Segundo ele, a Medida Provisória 661 deveria travar a pauta de votações do plenário enquanto não for apreciada pelo colegiado. “A Constituição determina que quando houver Medida Provisória com mais de 45 dias na Casa, ela tranca a pauta, ficando sobrestada todas as demais deliberações. É o caso. A 661 está na Casa”, disse. “O presidente da Casa não escolher quando vai respeitar a Constituição e seguir os seus prazos, e quando não vai”.

O PT é contrário ao projeto por entender que haverá uma precarização do ambiente de trabalho, redução de salários e outros problemas que configuram, na prática, o sepultamento da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) .

Leia, abaixo, a integra do mandado de segurança:

Ruy Braga e a terceirização: Elite quer colocar trabalhador brasileiro em padrão de direitos “pior que o do chinês”

 

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O resumo do filme em duas imagens

por Luiz Carlos Azenha

Anos 80. Washington. Ronald Reagan ascende ao poder e, imediatamente, trata de enfrentar uma greve de controladores de vôo com o objetivo de “quebrar” o sindicato da categoria. É bem sucedido, no salvo inicial de uma onda conservadora cujo objetivo de fundo era “rebaixar” o padrão de vida dos trabalhadores norte-americanos para colocá-los em pé de igualdade com a mão-de-obra do mercado internacional. Globalização 1.0. Pode-se identificar ali um momento marcante da História. O da aceleração do processo de concentração de renda que hoje bate recorde no Grande Irmão do norte.

2015. Brasília. A Câmara dos Deputados, com os votos da base supostamente aliada de um governo nominalmente comandado pelo Partido dos Trabalhadores, aprova o PL 3.440 (324 votos a 137), que permite a qualquer empresa brasileira funcionar totalmente com terceirizados. Uma empresa de ônibus só com motoristas terceirizados. Uma montadora de veículos só com operários terceirizados. Um hospital só com médicos e enfermeiras terceirizadas.

Muito embora a comparação acima seja de nossa lavra, o sociólogo Ruy Braga, autor do indispensável A Política do Precariado, concorda que se trata de um momento histórico. É, segundo ele, a maior derrota dos trabalhadores brasileiros desde o golpe de 1964. Marca o fim de qualquer pretensão “neodesenvolvimentista” do governo Dilma. Encerra um ciclo em que a valorização do salário mínimo turbinava o mercado consumidor interno como alternativa às exportações. Para Ruy Braga, o que a elite brasileira busca é dar ao trabalhador brasileiro um padrão salarial e de direitos “menor que o do trabalhador chinês”.

Hoje, há cerca de 50 milhões de trabalhadores brasileiros contratados diretamente e de 12 a 13 milhões de terceirizados. Aprovado o PL 3.440, em 5 a 6 anos, calcula Ruy, a proporção de terceirizados será de 60% a 40%. Consequências? Redução da massa salarial e, portanto, do mercado interno, queda na arrecadação — que, aliás, sustenta os projetos sociais — e redução geral dos salários em torno de 30% (segundo a CUT, a diferença salarial entre contratados diretamente e terceirizados é hoje de 27,4%).

Derrotado, o governo Dilma não terá mais qualquer relação com os “trabalhadores” da sigla PT. Aliás, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reuniu-se com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para tratar do PL 3.440. Mas apenas para manifestar preocupação com eventual queda na arrecadação. Queda que, segundo Ruy, acontecerá, apesar de garantias em contrário.

Para Braga, a “privatização branca” da seguradora da Caixa Econômica Federal, anunciada hoje, deverá ser seguida por outras, de empresas ligadas à Petrobras, como a BR Distribuidora. É a forma encontrada pelo governo Dilma para estimular a economia, mas de uma forma cada vez mais subordinada aos interesses do mercado financeiro.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/ruy-braga-e-o-pl-3-440-elite-quer-colocar-trabalhador-brasileiro-em-padrao-de-direitos-menor-que-o-do-chines.html

Saiba quem são os 10 Deputados Federais cearenses que são CONTRA os trabalhadores

 

Ontem o Ceará conheceu de verdade a cara dos Deputados Federais cearenses e descobriu quem de fato está ao lado dos trabalhadores. Foi isso que podemos ver com o resultado da votação do Projeto de Lei da terceirização. Para entender melhor os representantes dos trabalhadores afirmam que a lei pode tornar precário o mercado de trabalho além de fragilizar as relações trabalhistas e os direitos que são garantidos.

Eles votaram CONTRA os trabalhadores:

1. Adail Carneiro

2. André Figueiredo

3. Antônio Balhman

4. Arnon Bezerra

5. Danilo Forte

6. Domingos Neto

7. Genecias Noronha

8. Gorete Pereira

9. Leônidas Cristino

10. Raimundo Gomes de Matos

Eles votaram A FAVOR dos trabalhadores:

1. Cabo Sabino

2. Chico Lopes

3. José Airton

4. José Guimarães

5. Luiziane Lins

6. Macedo

7. Moroni Torgan

8. Moses Rodrigues

9. Odorico Monteiro

10. Ronaldo Martins

11. Vitor Valim

Deputados aprovam regulamentação das terceirizações

 

Iolando Lourenço - Repórter da Agência BrasilEdição: Fábio Massalli

Sessão no plenário da Câmara para discutir sobre o projeto (PL 4330/04) que regulamenta a terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Projeto (PL 4330/04) que regulamenta a terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista foi aprovado com 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstençõesMarcelo Camargo/Agência Brasil

A aprovação na noite de hoje (8), pela Câmara, do texto principal do projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no setor privado e em empresas públicas, de economia mista, suas subsidiárias e controladas pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, dividiu os maiores partidos da base governista. Os petistas foram os que mais criticaram a regulamentação, enquanto que os peemedebistas foram os que mais apoiaram a aprovação da proposta. Foram 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções.

Acordo entre as lideranças partidárias e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a votação das emendas e dos destaques que visam a modificar o texto aprovado hoje para ocorrer a partir de terça-feira da próxima semana. O acordo permitiu que os deputados apresentem as emendas e destaques de hoje até as 14 h de terça-feira (14), quando será retomada a votação. Nesse período, o governo e os contrários ao texto aprovado poderão trabalhar para modificar dispositivos da proposta nas votações.

O texto relatado pelo deputado Arthur Oliveira Maia (SSD-BA) e aprovado pelos deputados manteve a possibilidade de a terceirização se dar em toda e qualquer atividade da empresa, permitindo, assim, que a terceirização dos trabalhos possa ser feita em todos os setores de uma empresa. O dispositivo é um dos pontos mais polêmicos do texto, uma vez que, na visão dos contrários ao projeto, isso levará à precarização dos direitos trabalhistas e dos salários. Os opositores à medida vão tentar retirá-la do texto nas votações de emendas e destaques.

Para o relator Arthur Oliveira Maia, a aprovação do projeto foi uma vitória do Legislativo e dos trabalhadores. “Foi uma vitória muito grande, porque hoje nós conseguimos garantir os direitos e dar segurança jurídica a cerca de 12,5 milhões de trabalhadores brasileiros, que nunca tiveram uma lei que lhes assegurassem os direitos trabalhistas. Esta lei é inclusiva, que trouxe os benefícios dos direitos trabalhistas a 12,5 milhões”, disse o relator. Maia disse que hoje não existe uma fiscalização nas terceirizações, o que prejudica os trabalhadores, mas que com a nova lei haverá essa fiscalização.

Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, em sessão para discutir sobre o projeto que regulamenta a terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha,não houve qualquer vício de inconstitucionalidade na votação de hoje. Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a votação por entender que ela é inconstitucional, disse que esse dia foi extremamente triste para o Parlamento e para os trabalhadores brasileiros. “Os trabalhadores foram apunhalados pelas costas na Câmara, com a retirada de direitos que levaram décadas para serem conquistados e que foram perdidos em uma votação”. Segundo ele, hoje são 45 milhões de trabalhadores com carteira assinada e, desses, 33 milhões empregados diretos e 12 milhões terceirizados. “O que vai acontecer nos próximos anos é a inversão desses números”.

Para o deputado Eduardo Cunha, não houve qualquer vício de inconstitucionalidade na votação de hoje. Segundo ele, o argumento dos deputados do PT, que recorreram ao STF contra a votação, não vai encontrar amparo legal. Cunha não acredita que haverá grandes mudanças no texto aprovado hoje durante as votações de emendas e destaques. Segundo ele, as modificações devem ser pequenas até pelo comportamento do plenário nas votações. “Acho que o plenário já configurou posição sobre isso [projeto]. Obviamente, um ou outro destaque de detalhe deverá ser acolhido e, certamente, aquilo que mexe no cerne do projeto, que é a discussão de atividade meio e atividade fim, não vejo a menor possibilidade de passar no plenário”, avaliou.

Agência Brasil

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sonegação de impostos: Ricos brasileiros têm 4ª maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

 

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Rodrigo Pinto, via BBC Brasil

Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do País em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

A informação foi revelada no domingo, dia 28, por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos.

O documento The price of offshore revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$520 bilhões (ou mais de R$1 trilhão) em paraísos fiscais.

O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$3,6 trilhões.

“Enorme buraco negro”

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais.

Henry estima que, desde os anos de 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$7,3 trilhões para US$9,3 trilhões a “riqueza offshore não registrada” para fins de tributação.

A riqueza privada offshore representa “um enorme buraco negro na economia mundial”, disse o autor do estudo.

“Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço”

John Christensen, diretor Tax Justice Network

Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como México, Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recursos a paraísos fiscais.

John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior.

“Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo norte-americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recursos”, afirma.

“Isso aumentou muito nos anos de 1970, durante as ditaduras”, observa.

Quem envia

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais.

“As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos”, afirma Christensen. “No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam brincando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo.”

Christensen afirma que no caso de México, Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos norte-americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos de 1970, embora “este seja um fenômeno de mais de meio século”.

O diretor da Tax Justice Network destaca ainda que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.

http://limpinhoecheiroso.com

US$ 70 bi da Shell mostram o valor real do pré-sal

 

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8 de Abril de 2015 às 16:27

247 - Será que o pré-sal existe mesmo? Será que a Petrobras tem realmente condições de explorar essa riqueza? Será que não seria melhor abandonar o modelo de partilha, que dá exclusividade à Petrobras, e retornar ao modelo de concessões?

Você, certamente, já deve ter ouvido algumas dessas indagações desde que a Petrobras se viu no centro de um turbilhão de denúncias de corrupção, que culminaram, recentemente, com uma proposta sui generis: o plano do senador José Serra (PSDB-SP), que propõe a abertura do pré-sal a empresas estrangeiras – desde a mudança para o regime de partilha, no governo Dilma, a estatal tem exclusividade nos blocos do pré-sal, com, no mínimo, 30% dos blocos.

Se você ainda tinha dúvidas sobre o valor real e estratégico do petróleo brasileiro no contexto global, vale a pena ler trechos do comunicado divulgado pela Shell, nesta quinta-feira, após anunciar o maior negócio fechado no mundo em 2015: a compra da inglesa BG por US$ 70 bilhões.

"A combinação dos negócios melhorará a posição da Shell como um detentor de grandes reservas e investidor no Brasil, com potencial de aumentar a produção da Shell de 52 mil barris equivalentes de petróleo por dia em 2014 para estimativa de 550 mil barris por dia para o grupo combinado no fim da década", destaca comunicado enviado ao mercado.

Ou seja: em apenas cinco anos, o Brasil fará a Shell aumentar sua produção dez vezes.

Se isso não bastasse, a Shell também enfatizou a importância dos poços que a BG opera em parceria com a Petrobras. "Os campos de exploração da BG oferecem crescimento de curto prazo e opções na Bacia de Campos, complementando a produção existente da Shell e o potencial do projeto de longo prazo de Libra", diz a Shell. "O grupo combinado será o principal parceiro ao lado da Petrobrás trabalhando para garantir as melhores práticas e que o aprendizado seja aplicado pelo grupo para o desenvolvimento da atividade em águas profundas no Brasil nas próximas décadas", diz o documento.

Isso significa que a Shell pretende, também, incorporar uma tecnologia da qual a Petrobras é líder global: a perfuração em águas profundas.

"O país mais excitante do mundo"

Além disso, o executivo-chefe da Shell, Ben van Beurden, afirmou o que o Brasil representa para a indústria do petróleo no mundo. "Já operamos no Brasil e estamos felizes, mas queremos ter mais. Uma parte significativa do negócio é ter uma presença mais forte em águas profundas", disse ele. "Temos de olhar para o Brasil pelo potencial que existe. No momento, essa é talvez a área do mundo mais excitante para a indústria atualmente. Há um potencial incrível", afirmou. "A Shell estava insuficientemente exposta à essa oportunidade. Já operamos no Brasil e estamos felizmente, mas queremos ter mais".

Na coletiva, um dos analistas questionou Beurden sobre os riscos de sofrer respingos da crise na Petrobras. Eis sua resposta" "Estamos há muitos anos no Brasil, há mais de 100 anos. Trabalhamos há muito tempo com a Petrobras e temos muito boa experiência no campo de Libra. A BG também tem boa experiência e tudo é positivo", disse. "A Petrobras é uma empresa forte e queremos estar ao lado dessa grande empresa", disse o principal executivo da Shell.

Detalhe: nos últimos quinze dias, as ações da Petrobras já subiram cerca de 20%.

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/176389/US$-70-bi-da-Shell-mostram-o-valor-real-do-pré-sal.htm

Requião ao 247: 'Plano Serra é entreguismo total'

 

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Paraná 247 - Na última segunda-feira, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) reuniu diversos colegas para um jantar suprapartidário em sua casa, em Curitiba. Do encontro, participaram nomes como Gleisi Hoffmann (PT-PR), Luiz Henrique (PMDB-SC), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e José Serra (PSDB-SP). O convidado principal era o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, que falou sobre uma nova agenda de desenvolvimento para o País.

No encontro, Serra antecipou seu plano para a Petrobras. Disse que defende a empresa, que pretende fortalecê-la, mas que a empresa deve se restringir às atividades de prospecção e exploração. Serra saiu de Curitiba sem aliados. Pelo contrário. "O plano dele é o fim do mundo", disse Requião ao 247. "Significa a entrega total do pré-sal", completa o senador, afirmando que irá combater, com unhas e dentes, o chamado Plano Serra.

Um dos instrumentos será a publicação, pela gráfica do Senado, de todas as informações sobre o Brasil já divulgadas pelo Wikileaks, o site de vazamentos de informações confidenciais criado pelo australiado Julian Assange. "Estão ali todas as conversas do Serra com a Chevron, em que ele promete abrir o pré-sal", avisa Requião.

Segundo ele, o projeto de Serra é inoportuno e não tem chances de prosperar no Senado. "Ainda mais agora que a China iniciou seu Plano Marshall para a Petrobras", diz Requião, referindo-se ao empréstimo de US$ 3,5 bilhões concedido pelo Banco de Desenvolvimento da China para a Petrobras. "Quem vai ousar dizer que a Petrobras não tem crédito no mercado internacional?"

Fator Levy

O que mais preocupa o político paranaense, no entanto, não é um projeto que ele considera fadado ao fracasso, mas sim o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Esse ajuste vai explodir nas ruas e eu desconfio que o Levy pode estar querendo derrubar a Dilma", diz ele. "Quando a Grécia entrou nesse discurso de ajuste, tinha uma dívida de 108% do PIB e um desemprego pouco acima de 10%. Depois dele, a dívida dobrou e o desemprego foi a 25%. Esse tipo de ajuste fiscal só serve para salvar a banca", afirma.

Requião critica, inclusive, o ex-presidente Lula por endossar o ajuste fiscal. "Não é porque ele acha que funcionou, em termos de popularidade, na época do Henrique Meirelles, que vai funcionar agora. O mundo era outro. O Brasil contava com o vento a favor da alta das commodities. Hoje, não tem mais essa margem de manobra". Sempre com a língua afiada, Requião diz que Levy é o "cabo Anselmo" do governo Dilma.

O senador paranaense tem também uma posição peculiar sobre a Lava Jato. "Foram presos vários executivos, mas os que deveriam ter sido presos são os donos, os acionistas das empreiteiras", diz ele. "Ninguém paga propinas sem aval dos donos".

http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/175616/Requi%C3%A3o-ao-247-'Plano-Serra-%C3%A9-entreguismo-total'.htm

O tesoureiro do PT vai constranger os deputados da CPI da Petrobras com dados de doações das campanhas eleitorais

 

By: Francisco Castro

João Vaccari (Foto: Agência Brasil)

O PT já montou um plano de defesa para o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, que terá de prestar depoimento à CPI da Petrobras. O partido mobilizou dirigentes e equipes técnicas na Câmara para levantar informações que permitam ao tesoureiro rebater os deputados que o questionarem na comissão.

Estão sendo realizados vários levantamentos. Um deles faz um mapeamento detalhado das doações feitas por empresas citadas na Operação Lava Jato a todos os partidos políticos. Outro faz o cruzamento das doações com os deputados federais e um terceiro analisa especificamente quem na CPI recebeu dinheiro das empresas citadas no esquema em campanhas eleitorais.

Com os dados em mãos, Vaccari vai tentar constranger os deputados que apontarem as doações feitas ao PT como propina paga em troca de contratos com a Petrobras, base da argumentação das investigações da Lava Jato.

Do Poder Online

Petrobras: a manchete que você não vai ler

 

7 de abril de 2015 | 22:41 Autor: Fernando Brito

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O distinto amigo e a querida amiga não lerão, por certo, amanhã, nos jornais, uma manchete assim:

Petrobras ganha, desde janeiro, 20% de seu valor de mercado

Mas, tenho certeza, já leu e leria, manchetes iguais, se isso fosse perda.

Pois foi exatamente isso o que aconteceu, de 2 de janeiro para cá, quando a ação passou de R$ 9 para os R$ 10,83 com que suas ações ordinárias fecharam hoje, mesmo numa Bolsa apática (queda de 0,02% no Ibovespa).

Claro que a Petrobras está – e muito – no negativo, mas a marotice estatística permitiria fazer “pior”: comparar com os R$ 8,04 de 30 de janeiro e dizer que, de lá para cá, a valorização foi de 35%.

Malandragens, meu caro leitor, que macaco velho de jornal conhece de cor e salteado, embora muitos dos de hoje o façam achando que é grande coisa.

Dá para fazer até como no gráfico aí em cima, que reúne as cotações na Bolsa de Nova York, mostrando que as ADR da Petrobrás, por lá, só valorizaram menos que a da British Petroleum (11,52% contra 12,05%) e muito mais do que as da Shell (-2,81%) , da Total (5,96%), da Conoco-Philips (3,85%) , da Chevron (0,56%) ou da Exxon (-5,5%).

Embora bem embrulhadinha, mentira, para enganar otários.

Porque a Petrobras, depois de apresentar esta valorização, não desabou na chamada realização de lucros?

Isto é, na correria para vender a quase onze o que outro dia se comprou a oito?

Porque a Petrobras, até as pedras da calçada diante da Bovespa sabem, está barata, depreciada muito além de seus problemas reais.

E que petróleo, da qual ela está cheia, a 50 dólares por barril é uma bobagem artificialmente mantida pelo jogo de forças internacional.

Não creiam nesta história do “balanço auditado”. Vai sair, é necessário, compromisso de uma empresa de capital aberto.

Mas isso já foi “precificado” e muito, muito além dos prejuízos reais de Costas, Baruscos e Youssefs.

E vai ser “desprecificado”, anotem.

Manchetes recicladas, como a de O Globo hoje, falando em R$ 45 bilhões de prejuízo no Comperj, obra de um cálculo inepto do TCU divulgado há seis meses, só enganam aos tolos que não lêem que isso se daria apenas se a planta de refino fosse abandonada e que o tal “valor presente líquido” é tão volátil quanto as estatísticas casuais que mostrei no início do post.

A turma da bufunfa, que de otária não tem nada, segue nas suas “posições compradas” de Petrobras.

Os otários, que vão bater panela, fazem-lhes um favor.

Mas, taí, se eu fosse fazer um slogan para falar do valor das ações da Petrobras, copiar-lhes-ia a sua palavra de ordem.

Amanhã vai ser maior, amanhã vai ser maior.

O Tijolaço

'Cunha vendeu aos empresários compromisso de aprovar PL'

 

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8 de Abril de 2015 às 06:17

Por Rede Brasil Atual

São Paulo – As manifestações a serem realizadas hoje (7) pelas centrais sindicais e movimentos sociais contra o PL 4.330, que trata da terceirização, têm por objetivo barrar mais uma tentativa de suprimir direitos, no bojo da "ofensiva conservadora e reacionária", afirma Paulo Vannuchi, analista político da Rádio Brasil Atual. A ofensiva, segundo o analista, é liderada pelo presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Tal episódio "deixa nítidos os conflitos de classe", afirma.

Cunha, que "conseguiu recursos financeiros extraordinários para eleger uma grande bancada de deputados fieis a ele", afirma Vannuchi, "vendeu aos empresários o seu compromisso de aprovar o PL 4.330, que tramita há dez anos".

O projeto de lei que determina terceirização foi primeiramente proposto pelo ex-deputado e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) e o substitutivo a ser votado hoje é de autoria do deputado Arthur Maia, do partido Solidariedade, criado por Paulo Pereira, da Força Sindical.

Vannuchi afirma que tal iniciativa é uma "radiografia" de que a força política liderada por Paulinho representa "um sindicalismo que se alia a interesses empresariais em troca de recursos, atacando direitos trabalhistas".

O comentarista ressalta que todos os direitos trabalhistas e "tudo o que se conseguiu, na busca de um estado de bem estar social, foi fruto da mobilização dos trabalhadores. Greves, rebeliões, partidos políticos, pressões, enfrentamentos, com sangue, suor, mortes e lágrimas".

As posições em torno do projeto de lei demonstram, de maneira cristalina, a divergência entra a classe empresarial e patronal, de um lado, "interessada no lucro e na reprodução ampliada do capital" e, do outro lado, os trabalhadores, que "querem mais direitos, dignidade e trabalho decente", diz Vannuchi.

Vannuchi lembra que o processo de terceirização conservava "certa lógica" quando era executado nas ditas funções-meio, quando, por exemplo, uma montadora contrata uma empresa responsável pela alimentação dos funcionários. No caso, seria essa a função-meio, a função-fim de uma montadora é produzir carros. Pela legislação atual, as funções-fim são impedidas de ser terceirizadas.

O PL 4330 visa a acabar com essa separação e libera a terceirização "ampla, geral, e irrestrita", segundo Vannuchi, que frisa também também que os trabalhadores terceirizados ganham 25% menos, trabalham mais, mais expostos a acidentes, e têm 3,4 mais chance de morrer no local de trabalho. Atualmente, no Brasil, já são mais de 13 milhões trabalhadores expostos a tal condição.

Vannuchi diz que a mobilização das centrais sindicais e movimentos vai pressionar por adiamento ou uma "mudança profunda" na concepção do projeto de lei, aos moldes da proposta defendida pelo deputado Vicentinho (PT-SP), volta a estabelecer critérios e limites para a terceirização. O comentarista espera "uma vitória da resistência dos trabalhadores contra o retrocesso".

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/176275/'Cunha-vendeu-aos-empresários-compromisso-de-aprovar-PL'.htm

Dilma está dando uma virada no governo

 

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Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), classificou como “uma demonstração de ousadia” da presidente Dilma Rousseff a escolha de Michel Temer para a articulação política, pois “denota que ela está querendo dar uma virada” no relacionamento com os aliados: “Primeiro na redução do número de ministérios, que é a primeira consequência prática da designação de Michel Temer. Segundo, porque é uma definitiva tentativa de aproximação com o Congresso e de aprimoramento da própria coalizão”

8 de Abril de 2015 às 05:19

247 – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), classificou como “uma demonstração de ousadia” da presidente Dilma Rousseff a escolha de Michel Temer para a articulação política, pois “denota que ela está querendo dar uma virada” no relacionamento com os aliados:

“Primeiro na redução do número de ministérios, que é a primeira consequência prática da designação de Michel Temer. Segundo, porque é uma definitiva tentativa de aproximação com o Congresso e de aprimoramento da própria coalizão”, disse o peemedebista ao IG (assista aqui).

Dilma decidiu que Pepe Vargas (PT) deixa a Secretaria de Relações Institucionais, que passa a integrar as competências do vice-presidente. A Secretaria de Relações Institucionais é responsável pelo relacionamento da Presidência da República com o Congresso Nacional, a sociedade e os partidos políticos, além da interlocução com estados , municípios e Distrito Federal.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/176267/Renan-'Dilma-está-dando-uma-virada-no-governo'.htm

terça-feira, 7 de abril de 2015

Rússia pode apoiar programas nucleares em outros países além do Irã

 

© Sputnik/ Grigoriy Sisoev

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, concedeu uma entrevista exclusiva ao diretor-geral da agência noticiosa “Rossiya Segodnya”, Dmitry Kiselev. A seguir, trecho da entrevista dedicado à questão do recente acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Dmitry Kiselev: Um acordo sobre o Irã foi finalmente alcançado e parece que os europeus estão felizes e até gratos à Rússia pela nossa participação positiva. Mas agora, estão dizendo na própria Rússia que tudo vai mal, que o Irã começará a vender gás, que demos um tiro no próprio pé, que não entendemos nada do que está acontecendo e que o país entrará em declínio por conta desses acordos com o Irã. Até que ponto isso é verdade?

Sergei Lavrov: Percebe-se uma lógica estranha, de que para atender aos interesses do desenvolvimento econômico a Rússia precisa manter seus concorrentes sob sanções, ou então que eles sejam bombardeados por alguém, como os EUA queriam fazer com o Irã. Essa, provavelmente, é a posição das pessoas descrentes de que o país pode sair da dependência de petróleo e gás. Tal objetivo, no entanto, foi definido pelo próprio presidente; o governo recebeu todas as instruções necessárias; a tarefa jamais foi cancelada e continua sendo uma prioridade.

Presidente do Irã Hassan Rouhani

© East News/ AP/FOTOLINK

Segundo Irã, acordo nuclear é o primeiro passo para interação construtiva com o mundo

No que diz respeito especificamente à situação do mercado de petróleo e gás, primeiramente, o gás e o petróleo do Irã nunca saíram o mercado. Vale lembrar que não existem quaisquer sanções internacionais contra essas commodities iranianas a exemplo das que foram aprovadas pelo Conselho de Segurança. O petróleo e o gás iranianos são objetos de sanções unilaterais ilegais, introduzidas pelos Estados Unidos, União Europeia e alguns de seus aliados, como a Austrália. Mas houve ressalvas mesmo em relação a essas sanções proibindo o petróleo iraniano, e os próprios chineses, os indianos, os japoneses (se eu não me engano) e uma série de outros países fizeram acordos com os EUA para continuar comprando do Irã certos volumes de petróleo correspondentes a remessas anteriores. Esses volumes, no entanto, não serão aumentados. Ou seja, o petróleo iraniano jamais saiu de cena e a possibilidade de um brusco aumento da sua presença nos mercados mundiais, segundo avaliam especialistas, corresponde a volumes insignificantes. E isso pelo menos em uma perspectiva muito, muito previsível. Quanto ao gás iraniano, esse jamais sofreu quaisquer restrições muito significativas. Faz muitos anos que ele é enviado para a Turquia e a cada inverno, segundo relatam nossos especialistas, acontecem falhas no fornecimento e os turcos são obrigados solicitar compensações pelos volumes não recebidos. Portanto, aqueles que na atual etapa abordam de maneira mercantilista as decisões alcançadas sobre o Irã, na minha opinião subestimam a real situação dos mercados de hidrocarbonetos e, principalmente, não conseguem superar a abordagem utilitarista de que a Rússia será prejudicada com o levantamento das sanções contra o Irã. Pelo contrário, nos últimos anos a Rússia e o Irã, já que falamos em interesses puramente econômicos, criaram uma base muito sólida para cooperações. No ano passado foi assinado um amplo pacote de documentos definindo condições bastante rentáveis e de longo prazo para as nossas cooperações nas áreas de uso pacífico de energia nuclear e construção de uma grande quantidade de unidades nucleares no Irã, tanto na usina de Bushehr quanto em uma nova usina. E os benefícios disso serão certamente mútuos. Irã receberá volumes garantidos de eletricidade, independentes das suas reservas de petróleo e gás, evitando o desperdício de suas riquezas naturais.

O ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov

© Sputnik/ Yevgeny Biyatov

Lavrov: retirada de sanções vai permitir que Irã pague a dívida com Rosatom

A Rússia, por sua vez, obteve contratos muito lucrativos através da Rosatom [empresa estatal russa de energia nuclear]. Além disso, é certo que o levantamento das sanções econômicas e financeiras contra o Irã possibilitará que esse país quite por completo suas dívidas com a Rosatom, significando que os cofres russos receberão pagamentos bilionários. Nós temos muito em comum com o Irã, um país com quem partilhamos muitos interesses em âmbitos como relações bilaterais, Mar Cáspio, luta contra o terrorismo, além do esforço de evitar um racha entre sunitas e xiitas no mundo islâmico. Portanto, não se deve ter uma visão estreita sobre os acontecimentos e não precisa se preocupar com o fato de o nosso vizinho de longa data, um país amigável a nós, sair do jugo tanto das sanções do Conselho de Segurança, quanto das sanções unilaterais dos Estados Unidos e da União Europeia.

Dmitry Kiselev: Estive no Irã em janeiro, e ali meus colegas contavam muito com o levantamento das sanções. Mas, ao mesmo tempo, eles não acreditavam que isso realmente fosse acontecer. Vocês acordaram que o desenvolvimento da energia nuclear iraniana será realizado mediante o controle da Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA). A declaração possui itens facilmente verificáveis, mas inclui também itens relativos ao tipo de componentes nucleares, itens que podem ser interpretados de forma bastante arbitrária. Até que ponto as negociações sobre o Irã encontram-se em sua fase final? Será que não teremos delongas com a assinatura do acordo até o dia 30 de junho?

Participantes das negociações em Lausana

© AFP 2015/ BRENDAN SMIALOWSKI

EUA não conseguem fazer amizade com o Irã nem após acordo de Lausanne

Sergei Lavrov: É muito importante traçar as diferenças entre aquilo que nós – a Rússia – acordamos com o Irã sobre o uso pacífico da energia nuclear e aquilo que foi acordado com os outros. Nem a primeira unidade nuclear da usina de Bushehr, nem nenhuma das unidades que serão construídas ali, nem a usina de energia nuclear que será construída em outra plataforma no Irã e que já encontra toda a sua documentação assinada, nada disso está de maneira alguma sujeito às restrições impostas pelo Conselho de Segurança. Da mesma forma os nossos planos e as obras já em curso estão isentas de quaisquer restrições unilaterais dos EUA e da União Europeia. Ao longo de todo o trabalho de negociações a nossa cooperação bilateral com o Irã sobre o uso pacífico da energia nuclear foi levada com êxito para fora dos limites de quaisquer represálias, tanto legitimas internacionais, quanto ilegais unilaterais. Em qualquer caso o controle da AIEA pressupõe a construção de usinas nucleares. Isso é válido tanto para o Irã, quanto para aquilo que fazemos na Turquia, nos países europeus, e o que faremos no Vietnã. Existem normas da AIEA que são utilizadas na construção de instalações de energia nuclear. Mas essas instalações não estão sujeitas a quaisquer sanções. Quanto à discussão das restrições aplicadas à atividade do próprio Irã, sem a nossa participação, os nossos parceiros ocidentais queriam justamente torna-la mais transparente, e nós temos a certeza de que isso deveria ter sido feito, já que existiam suspeitas bastante sérias, que precisavam ser esclarecidas e para se assegurar do caráter exclusivamente pacífico do programa nuclear iraniano. Mas isso, vou repetir mais uma vez, dizia respeito a aquilo que o Irã fazia por conta própria. Existiam alguns pontos em que eles realizavam o enriquecimento do urânio, construíam um reator de água pesada, capaz de produzir plutônio para armamento. Isso tudo, certamente, causou preocupações. O acordo alcançado pressupõe a limitação do número de centrífugas; o enriquecimento será realizado somente em uma instalação. A outra instalação, em Fordo, também manterá uma certa quantidade de centrífugas, mas será utilizada somente para fins científicos, produção de isótopos médicos e assim por diante. Não haverá enriquecimento no sentido industrial dessa palavras. Bem, e a terceira instalação – um reator de água pesada – será reconfigurado de forma a não ser capaz de produzir plutônio para armamentos e não representar quaisquer ameaças do ponto de vista da proliferação de tecnologias nucleares.Paralelamente, os iranianos concordaram com a aplicação de todo o leque de medidas de verificação por parte da AIEA aos seus programas – isso representa um protocolo e documentação extras, pressupondo acesso a todas as instalações e uma cooperação com total transparência. Esse, aliás, é o motivo da retirada de todas as sanções do Irã.

Dmitry Kiselev: Dizem que o acordo desencadeará uma corrida armamentista no Oriente Médio, já que outros países poderão solicitar para si as mesmas garantias, recebendo o direito de desenvolver a energia nuclear e usando-o como disfarce para promover outros projetos…

Barack Obama, presidente dos EUA

© AP Photo/ Charles Dharapak

Barack Obama admite arma nuclear iraniana após os 10 anos de congelamento

Sergei Lavrov: Não existem quaisquer motivos para o armamento. O acordo alcançado, que ainda deverá ser editado e assinado, é uma questão nada simples e nada resolvida, já que todos sabem como está sendo avaliado esse provisório e político acordo quadro em diversos círculos, incluindo o Congresso norte-americano, Israel, Arábia Saudita. Portanto, ainda temos precisamos conseguir para que esses princípios sejam traduzidos para uma linguagem de acordos muito concretos. Mas, de qualquer forma, aquilo que foi aprovado e que, espero eu, será transformado em um documento de caráter jurídico a ser aceito pelo Conselho de Segurança da ONU, não dá qualquer motivo para falarmos na possibilidade de uma corrida armamentista. Pelo contrário, esse acordo impossibilita a procura de brechas para inauguração de uma dimensão militar no programa nuclear iraniano. Os iranianos assumiram responsabilidades políticas, sociais e até religiosas (através de seu líder supremo) para que isso não ocorra. Eu ouvi dizer que a Arábia Saudita anunciou que isso provocará uma reação de cadeia no sentido de que outros países da região também irão querer para si as mesmas condições de desenvolvimento da energia nuclear. Não vejo nada de impossível nisso. Se esse interesse para um legítimo e juridicamente legal desenvolvimento da energia nuclear existe, tenho a certeza de que a Rússia irá apoiá-lo. Nós, normalmente, firmamos acordos com nossos parceiros de uso pacífico na energia nuclear, segundo os quais a Rússia constrói usinas, prepara funcionários, disponibiliza combustível e recolhe para reciclagem o combustível utilizado. O Irã recebeu o direito de enriquecer urânio. Mas isso não pode tratado como um evento extraordinário, já que o enriquecimento de urânio para fins de produção de combustível utilizado em usinas de energia nuclear não é proibida em lugar algum por ninguém. O acordo pela não proliferação de armas nucleares não proíbe isso. Sim, as tecnologias de enriquecimento permitem acumular experiência e potencial para alcanças porcentagens mais altas, até mesmo o urânio para armamentos. Mas é justamente por isso que existe a AIEA, que existem processos de negociações, para resolver todas essas questões. É certamente mais fácil que um país que deseja desenvolver sua energia nuclear o faça através da compra de combustível no exterior. Mas se o país deseja enriquecer urânio por conta próprio, a experiência do Irã mostra que isso é possível. Nesse caso, certas garantias precisarão ser acordadas.

Dmitry Kiselev: Discutimos a possibilidade de outros países pedirem para si as mesmas condições concedidas ao Irã. Mas, olhando pelo outro lado, poderia a comunidade internacional solicitar para que estas mesmas condições, a mesma transparência, os mesmo recursos de controle fossem aplicados a outros países, como, por exemplo, Israel? Poderia esse acordo servir para a criação de uma zona livre de armas nucleares na região?

Presidente dos EUA Barack Obama e Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu

© AP Photo/ Pablo Martinez Monsivais

Netanyahu exorta EUA a pressionar Irã sobre seu programa nuclear

Sergei Lavrov: Nós sempre dissemos e iremos frisar durante a última etapa das negociações que aquelas medidas super invasivas, previstas para o programa iraniano, não irão se transformar num precedente. Isso porque o Irã é, afinal de contas, um caso especial. Durante muitos anos o governo iraniano escondeu da AIEA a existência de seu programa nuclear. À primeira vista, quando finalmente começou-se a verifica-lo, pareceu tratar-se de programa meramente de enriquecimento, para fins de combustível. Mas então, por que esse programa vinha sendo omitido, enquanto deveria ter sido reportando à AIEA? Além disso, surgiram suspeitas de que, apesar de tudo, o mesmo incluía componentes militares. Essa desconfiança foi se acumulando e agora, para dissipá-la, está acontecendo esse processo entre o sexteto e o Irã, bem como entre a AIEA e o Irã, com base em fatos documentados totalmente concretos, que levantam suspeitas. Portanto, obviamente, essa intromissão é extrema, acordada com o Irã, mas que, vou repetir, ainda não é 100% e esta sujeita a um detalhamento que deverá ser alcançado. Essa intromissão é explicada justamente por erros passados. Mas eu não vejo necessidade em agir da mesma maneira se um país começar o diálogo com ficha limpa de suspeitas. Então, a princípio, o Irã não deverá gerar nenhum precedente negativo para o regime de não proliferação, já que, como já disse, a sua situação é especial.

http://br.sputniknews.com/mundo/20150407/684347.html

Dilma vai fazer leilões do petróleo ainda em 2015

 

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7 de Abril de 2015 às 06:03

247 - A presidente Dilma Rousseff deve apresentar em breve áreas do pós-sal que vão entrar no leilão ainda neste ano. Segundo a colunista Mônica Bergamo, o anúncio será feito em maio, em Houston (EUA), na OTC, maior feira do mundo do setor de petróleo e gás.

O governo não pretende oferecer "o filé mignon", mas disponibilizará outras áreas para não perder terreno para o México.

A expectativa é arrecadar algo como R$ 2 bilhões. Há dois anos, o leilão do campo de Libra arrecadou R$ 15 bilhões.

Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ou o Brasil regula as mídias ou as mídias regulam o povo e o governo

 

Davis Sena Filho

DAVIS SENA FILHO 6 de Abril de 2015 às 17:29

É inacreditável que em pleno século XXI a sétima economia do mundo fique à mercê de meia dúzia de famílias politicamente reacionárias e doutrinadoras de gente mediana

Há anos, incansavelmente, defendo, dentro dos limites que me cercam, que o PT, o Governo Trabalhista, a sociedade brasileira e suas instituições e entidades realizem, com a importante cooperação do Congresso Nacional, a regulação do sistema midiático brasileiro e a proibição, na forma da lei, que megaempresários, sem quaisquer compromissos com o Brasil e seu povo, transformem seus canhões midiáticos em verdadeiros partidos de oposição, ideológicos e alinhados à direita brasileira, a judicializar a política e a criminalizar os partidos políticos, como forma de desqualificar suas lideranças e não reconhecer os avanços e conquistas sociais que ocorreram no Brasil nos últimos 12 anos.

Todas as nações ditas civilizadas, além de muitos países que estão em busca de desenvolvimento, efetivaram a regulação das mídias, bem como não permitem que magnatas bilionários de imprensa, meramente de mercado, monopolizem esse setor tão importante da economia e se transformem em oligarcas do atraso e do retrocesso, ao ponto de "peitar" governantes eleitos, sabotar e boicotar seus governos e ainda convocar parte da população de perfil reacionário, com chamadas e manchetes de conotações golpistas e criminosas, para ir às ruas e vociferar pelo impeachment de uma mandatária legalmente eleita e que chefia um governo, apesar de suas contradições e leniências, que está a investigar e a prender os ladrões do dinheiro público, que vestem as peles de corruptos e corruptores.

Contudo, o Governo Dilma Rousseff, assim como o do ex-presidente Lula, são os que, efetivamente, abriram a caixa de Pandora, cortaram a carne da corrupção e estão a limpar o corpo que se encontra com sérias mazelas e por causa disso está ainda internado na CTI, mas com chances reais de sobreviver. Os dois mandatários realizaram, por intermédio da Polícia Federal, órgão subordinado ao Ministério da Justiça, mais de duas mil operações policiais, sendo que milhares de servidores foram afastados para o bem do serviço público, bem como os bilhões roubados dos cofres da União estão sendo, conforme os acordos firmados com instituições financeiras e governos estrangeiros, devolvidos, de acordo com a Presidência da República, o Ministério Público e notícias veiculadas até mesmo pela imprensa corporativa e de oposição.

Entretanto, não se compreende qual é o problema do Governo petista quando se trata de investigar as empresas dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas e monopolizadas, cobrar-lhes duramente os impostos devidos ao Estado, denunciá-los ao povo brasileiro, pois se trata de bilionária sonegação de impostos, de contrabando de máquinas e equipamentos, de compras e concessões de canais de televisões e rádios de forma ilegal, que até hoje não foi devidamente questionado por quem de direito, o Estado nacional.

Isto mesmo, o Governo Federal, por intermédio do Ministério das Comunicações e de órgãos pretensamente reguladores, que não verdade agem e atuam em favor dos interesses dos magnatas bilionários, que deitam e rolam, bem como ficam a tripudiar da cara do povo brasileiro, porque quando se trata desse quase proibitivo assunto os governos e os governantes se tornam tíbios, fracos, acovardados, pusilânimes, permissivos e, irrefragavelmente, mequetrefes e rastaqueras. Não resta dúvida quando tal assunto vem à tona, os ministros das Comunicações dos governos Lula e Dilma tratam logo de mergulhar o mais fundo possível para não ter que discutir sobre a regulação do setor de mídias do Brasil.

Dessa forma vão a levar a vida os magnatas bilionários, como se vivessem em um País à parte, ou em uma sociedade construída somente para eles se darem bem, repercutir o que pensam ou deixam de pensar e, sobretudo, conspirar contra aqueles que não batem os tambores de suas bandas ou não seguem suas agendas políticas e econômicas, que esses bilionários midiáticos consideram, de forma autoritária, o "ideal" para o Brasil. Durma-se com um barulho desses.

É inacreditável, e por isso surreal, que em pleno século XXI, do terceiro milênio, a sétima economia do mundo, extremamente diversificada, com uma população de 210 milhões de habitantes, fique à mercê de meia dúzia de famílias politicamente reacionárias e doutrinadoras de gente mediana, que há mais de 60 anos recebem em seus lares a programação seletiva, partidária e ideológica de rádios e televisões controladas por um baronato midiático, que trata o Brasil como se fosse a extensão dos quintas das casas deles. São os "novos" coronéis, que fazem a vez dos antigos proprietários de escravos.

Os coronéis de todas as mídias, que tem a classe média como a principal consumidora de seus produtos de baixa qualidade, além de aliada política e parceira ideológica. São os coxinhas colonizados, completamente despolitizados e sem quaisquer noções e conhecimentos sobre a história e a cultura do País onde moram e vivem. Alienados, seguramente passaram por um processo de lobotomia coletiva, onde o principal tomo da lavagem cerebral é odiar o Brasil e seu povo, desprezá-los ao máximo, bem como dar a entender que aqui nada presta, vale a pena e tem valor. A imprensa alienígena é talvez a razão principal do complexo de vira-lata e do atraso brasileiro quando se trata de efetivar, de fato, a igualdade de oportunidades, o desenvolvimento socioeconômico e o tratamento isonômico, no que tange a todos os cidadãos serem iguais perante a Justiça — a Lei.

Não há como um governo de esquerda conseguir democratizar a riqueza e a renda no Brasil, se antes não se realizar duas coisas: 1º) a reforma política; e 2º) a regulação do setor midiático. Ponto. O primeiro item é o maior responsável pela corrupção nos setores públicos e privados, mas a imprensa familiar, a exemplo da revista Época (Globo), insiste na defesa do financiamento privado de campanhas eleitorais, responsável maior pelo alastramento da corrupção e pelas crises institucionais, que paralisam os governos e fomentam o jornalismo de fofocas, que tem por finalidade, se possível, derrubar do poder presidentes eleitos, que não convergem com os ideários da imprensa de negócios privados.

O segundo item, tão importante quanto o primeiro, dispõe sobre a regulação das mídias, setor que está à solta, como vivesse em um mundo paralelo, livre e isento das leis do País, a fazer o que quer e o que lhe aprouver, inclusive a elaborar ou editar um jornalismo meramente declaratório, sem observar os contrapontos e o que é do contraditório, porque se recusa a ouvir os dois lados, pois só quer se ater à versão que o beneficia, a não relevar os acontecimentos, porque divorciado dos fatos, e, por seu turno, propiciar a manipulação e a distorção da verdade, conforme o interesse político e econômico que rege a pauta dos patrões da imprensa e de seus empregados.

Sabujos, estes, que se esforçam para serem piores do que os magnatas bilionários, responsáveis maiores pela baixa autoestima que os brasileiros ricos e de classe média sentem por si e pelo País onde ganham dinheiro e vivem bem. Somente, em 2014, os brasileiros deixaram nos Estados Unidos 10,5 bilhões de dólares. Valores de escala estratosférica. E depois dizem que o Brasil está em crise, quando a crise, na verdade, tem apenas um nome: imprensa! É ela que faz com que grande parte da sociedade fique presa a um contexto psicológico de desolação, pessimismo, autoestima baixa e negatividade, combustíveis diabólicos, porque faz com que uma pessoa despolitizada e mentalmente colonizada se transforme em um coxinha de classe média feroz, intolerante, a verbalizar todo seu ódio, preconceito e ignorância contra aqueles que não compartilham com seu pensamento fascista, elitista e pernicioso.

Enquanto isso, o PT e o Governo Trabalhista continuam a caminhar em círculos, e, obviamente, não chegam a lugar algum, ainda mais quando se trata de fazer a reforma dos meios de comunicação, ou seja, a Lei dos Meios — a regulação das mídias. Trata-se de uma questão estrutural de enorme importância, tanto quanto a reforma política. Volto a afirmar novamente: não sei qual é o problema de o Governo Federal não fortalecer e investir pesadamente na comunicação estatal, inclusive a comprar também os direitos de transmitir jogos de futebol, eventos artísticos e culturais, telejornalismo aos moldes da BBC de Londres, além de realizar debates sobre assuntos políticos, econômicos, financeiros, esportivos, culturais, bem como propiciar ao povo brasileiro o acesso a filmes, tudo isto em canais abertos, de forma que a concorrência se desenvolva e o povo brasileiro passe a ter realmente uma televisão de boa qualidade, além de se democratizar a comunicação e a informação.

Creio que a classe média, falo da banda conservadora, não vai se posicionar contra uma tevê estatal de qualidade. Afinal muitos de meus conhecidos e amigos que votaram no PSDB nas últimas cinco eleições admiram as televisões estatais inglesa, francesa, espanhola, italiana, alemã e portuguesa. É fato. Essas televisões fazem parte dos pacotes de tevê a cabo que eles são assinantes. E elogiam... Bastante. Ou eu estou equivocado? Quero melhor dizer que talvez essas pessoas somente consideram e aceitam televisões estatais de boa qualidade apenas para os outros — os estrangeiros —, por causa de seus inenarráveis e incomensuráveis complexos de vira-latas. É isto? É, sim. No Brasil é assim que a banda toca.

Temos um Governo Trabalhista, que está há mais de 12 anos no poder e não faz nada quanto a efetivar o marco regulatório para as mídias, bem como um código de ética para a imprensa dos magnatas bilionários, que enfrentam, ousadamente e autoritariamente, um governo que teima em tergiversar quanto às suas responsabilidades por tibieza e covardia. Não é possível o povo brasileiro ter de se submeter aos ditames de um empresariado atrasado, que aposta, diuturnamente, no retrocesso político, social e econômico. Antes diziam, "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil". Então poderíamos afirmar também: "Ou o Brasil regula as mídias ou as mídias é que vão regular para sempre os governantes e o povo brasileiro". É isso aí.

Fonte: Brasil 247

Dilma: “pré-sal não é promessa, é realidade”

 

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Na posse do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, presidente enfatizou que o petróleo do pré-sal será a principal fonte de financiamento da Educação; "Os recursos dos royalties do pré-sal vão viabilizar uma revolução na educação brasileira. O pré-sal não é promessa, é realidade. Hoje, já são extraídos 669 mil barris de óleo por dia dos campos do pré-sal", disse; discurso vem num momento em que oposicionistas, como o senador José Serra (PSDB-SP), tentam diminuir o poder da Petrobras na exploração do pré-sal por meio de um projeto de lei; "Interessa a todo povo o que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobras e do pré-sal, é nossa soberania e futuro da educação", ressaltou Dilma Rousseff

6 de Abril de 2015 às 12:01

247 – A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira 6, durante a posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o pré-sal como principal fonte de financiamento da educação. A fala é feita em um momento em que oposicionistas, como o senador José Serra (PSDB-SP), tentam diminuir o poder da Petrobras na exploração do pré-sal por meio de um projeto de lei (leia mais).

Em meio à crise devido a denúncias de corrupção na estatal, Dilma também afirmou que "interessa a todos o que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobras e do pré-sal". "Os recursos dos royalties do pré-sal vão viabilizar uma revolução na educação brasileira. O pré-sal não é promessa, é realidade. Hoje, já são extraídos 669 mil barris de óleo por dia dos campos do pré-sal", disse Dilma.

"Interessa a todo povo o que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobras e do pré-sal, é nossa soberania e futuro da educação", completou. Ela assegurou que os ajustes fiscais apresentados pelo governo não prejudicarão os investimentos na área da educação e apresentou um plano para o setor dividido em quatro eixos, a ser comandado pelo novo ministro.

"Para nós a educação sempre teve uma dupla função: moldar uma nação democrática e soberana apoiada na disseminação de conhecimento e preparar o país para o desafio de fundar o crescimento na inovação tecnológica e assim adentrar a era do conhecimento. Será como pátria educadora que o Brasil dará um salto imprescindível para se tornar uma nação desenvolvida e justa com seu povo", afirmou.

Dilma elogiou Janine Ribeiro, um "ministro educador para uma pátria educadora", e o comparou a grandes educadores, entre eles Paulo Freire. "Tenho certeza que Renato irá criar, transformar, melhorar e fazer avançar a educação em nosso país", finalizou.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Dilma defende Petrobras e diz que ajuste não vai cortar programas do MEC

Luana Lourenço - Ao dar posse hoje (6) ao novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a presidenta Dilma Rousseff defendeu a Petrobras e os recursos do pré-sal que vão financiar a educação, e disse que as medidas do ajuste fiscal não irão atingir os programas essenciais do setor.

"Garanto às brasileiras e aos brasileiros que a necessidade imperiosa de promover ajustes na nossa economia, reduzindo despesas do governo, não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério da Educação", disse.

Segundo Dilma, os recursos dos royalties e do Fundo Social do Pré-Sal – que, por lei, serão destinados a investimentos em saúde e educação – já são uma realidade e que o modelo de partilha precisa ser defendido.

"Não é coincidência que, à medida que cresce a produção do pré-sal, ressurjam algumas vozes que defendem a modificação do marco regulatório que assegura ao povo brasileiro a posse de uma parte das riquezas. Não podemos nos iludir, o que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte", argumentou.

Dilma defendeu a "luta pela recuperação da Petrobras" para garantir a continuidade da exploração do pré-sal e a chegada dos recursos. A estatal vive a maior crise de sua história após a revelação de um esquema de corrupção na empresa. "Tenho a certeza que a luta pela recuperação da Petrobras que está em curso, tanto a luta quanto a recuperação, é minha, é do meu governo, e tenho certeza, interessa a todo povo brasileiro. O que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobras e do controle do pré-sal é a soberania do nosso país e da educação".

Renato Janine Ribeiro vai substituir Cid Gomes, que deixou o governo em março após se envolver em polêmica com o Congresso Nacional. Entre a demissão de Gomes e a posse do novo ministro, o Ministério da Educação estava sob o comando do secretário-executivo da pasta, Luiz Cláudio Costa.

Dilma agradeceu o trabalho de Gomes no governo e disse que confia na dedicação e competência de Ribeiro para conduzir o MEC a partir de agora. "Renato Janine Ribeiro é um ministro educador numa pátria educadora. Sua escolha traduz em simbolismo a minha maior prioridade para esses próximos quatro anos. Tenho certeza que ele irá criar, transformar, melhorar e fazer avançar a educação no nosso país ".

Professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro é formado em Filosofia pela mesma universidade, mestre pela Université Paris Pantheon-Sorbonne, doutor pela USP e pós-doutor pela British Library.

O novo ministro já foi membro do Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, secretário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, e diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

Também atuou como membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da USP e é membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/176020/Dilma-“pré-sal-não-é-promessa-é-realidade”.htm