sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lula critica dirigentes e dá recado ao PT: "humildade"

 

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula: Belo Horizonte- MG- Brasil- 06/02/2015- Ex-presidente Lula discursa em evento que comemora os 35 anos do PT. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Ex-presidente faz duro discurso ao PT durante comemoração pelos 35 anos de fundação do partido; Lula pede "humildade e coragem" ao seu partido, critica direções "burocráticas e pouco representativas" e requer julgamento de quem "traiu a confiança" dos militantes; intenção foi a de sacudir os brios e resgatar a garra dos petistas; Lula vai conseguir levantar a legenda que ele fundou e levou ao poder para novos voos?

7 de Fevereiro de 2015 às 21:10

247 – O ex-presidente Lula gosta de falar de improviso. Na passagem dos 35 anos do PT, entretanto, o fundador e maior líder de massas da legenda fez diferente. Num discurso estudado, cuidado palavra a palavra, ele procurou ser claro o suficiente para alertar a militância sobre os tempos duros em que se encontram e seus principais representantes e, ao mesmo tempo, dar o estímulo esperado para a necessária superação da adversidade. Entre chamamentos para a luta e a resistência, Lula também inseriu ordens para a humildade e a autocrítica.

- Temos a oportunidade histórica de elaborar um novo Manifesto do PT, capaz de traduzir nossos compromissos para os dias de hoje e para os próximos 35 anos, iniciou Lula, no pronunciamento mais esperado pela plateia de militantes que lotou o Minascemtro, em Belo Horizonte.

Ele prosseguiu:

- Isso exige humildade e coragem de cada um. Humildade para reconhecer o que é preciso mudar, e coragem para continuar mudando", disse.

Lula afirmou ainda que o PT não pode se acomodar. "

- Temos de compreender que foram os primeiros passos de uma jornada que vai nos levar muito longe, projetou.

Mas o momento não é nada fácil. Após ter toda a sua primeira geração de líderes abatida pelo chamado 'mensalão', o PT sofre agora com os estrondos da operação Lava Jato. O desafio é o de resgatar, como disse Lula, os ideais dos anos de fundação do partido, em 1980.

- Era um tempo – recordou Lula - em que lutávamos por democracia.

Lembrando o manifesto de fundação do partido, o ex-presidente conclamou o partido a resgatar os termos daquele "sonho" inicial:

- O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la, recitou Lula.

Em seguida, após citar outros parágrafos do manifesto original, convocou o partido a escrever uma nova página:

- O PT nasceu para mudar. O PT nasceu para ser diferente, resumiu Lula, apontando para uma volta às origens.

- A história do PT é nosso maior patrimônio, e essa história ninguém pode nos tirar, acentuou Lula.

O ex-presidente, ao chegar aos dias de hoje, não deixou barato para a oposição:

- Foi talvez a mais difícil campanha eleitoral que já enfrentamos, disse Lula referindo-se à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

- Certamente, a mais suja, completou. "Aquela em que nossos adversários utilizaram as piores armas para tentar nos derrotar".

Lula acentuou que os adversários do PT, com o PSDB à frente, tiveram, com "a quarta derrota eleitoral consecutiva", o despertar dos "mais baixos instintos".7

- Tiveram a ousadia de pedir recontagem dos votos e tentaram impugnar a prestação de contas da campanha e barrar a diplomação da presidenta, reclamou.

Lula procurou, à sua melhor maneira, tirar o PT das cordas, levando o partido a enfrentar o tema polêmico da operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras:7

- Desde o início da campanha eleitoral, nossos adversários manipulam uma investigação institucional, com o objetivo de criminalizar o PT, apontou.

- O que eles querem é paralisar o governo e desgastar o PT, a qualquer custo, prosseguiu.

Neste sentido, Lula reconheceu que o momento do partido é delicado, mas que um recuo motivado por abatimento frente as denúncias seria perder a batalha.

- Cabe ao PT repelir a mentira. A verdade é que foi o governo deles que tentou destruir a Petrobrás. E foi o nosso governo que a resgatou, retomou os investimentos que levaram à descoberta do Pré-Sal e fizeram da Petrobrás a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, argumetou.

Lula não se furtou a cobrar a apuração de cada caso de corrupção, ainda que nomes do partido sejam atingidos:

- Se alguém tiver traído a nossa confiança, que seja julgado e punido, dentro da lei, porque o PT, ao contrário dos nossos adversários, não compactua com a impunidade, acentuou.

Para ele, o processo de denúncias abalou o PT:

- Não é possível ignorar o desgaste, disse, para avançar por uma etapa de crítica à legenda.

- O verdadeiro problema do PT é que ele se tornou um partido igual aos outros. Deixou de ser um partido das bases para se tornar um partido de gabinetes. Há muito mais preocupação em vencer eleições, em manter e reproduzir mandatos, do que em vitalizar o partido, sublinhou.

Lula bateu duro nos comandos do partido:

- As direções, tanto as regionais quanto a nacional, tornaram-se burocráticas, pouco representativas da nossa base social, ou então apresentam uma representação meramente artificial de setores sociais, desferiu.

- Militantes e dirigentes tornam-se profissionais da política e dos governos, prosseguiu, para arrematar:

- Falando francamente: muitos de nós estão mais preocupados em manter – e se manter – nessas estruturas de poder do que em fazer a militância partidária que estava na origem do PT.

O presidente de honra do PT chegou a flar em "militância paga" como um vício petista sempre criticado na "política tradicional".

- É nesse ambiente que alguns, individualmente, cometem desvios que nos envergonham diante da sociedade e perante a história do PT, cravou Lula.

Ele deu um basta em alto e bom som:

- Penso que esse processo chegou ao limite no PT.

Para quem quis, foi fácil de ouvir. Lula pediu uma espécie de refundação do PT:

- Temos a oportunidade histórica de elaborar um novo Manifesto do PT. Isso exige humildade e coragem de cada um.

O recado foi dado. Lula quer que o PT se remove.

Fonte: Brasil 247

Quebra da economia em 2015 é iminente:Você está preparado ?

 
Dave Hodges

O mundo está à beira de um colapso econômico global. O que isso significa? A resposta simples é que ele não vai demorar muito até que cada país moderno seja consumido pela hiperinflação, resultando na queda da maioria das moedas de papel no planeta. Isto irá resultar em um desligamento econômico fatal. A fome será banalizada. Violência desenfreada irá ocorrer e, eventualmente, o mundo vai cair na III Guerra Mundial.

ECONOMIC MELTDOWN 2015 IS IMMINENT ARE YOU PREPARED

Eu tenho literalmente na ponta dos meus dedos indicadores econômicos de duas dezenas de o que demonstram que o colapso econômico total e global está à mão. No interesse da brevidade, eu só vou destacar dois desses indicadores e se estes forem os únicos indicadores, um colapso econômico ainda estaria no nosso futuro coletivo.

O Baltic Dry Index

bdi

The Baltic Dry Index (BDI) é absolutamente a melhor medida da saúde econômica global. O BDI é utilizado pelos economistas como um indicador econômico global líder porque ele prevê atividade económica no futuro. O BDI, usa o dólar como referência e mede a oferta global e da demanda correspondente para os embarques de commodities entre graneleiros. Commodities, sob a forma de matérias-primas, como grãos, madeira, carvão e metais preciosos formam a espinha dorsal do BDI. Ao longo do tempo, o BDI é o melhor indicador da saúde econômica global, porque, ao contrário do mercado de futuros, o BDI não se envolve em especulação, pois fornecem dados quase em tempo real sobre o que e o que está sendo enviado. As determinações do BDI são um indicador tão preciso da atividade econômica, porque as empresas não reservam mais cargueiros quando eles não têm carga para mover. Em suma, o BDI é a medida de pressão arterial financeira do mundo. O BDI era dito ser um dia que ia longe de atingir o seu ponto mais baixo. Em última análise, o que o BDI diz aos economistas é que estamos caminhando para uma depressão que vai fazer 1929 olhar como um piquenique de formigas. O BDI caiu em 43 dos últimos 47 dias.
Vamos olhar para este problema através da lente do senso comum. Se as matérias-primas não estão sendo transportados em número suficiente como o BDI está começando a indicar, o que vai acontecer com a fabricação? Para a multidão dissonânte e cognitiva, por favor, tire os óculos coloridos de rosa choque e honestamente responda a esta pergunta, o que significa baixo BDI para a fabricação? Baixo BDI significa baixa de fabricação, ponto final! Por sua vez, isto significa menos produtos acabados que chegam ao mercado. Por favor, note que o BDI inclui grãos em sua análise. Com menos grãos que está sendo enviado ao mercado para ser embalado e distribuído para a sua tomada de supermercado, isso vai levar a grave escassez de alimentos. Este não é o medo de fautor, este é simples Economics 101.
Quando o efeito completo deste acidente de trem iminente é sentida, não haverá um governo no mundo civilizado que estarão a salvo de assassinato. Eu sei, alguns de vocês vão dizer que isso nunca vai acontecer. Bem, vamos dar uma olhada no que Paul Craig Roberts está dizendo sobre as condições na Grécia.

Crise económica da União Europeia
Dois dias atrás, o euro recuou 1,3% em um dia em relação ao dólar, deixando muitos bancos europeus temendo que o fundo está caindo para fora da economia da União Europeia. Do Business Insider, Sam Ro afirmou que os bancos gregos já não podem trocar os títulos do governo humilde com classificação da Grécia pelo dinheiro na União Europeia. Em outras palavras, a União Europeia acaba de anunciar o dinheiro da Grécia ser inútil. O que mantém uma economia, em perigo, rolando no dia após dia? As razões são puramente psicológicas. Um grego aceita notas de banco grego a partir de outro banco grego, porque eles têm confiança de que o papel-moeda pode ser trocado por produtos e serviços. Quando os cidadãos gregos perdem a confiança em sua capacidade de usar o papel-moeda em troca de bens e serviços, a economia grega vai totalmente entrar em colapso. A recente decisão da União Europeia de não honrar o papel-moeda grego colocou em vigor uma série de dominós que culminarão em que os gregos não terão uma moeda de papel para uso diário. A menos que a União Europeia inverte sua posição, a economia grega poderá estar alguns dias longe do colapso total. E nestas circunstâncias altamente voláteis, a anarquia se seguirá.
A situação na Grécia é tão calamitosa mas tão calamitosa que Paul Craig Roberts está falando abertamente sobre a possibilidade real de que o governo grego será assassinado. Roberts acredita que é muito possível que o povo grego vai virar as costas para o Ocidente e vai aceitar a oferta da mãe Rússia para se tornar um membro dos BRICS, sob a esfera de influência russa como Roberts indica.
"Isso faz com que seja difícil fazer um acordo com o novo governo grego para melhorar as condições impostas à Grécia. Por isso, faz a UE inflexível. Essa inflexibilidade dá à Grécia as cartas para dizer: 'Nós não estamos a jogar o seu jogo -. Nós vamos jogar um jogo diferente e aceitar a oferta da Rússia "
Para piorar a situação na Grécia, na quarta-feira, 4 de fevereiro, 2015, o preço do petróleo despencou mais de 8% no que poderia facilmente vir a ser a gota que fez transbordar o copo.

Grécia à beira de um colapso financeiro completo e total.

oil plunging

Eurozone collapse is inevitable.

Colapso da Zona Euro é inevitável.

Espanha e economia da Irlanda estão à beira do colapso e tem estado assim desde o verão passado. Alemanha, França e Itália serão melhor para estar na esfera de influência russa dada a sua dependência de remessas de gás russo para estas três economias. Em suma, a União Europeia não vai sobreviver.
Ainda tem de ser determinada a data da morte da União Europeia. No entanto, é apenas uma questão de tempo. E se a afirmação de Paul Craig Roberts de que o governo grego será assassinado e a vinda da anarquia, quanto tempo é que vai ser até a violência atravessa em Espanha, Irlanda, Itália e, em seguida, consome o resto da Europa?
A incompatibilidade da imigração muçulmana já trouxe a violência às ruas da Suécia, França e vários outros países europeus e vai agravar as condições econômicas. A Europa está preparada e pronta para um colapso total e com a saúde da economia americana, não há nenhuma maneira que nós podemos salvar os backsides financeiros de nossos parceiros de treino. No final do dia, eu acho que a previsão de Paul Craig Roberts pode ser mansa. O governo grego não será o único governo correndo para se esconder quando a merda econômica proverbial atinge o ventilador, a violência vai se espalhar por toda a Europa como Ebola por toda a África Ocidental.

resumo
Tenha certeza de que agentes de inteligência de Putin estão em todas as partes na violência Europeia em fermentação de capital como a solução para o caos.A ebulição econômica que se seguiu embora Putin foi colocado em um canto, está se tornando claro para ver por que ele não atacou os militares pró-ativos, a esfera econômica e ações políticas de países como a Ucrânia. Putin pode estar a descobrir que tudo o que ele tem a fazer é sentar e deixar a natureza seguir seu curso.
Você está preparado para o que está chegando? Você já armazenando alimentos, água e fez acordos de proteção com seus vizinhos. Você e sua família preparam -se espiritualmente? Estamos na verdade não a 3 mas a 30 segundos para a meia-noite, estamos fora do tempo.
Em resumo, vou reiterar o que já disse muitas vezes antes:
Este sistema bankster tem prazo e não funciona para você e eu mais uma vez, levará o seu dinheiro de seus bancos, deixando você longe de fazer compras em lojas de globalistas como Walmart e comecem a negociar e permutar e cultivar seu próprio alimento. Para fazer o contrário, é continuar a participar de um jogo manipulado que culminará com a sua destruição!

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Paz ou Guerra total. Clima entre potências anda bem tenso a partir da Ucrânia

 
UCRÂNIA X RÚSSIA: REUNIÃO DE PAZ AGENDADA! EM CASO DE FALHA, PODERÁ HAVER GUERRA TOTAL ENTRE OTAN E RÚSSIA!

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Quando os líderes alemães e franceses se encontrarem esta tarde com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin em Moscou, pode ser a última chance de voltar a uma resolução pacífica da Ucrânia. Se Putin não mostrar disponibilidade para apoiá-la, existe a ameaça de uma crescente guerra que poderá, eventualmente, evoluir para uma guerra entre o Ocidente e a Rússia.

Apesar de Kiev e Moscou, anunciarem hoje um surpreendente cessar-fogo, a evolução da Ucrânia oriental é grave. Uma ofensiva dos separatistas parece prosseguir apoiados por armas e soldados russos e forças laterais do governo parecem lotados. Já, mais de 5.400 pessoas foram mortas nos combates no leste da Ucrânia e a destruição e sofrimentos de civis são extensas.

A AMEAÇA DE GUERRA TOTAL

O presidente francês, François Hollande, disse ontem que temos uma guerra limitada e que se trata de evitar a guerra total. A chanceler alemã, Ângela Merkel, realizou uma série de conversas telefônicas diretamente com o presidente russo, mas ela já havia dito que ela não viaja diretamente para uma reunião com Putin em Moscou até que tenha esperança para algum tipo de solução.

Em Munique começa hoje a grande conferência anual de segurança.

- A visita a Moscou é uma última tentativa de obter um cessar-fogo para trabalhar, se eles voltarem com as mãos vazias, a situação será agravada, diz sobre a Conferência o Coordenador de Segurança Wolfgang Ischinger.

EUA PRONTOS PARA ENVIAR ARMAS

Diplomatas de diversos países da UE, que falam de forma anônima, disseram que se as negociações falharem hoje, eles assumem que os EUA vão começar a fornecer armas defensivas, como mísseis anti-tanque para o exército da Ucrânia. Vários expressam ceticismo sobre Vladimir Putin porque ele já tinha feito concessões para evitar sanções econômicas mais rigorosas, mas depois de algum tempo, as armas russas e os soldados continuavam a chegar aos separatistas no leste da Ucrânia.

Fornecimento de armas dos Estados Unidos é visto como uma escalada e prova de que estão os EUA e o Ocidente por trás da guerra na Ucrânia.

GUERRA RÚSSIA X OCIDENTE

O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) entrevistou o ex-ministro das Relações Exteriores Carl Bildt hoje na conferência e que ele estava expressando uma condição de advertência.

- A guerra entre o Ocidente e a Rússia, infelizmente, já não é impensável. A situação é muito perigosa, não é apenas sobre a Ucrânia, mas sobre a Rússia e todo o futuro da Europa, diz Carl Bildt na entrevista.

- Se a Rússia consegue desestabilizar a Ucrânia, não vai ficar apenas lá, mas toda a segurança de estabilidade europeu está ameaçada, de acordo com Carl Bildt.

FONTE: http://www.svt.se/nyheter/varlden/moskva-motet-sista-chansen-annars-upptrappat-krig

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Dívida Global próxima dos $200 TRILHÕES

 

Os governos, as famílias com mais dívida do que antes da Grande Recessão!

Kit Daniels
PrisonPlanet.com
February 6, 2015

O Total global de divida está agora em um record de $199 trilhões, um aumento de 57000000000000 dólares desde a Grande Recessão, levantando preocupações de uma profunda depressão está chegando.

Global Debt Nears $200 TRILLION houseofcards221

Governo, empresas e endividamento das famílias ter explodido pelo menos 47 países e "todas as grandes economias têm hoje maiores níveis de endividamento em relação ao PIB do que eles fizeram em 2007", de acordo com um relatório da McKinsey & Company.
"Após a crise financeira de 2008 e da recessão global mais longa e profunda desde a Segunda Guerra Mundial, foi amplamente esperado que as economias do mundo seria desalavancagem. Isso não aconteceu ", afirmou o relatório. "Em vez disso, a dívida continua a crescer em quase todos os países, tanto em termos absolutos e em relação ao PIB."
A casa relatório que 80% de todos os países têm maior endividamento das famílias, a dívida pública é de até 25 trillion dólares desde a Grande Recessão e dívida da China quadruplicou nos últimos oito anos.
"Níveis insustentáveis de endividamento das famílias nos Estados Unidos e um punhado de outras economias avançadas estavam no centro da crise financeira de 2008", acrescentou o relatório. "Entre 2000 e 2007, o rácio da dívida das famílias em relação à renda aumentou em um terço ou mais nos Estados Unidos, o Reino Unido, Espanha, Irlanda e Portugal. Esta foi acompanhada por, e contribuiu para o aumento dos preços da habitação ".

"Quando os preços da habitação começou a diminuir e que a crise financeira ocorreu, a luta para manter-se com esta dívida levou a uma forte contração do consumo e uma profunda recessão."
E isso não é de mencionar a crise iminente derivados.
Um derivado é uma aposta legal sobre o valor futuro ou o desempenho de uma entidade, como um ativo, índice ou uma taxa de juros, mas em outras palavras, um derivado, ao contrário de ações e títulos, não é um investimento em algo que realmente existe .
Para colocar isso em perspectiva, imagine derivativos como as apostas em uma corrida de cavalos e Wall Street como um gigantesco cassino onde todas estas apostas estão ocorrendo.
E para realmente levar para casa o perigo, aqui está uma lista dos cinco maiores bancos em os EUA, comparando seus ativos totais versus a exposição de cada banco tem em derivados (Terceiro Trimestre de 2014, Escritório do Controlador da Moeda):

Citibank
Ativo Total: $ 1,377,620,000,000 (1,4 trilhão)
Exposição a Derivativos: $ 70,254,978,000,000 ($ 70300000000000)
JP Morgan Chase
Ativo Total: $ 2,008,808,000,000 (US $ 2 trilhão)
Exposição a Derivativos: $ 65,307,835,000,000 ($ 65300000000000)
Goldman Sachs
Total de ativos: 111.758 milhões dólares (111.800 milhões dólar)
Exposição a Derivativos: $ 48,694,949,000,000 (48700000 milhões dólares)
Bank of America
Ativo Total: $ 1,524,575,000,000 (1500000000000 $)
Exposição a Derivativos: $ 37,505,160,000,000 ($ 37500000000000)
Wells Fargo
Ativo Total: $ 1,482,815,000,000 (1500000000000 $)
Exposição a Derivativos: $ 5,145,161,000,000 ($ 5100000000000)

Eventualmente, com esta quantidade excessiva de risco versus ativos, esses grandes bancos irão travar o mercado e garantir a derivados de pânico venham a destruir completamente o que resta da economia mundial.
"Nós estamos em pior forma economicamente do que apenas antes da crise financeira de '08," Peter Schiff, o corretor de investimento que previu com precisão o colapso de 2008, disse no Alex Jones Show. "Nós estamos pior do que estávamos , no auge da bolha da NASDAQ em 2000."
"Nós estamos no pior momento do que estávamos a caminho da grande depressão na década de 1930".

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O cúmulo da desfaçatez: “roubei porque fui obrigado”, diz o ladrão Costa

 

4 de fevereiro de 2015 | 20:08 Autor: Fernando Brito

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A sessão diária de piadas mórbidas da Lava Jato não terminou.

Hoje, Paulo Roberto Costa, o ladrão-mor da Petrobras, apresentou uma defesa comovente.

Disse que “sucumbiu às exigências partidárias” e virou ladrão para poder ser diretor da empresa.

Tadinho.

“Infelizmente, infelizmente – eu me arrependo amargamente, porque estou sofrendo isso na carne, estou fazendo minha família sofrer –, infelizmente, aceitei uma indicação política para assumir a Diretoria de Abastecimento. Infelizmente. Estou extremamente arrependido de ter feito isso! Se tivesse oportunidade de não o fazer, não faria novamente isso.”

Chega a dar pena…

Qualquer hora vão dizer que Paulo Roberto Costa, consumido pelas amarguras e pelo sofrimento da família – afinal, não é desgostoso ver mulher, filhas e genros todos faturando alto em negociatas? – foi a um igreja e confessou-se ao padre.

Saiu dali decidido e foi, de braços estendidos, ao Juiz Sérgio Moro, pedindo: algeme-me, Excelência, eu pequei…

Ninguém rouba obrigado, senão sob a mira de armas ou porque a fome corta o estômago.

Muito menos rouba dezenas de milhões de reais, bota em contas no estrangeiro, vive à tripa forra.

O ladrão de um transeunte “merece” – não é Sheherazade? – ser linchado, mas o ladrão Costa é capaz de receber um monumento.

“Roubei obrigado para realizar meu sonho de ser diretor”.

Ora, vá plantar batatas, seu Costa.

Ao longo de sua história, a Petrobrás teve dúzias e dúzias de diretores que não roubaram.

Vá ver como vive o Guilherme Estrela, o homem que descobriu o pré-sal, vá!

Mas Costa não é o pior.

Pior que ele são os “homens honestos” que compactuam com esta pantomima.

Uma gente que apregoa a moral, mas se desmancha em rapapés a um canalha deste tipo.

Um ladrão e um ladrão que rouba o povo brasileiro e que faz este teatro nojento de se dizer “arrependido”, embora, claro – Deus nos livre! – não tenha se jogado pela janela.

Alguém aí quer apostar que Costa- logo, logo – estará livre, leve e solto?

Que não vai, como nós, mortais, ter de armar uma barraquinha de camelô, para dar de comer à família?

Não, tanto que pagou uma fiança de R$ 5 milhões para poder comparecer, livre, ao Juízo.

Paulo Roberto Costa está, escancaradamente, comprando a sua absolvição, na prática.

Que um bandido tente isso, é, reconheço, compreensível.

Que a Justiça do meu país e o jornalismo, que é minha profissão, aceite isso, candidamente, embrulha meu estômago.

Tijolaço

Não é o petróleo, é a política. Produção brasileira é recorde.

 

4 de fevereiro de 2015 | 12:20 Autor: Fernando Brito

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E desde quando “o problema” da Petrobras é petróleo?

É política, sim, senhor.

Saiu hoje o boletim de produção de petróleo e gás da ANP.

Recorde, outra vez.

Pela primeira vez a produção total brasileira superou o equivalente a 3 milhões de barris diários.

Um crescimento de 18% em um ano, de dezembro a dezembro, de 18%.

92% disso de poços da Petrobras.

O pré-sal com apenas 47 poços operando (um nada, só Libra terá 100 poços), produziu, entre petróleo e gás, 815,8 mil barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 11,2% em relação ao mês anterior e, anote aí, 93% mais que a um ano.

Dobrou a produção.

Nenhum país, no mundo, teve este desenvolvimento sustentado de sua produção.

Nenhuma empresa tem números sequer comparáveis aos que tem, em aumento de produção, a Petrobras.

O que a Petrobras tem, e maior que sua capacidade técnico-operacional, é inimigos.

E os ratos que roeram comissões lá dentro são os menores.

Muito piores são os “gatos” que, usando-os como razão, querem tirar as castanhas do fogo.

Não basta tirar petróleo.

Isso a Petrobras faz como ninguém.

É preciso furar a onda política que se levanta contra nossa maior empresa.

Tijolaço

Finalmente, a Folha descobre que “nível do Cantareira” é marotagem da Sabesp

 

5 de fevereiro de 2015 | 14:11 Autor: Fernando Brito

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O colunista Maurício Tuffani, da Folha, publica hoje a constatação, feita por especialistas em engenharia hidráulica, de que os índices – por si só já dramáticos – sobre o armazenamento de água no Sistema Cantareira, são irreais.

E a razão é simples = e foi apontada em 16 de maio do ano passado (!!!) por este modesto blog. Embora o próprio Tuffani tenha alertado sobre o fato de que “Sabesp e grupo de crise divergem sobre nível de água do Cantareira”, o jornal – e toda a mídia – “embarcaram” no conto dos números.

É que a Sabesp não soma ao total do volume de 982,07 bilhões de litros de capacidade útil do sistema 0s 287,5 bilhões da primeira e, depois, da segunda “cota” de “volume morto”.

É como se você tivesse uma conta bancária que poderia estar em mil reais, mas ela secou. Como o banco lhe deu, com as bombas-gambiarra, um limite de cheque especial de 287 reais e a conta “só” está 237 reais no negativo, dizer que você ainda tem, porque dá para raspar mais 50 reais, 5% de seu dinheiro.

É só olhar no ótimo gráfico do site Apolo 11

Essa irresponsabilidade – que vai sendo aplicada, aliás, também no plano da geração de energia elétrica, no Governo Federal – contribui para que as pessoas não tenham noção da gravidade do problema.

E como o governador Geraldo Alckmin, com a ajuda da mídia amiga, foi, de marotagem em marotagem, empurrando o problema, adivinhem no colo de quem ele vai cair quando, daqui a alguns meses – depende da chuva – os 50 reais tiverem se acabado?

Ganha, como diz o Elio Gaspari, um banho de chuveiro quem adivinhar.

Tijolaço

Como cozinhar um governo

 

5 de fevereiro de 2015 | 12:10 Autor: Fernando Brito

caldeirao

O “parecer” do advogado de Fernando Henrique Cardoso foi – ainda que antes da hora – como aquela colher do caldo que se tira da panela para ver se o cozido já está “no ponto”.

O que cozinha, já ficou claro, é o governo – sempre é bom repetir, eleito pelo voto popular – de Dilma Roussef.

É verdade que foi posto a cozinhar faz tempo, mas – passadas as férias de janeiro, porque ninguém é de ferro – o fogo foi, como eras esperado, levantado e arde em volta do panelão como uma fogueira.

Era esperado, aliás, por todos, talvez menos pela senhora Presidente, que deixou de aproveitar a força de um governo que se reinstala para criar um mecanismo de freios e contrapesos que tornasse a situação política, ao menos, equilibrada.

Achou, talvez, que dar o ministério da Fazenda a Joaquim Levy bastaria para a acalmar a matilha.

Embora aqui e ali com medidas corretas – e um lote de tolices junto e misturado – os sinais foram claros, quase uma promessa de que terão todas as políticas que desejam.

Mas isso é inútil.

Não percebeu que o que a matilha deseja não é um ministério, ela quer o governo que não consegue agarrar pela boca das urnas, tal e qual sempre ocorreu, neste país, com a UDN.

Dilma sumiu-se, calou-se e dá a todos a impressão de que está aturdida.

Embora, a si mesma, possa estar vendo como estóica.

O meu caro Ricardo Kotscho, a quem a natureza pessoal e o tempo impedem análises radicais e imprudentes, diz hoje, com toda a razão:

Isolada, atônita, encurralada, sem rumo e sem base parlamentar sólida nem apoio social, contestada até dentro do seu próprio partido, como estará se sentindo neste momento a cidadã Dilma Rousseff, que faz apenas três meses foi reeleita presidente por mais quatro anos? Ou, o que seria ainda mais grave, será que ela ainda não se deu conta do tamanho da encrenca em que se meteu?

Nem ela, nem o PT, que pela sua natureza pequeno-burguesa, não consegue entender que as “instituições republicanas”, no Brasil, refletem a república excludente, elitista e, mais do que nunca nestes tempos, regida pela mídia dominante.

Ou será que não acreditam que, desta vez, as tropas inimigas de um projeto progressista e socialmente justo de Brasil não vão parar, como fizeram os americanos na primeira “Tempestade no Deserto”, às portas de Bagdá?

Que desta vez o alvo estratégico, mais do que ela, é Lula.

É impressionante a falta de reação, inclusive à “porta aberta” que se tornou o seu próprio gabinete, no qual as (in)decisões são tomadas diante da reportagem da Folha, o que reduz, se é que não aniquila, a eficácia que possam ter as mudanças.

Porque quem irá se apresentar para estancar a crise imposta ao Governo se, até ao ser lembrado, já enfrenta contestação de grupos palacianos ou, até, para usar a expressão dos jornais, “resistências” da própria chefe do Governo?

Lamento ter de voltar ao texto do Kotscho:

“É duro e triste ter que escrever isso sobre um governo que ajudei a eleger com meu voto, mas é a realidade.”

Tijolaço

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Juristas enterram parecer de Ives Gandra e FHC

 

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4 de Fevereiro de 2015 às 19:29

Conjur - O parecer do jurista Ives Gandra que aponta a possibilidade jurídica de impeachment da presidente Dilma Rousseff está errado. É o que dizem Lenio Streck, ex-procurador de Justiça, professor e advogado; Marcelo Cattoni, doutor em Direito e professor da UFMG; e Martonio Mont’Alverne Barreto Lima, doutor em Direito e professor da Unifor-CE.

Em artigo enviado à revista eletrônica Consultor Jurídico, eles apontam que a tese defendida por Gandra é inconstitucional, pois usa elementos jurídicos para justificar uma decisão política. O artigo cita ainda o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Moreira Alves, segundo quem "um processo de impeachment não é o espaço onde tudo é possível".

Leia o artigo:

O jurista Ives Gandra elaborou parecer, dado a público, sustentando existirem elementos jurídicos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Diz o professor que “apesar dos aspectos jurídicos, a decisão do impeachment é sempre política, pois cabe somente aos parlamentares analisar a admissão e o mérito”. Diz, em síntese, que é possível o impeachment porque haveria improbidade administrativa prevista no inciso V, do artigo 85, da Constituição Federal: “o dolo nesse caso não é necessário”. Mais: “Quando, na administração pública, o agente público permite que toda a espécie de falcatruas sejam realizadas sob sua supervisão ou falta de supervisão, caracteriza-se a atuação negligente e a improbidade administrativa por culpa. Quem é pago pelo cidadão para bem gerir a coisa pública e permite seja dilapidada por atos criminosos, é claramente negligente e deve responder por esses atos”.

Para resumir ainda mais, Ives Gandra quis dizer que comete o crime de improbidade por omissão quem se omite em conhecer o que está ocorrendo com seus subordinados, permitindo que haja desvios de recursos da sociedade para fins ilícitos. Simples assim.

É o relatório, poderíamos assim dizer, fosse uma sentença.

Preliminarmente, é necessário deixar claro que falar sobre impeachment de um(a) presidente da República de um país de 200 milhões de habitantes não é um ato de torcida. Ou se faz um parecer técnico, suspendendo os seus pré-juízos (Vor-urteil) ou se elabora uma opinião comprometida ideologicamente. Mas daí tem de assumir que não é técnico. O que não dá para fazer é misturar as duas coisas: sob a aparência da tecnicidade, um parecer comprometido. Vários leitores da ConJur detectaram bem esse problema no parecer do ilustre professor paulista.

De todo modo, vamos falar um pouco sobre isso. Afinal, existe literatura jurídica (doutrina e jurisprudência) que confortam facilmente uma tese contrária à do parecerista.

Já de saída, ao dizer que há argumentos jurídicos para sustentar uma tese política, Gandra mistura alhos com bugalhos. No caso, Gandra usa a política como elemento predador do direito. Aliás, o Direito tem de se cuidar dos inúmeros predadores exógenos e endógenos. Os principais predadores exógenos são: a política, a moral e a economia. O direito não pode ser reduzido, sem as devidas mediações institucionais a um mero instrumento à disposição da política. Além disso, há um sério problema de teoria da constituição no argumento do parecerista. Ele talvez compreenda mal o papel da Constituição democrática. Pois se de um ponto de vista sistêmico a Constituição é um acoplamento estrutural entre direito e política, isso pressupõe, por um lado, uma diferenciação funcional entre direito e política e, por outro, prestações entre ambos os sistemas, de tal forma que o direito legitime a política e esta garanta efetividade ao direito. Assim, a Constituição é parâmetro de validade para o direito e de legitimidade para a política.

Para além de um ponto de vista sistêmico ou funcionalista, do ponto de vista da teoria da ação a Constituição é a expressão, no tempo, de um compromisso entre as forças políticos sociais, não resta dúvida. Mas todo compromisso, enquanto promessa mútua, possui um sentido performativo de caráter ilocucionario ou normativo: a Constituição constitui; ou seja, é a expressão da auto constituição democrática de um povo de cidadãos que se reconhecem como livres e iguais.

O que, em outras palavras, significa que a Constituição é uma mediação, no tempo, entre Direito e política. Falar em elementos jurídicos que justificam uma decisão política, nos termos do argumento de Gandra, pressupõe o argumento autoritário de um direito como instrumento da política. Esse é o busílis do equívoco do professor. Assim, ao invés de mediação, o que ocorre é um curto-circuito entre Direito e política no plano constitucional, chame-se isso de colonização do Direito pela política, corrupção do código do Direito pela política, ação predatória da política no Direito, ilegitimidade política ou, simplesmente, defesa de uma tese inconstitucional!!

O curto-circuito detectado pelos leitores da ConJur
Onde está o curto-circuito no argumento do professor Gandra? Observemos como nem é necessário lançar mão de grandes compêndios sobre a matéria. Vários leitores da ConJur mataram a charada. O comentarista G. Santos (serventuário) escreveu: “O Professor mistura lei de improbidade com lei de crimes de responsabilidade. Lança mão do vago art. 9º, 3, da Lei 1079/50 para justificar seu parecer de que se admite crime de responsabilidade culposo, e, pior, chega a afirmar que o art. 85, V da CF seria auto-aplicável! Só que o parágrafo único do mesmo artigo é expresso ao prescrever que "Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento".

E complementa o nosso leitor conjurista: “A parte final do parecer é assustadora. Quando o Professor vai ‘aos fatos’, não consegue disfarçar sua parcialidade, concluindo que está caracterizado crime de responsabilidade culposo, e fundamenta no art. 11 da Lei de Improbidade!
Cria um tertium genus com o uso indiscriminado da Lei 1.079 com a lei 8429, sem sequer mencionar os entendimentos do STF e do STJ sobre o tema”. Bingo, G.Santos.

Já o comentarista Jjsilva4 (Outros), diz: “Com a devida vênia, os crimes de responsabilidade, de nítida natureza penal, não se presumem culposos, como qualquer outro (art. 18, parágrafo único do CP), não se podendo inferir negligência imprudência ou imperícia como pressupostos da improbidade prevista no art. 4, V da Lei 1.079/50, sob pena de grave afronta a toda teoria geral de direito penal elementar, que se aprende no segundo ano da faculdade.
Da mesma forma, não dá para querer interpretar o art. 85 da CF a partir da Lei 8.429/92, que é lei derivada da Constituição, mas apenas o contrário, o que não leva a conclusão alguma a respeito do cometimento de crime. Concluo que há no douto parecer forte carga ideológica que acaba por sacrificar a técnica jurídica. Não sei se prevalecerá, se persuadirá os políticos e a comunidade jurídica em geral. A conferir.” Bingo, JSilva.

Finalmente, o comentarista Hélder Braulino, com jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, mostra que somente os tipos do artigo 10 admitem civilmente a forma culposa. O crime culposo exige previsão na lei e não pode ser implícito. A omissão da Lei 1.079/50 vem seguida do advérbio "dolosamente" e a não responsabilização dos subordinados se dá "de forma manifesta (artigo 9º, incisos 1 e 3). O que se diz por "manifesto" é incompatível com qualquer das modalidades da culpa (imperícia, negligência ou imprudência). A governanta não os pune mesmo quando atuam de forma "manifesta". O que vem a significar "forma manifesta" afasta a figura culposa. O leitor Hélder encerra mostrando que a omissão mencionada na Lei de Improbidade é, mesmo, dolosa.

Portanto, só com os argumentos dos leitores da ConJur já é suficiente contestar o parecer do ilustre professor. Por isso, este artigo é uma pequena homenagem aos leitores, para mostrar como uma tese desse jaez “bate” na comunidade jurídica. Bate e rebate. Os leitores já bem demonstraram isso. Parabéns aos comentaristas da ConJur, que dia a dia se aprimoram.

De todo modo, numa palavra final, gostaríamos de trazer a lume o que disse o ministro José Carlos Moreira Alves, quando do julgamento do MS 21.689-DF: um processo de impeachment não é o espaço onde tudo é possível. Bingo, ministro Moreira Alves!

Podemos ser contra ou a favor da presidente. Podemos dela gostar ou desgostar. Mas, na hora de discutirmos uma coisa importante como é o impeachment, temos de colocar de lado os nossos pré-juízos, fazendo uma epoché. Afinal, somos juristas para quê?

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/169032/Juristas-enterram-parecer-de-Ives-Gandra-e-FHC.htm

Renan a Aécio: "tenha dimensão da democracia"

 

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Foi bastante tensa a sessão do Senado nesta quarta (4); o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bateram boca com até troca de dedo em riste e berros no plenário; irritado com a estratégia do peemedebista na formação da Mesa Diretora, Aécio disse que Renan só será presidente dos senadores que o elegeram; frase de Aécio equivale a dizer que Dilma Rousseff só é presidente dos que nela votaram; Renan retrucou e afirmou que tucano precisa ter melhor "dimensão da democracia"

4 de Fevereiro de 2015 às 21:36

247 - Foi bastante tensa a sessão do Senado nesta quarta-feira (4) para tratar da eleição de cargos na Mesa Diretora. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bateram boca com até troca de dedo em riste e berros no plenário.

Irritado com a estratégia de Renan para excluir dos postos o PSDB e o PSB, que fizeram oposição a sua reeleição, Aécio acusou Renan de "apequenar" o Senado. O peemedebista rebateu o colega e ironizou o fato do tucano ter perdido a eleição presidencial.

Após as negativas de Renan aos apelos dos oposicionistas para reavaliar a situação, no microfone, Aécio cobrou o peemedebista.

"Vossa excelência será o presidente dos ilustres senadores que o apoiaram, mas Vossa Excelência perde a legitimidade de ser presidente da oposição. Vossa Excelência apequena essa Presidência", afirmou o tucano.

Renan respondeu lembrando que Aécio foi derrotado na disputa pela presidência em 2014 e o acusou de ser estrela. "É bom que Vossa Excelência esteja dizendo disso! Foi candidato à Presidência! Por isso deu no que deu, porque é estrela", provocou o peemedebista.

O tucano retrucou: "Perdi de cabeça erguida. Olho nos olhos do cidadão, eu falo com a população brasileira. Vossa excelência perdeu a dignidade desse cargo".

O embate foi encerrado com Renan cobrando respeito: "Tenha dimensão da democracia".

Brasil 247

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC

 

Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

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Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial

O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.

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“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.

Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa

O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.

Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!

O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.

A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.

Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral

A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente

O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.

São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

Plano Brasil

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/02/wikileaks-revela-sabotagem-contra.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Vamos anular nosso voto até a aprovação de uma verdadeira reforma eleitora?

Jacinto Pereira de Souza

Estive acompanhando um pouco das discursões e votação na Câmara Federal nesta terça feira e a maioria dos parlamentares estavam defendendo que o financiamento privado de campanha continuasse como está. Outros aspectos da reforma eleitoral, como o voto facultativo, reeleição, coligações, a criação de novos partidos, voto distrital e tantos outros aspectos que precisam serem mudados, nem foram citados nas discursões. Por isso, eu proponho a todos os eleitores desse maravilhoso País, votar em branco ou anular o voto em todas eleições partidárias, até que o Congresso Nacional aprove uma reforma eleitoral ampla, de forma que a Democracia seja respeitada, assim como os Direitos dos Cidadãos honestos desta grande nação. Nós somos obrigados à comparecer às urnas, mas não somos obrigados a votar em quem quer que seja. Respeito é bom e nós, Cidadãos Brasileiros, merecemos. Chega de sermos usados para validar a farra desses políticos aproveitadores. O apelo está feito.

Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

por : Paulo Nogueira

Tudo sob controle

Tudo sob controle

Um amigo meu pergunta no Facebook: “O que a Dilma quer? Convencer todo mundo de que a Petrobras tem que ser privatizada?”

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Entrei na conversa.

“Acho que a pergunta certa é: o que a mídia quer com esse bombardeio? Compare com a Sabesp, que está prestes a deixar os paulistanos sem água para dar descarga e ninguém fala nada.”

A Petrobras, para os conservadores, deixou de ser uma empresa petrolífera. Ela se transformou no caminho mais curto para ataques a Dilma e ao PT.

É para isso que a Petrobras serve, hoje: é um instrumento para desestabilizar o governo petista.

Os fatos são minuciosamente escolhidos e manipulados.

Companhias gigantes com ações nas bolsas oscilam extraordinariamente de valor, em certas circunstâncias.

O petróleo enfrenta uma situação particularmente complicada: há um excesso de oferta.

Os preços desabaram.

Os países produtores, agrupados na OPEP, decidiram, até aqui, não responder ao problema com o mecanismo clássico de redução da oferta.

Dentro desse horizonte, todas as empresas do ramo sofrem.

Seu produto vale menos, e consequentemente suas ações também.

Este é o drama real da Petrobras – e de todas as empresas que produzem petróleo.

Todas elas valem menos agora do que valiem antes da recente crise petrolífera. São oscilações de bilhões de dólares.

Normalizada a situação, com o petróleo voltando aos patamares habituais, o valor das empresas oscilará positivamente em vários bilhões de dólares.

Por isso, não adianta você pegar um quadro atípico para tirar conclusões.

Mas é o que a mídia faz, não com o intuito de “salvar a Petrobras”, mas para afundar o PT.

Por mais doída e constrangedora que seja, a questão da corrupção responde apenas por uma parte mínima da perda de valor das ações da Petrobras.

Quando o mercado se normalizar, a Petrobras voltará a valer o que valia antes, bem como todas as corporações do ramo.

A diferença é que o processo de valorização não será notícia.

A Petrobras é sólida o bastante para enfrentar intempéries.

O barulho incessante em torno dela contrasta com o silêncio obsequioso em relação à Sabesp.

O cidadão não é diretamente afetado pela alta ou baixa do petróleo. Mas quando uma empresa que deveria fornecer água entra em colapso, aí sim você tem uma situação de calamidade.

É a escola que pode parar de funcionar. É o banho que pode deixar de ser tomado. É a empresa que pode carecer de água para funcionar.

O drama vinha vindo, sabe-se hoje. No entanto, não foram tomadas providências que reduziriam as ameaças que pairam agora sobre os paulistas.

O motivo da inação criminosa chama-se eleição.

Alckmin não queria correr o risco de perder votos caso houvesse algum tipo de corte na água da população.

Depois, a conta viria, como veio. Mas aí as eleições já teriam passado.

Em nenhum momento a imprensa, ao longo da campanha, cobrou de Alckmin atitudes de interesse público.

A explicação benevolente para isso é que a mídia não tinha noção da gravidade das coisas.

Aí seria um caso de inépcia monumental.

A explicação mais provável é que a imprensa não estava interessada em aprofundar um assunto que poderia custar o cargo do amigo Alckmin.

E assim chegamos ao que estamos vendo agora.

Todos os holofotes se concentram na Petrobras, para a qual tudo se normalizará assim que os preços do petróleo no mercado mundial se restabelecerem.

Enquanto isso, a Sabesp de Alckmin é uma nota de rodapé – ainda que possa faltar aos paulistas água para dar descarga.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

New York Times diz que EUA ainda espionam Dilma

 

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Reportagem publicada pelo jornal "New York Times" nesta terça (3) diz que a presidente Dilma Rousseff “aparentemente” continua sendo espionada pela NSA, Agência de Segurança norte-americana; o jornal registra que dezenas de líderes mundiais sob monitoramento da NSA foram excluídos do programa de espionagem depois que a prática veio a público, em 2013; a ordem, no entanto, não abrangeu todos os presidentes espionados

3 de Fevereiro de 2015 às 20:30

247 - Reportagem publicada pelo jornal "New York Times" nesta terça-feira (3) diz que a presidente Dilma Rousseff “aparentemente” continua sendo espionada pela NSA (Agência de Segurança dos EUA). O jornal norte-americano registra que dezenas de líderes mundiais sob monitoramento da NSA foram excluídos do programa de espionagem depois que a prática veio a público, em 2013. A ordem, no entanto, não abrangeu todos os presidentes espionados. “Aparentemente programas no México e no Brasil continuaram”, escreveu o jornal.

O grampo da NSA sobre Dilma Rousseff veio à tona em 1º de setembro de 2013. A presidente brasileira reagiu energicamente e, duas semanas depois, cancelou uma visita oficial a Washington agendada para 23 de outubro de 2013. Dilma também condenou a prática em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 24 setembro de 2014.

O Itamaraty enviou uma mensagem ao blog do jornalista Fernando Rodrigues, que publicou a notícia, comentando a informação do jornal norte-americano. “O Brasil lamenta e repudia todos os episódios de espionagem não-autorizada de autoridades estrangeiras por órgãos de inteligência. O Brasil tem procurado atuar, no sistema multilateral, no sentido de estimular o respeito à privacidade nos meios digitais. Nesse sentido, apoiamos e sediamos a Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet – a NETmundial – em São Paulo, em abril deste ano. Também foram aprovadas resoluções, copatrocinadas pelo Brasil, na Assembleia-Geral da ONU, demonstrando o reconhecimento da importância do tema pela comunidade internacional”.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/168879/New-York-Times-diz-que-EUA-ainda-espionam-Dilma.htm

“Saiam de São Paulo porque aqui não vai ter água”: a espantosa sinceridade de um diretor da Sabesp

 

Paulo Massato

Paulo Massato

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O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, é um espécie de grilo falante de uma empresa cheia de segredos. Foi ele quem admitiu, nesta semana, a adoção de um rodízio “muito drástico” na região metropolitana e a formulação dos dois dias com água para cinco dias sem.

Esta seria a solução “no limite”. No ritmo atual, o volume disponível para captação no Sistema Cantareira deve se esgotar em março e a terceira cota de 41 bilhões de litros do volume morto termina em maio.

Massato está há cerca de dez anos nesse cargo (entrou na Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, Emplasa, em 1975). Foi assessor de um irmão de Alberto Goldman, ex-governador. Entre 1996 e 2003, segundo o site da estatal, gerenciou “programas de redução e controle de perdas, entre outras coisas”.

Em fevereiro, falou publicamente em racionamento para em seguida recuar, sob o argumento de que seria prejudicial aos mais pobres. Três meses depois, na CPI na Câmara Municipal, advertiu os presentes de que, se a crise piorasse, iria distribuir água com uma canequinha.

Massato é um quadro importante na companhia. Foi cotado para suceder a presidente Dilma Pena, que saiu em dezembro. Perdeu a corrida para Jerson Kelman.

Numa reunião da diretoria da Sabesp do ano passado, cujo áudio vazou, ele deu sua declaração mais sincera sobre o caos que se avizinha em São Paulo.

“Essa é uma agonia, uma preocupação”, começou. “Alguém brincou aqui, mas é uma brincadeira séria. Vamos dar férias. Saiam de São Paulo porque aqui não tem água, não vai ter água para banho, para limpeza da casa, quem puder compra garrafa, água mineral. Quem não puder, vai tomar banho na casa da mãe lá em Santos, Ubatuba, Águas de São Pedro, sei lá, aqui não vai ter”.

Com seus atos falhos, Paulo Massato é, provavelmente, a única pessoa a contar a verdade nessa tragicomédia. A questão é que sua fidelidade ao governo é maior do que o dever de atender a necessidade da população. Mas algo sempre escapa.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/saiam-de-sao-paulo-porque-aqui-nao-vai-ter-agua-a-espantosa-sinceridade-de-um-diretor-da-sabesp/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Arrecadação de micro e pequenas empresas aumenta 7,23% em 2014

 

As micro e pequenas empresas brasileiras tiveram um crescimento real acumulado de 7,23% na arrecadação junto à Receita Federal, estados e municípios entre 2013 e 2014, contra um recuo de 1,9% na receita tributária geral neste período, informou nesta segunda-feira (2) o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos.

Ele destacou também o crescimento da geração de emprego no setor, que abriu 3,5 milhões de novas vagas durante os quatro anos do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff, contra um déficit de 325 mil vagas das médias e grandes empresas.

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“As [empresas] que mais receberam incentivos fiscais foram as que menos empregaram. Enquanto as que menos receberam, foram as que mais empregaram. Portanto, temos que ter um olhar muito especial sobre os pequenos”, disse ele, lembrando de uma proposta existente do governo no Congresso que prevê a simplificação da tributação do setor.

O ministro informou ainda que, com a universalização do novo Simples, aprovada no ano passado, mais de 502 mil empresas solicitaram adesão ao programa em 2015, um aumento de 125% em relação a 2014, quando foram registradas 223 mil adesões. O prazo de adesão ao programa, que unifica o pagamento de oito tributos cobrados pela União, estados e municípios, terminou na última sexta-feira (30).

“Ou seja, mais de meio milhão de empresas querem entrar no Simples. É sinal de que estamos no caminho certo”, comemorou Afif. O novo sistema permitiu a inclusão de mais de 140 atividades nesse modelo de tributação em 2015.

Fechamento na hora começa dia 26

O ministro Afif Domingos anunciou que, a partir do próximo dia 26 de fevereiro, finalmente será possível fechar uma empresa “na hora”, ou seja, sem qualquer demora.

“Dizem que, no Brasil, abrir empresa é difícil. Fechar, é impossível. Então, vamos dar prova de que temos, sim, capacidade para desburocratizar [esse processo]. O sistema já está pronto e, no dia 26, deverá ser anunciado para todo o Brasil, para que as empresas que até hoje não conseguiram cerrar suas portas, possam fazê-lo na hora”, explicou.

Formalização da economia

Sobre a proposta de simplificação das tabelas do Simples Nacional em 2016, Afif afirmou que intenção é reduzir o número de faixas de tributação e elevar o teto, para que mais empresas participem do programa. Ele ressalvou que a proposta não se choca com a meta de ajuste fiscal do governo, porque vai estimular a maior formalização do setor, com um crescimento da base de arrecadação.

“Vamos pegar o exemplo do microempreendedor individual (MEI), que estavam em sua maioria na informalidade. Hoje, são mais de 4,7 milhões de pequenos empreendedores que passaram a contribuir. Antes, não contribuíam. Quando todos pagam menos, o governo arrecada mais”.

Rampa suave
Guilherme Afif Domingos disse estar confiante na aprovação do projeto de lei, porque vai destravar um crescimento ainda maior do setor. Hoje, uma das grandes dificuldades identificadas pelo ministério é a mudança das faixas e o limite na tabela do Simples em R$ 3,6 milhões, que restringe a participação de mais empresas. “Esse limite não foi corrigido e, desta forma, faz com que a empresa pague mais imposto em cima da inflação”, destacou.

“O que queremos é, em lugar dessa escada que a empresa é obrigada a subir com muito sacrifício, pagando mais impostos quando cresce, construir uma rampa suave. Como a do Imposto de Renda, em que você, quando cresce, paga um imposto só sobre a diferença da nova faixa – e não sobre todo o faturamento”, disse.

Com isso, o ministro prevê que haverá uma formalização muito grande no setor. Porque, atualmente, as empresas, para escaparem das mudanças na tabela, param de faturar quando chega no final do mês ou acabam abrindo outras empresas em nome de terceiros, para não terem de pular de faixa.

“Poderemos dizer às empresas: ‘Não tenham medo de crescer. Cresçam com eficiência’. Esse é o lema da nova proposta que estamos trazendo.”

Morte súbita
Outro problema já identificado é o que Afif Domingos chama de morte súbita. É quando a empresa ultrapassa o limite do Simples e “cai no complicado. E ela não tem casco para aguentar mar alto”.

Por isso, lembrou, vale a pena continuar no Simples, onde há vários benefícios, como pagar todos os impostos em uma só guia, de uma vez só. “Incluindo os impostos federais, estaduais, a Previdência. O recolhimento [do imposto] passa não mais a ser sobre folha de pagamento, mas sobre o faturamento. A empresa tem uma profunda desburocratização e simplificação do processo de apuração de imposto. Essa é a grande vantagem”.

http://blog.planalto.gov.br/

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Brasil sobe, supera Europa e torna-se 5º maior destino de investimentos estrangeiros

 

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O Brasil sobe duas posições e termina 2014 como quinto maior destino de investimentos estrangeiros diretos (IED) no mundo, superando todos os países europeus. Os dados são da ONU e apontam que, pela primeira vez, a China superou os EUA e se transformou no maior receptor de investimentos do mundo.

O volume total de investimentos enviados ao Brasil caiu de US$ 64 bilhões (R$ 165,4 bilhões), em 2013, para US$ 62 bilhões (R$ 160,24 bilhões), em 2014. A redução de 4%, porém, foi mais suave que a média mundial, de 8%.

No ano passado, empresas investiram US$ 1,26 trilhão (R$ 3,25 trilhões), valor distante do pico de 2007, quando os investimentos diretos chegaram a US$ 1,9 trilhão (R$ 4,91 trilhões). O ano de 2014 só não foi pior que 2009, quando os investimentos chegaram a US$ 1,1 trilhão (R$ 2,84 trilhões).

O diretor de Investimentos da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), James Zhan, declarou que “esse foi o segundo pior ano da crise” e que o Brasil “sofreu menos que os demais”.

Fluxo – O que chama a atenção dos especialistas é que o fluxo de dinheiro para a Ásia e, em especial, para a China, continua a aumentar. Apenas os países emergentes do continente asiático receberam quase US$ 500 bilhões, o equivalente a tudo o que as economias ricas atraíram. Os asiáticos ainda receberam o dobro do valor investido na Europa.

Segundo a ONU, a China é o grande destaque de 2014. Pequim recebeu 10% de todos os investimentos no mundo, cerca de US$ 128 bilhões, seguido por Hong Kong, com US$ 111 bilhões. Os americanos aparecem hoje apenas na terceira posição, com US$ 86 bilhões, seguidos por Cingapura com US$ 81 bilhões. “Pela primeira vez, a economia chinesa recebeu mais investimentos que a americana”, explicou Zhan. “Os americanos sempre estivera na liderança nos últimos 30 anos”.

Nos países ricos, a queda foi profunda, de 14% e, nos EUA, os investimentos foram de apenas um terço dos níveis de 2013. Pela primeira vez, os emergentes representaram uma proporção maior dos investimentos que as economias ricas, com US$ 700 bilhões e uma alta de 4% em relação a 2013. Ao fim de 2014, esse grupo representava 56% do destino dos investimentos no mundo. Dos cinco maiores receptores de investimentos hoje, quatro são emergentes.

PT na Câmara com informações das agências

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Idec: Falta de água e multa. Paulistas punidos em dobro por culpa de Alckmin

 

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Carlos Thadeu: “O governo do Estado tem sido o mais opaco, reativo e autoritário”

por Conceição Lemes

Desde 8 de janeiro de 2015, está em vigor em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive São Paulo, a tarifa de contingência da água, também chamada de multa, ou sobretaxa.

Ela será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

A Arsesp (agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado) convocou para 29 de dezembro de 2014 uma audiência pública para deliberar pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Mesmo marcada para antevéspera do Ano Novo, quatro entidades compareceram. Durante audiência, depois em documento enviado à Arsesp, elas se manifestaram contra a cobrança da taxa sem que o governador decretasse oficialmente o racionamento, ou rodízio.

A Arsesp ignorou as entidades e aprovou a cobrança da multa.

Edson Aparecido da Silva, coordenador da coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, denunciou ao Viomundo: “A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal. A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Má-fé. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral”.

O advogado Carlos Thadeu compareceu à reunião, representando o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

“Falta água e sobretaxa.Nós estamos sendo duplamente penalizados pelo que o Alckmin deixou de fazer”, denuncia Carlos Thadeu, em entrevista ao Viomundo. “A Sabesp teve lucro líquido de 13 bilhões de 2003 pra cá. Reinvestiu uma parte, mas mandou a maioria pros investidores.”

“O governo federal deveria impor condições para emprestar dinheiro ao Estado de São Paulo”, defende. “Os prefeitos têm sua responsabilidade também. Campinas está em crise, Itu não tem mais água, a lista vai aumentar. Mas o governo do Estado tem sido o mais opaco, reativo e autoritário até aqui.”

Segue a íntegra da nossa entrevista com o advogado do Idec.

Viomundo – Qual a posição do Idec em relação à crise hídrica?

Carlos Thadeu – O Idec sempre defenderá o uso racional de recursos naturais. Por isso, numa hora de crise, não podemos ser contra medidas que se façam necessárias, independentemente de quem é a responsabilidade pela situação.

Viomundo – O senhor se refere à cobrança da multa da água?

Carlos Thadeu – Sim, é uma das medidas. Agora, exigimos que sejam tomadas dentro da lei, respeitando os direitos do consumidor e do cidadão, as pessoas mais vulneráveis econômica ou socialmente. É fundamental também – e sempre! – que a população seja informada e participe das decisões. E, sobretudo,que as decisões sejam tomadas com base no princípio da justiça. Em situações de crise, alguns podem arcar mais que outros com as limitações.

Viomundo – O Idec tentou diálogo com o governador, o secretário ou a Sabesp?

Carlos Thadeu -- Claro. Desde o ano passado buscamos o diálogo. Falamos com assessores do governador, recebemos a Sabesp na nossa sede, ouvimos deles explicações técnicas e a única coisa que pedimos naquele momento foi: transparência, respeito e informação à população. Eles nunca atenderam nossos pedidos.

Viomundo – Apesar de o governador não ter declarado oficialmente o racionamento, ou o rodízio, o governador decidiu cobrar a sobretaxa. O que acha disso?

Carlos Thadeu — O governador passou por cima do Código de Defesa do Consumidor e da lei Federal de Saneamento. E ele que diz ser um dos autores do Código do Consumidor… Na verdade, foi só relator.

O governador viola a lei, não ouve a sociedade, os outros representantes políticos, especialistas. Enfim, assume uma postura imperial e, sobretudo, equivocada.

A sobretaxa é ilegal se não for declarado o racionamento. Não é mero detalhe jurídico.

A lei impõe isso e essa condição afasta a judicialização. Portanto, contribui para o sucesso da medida. Além disso, ela traz responsabilidades para o governo, como a exposição de um plano de contingência, aplicação dos recursos, etc. E, acima de tudo, traz a público a situação emergencial.

Viomundo – O que o Idec fará?

Carlos Thadeu – O Idec vai buscar sempre o diálogo onde ele couber. Mas, neste caso, vamos recorrer a medidas judiciais. Mas queremos fazer isso com calma, com os parceiros que temos encontrado, como a Aliança pela Água, Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP e a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental.

Creio que, enquanto a multa não for suspensa ou reformulada, o consumidor e o cidadão devem brigar por seus direitos.

Viomundo – De que forma?

Carlos Thadeu — Por exemplo, se um condomínio de baixa renda não conseguiu economizar porque sequer dispõe de medidores individualizados e sofreu a sobretaxa, deve recorrer. Primeiro à Sabesp. Se não funcionar, ir à Justiça.

Uma coisa importante no direito do consumidor: quando alguém é vítima de cobrança considerada indevida, a Justiça pode determinar a devolução em dobro ao consumidor. A Sabesp deve ficar atenta.

Viomundo — Não é paradoxal nós, cidadãos, sermos cobrados por algo que o governo Alckmin não fez?

Carlos Thadeu – Claro que há um sentimento de injustiça, porque nós não causamos a crise e agora temos de pagar. Mas, para superar situações, às vezes isso é necessário. Só que é preciso respeitar o Estado Democrático de Direito, como já disse.

Nada disso elimina a discussão sobre as causas e responsabilidades do governo nesta crise, que são inúmeras e vão além da falta de investimento e das perdas de água por falta de manutenção da rede pela Sabesp. Elas chegam à questão ambiental, por exemplo. O governador está com uma lei na sua mesa para ser sancionada que piora o já péssimo Código Florestal Brasileiro. Isso é inconstitucional

Viomundo – Nós não estamos sendo penalizados duplamente (falta de água e sobretaxa) enquanto o governador segue mentindo para a população que a culpa é de São Pedro?

Carlos Thadeu– Falta água e tarifa de contingência, ou sobretaxa.Nós estamos sendo duplamente penalizados pelo que o Alckmin deixou de faze. A Sabesp teve lucro líquido de 13 bilhões de 2003 pra cá. Reinvestiu uma parte, mas mandou a maioria para os investidores.

A culpa é, sim, dos governantes! Não adianta carrear mais dinheiro pra obras faraônicas, que vão alimentar as mesmas empreiteiras e os dutos da corrupção.

O governo federal deveria impor condições para emprestar dinheiro ao Estado de São Paulo. Os prefeitos têm sua responsabilidade também. Campinas está em crise, Itu não tem mais água, a lista vai aumentar. Mas o governo do Estado tem sido o mais opaco, reativo e autoritário até aqui.

Infelizmente, a crise está só começando. Se os especialistas estiverem certos, teremos saudades dos dias de hoje e será o caos nas cidades.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/idec.html

Planalto mobiliza 5 ministros para tentar conter adesão de siglas a Cunha

 

O governo mobilizou nesta quarta-feira (28/01), cinco ministros para tentar forçar partidos sob ameaça de rebelião a votar no petista Arlindo Chinaglia (SP) na eleição de domingo (1) para a presidência da Câmara dos Deputados.

O almoço a portas fechadas teve o objetivo de barrar a adesão de PP, PR e PRB à candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) visto como adversário dentro da base aliada.

O encontro desta quarta foi a mais clara mobilização feita pelo governo federal em prol de Chinaglia. Segundo participantes, houve manifestação aos dirigentes dos três partidos que tendem a aderir a Cunha de que o governo irá retaliá-los caso o PT sofra uma derrota no domingo.

PP, PR e PRB têm 91 dos 513 deputados eleitos e comandam, respectivamente, os ministérios da Integração Nacional, com Gilberto Occhi, Transportes, com Antonio Carlos Rodrigues, e Esporte, com George Hilton.

Os dois primeiros ministros foram ao almoço, assim como dirigentes dos partidos.

Os governistas deixaram claro que a fidelidade a Chinaglia, além de afastar retaliações, levaria PP, PR e PRB a escolherem, no caso de vitória do petista, um nome para ocupar a primeira vice-presidência da Câmara, segundo principal cargo da Casa.

O posto estava reservado ao PSD de Gilberto Kassab (Cidades), outro presente ao almoço, mas haverá negociações para realocação.

Além da presidência, serão definidos no domingo os outros 10 cargos da cúpula da Câmara.

Além de Rodrigues, Occhi e Kassab, foram ao almoço Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Ricardo Berzoini (Comunicações). Rodrigues e Occhi usaram carros oficiais.

Os ministros negaram na saída que o governo esteja interferindo na disputa. “Não é o governo que está aqui. Somos lideranças políticas, queremos o melhor para o país, queremos estabilidade política”, afirmou Vargas.

“Quem é da base de apoio ao governo deve manter a solidez dessa base. A única razão de não termos um candidato único da base é que algumas pessoas trabalham pela desagregação”, disse Berzoini, ex-presidente do PT, sem citar Cunha.

Com informações da Folha de São Paulo

http://www.cearaagora.com.br/site/2015/01/planalto-mobiliza-5-ministros-para-tentar-conter-adesao-de-siglas-a-cunha/

Ceará recebe R$ 243 milhões para a Educação

 

AULA MATEMATICA - Curitiba, 06/04/09 - Vista de aula de matemática na Escola Lassale - no Pinheirinho, em Curitiba. A Secretaria de Estado de Educação recebeu 13 recomendações em relação à formação dos professores de matemárica. / Foto: Rodolfo Buhrer

O Ceará e seus 184 municípios receberam nesta quinta-feira (29) dois repasses referentes à área de Educação, totalizando R$ 243,3 milhões O primeiro é referente ao resíduo para integralização da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2014, que chega a R$ 159,2 milhões. O segundo é a parcela de janeiro da complementação deste ano, que totalizou R$ 84,1 milhões.

O repasse de duas parcelas acontece somente em janeiro, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Neste mês, os Municípios recebem o repasse habitual juntamente com o resíduo de complementação ao Fundeb do ano anterior. Essa complementação ocorre porque, ao longo do ano a União repassa apenas 85% do total dos recursos. Os 15% restantes, por determinação da Lei 11.494/2007 (art. 6º, § 1o), devem ser pagos até 31 de janeiro do ano seguinte.

Com mais recursos nos cofres municipais, os Prefeitos iniciarão o ano letivo, com as contas em dia e a possibilidade de conceder os reajustes anuais, com base no Piso Nacional do Magistério.

Do Cearaagora

Brics planejam agência de classificação de risco

 

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Sinalização para criar uma agência própria de classificação de risco constitui outro passo no sentido de buscar alternativas a organismos e entidades com interesses econômicos distintos dos países em desenvolvimento; há alguns meses, na cúpula do bloco em Fortaleza, já havia sido formalizada a criação do Banco de Desenvolvimento dos Brics, cujo objetivo é funcionar como uma alternativa ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao Banco Mundial

30 de Janeiro de 2015 às 05:30

Opera Mundi - O embaixador brasileiro na Rússia, José Vallim Antônio Guerreiro, disse que o grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) discutirá no mês de março a criação de uma agência de classificação de risco própria, para servir de alternativa às "três grandes do Ocidente" (Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch), que dominam o mercado de rating.

"Um grupo de contato sobre assuntos econômicos e comerciais está trabalhando em nível de especialização. A proposta de estabelecer uma agência de rating dentro dos Brics já existe há muito tempo", disse o embaixador brasileiro, em entrevista à agência de notícias russa RIA nesta quarta-feira (28/01).

A sinalização para criar uma agência própria de classificação de risco constitui outro passo no sentido de buscar alternativas a organismos e entidades com interesses econômicos distintos dos países em desenvolvimento. Há alguns meses, na cúpula do bloco em Fortaleza, já havia sido formalizada a criação do Banco de Desenvolvimento dos Brics, cujo objetivo é funcionar como uma alternativa ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao Banco Mundial.

“O ponto central é se esses procedimentos incluirão todos os fatores relevantes. Podemos precisar procurar por indicadores alternativos e abordagens amplas para avaliar a 'saúde' das economias”, ressaltou o diplomata.

Desde o surgimento da crise financeira norte-americana em 2008, os Brics reivindicam uma maior transparência das agências classificadoras de risco, criticadas por ter supostamente manipulado dados para esconder o estado real dos investimentos frágeis originados nas potências ocidentais.

Brasil 247

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Poderia uma Única Pessoa Destruir Sozinha o Nosso planeta?

 

Nota do Blog: De acordo com uma matéria do site io9, apenas uma única pessoa, ou um pequeno grupo de terroristas (como sempre a desculpa do terrorismo), seria capaz de destruir nosso planeta. Cientistas então, estariam preocupados com tal possibilidade e sugerem, nada mais, nada menos, algo que nós, que estamos cientes do que rola nos bastidores do planeta, já sabemos que irá inevitavelmente acontecer, a saber, a redução populacional e o controle total dos cidadãos. E ao que tudo indica, dentro de pouco tempo! Leia a matéria abaixo!

Com os enormes avanços tecnológicos — especialmente nas áreas da inteligência artificial, nano e biotecnologia — que estamos testemunhando nos últimos anos, você alguma vez parou para pensar se uma única pessoa, dotada dos conhecimentos e meios necessários, seria capaz de destruir o planeta sozinha? Segundo o pessoal do site io9, que conversou com alguns especialistas em segurança, essa possibilidade é bem real e não é tão remota como parece.

Os profissionais Philippe van Nedervelde —, especialista em defesa nuclear, biológica e química —, James Barrat — especialista em inteligência artificial — e Robert Freitas — especialista em nanotecnologia — acreditam que a possibilidade de que um grupo terrorista pequeno e até mesmo a de que um único indivíduo possa destruir a Terra não está sendo levada a sério o suficiente. Aliás, a maioria das pessoas nem sequer imagina que está correndo perigo.

Convergência de riscos

Fonte da imagem: Pixabay

Para os especialistas, algo parecido com uma “tempestade perfeita” está se formando, com vários fatores de risco convergindo para um único propósito. Entre eles estão perigos existenciais criados pelo próprio homem, assim como ameaças de origem cósmica.

Com respeito aos perigos de “fabricação” humana, os especialistas citaram como mais ameaçadores as pandemias provocadas por ataques biológicos, guerras termonucleares, o surgimento de uma inteligência artificial que subjugue os seres humanos e o desenvolvimento de armas de destruição em massa baseadas na nanotecnologia. Desses riscos, o da pandemia foi considerado como potencialmente preocupante.

Cenários catastróficos

Fonte da imagem: Shutterstock

Os especialistas acreditam que dentro de pouco tempo as pandemias provocadas por criminosos será um perigo real, e alguns ataques biológicos em pequena escala já demonstraram ao mundo o poder dessa “arma”. Além disso, pandemias naturais — como foi o caso da gripe espanhola em 1918 e que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas, ou seja, entre 2,5 e 5% da população mundial — já deixaram bem clara a gravidade da questão.

O problema nesse sentido é que a tecnologia necessária para desenvolver agentes patogênicos eficientes e efetivos já existe, e os cientistas dispõem do conhecimento necessário para otimizar seu funcionamento ou para combiná-los de forma que sua ação seja potencializada. Portanto, é possível criar armas biológicas capazes de dizimar completamente a humanidade.

Fonte da imagem: Pixabay

Com respeito ao desenvolvimento de armas de destruição em massa baseadas na nanotecnologia, uma possibilidade mencionada foi a chamada “praga cinza”, ou seja, robôs de dimensões moleculares capazes de se autorreplicar e que consumiriam completamente todos os recursos naturais críticos para a sobrevivência humana. Esses dispositivos poderiam, por exemplo, ser lançados na atmosfera e bloquear o sol ou, ainda, destruir organismos vivos.

Por último, considerando o cenário relacionado com a inteligência artificial, os especialistas acreditam que ela poderia, dentro de poucas décadas, ultrapassar a inteligência humana, e um erro de programação poderia ser fatal. Conforme explicaram, poderíamos nos ver forçados a competir com um rival cujas habilidades sejam muito superiores às nossas, e em situações que nem sequer podemos imaginar.

Mais com menos

Fonte da imagem: Shutterstock

O perigo de tudo isso é que o desenvolvimento dessas tecnologias permitirá que se destrua muito mais com muito menos, e a convergência de todas elas só servirá para acelerar e exacerbar drasticamente o aumento do risco. Aliás, para conseguir destruir o planeta, um grupo determinado o suficiente só precisaria de recursos relativamente modestos e que dentro de pouco tempo estarão disponíveis para qualquer um.

Assustadoramente, essas tecnologias estão sendo desenvolvidas por agências governamentais e grandes corporações, e esse conhecimento pode, eventualmente, cair nas mãos erradas. Sendo assim, de acordo com os especialistas, mais do que temer catástrofes globais provocadas por grandes exércitos, devemos ficar atentos a pequenos grupos com as motivações erradas.

Os especialistas também apontaram que indivíduos sozinhos — que tenham o conhecimento suficiente e tenham desenvolvido um ódio violento contra a humanidade — têm o potencial de destruir cidades e regiões inteiras, e não descartam a possibilidade de que os mais motivados possam dizimar continentes e até mesmo o planeta. Por certo, esses possíveis “agentes solitários” tiram o sono dos especialistas em segurança.

Medidas preventivas

Fonte da imagem: Pixabay

É claro que quem quebra a cabeça pensando em possíveis cenários de destruição global também considera formas de evitar que tudo isso aconteça. Conforme explicaram os especialistas, por sorte, não estamos completamente desprotegidos contra os perigos, e precauções, ações preventivas, medidas de contra-ataque efetivas e identificação prematura dos riscos podem ajudar a reduzir o problema.

Uma das alternativas apresentadas seria o monitoramento psicológico de pessoas com comportamento — comprovadamente — anormal através de sistemas educacionais e outras instituições, com o objetivo de que esses indivíduos nunca cheguem a levar a cabo qualquer plano maligno.

Contra o ataque de armas criadas a partir da nanotecnologia, os especialistas sugerem o contra-ataque com “névoas” de nanorrobôs, radiação dirigida e o uso do eletromagnetismo. Por último, contra a ameaça apresentada pela inteligência artificial, o melhor seria criar uma organização global envolvendo a iniciativa pública e privada que estabeleça as diretrizes sobre o desenvolvimento e aplicação dessa tecnologia.

Estado vigilante

Fonte da imagem: Shutterstock

Uma alternativa mais radical seria a criação de um estado de constante vigilância, realizada através da própria população e de sistemas microeletromecânicos inteligentes. Esses sistemas consistiriam em robôs, sensores e outros dispositivos diminutos capazes de detectar a presença de substâncias químicas, magnetismo, temperatura e luz, por exemplo, e que no futuro poderão ficar em suspensão no ar como se fossem simples partículas.

Além disso, essa “poeira” espiã permitiria que a população global dispusesse de olhos e ouvidos em todas as partes, e o melhor é que a vigilância não seria feita por operários humanos — corruptíveis e problemáticos —, mas por máquinas. Com isso, obviamente a privacidade absoluta deixaria de existir, e apenas teríamos direito uma privacidade relativa.

Por outro lado, o controle constante resultaria em uma dramática queda em crimes, violência e todo tipo de abusos, seja contra crianças, mulheres ou idosos. O mesmo aconteceria com a corrupção e outros tipos de delito, e se instauraria uma sociedade ética e totalmente transparente.

Fonte: io9 Megacurioso

https://osbastidoresdoplaneta.wordpress.com/

Vice-premiê russo: defesa estadunidense não é capaz de abater nossos mísseis

 

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O vice-primeiro-ministro russo Dmitri Rogozin acha que o sistema de defesa antimíssil (DAM) norte-americano em perspectiva não será capaz de abater os mísseis estratégicos russos. Esta informação foi divulgada pela agência Tass.

Segundo a opinião de Rogozin, Washington está preocupada com os planos russos de rearmamento. “Três anos atrás muitos riam-se do estado do nosso complexo militar-industrial e todos pensavam que nós só conseguíamos produzir caçarolas. Mas agora tudo é diferente. Os Estados Unidos estão preocupados com os planos de rearmamento do exército russo. Além disso, não se trata somente de planos. Não são projetos mas sim volumes e qualidade dos equipamentos militares que crescem anualmente”, afirmou.

O vice-premiê disse que só em 2014 a Rússia produziu 170 aviões, 289 helicópteros, 87 navios e cinco submarinos (dois deles foram exportados ao Vietnã).
Fonte: Voz da Rússia

'EUA procuram engolir Ucrânia para explorar seus recursos'

 

EUA, ucrania, opinião, entrevista, Richard Becker, ocidente

Foto de arquivo. Assessora do secretário de Estado Victoria Nuland destribuindo biscoitos na praça da Independência em Kiev

© Photo: AP/Andrew Kravchenko, Pool

Foto de arquivo. Assessora do secretário de Estado Victoria Nuland destribuindo biscoitos na praça da Independência em Kiev

Os EUA e as instituições financeiras controladas pelo Ocidente planejam colocar a Ucrânia em sua órbita econômica, financeira e militar, disse na entrevista ao canal de televisão RT Richard Becker, da Coalizão Answer.

RT: Existe alguma esperança que a ajuda financeira ocidental melhore a situação na Ucrânia?

Richard Becker: Eu penso que é extremamente difícil, se é que existe alguma esperança. Na realidade, o governo, tanto o governo anterior, como o governo atual, concordou com as condições que impõem a austeridade ao povo ucraniano. Nós já vimos que, por todo o lado onde este tipo de resgate, ou este tipo de ajuda financeira, foi aplicado aos países, ele sempre criou problemas graves: deslocação da população, desemprego, perda de subsídios e redução do nível de vida da grande maioria da população desses países. Nós cremos que provavelmente se irá passar o mesmo na Ucrânia.

RT: Na sua opinião, qual é o papel dos Estados Unidos no conflito ucraniano?

RB: Bem, eu penso que é importante referir qual é a razão por que esse conflito está acontecendo. Isso se deveu à intervenção dos Estados Unidos e de algumas outras potências importantes da União Europeia que intervieram vigorosamente, diria mesmo ilegalmente, nos assuntos da Ucrânia desde já há algum tempo, o que provocou o derrube do governo de Yanukovich, ou seja, o golpe que foi realizado para derrubá-lo.

Devemos recordar que os EUA já enviaram lá algum do seu pessoal de topo e continuam fazendo-o, creio que o secretário do Tesouro irá viajar para lá em breve. Também o FMI é uma instituição largamente controlada pelos EUA que está sediada em Washington. Não está acontecendo nada de bom desde o ponto de vista do povo ucraniano, quer o povo o perceba, tenha consciência disso, quer não. Essa agenda do governo dos Estados Unidos pretende atrair a Ucrânia para sua órbita de uma forma permanente, para sua órbita econômica, sua órbita financeira e sua órbita militar. É isso que se passa na realidade. Eu penso que é isso o que percebem as muitas pessoas na Ucrânia que resistem a essa agenda.

RT: Porque foi que os EUA intervieram neste conflito nessa altura?

RB: Bem, eu penso que é, mais uma vez, importante recordar que aquilo que despoletou as manifestações das forças de direita em novembro de 2013… foi uma oferta da Rússia para ajudar, em muito melhores condições, a Ucrânia a ultrapassar sua crise de dívida e sua crise financeira. Mas o governo de Yanukovich estava disposto a aceitá-la e estava tentando fazer um jogo de equilíbrio entre a Rússia, a Europa Ocidental e os EUA.

Mas isso não era aceitável para os Estados Unidos e a agenda dos EUA foi alterada para colocar a Ucrânia em sua órbita e os EUA intervieram ativamente para consegui-lo. Claro que a Ucrânia poderia ter encontrado um caminho de saída para a crise financeira, o que faria mais sentido, aceitando a oferta da Rússia, que apresentava condições muito melhores, sendo a Rússia um vizinho próximo, um parceiro comercial, etc.

Mas enquanto vigorar a agenda da austeridade, liderada pelos grandes bancos das instituições governadas pelo Ocidente, como o FMI e o Banco Mundial, não haverá esperança de a Ucrânia ver uma recuperação real do ponto de vista da maioria de sua população.

RT: O que podemos esperar do envolvimento do secretário do Tesouro dos EUA?

RB: Mais uma vez, nada de bom. O secretário do Tesouro, que é o ministro das finanças dos Estados Unidos, representa sempre os grandes bancos e isso foi o padrão seguido desde sempre. Eles circulam entre os maiores bancos, como o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs e outros, e suas posições dentro do ministério das finanças dos EUA que aqui também é chamado de Departamento do Tesouro… Mas a agenda deles não é a agenda do povo dos EUA, eles certamente não representam os interesses do povo ucraniano, aquilo que eles estão fazendo é procurar promover os interesses daqueles que eles realmente representam e que são os bancos gigantes internacionais e multinacionais.

RT: O presidente ucraniano Petro Poroshenko parece não estar cumprindo as promessas que tinha feito. Qual é a sua atitude em relação a ele?

RB: Bem, Poroshenko é um homem muito rico, apoiado por interesses ainda mais ricos, por interesses mais poderosos fora do país, e o fato é que temos os governos capitalistas das grandes corporações na Europa Ocidental e dos EUA enaltecendo-o apesar de, como você disse, ele ter demonstrado não cumprir suas promessas, uma coisa que não é invulgar nos políticos estadunidenses e também, provavelmente, nos outros países.

Mas o fato de ele ser elogiado nada tem que ver com seu papel na ajuda ao povo ucraniano… Eles elogiam-no porque ele está realmente cumprindo e promovendo a agenda deles para a Ucrânia. Como sabe, seu desejo é engolir a Ucrânia de forma a poder explorar seus enormes recursos naturais, o trabalho de seu povo e, dentro de algum tempo, na OTAN. Por isso é que Poroshenko é enaltecido apesar do que ele tem realmente demonstrado.

Originalmente publicado no RT
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_29/EUA-procuram-engolir-Ucr-nia-para-explorar-seus-recursos-1100/

Gorbachev teme que Guerra Fria se possa tornar 'quente'

 

EUA, Gorbachev, Russia, guerra fria, opinião

Na foto: Mikhail Gorbachev, foto de arquivo

© Foto: AP/Al Moutasim Al Maskery, file

Na foto: Mikhail Gorbachev, foto de arquivo

EUA já envolveram a Rússia na Guerra Fria e não se pode excluir que eles dêem passos no sentido de uma guerra real, pensa o ex-presidente da URSS Mikhail Gorbachev.

Gorbachev: não se deve separar a Crimeia da Rússia

“Ouve-se falar o tempo todo dos EUA, da União Europeia sobre sanções contra a Rússia. Já perderam a cabeça? Os EUA perderam-se na selva e atiram-nos para lá”, disse Gorbachev em entrevista à Interfax.

Mikhail Gorbachev: “América deve ser parada. Parada amigavelmente”

“Se falarmos com palavras claras, eles [EUA] já nos envolveram numa nova Guerra Fria tentando realizar abertamente a sua ideia de triunfo. E para onde isto vai levar-nos? A Guerra Fria já ocorre abertamente. O que se segue? Infelizmente já não posso dizer que a Guerra Fria não leve à ‘Guerra Quente’. Temo que possam arriscar”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Gorbachev frisou que a situação nos EUA e na União Europeia não é simples: “Uma parte dos países europeus vivem bem, os outros – muito pior, e a dependência dos EUA é demasiado forte, mesmo no caso da Alemanha”.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_29/Gorbachev-teme-que-a-Guerra-Fria-se-pode-tornar-quente-9805/