segunda-feira, 5 de agosto de 2013

2900 americanos oferecem-se para ir para a cadeia no lugar de Bradley Manning

 

Na petição, cidadãos dos EUA dizem que teriam orgulho de cumprir parte da pena a que o soldado venha a ser condenado, que pode chegar a 130 anos. “Ele fez-nos um favor e, como contrapartida, é minha vontade cumprir parte da sua sentença”, dizem.

Artigo | 5 Agosto, 2013 - 17:23

Peticionários dizem que Manning lhes fez um favor.

Mais de 2900 cidadãos dos Estados Unidos da América assinaram uma petição em que afirmam que se sentiriam honrados e teriam orgulho de servir parte da pena de cadeia a que o soldado venha a ser condenado. Apesar de ter sido absolvido do crime de ajuda ao inimigo, que é punido com prisão perpétua, Bradley Manning, pela soma dos restantes crimes de que foi considerado culpado, que incluem roubo e espionagem, pode ser ainda punido com uma condenação de até 130 anos de cadeia. Mas se a pena fosse dividida por todos os que se oferecem para ir para a prisão no lugar do soldado, daria pouco mais de um mês para cada um.

A petição será dirigida ao Major General Jeffrey S. Buchanan, que vai rever a sentença depois que o juiz militar Coronel Denise Lind tomar a decisão sobre a pena.

É minha vontade cumprir parte da sua sentença”

Os peticionários oferecem-se para cumprir pena, apesar de considerarem que Bradley Manning forneceu ao povo americano informação que o governo não forneceria, e por isso, “ele fez-nos um favor e, como contrapartida, é minha vontade cumprir parte da sua sentença”.

Entre os peticionários há jovens e mais idosos. Um deles, com 68 anos, propõe, “estritamente por motivos práticos, que os voluntários mais velhos vão primeiro. Para mim, seria um privilégio ir em primeiro lugar”.

“Um dia espero que o meu país não se envolva no massacre de civis, como foi mostrado nos filmes que ele divulgou. Ao fazê-lo, fez-nos a todos um favor”, afirma outro peticionário.

Todos sabem que a possibilidade de que seja permitido cumprirem a sentença em nome de Bradley Manning é nula, mas insistem em dizer que são absolutamente sinceros na sua disposição. Seja como for, pretendem demonstrar como valorizam a decisão do soldado de promover a fuga de informação, e acham que a petição pode cumprir um papel de pressão sobre os juízes que decidem a sentença e que vão rever o seu caso.

Fonte: esquerda.net

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