sábado, 11 de maio de 2013

Tucano critica Alckmin e diz que SP não elegerá presidente ‘tão cedo’

 

Arthur Virgílio, prefeito de Manaus, diz que governador olha para o ‘umbigo’.
Ex-líder do PSDB criticou proposta paulista de unificar ICMS.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, ex-líder do PSDB no Senado, criticou nesta sexta-feira (10), após reunião com a presidente Dilma Rousseff, a posição do governo de São Paulo de defender a unificação do ICMS sem alíquota maior para a Zona Franca de Manaus.

Para Virgílio, o governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), só olha para “o próprio umbigo”. Ele disse ainda que a atitude "predatória" do estado fará com que São Paulo não eleja presidente "tão cedo". 

Alckmin defende a proposta do senador paulista Eduardo Suplicy (PT), integrante da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que busca estipular que o programa de unificação do ICMS tenha duas alíquotas, de 4% e de 7%. A ideia e enterrar a proposta de alíquota de 12% para áreas do Norte do país, o que poderia provocar perdas para São Paulo.

A proposta original previa unificar todas as alíquotas interestaduais para 4% em prazo de oito anos para acabar com a guerra fiscal. Surgiram então propostas para elevar as alíquotas do Norte, Nordeste e Centro Oeste para 7% e alíquota de 12% para a Zona Franca, para sete áreas de livre comércio na região Norte do país, e para o gás importado.

Para Arthur Virgílio, Geraldo Alckmin não deveria ter uma posição “regionalista”, tendo sido candidato à Presidência da República no passado. “Geraldo Alckmin teve a honra de ser candidato a presidente da República. Viajou o país inteiro. Quando você é candidato à presidente, você não pode mais trabalhar olhando o próprio umbigo.”

Para o prefeito de Manaus, Alckmin deveria ser um governador com “visão de Brasil” e fazer concessões. “Não pode trabalhar com falácias”, criticou. Virgílio afirmou que São Paulo é um “lobo”, enquanto Amazonas é um “carneirinho”.

Para ele, o governo de São Paulo não deveria se opor à alíquota de 12% de ICMS para a Zona Franca, porque o Amazonas tem problemas maiores do que São Paulo e não pode perder arrecadação.

“Essa atitude predatória que São Paulo adota acabará condenado São Paulo não eleger presidente da República tão cedo.” Virgílio afirmou ainda que Geraldo Alckmin voltar um dia a ser candidato a presidente, não poderá fazer campanha em Manaus.

“Candidato a presidente ele pode até ser, sem ir a Manaus, se Manaus não fizer falta. Eu aconselho que quando ele for lá, ele vá de chapéu, bigode, todo disfarçado, porque as pessoas lá não gostam dele. Manaus não gosta dele, enquanto São Paulo gosta muito de mim”, afirmou.

Indagado se pensa em PSDB por causa das desanvenças com Alckmin, Arthur Virgílio disse que não. “Não sou mariposa, que está em 500 partidos. Não sou de mudar de partido.”

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